4614 Um gol irregular, e o Timão cai em Araraquara

Fundada em Abril de 1950, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara, a Locomotiva da Morada do Sol, viveu o seu apogeu logo na sua primeira década. Subiu à divisão de cima em 1956. Logo depois, em 1959, ficou na terceira colocação do Estadual, apenas atrás dos então insuperáveis Palmeiras e Santos. Em 1960, realizou uma gloriosa excursão à Europa, quando bateu até mesmo o Futebol Clube do Porto, base da seleção lusitana. Eram os idos em que invariavelmente ganhava do Corinthians. 

Como se portaria, neste domingo, 19 de Março, diante do Timão, em sua casa, a bela Arena Adhemar de Barros, ou Fonte Luminosa, capacidade para 20.000 pessoas?

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A surpresa principiou logo na sua subida ao gramado. Ao invés do seu fardamento tradicionalmente grená, a dona da Fonte surgiu de camisas azuis. Explicação oficial: em uma pugna com a transmissão direta pela TV aberta, uma homenagem formal às cores de Araraquara, que celebrará em 22 de Agosto os seus duzentos anos. Com metade dos seus lugares tomados, cerca de 6.500 torcedores do clube visitante, os fãs da Locomotiva não participaram da ação da sua diretoria. Foram à Arena, mesmo, de grená. 

Poucos fãs, de fé escassa. Orientado por P. C. Oliveira, o do Futsal, o elenco da Ferroviária, nesta temporada, não magnetizou a sua região. Chegou ao domingo com meros 5 pontos em 24 possíveis, a pior performance dentre os 16 inscritos no campeonato. Do outro lado, o Corinthians acumulava 19, na liderança da classificação geral. Depois de um raro lampejo no começo do prélio, a Locomotiva efetivamente se retraiu e o Timão passou a dominar completamente a partida.

  Um gol irregular, e o Timão cai em Araraquara

Acontece, porém, que o alvinegro só havia registrado 9 tentos em 8 duelos no certame – enquanto, fato grave, tinha desperdiçado basicamente o dobro. E o fenômeno se repetiu. Antes dos 30’, por exemplo, só Jádson perdeu um par de chances nas imediações da área pequena. Sem falar no incrível estabanamento do artilheiro Jô.  

Na ausência de um cavalo à disposição, o castigo veio de trem. Aos 50’, num lance idiota, Fágner derrubou Alan Mineiro, ex-colega de Corinthians. Pênalti. Alan cobrou no poste. A bola resvalou em Cássio. Daí, Alan aparou o rebote com o braço e anotou, 1 X 0. Gol irregular. Mas o gol que agitou o combate. E que acordou o Timão.

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Bem, na verdade, meramente retirou da letargia. Não teve o devido condão de aprimorar a pontaria dos pupilos de Fábio Carille. Que convocou do banco o jovem Pedrinho, craque no título da Copa São Paulo, mais dois titulares a quem pretendia poupar, Rodriguinho e Romero. Apenas valorizou o arqueiro Tadeu, que defendeu tudo. Menos mal que o Timão, torpe e vil consolo, já se garantiu nas quartas-de-final.

 

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