Enfim, eis as provas de que o futuro de Alexandre Pato será mesmo bastante risonho

pato 450 Enfim, eis as provas de que o futuro de Alexandre Pato será mesmo bastante risonho

Desde a sua estreia oficial pelo Milan, em 13 de janeiro de 2008, até a sua apresentação formal no CT do Corinthians, no Parque Ecológico do Tietê, em 11 de janeiro de 2013, praticamente cinco anos exatos, 1825 dias, Alexandre Rodrigues da Silva, mais conhecido como Pato, ficou 582 longe dos gramados, um terço do seu tempo útil na Velha Bota.

Isso torna o garoto paranaense de Pato Branco, nascido em 2 de setembro de 1989, um atleta “bichado”, como pretendem os seus detratores?

Não, absolutamente não. Basta examinar meticulosamente, racionalmente, em detalhes inteligentes, não passionais, os motivos das suas paradas.

Em duas ocasiões, em 2011, Pato perdeu seis dias, somados, por causa de meros resfriados. Mais dezoito, também em 2011, num lance de azar em que luxou a clavícula canhota. Adicionem-se à conta, ainda, 42 dias, 27 por entorses no tornozelo esquerdo, 15 no tornozelo destro. Importante: as duas entorses no tornozelo destro aconteceram num intervelo curtíssimo de doze dias – evidência óbvia de um tratamento ridiculamente realizado.

Resta falar dos 516 dias que Pato perdeu por problemas musculares.

Um número absurdo, quase 90% das suas paradas.

Exatos 313 dias por lesões da coxa direita, 203 na coxa canhota – inclusive, nessa conta da canhota, o tempo entre 21 de Novembro de 2012 e a data da sua apresentação formal no CT do Corinthians. Uma conta arredondada, pois o garoto ainda não voltou a atuar, embora já bata bola em treinos. E tenha o seu retorno previsto para Fevereiro.

A primeira providência que o Corinthians adotou ao recebê-lo no Brasil para a sua assinatura de contrato foi entregá-lo aos exames de um especialista em Patologia Neuromuscular, o Dr. Beny Schmidt. Mesmo as biópsias do Dr. Schmidt não descobriram nada de errado nas células dos conjuntos musculares da coxa direita e da coxa esquerda do garoto.

Conclusões naturais:

1. Pato desembarcou no Milan muito jovem, antes de completar os dezoito anos e ainda com os seus tecidos musculares em formação.

2. O clube da Bota, que se orgulha publicamente do seu Milan Lab, um centro médico supostamente genial, aplicou a ele os mesmos métodos de treinamento de um adulto normal.

3. Os equívocos sucessivos do Milan Lab produziram no rapaz um imperdoável processo de desequilíbrio muscular.

Três provas desses equívocos:

1. Em 28 de Fevereiro de 2010 ele sofreu um estiramento na coxa direita que o pregou no estaleiro por vinte dias; mal cuidado, em 21 de Março o garoto teve um novo estiramento na mesma coxa – 48 dias de estaleiro.

2. Em 18 de Janeiro de 2012 ele sofreu um estiramento na coxa esquerda que o pregou no estaleiro por vinte dias; pessimamente tratado, precipitadamente devolvido aos gramados, em 18 de Fevereiro o rapaz acusou mais dores na mesma coxa; sete dias de estaleiro.

3. Em 27 de Fevereiro de 2012, de novo precipitadamente devolvido aos gramados, Pato arcou com as consequências no outro lado do corpo, um estiramento na coxa direita, estaleiro por 35 dias; em 3 de Abril, de novo pessimamente tratado, de novo precipitadamente devolvido aos gramados, o garoto arcou com as consequências no outro lado do corpo, estiramento na coxa esquerda, 57 dias de estaleiro. Ah, os sábios do Milan Lab.

A diretoria e a comissão técnica do Corinthians já sabem que Alexandre Pato só necessita de exercícios adequados para recuperar o equilíbrio muscular e demonstrar o seu enome talento com as camisas do Timão e do Brasil.

Quanto aos sábios do Milan Lab, que se preocupem apenas com os perus eventualmente engolidos pelos arqueiros do seu clube...