Champions League: os dois duelos alucinantes do dia 15: Real 3 X 1 Napoli e Bayern 5 X 1 Arsenal.

Depois dos combates empolgantes que se realizaram na terça-feira, Benfica 1 X 0 Borussia Dortmund e PSG 4 X 0 Barcelona, continuou nesta quarta, 15 de Fevereiro, a crucial etapa das oitavas-de-final da Champions League de 2016/17. Uma etapa de fato letal, todos os desafios em ida e volta – daí, eventualmente, a prorrogação e a loteria dos penais. Eis como transcorreram os dois prélios desta data. A seguir, além de uma análise daqueles da próxima semana, um pequeno balanço dos já acontecidos. 

 

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Thomas Muller

Bayern 5 X 1 Arsenal

Allianz Arena de Munique (70.006 em 75.024)

Histórico, agora: 6vB/2e/3vA – 22gB X 12gA.

Clássico de antologia. Mas, cotejo de opostos na fase de grupos, bem irregulares os bávaros e surpreendentemente positivos os londrinos. Verdade que, à exceção do PSG, o Arsenal pegou adversários mais fracos na teoria, o Basel e Ludogorets, e o Bayern se deparou com os traiçoeiros PSV e Rostov, mais o duríssimo Atlético de Madrid. Tal currículo, contido, se tornou inútil logo aos 11’, tabela de Lahm com Douglas Costa e um arremate de Robben, de canhota, de curvita, que hipnotizou David Ospina.

Ao bávaros comandaram as ações até quase 30’. Então, bobamente, Lewandowski se enganchou em Koscielny e o árbitro Milorad Mazic, da Sérvia, apontou um penal. Alexis Sánchez cobrou e Neuer rebateu. Por sorte, e por muita sorte, rebateu precisamente no corpo do chileno, que se atrapalhou, girou e regirou e enfim igualou, 1 X 1. Bem depressa, contudo, no segundo tempo, os alemães despertaram. Aos 53’, levantamento de Lahm e testada de Lewandowski. Aos 56’, esquecido pela retaguarda dos  londrinos, Thiago Alcântara ampliou, 3 X 1. Aos 64’, o mesmo Thiago atirou das imediações da meia-lua, a bola resvalou em várias pernas e iludiu Ospina, 4 X 1.

O placar devastou o que sobrava de ânimo no Arsenal. E, ironicamente, sossegou a voracidade do Bayern. Ao invés de aumentar a sua folga, em função do prélio do retorno, se arriscou a encurtá-la. Pior, o pendurado Lahm viu um cartão de advertência e não visitará o Emirates Stadium. Afortunadamente, aos 86’, Thomas Muller, recém-entrado na posição de Lewandoski, driblou, driblou e registrou 5 X 1. Em casa, o Arsenal dependerá de um verdadeiro miracle, um placar brutal, sonoríssimo, de 4 X 0.

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Tony Kroos

Real Madrid 3 X 1 Napoli

Santiago Bernabeu (78.121 em 81.044)

Histórico, agora: 2vR/1e/1vN – 6gR X 2gN.

Pela profundidade do elenco, por seus talentos universais, e por atuarem diante dos seus fanáticos, os “Merengues” espanhóis pareciam os favoritos naturais. Até porque o time da Terra da Pizza havia sofrido bastante para visar o seu passaporte. E por um detalhe estatístico: o elenco de Zinedine Zidane apenas tinha perdido 5 das suas últimas 33 pugnas, em casa, na CL. Um dado alvissareiro? Bem, dentre sete pelejas, como visitante, o Napoli de Maurizio Sarri só tinha tombado em uma única ocasião.

Pois saiu à frente, espetacularmente, logo aos 8’, quando Hamsik enfiou a Insigne no meio da bequeira do Real. O atacante, um puro napuletàn’, estava a 35m da linha de meta. Espertérrimo, no entanto, percebeu que o arqueiro Navas havia se adiantado e bateu com efeito, 1 X 0. Pena, a tifoseria celeste se frustraria aos 19’, um cruzamento de três dedos, insólito, de Carvajal, que Albiol, um ex-Real, não pôde cortar. Às suas costas Benzema testou, 1 X 1. E o prélio, literalmente, adquiriu um ritmo alucinante.

No segundo tempo, o Napoli tentou desacelerar e manter a pelota no chão. Aos 49’, todavia, em velocidade através do flanco destro, Cristiano Ronaldo destroçou Koulibaly e, numa diagonal perfeita, recuou a Tony Kross, torpedo, 2 X 1. Como seria um torpedo o sem-pulo de Casemiro, aos 54’, da mesma posição, na linha da grande área, 3 X 1. Poverino o Burro, símbolo do time da Terra da Pizza, sumidos Hamsik e Mertens, o elenco limitado ao precioso arqueiro Pepe Reina e ao gladiador Insigne. No retorno, na sua Campania, necessitará implorar que San Gennaro abençoe a sua defesa.

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JOGOS DA TERÇA-FEIRA, DIA 21

Bayer Leverkusen X Atlético de Madrid

Favoritos, ainda que levemente, os ibéricos. Apenas não acumularam dezoito pontos em seis pugnas porque, já com o passaporte garantido, se pouparam na sua saída derradeira, uma derrota em viagem, Bayern, 1 X 0. 

Manchester City X Monaco

Os ingleses sofreram para visar o passaporte que os seus rivais do Principado, disputantes do certame da França, obtiveram com antecedência. Imprevisível, embora o retorno no Estádio Louis II prometa uma vantagem.

JOGOS DA QUARTA-FEIRA, DIA 22

Porto X Juventus

Os lusitanos apenas asseguraram a sua vaga na sua última peleja, 5 X 0 no elenco reserva do Leicester. Antes, em cinco porfias, apenas haviam anotado quatro vezes. A Velha Senhora de Turim padece com as invencionices do treinador Massimiliano Allegri. Porém, se sustenta graças a uma retaguarda que só levou dois raros tentos.

Sevilla X Leicester

Por incrível que pareça, o duelo mais interessante dos oito das oitavas. Enorme equilíbrio técnico e a chance de os inesperados ingleses definirem dentro de casa.

 

 

BALANÇO DOS JOGOS DO DIA 14

 JS120705007 Bongarts SL Benfica v Borussia Dortmund UEFA Champions League Round of 16 First Leg large trans NvBQzQNjv4BqJ8GWWgf1js gcyUcygKE5gMj6ciD9y 2uz4e9 PGUB0 Champions League: os dois duelos alucinantes do dia 15: Real 3 X 1 Napoli e Bayern 5 X 1 Arsenal.

Benfica 1 X 0 Borussia Dortmund

Estádio da Luz, Lisboa (55.124 em 65.647)

Histórico, agora: 2vBe/0e/1vBo – 3gBe X 6gBo

Apoiado pelo fervor do público, que tingiu de encarnado as suas arquibancadas e que vibrou com ao vôos de pré-partida da sua mascote, a águia Vitória, o clube lusitano segurou a pressão brutal do ataque alemão, o recordista absoluto da fase de grupos, 21 tentos. Éderson, o arqueiro do Benfica, um paulista de Osasco, se destacou como o melhor da porfia. Outro brasileiro, o zagueiro Luisão, que acabara de completar 36 de idade, na participação de número 500 com a sua esquadra, de cocuruto aparou um escanteio e propiciou a chance do grego Mitroglou, livrinho na área menor da Muralha Amarela.

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PSG 4 X 0 Barcelona

Parc des Princes, Paris (46.484 em 48.712)

Histórico, agora: 3vP/3e/4vB – 15gP X 16gB

Duas humilhações, em 2013 e em 2015, nas quartas da CL. E o clube da Cidade Luz enfim se vingou do seu rivalérrimo Blaugrana. Arrasador, na noite em que dois de seus estrangeiros, o platino Di Maria (29) e o uruguaio Cavani (30), festejaram os seus natalícios, e em que ainda brilharam dois outros não nativos da França, o tedesco Draxler e o italiano Verrati. O platino anotou dois tentos – um, em deliciosa cobrança de falta. Draxler e Cavani completaram o marcador inusitado. No seu Camp Nou, os bilionários da Catalunha precisarão ressuscitar Messi e Neymar – e devolver com cinco de diferença.

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