000 my078 As notas dos jogadores do Brasil nos impressionantes 4 X 1 sobre o Uruguai no Centenário de Montevidéu

Eu tinha mínimos seis anos de idade quando, no dia 16 de Julho de 1950, meus pais me levaram ao Maracanã, a decisão da Copa entre o Brasil e o Uruguai. Posso dizer que foi a minha estréia oficial no Futebol. Não consigo recordar detalhes do cotejo. Apenas guardo na memória as imagens do babbo a chorar e da mamma a aplaudir a volta olímpica da Celeste: “Sou esportista”, ela me explicou, numa lição que se eternizaria em mim. 

Quase exatos trinta anos depois, em 17 de Junho de 1970, numa das semis da Copa do México, eu testemunhei, no imponente Jalisco de Guadalajara, o triunfo do Brasil de Pelé e Tostão sobre o Uruguai de Mazurkiewicz, 3 X 1. Cobri aquela competição pela revista “Veja” e, do prélio, guardei um prêmio impagável: o volante Clodoaldo me presenteou com a camisa que usara ao realizar 1 X 1. 

Trabalhar diante de um duelo Uruguai e Brasil se tornou um privilégio, muito mais do que uma obrigação. Especialmente quando o Brasil sapeca um placar de 4 X 1 no velho rival, e no Estádio Centenário. Eis de que forma analisei os atletas do cotejo desta quinta-feira, 23 de Março, pelas eliminatórias da Rússia/2018.

 

ALISSON – Apenas aos 62’ fez a sua primeira defesa. Sem julgamento. 

DANIEL ALVES – Melhor no apoio que na marcação. Atrasado no lance em que recebeu o amarelo. 6,5 

MARQUINHOS – Um susto a cada bola cruzada. 5,5 

MIRANDA – Bem mais tranquilo que o parceiro. 6,5 

MARCELO – Cometeu uma tolice radical ao propiciar o pênalti que, aos 9’, redundou no 1 X 0, Edinson Cavani, do Uruguai. 5,5 

CASEMIRO – Excessivamente cauteloso. Mal avançou além da linha divisória do gramado. De todo modo, soube controlar o ritmo de jogo que convinha. 7,5 

PAULINHO – Num petardo belíssimo, de 25 metros, o empate, 1 X 1, aos 18’. Daí, oportunista, desfrutou o rebote do tento da virada. O melhor do combate. E ainda cravou o quarto, de peito, nos acréscimos. 8,5 

RENATO AUGUSTO – Lento, arrastado. Não repetiu as ótimas atuações anteriores. 6,0 

FERNANDINHO – Sem julgamento.  

PHILLIPE COUTINHO – Tentou pela direita, tentou pela esquerda. Infrutiferamente. Precioso no lance que originou o segundo gol. 7,0 

WILLIAN – Sem julgamento. 

FIRMINO – Apagadérrimo. Muito longe da agilidade de Gabriel Jesus. 5,0 

DIEGO SOUZA – Sem julgamento. 

NEYMAR – Viveu de lampejos. Numa feliz arrancada, aos 75’, anotou um tento espetacular. 7,5

 

TITE – Registrou um recorde de antologia, sete triunfos em suas sete pugnas pelas eliminatórias. 8,0

 

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