ana satila agua 450x300 200312 div A fantástica fábrica de atletas da Canoagem do Brasil no Pan, os moços e moças que, mesmo menos famosos, guardadas as proporções, refulgiram mais do que a turma da Natação...

Ana Sátila, um ouro e uma prata em dois estilos diferentes

Metáforas e patriotismos à parte, como profissional que, no jornalismo, acompanha o Esporte desde a Olimpíada da Cidade do México, em 1968, eu me orgulho em dizer: além da Natação espetacular, guardadas as proporções de custo/benefício, de fama/clandestinidade, de mídia/esconderijo, a Canoagem, até agora, é a modalidade mais bem sucedida do Pan/2015.

 

Pois eu provo a minha declaração aparentemente maluca.

Números inefáveis, sempre números irrefutáveis...

 

A Canoagem, em Toronto, se dividiu em duas categorias: a das embarcações de Velocidade e a do Slalom. Tipos diferentes de postura, pois Velocidade e Slalom ainda se separam em dois estilos de condução, Canoa e Kayak. Na Canoa, o competidor utiliza um remo de duas pás, uma em cada ponta, enquanto que, no Kayak, recorre ao remo mais complexo, aquele com o seu arrasto em uma única das pontas. As provas de Velocidade acontecem em águas lisas, lagos ou represas; e as de Slalom, em corredeiras razoalvemente perigosas, naturais ou artificiais.

 

O Brasil levou dezoito representantes a Toronto. E quinze arrebataram medalhas. Houve contendas no Slalom, a descida absurda de um rio, com uma série enlouquecedora de obstáculos cruciais, pedras e  redemoinhos, mais portões a serem vencidos (um esbarrão na baliza significa um sacrifício de 2” no tempo final; uma falha na entrada de um dos portões, além da exigência do retorno em busca do trajeto correto, vale um aumento de 50”). E houve contendas em águas mansas, tipo represa, com catorze navegadores do Brasil e nove medalhas em treze corridas. Todos os doze rapazes subiram ao pódio. Das seis garotas, infelizmente, quatro se frustraram.

 

Na performance acumulada, contudo, es-pe-ta-cu-lar!

 

692x360x122 692x360.jpg.pagespeed.ic.m8qYcsdgSi A fantástica fábrica de atletas da Canoagem do Brasil no Pan, os moços e moças que, mesmo menos famosos, guardadas as proporções, refulgiram mais do que a turma da Natação...

Isaquias, duas de ouro e uma de prata, também em dois estilos

Eis todos os heróis ou heroínas da modalidade no Pan:

 

Isaquias Queiroz dos Santos (3 = 2 de ouro, 1 de prata)

Ana Sátila (2 = 1 de ouro, 1 de prata)

Celso Dias Oliveira (2 = 1 de prata e 1 de bronze)

Édson Isaías (2 = 1 de prata e 1 de bronze)

Vágner Souta (2 = 1 de prata e 1 de bronze)

Anderson Oliveira (1 de prata)

Charles Corrêa (1 de prata)

Pedro da Silva (1 de prata)

Erlon de Souza Silva (1 de prata)

Gilvan Bitencourt Ribeiro (1 de prata)

Roberto Maehler (1 de prata)

Edson Isaías Freitas da Silva (1 de prata)

Hans Nallman (1 de bronze)

Felipe da Silva (1 de bronze)

Ana Paula Vergutz (1 de bronze)

Valdenice Conceição do Nascimento (1 de bronze)

 

No Slalom, quinze medalhas à disposição, todos os cinco inscritos arrebataram as suas (1 de ouro, 3 de prata e 1 de bronze, atrás dos EUA 3-1-1, à frente do Canadá anfritrião 1-1-2). Na Velocidade, catorze inscritos, onze levaram os seus troféus (2 de ouro, 3 de prata e 4 de bronze). Atente que os números não batem porque em provas nas quais competem dois ou mais atletas o COI considera apenas um  galardão – mas, todos os atletas da batalha, como, por exemplo, o Kayak com quatro membros, recebem a sua glória. Mais detalhes em www.toronto2015.org.

 

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