ta 20151210 Copa do Brasil: na calorama de Cuiabá, o Corinthians ignora o Luverdense, 2 X 0.

Estado de Mato Grosso, cidade de Lucas do Rio Verde, 334 quilômetros ao norte de Cuiabá. Nasceu, durante a década de 70, de um assentamento agrícola implantado pelo Governo Militar, que pretendia preencher os vazios demográficos da região. Emancipou-se em 4 de Julho de 1988. De todo modo, curiosamente, apesar de toda a sua evolução, até o final da década de 90 ainda dependia da energia produzida por geradores a óleo-diesel. 

O batismo da cidade redunda de um curso de água local e do nome de um dos seus pioneiros, Francisco Lucas de Barros. Tem um estádio, o Municipal Passo das Emas, de capacidade para cerca de 12.000 espectadores – ou, 20% de toda a sua população, 60.000. Lá manda os seus jogos o Luverdense Esporte Clube, um alviverde fundado em 24 de Janeiro de 2004, atual campeão do Estado, o nono na Série B do Nacional de 2016.

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Nesta edição da Copa do Brasil, o Luverdense já superou a URT, União Recreativa dos Trabalhadores de Minas, e o Avaí de Santa Catarina. Pelo sorteio da CBF, lhe coube, na terceira etapa da competição, enfrentar o Corinthians, que já despachou a Caldense de MG e o Brusque de SC. Não seria natural, ao jovem alviverde, receber o seu rival tão antológico dentro de casa? Nada disso. Muito melhor se locomover até Cuiabá e pegar o Timão na modernosa Arena Pantanal, de 41.112 lugares disponíveis. 

Houve pouco mais de 15.000 presentes, basicamente em favor do Corinthians. Assim, claro, se esvaíram os fatores campo e torcida que o alviverde ostentaria no Passo das Emas. Antes de o prélio principiar, inclusive, os atletas do clube de Mato Grosso mais se preocuparam em tirar fotos com os seus adversários. Fábio Carille, o treinador do Timão, apenas reclamou de uma peculiaridade: alto, o gramado dificultaria a troca de passes.

 lateral esquerdo garantiu concentracao total no dy Copa do Brasil: na calorama de Cuiabá, o Corinthians ignora o Luverdense, 2 X 0.

Arana

De fato, os pupilos de Carille se atrapalharam até mesmo nas pelotas atrasadas. Matar uma bola no peito e baixá-la no chão, ah, nem pensar. Pobre Rodriguinho, incapaz de armar uma tabela. Aos 21’, todavia, uma tabela ocorreu, Arana, Romero, Arana – e um cruzamento rasteirinho da linha de fundo para Rodriguinho cara-a-cara com Diogo Silva, 1 X 0.

Só existia o Corinthians na partida. 

Brotou protocolarmente o gol dos 2 X 0, Gabriel, bela canhota de vinte metros, aos 25’. Daí, obviamente, numa calorama de trinta graus, umidade do ar acima dos 80%, combinação de fazer um lagarto transpirar, caiu o ritmo do desafio. Até nos dois arqueiros as camisas grudavam na pele. Ações compulsoriamente morosíssimas.

  Copa do Brasil: na calorama de Cuiabá, o Corinthians ignora o Luverdense, 2 X 0.

O Luverdense ainda se empenhou em caçar o seu tento de honra. Mas, lhe faltou gente, faltou eficácia. Resultado final de 2 X 0. Volta programada para a próxima quinta, 16, às 19h30, na Arena Corinthians. Ao Timão, bastará um empate para prosseguir na competição. 

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