Memória Olímpica

Quem nunca viu, desafortunadamente não sabe o que perdeu. Dias atrás, em 11 de junho, aos 60 anos de idade, de ataque cardíaco, faleceu Teófilo Stevenson Patersson, cubano, simplesmente o maior pugilista amador de todos os tempos.

Um peso pesado de elegância exemplar, Stevenson somou três ouros olímpicos (Munique/72, Montreal/76, Moscou/80) – além do húngaro Laszlo Papp e do seu compatriora e sucessor Felix Savón, o único boxeador, na história dos Jogos, a realizar tal façanha.

Por um bom tempo, nos seus idos de apogeu, empresários lhe ofereceram fortunas para que abandonasse a sua condição e aceitasse lutar contra o mago profissional Muhammad Ali (Cassius Clay), um norte-americano. Stevenson, porém, sempre se recusou. Não queria desgostar o seu comandante Fidel Castro.