2ae16 O Corinthians faz 1 X 1 no Rio, o Atlético desaba diante do São Paulo e o Mosqueteiro acumula o seu sexto título no Brasileiro

O grande Timoneiro

Quando os gaúchos Anderson Darenco e Leandro Pedro Vuaden, respectivamente os árbitros de Vasco da Gama X Corinthians e de São Paulo X Atlético Mineiro, apitaram os inícios dos dois combates, em torno das 22h da quinta-feira, 19 de Novembro, o Timão já abocanhava, naquele momento, o título de campeão brasileiro de 2015.

 

De que maneira, só meros segundinhos de combate? Nada mais elementar. Caso os dois prélios se encerrassem sem gols, permaneceria em onze pontos a diferença a separar o líder e o seu vice na tabela do certame, 77 do Mosqueteiro e 66 do Galo. Isso, a três rodadas do desfecho do torneio – ou, nove pontos em disputa, folga irrecuperável...

 

O Timão e o Almirante atuavam basicamente completos. Além de Cássio, que não enfrentara o Peru, na terça, em Salvador, pelas eliminatórias da América do Sul à Copa da Rússia/2018, o treinador Tite se convenceu a levar ao gramado de São Januário os seus três pupilos titulares no elenco de Dunga – o zagueiro Gil, o meio-campista Elias e o armador Renato Augusto, que exigiram jogar depois de uma conversa durante a tarde do duelo.

 

Sem problemas Jorginho, do Vasco, e Mílton Cruz, do Tricolor, apenas desfalcado do lesionado Rogério Ceni, a situação parecia razoavelmente mais complexa para Levir Culpi, do Atlético: suspensos o becão Leonardo Silva e o lateral Douglas Santos, contundidos o zagueiro Edcarlos e o volante Josué, desafiaria um adversário ainda repleto de esperanças de obter uma vaga na próxima Libertadores. Ao Vasco, restava se garantir na Série A em 2016.

 

Afortunadamente, apesar das ameaças que envolveram os primeiros dias da semana, as torcidas do Mosqueteiro e do Almirante não produziram conflitos nas ruas estreitas dos arredores de São Januário. Com um efetivo em torno de 580 homens, mais cavalos e cachorros, fora e no interior do estádio, o Grupamento Especial de Policiamento e dois batalhões de choque atemorizaram os tolos mais ousados – havia 21.188 presentes, 10% provenientes de São Paulo. Pena que um energúmero absoluto, um fã do Timão, tenha acreditado que atravessaria, incólume, as revistas junto às catracas, com nove potes de tinta guache e pavios dependurados que sugeriam bombas de fundo de quintal. Acabou detido e, apesar do seu choro e das suas explicações, não pôde testemunhar o cotejo. Permaneceu na delegacia improvisada do estádio.

 

Claro que os partidários do Vasco, a imensa maioria dos espectadores da porfia, berraram atordoantemente. Ficou claro bem depressa, porém, que apesar da sua marcação sob pressão na saída de bola dos rivais, se antepunham a tensão dos integrantes do Timão na batalha pela taça e a tensão que carateriza atletas à beira de um rebaixamento. Três das pugnas da quarta (Ponte Preta 0 X Figueirense 1, Avaí 2 X Joinville 1, Goiás 1 X Coritiba 3) prenunciaram desastres para o Almirante. Seus contendores se afastavam na tabela de qualificação.

 

O Vasco quase assustou aos 15’, quando Rafael Silva, de forma bisonha, solou a pelota na cara de Cássio. Enquanto isso, no Morumbi, o Tricolor e o Galo dividiam raríssimos sustos diante de Denis e de Victor. Em ambos os campos, sem fricotes, serenos, os mediadores conduziam as ações com  tranquila firmeza. Então, paulatinamente, o Timão se assentou. Dos 30’ aos 35’, já debaixo do incômodo de uma chuvinha, criou três chances. Faltavam singelos ajustes nos arremates. E a água apagou o fogo-de-palha do Almirante, super-dependente de Nenê, numa jornada bastante ruim, e das investidas atabalhoadas do equatoriano Riascos. Placar de 0 X 0 no Rio e em São Paulo. Resultados que davam o título ao Coringão.

 

Nos últimos 45 minutos, logo o panorama praticamente se modificou – no Morumbi. Péssimo o Tricolor, recatado mas bem composto o Galo, aos 57’ Tiago lançou a Luan, a retaguarda de Mílton Cruz empacou inexplicavelmente e o placar se tornou 1 X 0. De repente, uma igualdade não mais interessava ao Mosqueteiro, que precisava superar o Vasco. Paralelamente, o São Paulo olhava de binóculos o seu acesso à Libertadores. Aos 68’, num rebote de Victor, o recém-entrado Alan Kardec, no lugar de Pato, cravou 1 X 1. Vã fantasia. Mal saiu com a bola, aos 71’,  o Atlético dobrou, 2 X 1, o ótimo argentino Dátolo. As emoções se exacerbaram. Aos 75’, com um petardo de quase 30 metros, Michel Bastos anotou os 2 X 2.

 

No Rio, alívio para Tite & Cia, o violento Rodrigo, que já recebera um amarelo, levantou exageradamente a perna direita e acertou a cabeça de Malcom. Vermelho. Alívio? Nada, nadica. Mesmo com dez, às costas de Edílson, uma avenida em seu flanco, Júlio César bateu à saída de Cássio e abriu para o Almirante. Finito? Nadica. Nunca os fãs do Corinthians vibraram pelo Tricolor como aos 85’ – no Morumbi, tento de Alan Kardec, placar de 3 X 2 em favor do São Paulo. O elenco do Galo desabou. Aos 90’, Tiago derrubou Rogério na grande área. Penal que Luís Fabiano converteu. De modo a não se envergonharem com uma faixa carimbada, os atletas de Tite resolveram acossar o Almirante da Cruz de Malta.

 O Corinthians faz 1 X 1 no Rio, o Atlético desaba diante do São Paulo e o Mosqueteiro acumula o seu sexto título no Brasileiro

 O tento de Wagner Love

Num levantamento, o amuleto Lucca ajeitou de cabeça e Wagner Love determinou 1 X 1. Corinthians campeão, a sua sexta taça – é, eu me recuso a falar em Hexa. Seria o Hexa se o Mosqueteiro somasse seis lauréis consecutivos. Um purista do idioma? Exatamente. Um Cavaleiro da Távola Redonda. Mas, e daí, Hexa ou seis, tanto faz a nomenclatura. Vale o fato de Tite & seus bravos rapazes terem realizado uma temporada irrepreensível. Parabéns.

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 As charmosas camisas da festança

PS.: Principal mérito da reação do São Paulo – superou o Santos na tabela e se acomodou na Zona da Libertadores. Vale o esforço até os suspiros derradeiros da pugna.

 

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