Nos meus quase 43 anos de carreira no ramo dos esportes, convivi, pessoalmente, com inúmeros atletas de ponta, da Copa à Olimpíada.

Tenho a camisa com que o Clodoaldo realizou o gol do empate, em 70, Guadalajara, naquela partida muito tensa pela semifinal. Também tenho um livro comemorativo daquela competição, com autógrafos de todos os integrantes da delegação do Brasil que viajou até o México.

Tenho uma bandeira com a firma de Dieguito Maradona.

Tenho camisas autografadas, de Pelé a Totò Squillacci.

De Ale Del Piero, inclusive a do centenário da Juventus de Turim.

Do cestobolista David Robinson ao voleibolista Xandó.

Uma jaqueta de Reggie Jackson, quando jogava beisebol pelos New York Yankees. A capa de chuva de Roberto Baggio na Itália/90.

Um livro pessoalmente dedicado por Bobby Fischer, maior enxadrista de todos os tempos. Outro pelo pugilista George Foreman. E outro pelo capo-Mafia Giuseppe Bonanno. Sem falar de bandeiras, flâmulas, uma coleção de pins que se desdobra por duas paredes em meu escritório.

Já fui a um cotejo do Corinthians com a 9 assinada pelo Fenômeno.

Naveguei com Paul Cayard, mestre do Iatismo, em São Sebastião...

Cesar Cielo me honrou num guardanapo que, atualmente, enriquece uma parede de molduras no PianoPiano, restaurante de que cuido.

No entanto, de que me vale tal coleção, em quase 43 anos de carreira?

Destinei o lote inteirinho ao meu neto primogênito, o Dudi.

Não me sinto vazio, convenhamos, porém ao entregar o lote.

Apenas me entristece, profundamente, a situação do atacante Adriano, que me proporcionou uma emoção inolvidável em uma decisão de Copa América. E que anotou um tento crucial, mesmo capenga, num prélio básico, pelo Corinthians, no último Campeonato Brasileiro.

Sim, me entristece por perceber que ele padece, emaranhado nas suas complicações pessoais, nas suas várias tragédias de família, na absoluta ausência de quem o pegue pela mão – e o livre dos estorvos.

Adriano é um personagem imagético, freudiano.

Não consegue se livrar da cambada de bandidos que o atrapalham.

No Flamengo, ou na CBF, alguém precisa auxiliar Adriano.

Como um garoto que não cresceu e que não amadureceu.

Como um garoto sem paradeiro e sem destino.

Que Hebe Camargo, a minha mamãe Dona Helena, e todos os santos do Céu e todos os inteligentes daqui, tomem conta desse pobre rapaz.

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