Cadê o Nuzman?

Recebi o texto grifado de Alberto Murray Neto, advogado brilhante, herdeiro direto do grande legado de seu avô Sylvio de Magalhães Padilha (1909-2002), presidente do COB, da Odepa, integrante do COI. Murray foi inclusive membro do COB até que Nuzman, pelas suas costas, sorrateiramente o excluísse do organismo.

Eis o que Murray escreveu, na íntegra:

Notem como Carlos Nuzman anda sumido. Desaparecer é o oposto da personalidade dele.

Nuzman está estrategicamente quieto, ao mesmo tempo em que o Brasil e o mundo questionam severamente o legado negativo que os Jogos Olímpicos deixaram para o Rio. O presidente do COB e do Co-Rio sabe que, se puser a cabeça de fora, será vigorosamente cobrado sobre as promessas que fez de que a aventura Olímpica carioca colocaria o Rio e o Brasil em outro patamar de desenvolvimento. Foi com esse discurso que ele pretendeu sensibilizar os brasileiros que sediar o certame Olímpico valeria a pena. E, também, foi assim que ele convencia os membros do COI a arriscar e dar à América do Sul o direito de sediar sua primeira Olimpíada. Nada do que Nuzman prometeu aconteceu. Nuzman também tem medo que essas cobranças públicas possam atrapalhar sua campanha à presidência da Odepa. Por isso, Nuzman vive o estágio “esqueçam-me por um tempo”.

Em conversas privadas Nuzman tem falado que a questão do legado não é atribuição dele. Que a culpa dessa lambança é, antes de tudo, da Prefeitura Municipal do Rio e, em seguida, dos governos do Estado e Federal. Nuzman tem sustentado que a ele caberia, somente, organizar o evento (Co-Rio 2016) e preparar a delegação brasileira  (COB). Esse é um argumento cínico. Faz parte dos Comitês Olímpicos Nacionais e Comitês Organizadores, sempre, trabalhar o legado Olímpico. E no Brasil,  particular, Nuzman foi dos que mais bradavam os benefícios do legado.

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