O futuro risonho de Alexandre Pato – Blog do Silvio Lancellotti – R7

O futuro risonho de Alexandre Pato

Assim que se anunciou a contratação de Alexandre Pato pelo atual campeão mundial de clubes, uma infinidade de anticorinthianos desandou a encher espaços na Internet e nas Mídias Sociais com uma forma curiosa de torcida – desejam eles que, no seu próprio dizer, o garoto esteja “bixado”.

 

Utilizo o termo na exata maneira com que os autodenominados anticorinthianos escrevem. Ao menos poderiam recorrer ao dicionário e descobrir que o certo é “bichado”. Ou, incapaz de se livrar de uma inacreditável sucessão de lesões.

 

pato 300x238 O futuro risonho de Alexandre Pato

 

Corrigir vocabulário, aqui, porém, não importa.

 

Vale mais examinar o absurdo de tanto rancor.

 

De um lado, se trata de um sonho maligno: por quê pretender o pior para um jovem que merece tocar a sua vida onde quer que se instale? Por outro, se trata de um sonho tolo. Pois os tais anticorinthianos vão se frustrar.

 

Cruzei com Duílio Monteiro Alves, co-diretor de futebol do alvinegro, faz mais de um mês, antes mesmo de o Timão viajar ao Japão. Conheço o rapaz desde a década de 80, quando escoltava o “Barba”, seu pai Adílson, na montagem da heróica “Democracia”. Diria que vi Duílio crescer.

 

Ainda assim, apesar de todos os contatos que mantivemos em cerca de trinta anos, me impactaram a sua presente tranquilidade, a sua maturidade de hoje.

 

Duílio me detalhou, em minúcias, todo o planejamento estruturado pela comissão técnica do alvinegro em função do mundial oficial da FIFA. Um projeto aparentemente sem vazios – conforme o título demonstrou.

 

Garantiu que o departamento médico conseguiria recuperar o atacante Paolo Guerrero, recém-machucado. E o peruano se consagrou como o artilheiro decisivo do Timão no mundial. Para a minha surpresa, Duílio também antecipou a intenção de o Timão buscar, na Itália, Alexandre Pato.

 

Sinceramente, não me assusto com o passado, ahn, hospitalar do garoto. Nos jornais e na TV eu me tornei um especialista no Calcio, o futebol da Velha Bota, e registrei todos os fracassos do chamado Milan Lab, criado em 1999 para, supostamente, livrar os atletas do "Diavolo" das suas lesões.

 

Com um sorriso de segurança contagiante, Duílio afirmou que o alvinegro, de uma forma discretísima, pacientemente monitorava as atividades de Pato – e que o seu departamento médico saberia como resgatá-lo.

 

Organização, programação, eis os motes que comandam o Timão.

 

O departamento médico do alvinegro melhor que o Milan Lab? Não duvido. O Milan Lab, por exemplo, não foi capaz de constatar que, por equívocos dos seus “mágicos”, Pato carrega a punição de um desequilíbrio muscular – de solução elementar. Mais: também não padece de focos infecciosos que atrasariam, ou mesmo impediriam, qualquer tratamento adequado.

 

Não, Pato não está “bixado”. Muito menos “bichado”. Pode crer.

 

Envie o seu comentário. Critique, até. Juro que não fico bravo.