A carruagem de Kaká e Kakazinho

BJORN LINDGREN AFP A carruagem de Kaká e Kakazinho

Tudo bem, eu admito, concordo.

A seleção do Iraque, dirigida pelo pobre Zico (que fria, meu amigo Galinho), não dispõe da menor condição de enfrentar o time do Brasil comandado por um Mano Menezes ainda acuado, ainda inseguro com a sua manutenção no cargo mais nobre do futebol do País.

Nem mesmo um Brasil muito, muito distante do seu melhor conjunto, apenas vinte minutos de treinamento com o elenco atual.

Mas, foi gostoso ver de que maneira o time de Mano atuou com rapidez e segurança. Principalmente pela consciência e pela confiança exibidas pela dupla de armação formada por Kaká e Kakazinho.

Na sua primeira partida, lado a lado.

Isso mesmo, o Kaká, que parece, paulatinamente, recuperar o seu estilo depois de quase dois anos de lonjura das convocações, e apesar dos maus-umores de José Mourinho, o seu feitor no Real Madrid.

E o Kakazinho, pois era esse o apelido do talentosíssimo Oscar, hoje no Chelsea, nas categorias de base do São Paulo. Como os pilotos de uma carruagem lubrificadérrima, puxada por oito cavalos, os dois, o Kaká e o Kakazinho, passearam através do gramado de Malmoe, Suécia.

Exibiram vislumbres do que poderão fazer com mais preparação.

O resultado da pugna, 6 X 0, não interessa.

Bastou a primeira etapa para que os dois provassem a sua qualidade.

E atestassem a sua personalidade.

Ambos se casaram impecavelmente num dos dois tentos de Oscar.

Impressionante a sua movimentação.

E eu poderia encerrar este texto por aqui. Voltei a ter esperanças.

Em particular, graças à carruagem de Kaká e Kakazinho.

Que não diminuiu a pressão na etapa derradeira.

Kaká marcou um gol maravilhoso. Como antigamente. Numa pontada individual. Com direito a uma corrida de cinquenta metros.

E uma pancada cruzada de canhota.

O seu primeiro gol desde Junho de 2010.

Hulk logo anotou 4 X 0. Pobre Zico...

Daí, aos 27 do tempo final, Mano deu chance a Lucas e poupou Kaká.

Que saiu aplaudidíssimo.

Aos 29, Mano trocou Hulk por Thiago Neves.

Faltava um gol que despertasse o apagado Neymar.

Aconteceu, aos 31. Placar de 5 X 0.

Aos 35, Lucas, 6 X 0.

Daí, logo saiu Oscar.

Sem Kaká e sem Kakazinho, o duelo perdeu o colorido.

Agora é esperar que a carruagem funcione contra o Japão.

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