A vitória da aplicação sobre a petulância – Blog do Silvio Lancellotti – R7

A vitória da aplicação sobre a petulância

taca mundial 16122012 A vitória da aplicação sobre a petulância

Pois é. Foi o triunfo da humildade, da coletividade, do desdobramento, do coração, sobre a arrogância e sobre o pedantismo.

Na decisão de Yokohama, embora acuado pela torcida do Corinthians, que não cessou um instante de gritar, ao final do tempo inicial o Chelsea saiu do gramado seguro de que o seu domínio territorial, embora estéril, se multiplicaria na etapa derradeira.

Aconteceu, porém, exatamente o contrário. Mesmo no intervalo a torcida do Corinthians não interrompeu a sua vibração. Com certeza os seus brados e os seus cantos ecoaram nos vestiários.

E o Corinthians retornou ao cotejo com uma postura de mandante.

Sua torcida?

Houve transmissão que falou em 30 mil loucos. E houve transmissão que falou em 40 mil. Não importa o número. Foi a torcida incrível do Timão o primeiro fator a conduzir o clube à sua conquista.

Outros heróis?

Tite, o treinador que, taticamente, colocou Rafa Benitez, seu adversário, no bolso do seu agasalho. Fez com que Hazard desaparecesse. Fez com que Ramires sumisse. Limitou as investidas do Chelsea ao esforço desengonçado do espanhol Torres e do nigeriano Moses.

Tudo bem, o arqueiro Cássio se comportou como um herói, quatro intervenções fenomenais. Mas, Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos, os zagueiros do Timão, atentíssimos, praticamente não falharam – e ainda iniciaram bons lances de contraofensiva.

Ralf e Paulinho, craques do meio-campo, individualmente pouco brilharam. Mas comoveu a sua postura de sacrifício no cerco e na marcação. Permitiram que sobrassem espaço e fluência a Danilo e a Jorge Henrique – que erraram vários passes, mas exibiram um fôlego de corredor de ultramaratona.

Émerson cumpriu com garbo a sua obrigação de trafegar, de maneira incessante, entre os flancos do gramado. O Sheik, inclusive, irritou tanto o rude becão Cahill que o britânico acabou expulso.

Quanto ao peruano Guerrero, de novo justificou o sobrenome. Atuou com dores no joelho direito, recebeu um batalhão de pontapés.

De todo modo, estava no lugar certinho para anotar 1 a 0.

O tento da vantagem, do título, da consagração.

Na cerimônia de premiação, o contraste se exacerbou.

Aos sorrisos escancarados, os atletas do Corinthians pularam, dançaram, até choraram. Do outro lado, impressionaram os semblantes carregados dos pré-favoritos do Chelsea. Que chegaram ao Japão como os campeões do universo. E partiram como cachorros vira-latas.

Não puderam saborear nem os ossos do churrasco do Timão.

Manifeste a sua opinião. Pode criticar. Juro que não fico bravo.

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7