Análises intuitivas da Libertadores/2013

Corinthians x Boca Análises intuitivas da Libertadores/2013

Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

Desprezo as especulações. Mais: fujo radicalmente de qualquer tentativa de distribuir palpites. De todo modo, há momentos em que, profissionalmente, me sinto obrigado a fazer análises que se confundam com previsões.

É o caso da divisão dos clubes da próxima Libertadores de América.

Minhas análises, porém, serão mais intuitivas do que tecnocráticas.

GRUPO 1
Barcelona (EQU), Nacional (URU), Boca (ARG), Toluca (MEX)
A sua rivalidade de antologia deverá desgastar Nacional e Boca, que ainda precisarão desafiar o Toluca na altitude de 2.680m. Qualquer escorregão dos pré-favoritos poderá facilitar a classificação de um dos azarões.

GRUPO 2
Sporting Cristal (PER), Libertad (PAR), Palmeiras (BRA), Tigre (ARG) ou Deportivo Anzoátegui (VEN)
Clássicos nas suas pátrias, em outros idos, o Sporting Cristal (29 presenças na história da Libertadores) e o Libertad (catorze) são os maiores rivais na luta do Palmeiras, recém-rebaixado à Série B do Brasil, pelo resgate da sua honra. Caso o Verdão se reaprume, na sua política interna, e reforce o seu elenco claudicante, talvez não sofra muito para se qualificar. Um problema promete ser o Tigre, semanas atrás em guerra contra o São Paulo.

GRUPO 3
Arsenal (ARG), The Strongest (BOL), Atlético Mineiro (BRA), São Paulo (BRA) ou Bolívar (BOL)
Para sobreviver na competição, o São Paulo necessitará superar o Bolívar nos 3.650m de altitude de La Paz – isso, apenas poucos dias depois do fim das férias dos seus atletas. Uma altitude, aliás, à qual retornará no seu jogo diante do Strongest. Sem falar que, no seu trajeto, ainda existirá o Atlético Mineiro, bem mais descansado. Complicado o destino do Tricolor...

GRUPO 4
Velez Sarsfield (ARG), Peñarol (URU), Emelec (EQU), Deportes Iquique (CHI) ou León (MEX)
De novo paira a rivalidade de antologia entre a Argentina e o Uruguai. Mas, neste caso, nada que possa comprometer a qualificação de Velez e Penãrol diante de três clubes sempre irregularíssimos na temporada de 2012.

GRUPO 5
Corinthians (BRA), San José (BOL), Millionários (COL), Tijuana (MEX)
Os três rivais, especificamente, não assustam o detentor da Libertadores e do título Mundial. Bem mais preocupam o Timão as distâncias a viajar e as altitudes a escalar. Oruro fica a cerca de 2.400 quilômetros, 3.735m acima do nível no mar. Bogotá, cerca de 4.300 quilômetros, 2.626m acima do nível do mar. Tijuana, apenas cerca de 30m acima do nível do mar – mas, um percurso aéreo exaustivo, de cerca de 9.700km. Verdade que os astros do alvinegro acabam de completar uma volta inteirinha no planeta. Ficarão felizes, no entanto, se arrancarem meros três pontos como visitantes.

GRUPO 6
Independiente de Santa Fé (COL), Cerro Porteño (PAR), Real Garcilaso (PER), Tolima (COL) ou César Vallejo (PER)
Um conjunto fraquérrimo, com levíssima primazia para o Cerro Portenho, especialmente por causa da agressividade da sua torcida. Neste Grupo 6, em um desenrolar sem brilhos, absolutamente tudo, tudo, pode acontecer.

GRUPO 7
Deportivo Lara (VEN), Universidad de Chile (CHI), Newell’s Old Boys (ARG), Olímpia (PAR) ou Defensor (URU)
Um conjunto equilibrado, embolado, sem nenhum destaque particular.

GRUPO 8
Fluminense (BRA), Uachipato (CHI), Caracas (VEN), Grêmio ou Liga Deportiva Universitária de Quito (EQU)
Programado para a atapa eliminatória do torneio, o desafio entre o Grêmio e a LDU promete exibir um drama de emoções singulares. A LDU evolui, ano a ano, e hospeda o Grêmio na altitude de 2.800m. Quem sobreviver vai brigar com o Fluminense pela primeira colocação dentro deste quarteto.