Publicado em 11/10/2012 às 18h00
A carruagem de Kaká e Kakazinho
Tudo bem, eu admito, concordo.
A seleção do Iraque, dirigida pelo pobre Zico (que fria, meu amigo Galinho), não dispõe da menor condição de enfrentar o time do Brasil comandado por um Mano Menezes ainda acuado, ainda inseguro com a sua manutenção no cargo mais nobre do futebol do País.
Nem mesmo um Brasil muito, muito distante do seu melhor conjunto, apenas vinte minutos de treinamento com o elenco atual.
Mas, foi gostoso ver de que maneira o time de Mano atuou com rapidez e segurança. Principalmente pela consciência e pela confiança exibidas pela dupla de armação formada por Kaká e Kakazinho.
Na sua primeira partida, lado a lado.
Isso mesmo, o Kaká, que parece, paulatinamente, recuperar o seu estilo depois de quase dois anos de lonjura das convocações, e apesar dos maus-umores de José Mourinho, o seu feitor no Real Madrid.
E o Kakazinho, pois era esse o apelido do talentosíssimo Oscar, hoje no Chelsea, nas categorias de base do São Paulo. Como os pilotos de uma carruagem lubrificadérrima, puxada por oito cavalos, os dois, o Kaká e o Kakazinho, passearam através do gramado de Malmoe, Suécia.
Exibiram vislumbres do que poderão fazer com mais preparação.
O resultado da pugna, 6 X 0, não interessa.
Bastou a primeira etapa para que os dois provassem a sua qualidade.
E atestassem a sua personalidade.
Ambos se casaram impecavelmente num dos dois tentos de Oscar.
Impressionante a sua movimentação.
E eu poderia encerrar este texto por aqui. Voltei a ter esperanças.
Em particular, graças à carruagem de Kaká e Kakazinho.
Que não diminuiu a pressão na etapa derradeira.
Kaká marcou um gol maravilhoso. Como antigamente. Numa pontada individual. Com direito a uma corrida de cinquenta metros.
E uma pancada cruzada de canhota.
O seu primeiro gol desde Junho de 2010.
Hulk logo anotou 4 X 0. Pobre Zico...
Daí, aos 27 do tempo final, Mano deu chance a Lucas e poupou Kaká.
Que saiu aplaudidíssimo.
Aos 29, Mano trocou Hulk por Thiago Neves.
Faltava um gol que despertasse o apagado Neymar.
Aconteceu, aos 31. Placar de 5 X 0.
Aos 35, Lucas, 6 X 0.
Daí, logo saiu Oscar.
Sem Kaká e sem Kakazinho, o duelo perdeu o colorido.
Agora é esperar que a carruagem funcione contra o Japão.
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