papa costas Três motes sem um nexo aparente

Acontece. Existem momentos em que os temas de plantão não provocam o escrevinhador. Mas, caem do céu. Bem no colo de quem necessita.

Primeiro. Morreu, dias atrás, José Carlos de Barros Neiva.

Quem?

Eu conto. Um dos pioneiros na moderna aeronáutica do Brasil.

Um visionário, um cidadão fantástico.

Desenvolveu o “Paulistinha P-55”. Inventou planadores, o motorizado “Regente”, o “Universal”, até que, no princípio dos anos 80, a Ditadura Militar, que açambarcava o País, o compeliu a entregar a sua empresa.

Vem de lá o que conhecemos por Embraer.

A Ditadura exigiu o fim da Neiva. Pela Embraer...

Claro, ele ganhou um bom dinheirinho de compensação.

E, um vil consolo, se instalou em São Sebastião, onde faleceu.

Mas, a Embraer não fez a mínima homenagem ao querido Tio Zezinho.

Fica, aqui, a minha singela honraria.

Segundo. Dos quatro principais campeonatos de futebol da Europa, três já parecem decididos: o Alemão, o Espanhol e o Inglês.

As distâncias, nas tabelas de classificação, se tornaram inacessíveis.

Ainda resta uma mera disputazinha na Itália.

A Juventus permanece cinco pontos à frente do Napoli.

E, terceiro, a inopinada renúncia do Papa Bento XVI.

Católico de formação, e de educação, jamais fui um fã de Joseph Ratzinger.

É um conservador radical. Eu gostava bem mais de João XXIII.

Angelo Roncalli, o robusto, rechonchudo, do Concílio Vaticano II.

O Papa que tentou aproximar a Igreja do povo.

Porém, deixo pública a minha admiração pela despedida de Ratzinger.

Chutou o pau da barraca, acabou com o balde.

Ou a Igreja do Vaticano, agora, se renova, ou se destrói.

Chega de safadezas, de corrupção, até de pedofilia.

Vá em paz, Ratzinger. Propiciou uma lição de compostura.

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