Zilda Ulbrich, a Coca (1927-2014)

 Zilda Ulbrich, a Coca (1927 2014)

 

Que me perdoem as estrelas de hoje, Sheilla, Thaísa etc... E as meninas de ontem, anteontem, do passado, glórias como Paula e Hortência, Jaqueline, Vera Mossa, Isabel e tantas outras. Até de modalidades diferentes, como a Marta do Futebol, a Piedade da Natação, a Aída dos Santos do Atletismo... Mas, a maior atleta do Brasil, em todos os tempos, foi Zilda Ulbrich (1927-2014), a Coca, que defendeu, simultaneamente, nas décadas de 40 e de 50, as seleções nacionais do Basquete e do Voleibol.

 

Tive o privilégio de conviver pessoalmente com a Coca, minha companheira de Conselho Deliberativo do Clube Pinheiros. Sou amigão de seu mano, o Hugão, eternamente bem-humorado. Até alguns anos atrás, quando eu frequentava o Pinheiros, nas peladas do Voleibol nas manhãs de domingo, ao lado de outros saudosos como Joelmir Beting e Omar Fontana, tive o privilégio de receber as suas preciosas levantadas. Era uma doce figura, a Coca, sempre com um sorriso, um afago, um gesto de solidariedade.

 

Mais uma figuraça do esporte que se vai em 2014...

 

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Mais uma ridicularia do STJD…

607cd3bd74aa913310c2998b7219ec23 Mais uma ridicularia do STJD...

 

Este meu singelo texto, mas um texto adequadamente iracundo, se refere à ignomínia da jornada em que o STJD determinou, na tarde da segunda-feira, 27 de Outubro, que o Corinthians não tinha a menor responsabilidade na confusão do contrato do volante Petros. Outra trombada do desnecessário STJD...

 

Retomarei o mote, desnecessário STJD, em outro texto.

 

Absolvimento do Corinthians, por unanimidade.

 

E por quê houve a ridicularia do julgamento?

 

Acontece que o STJD possui uma Procuradoria – gigantesca.

 

É, gigantesca na quantidade de integantes.

 

Retomarei o mote, repito, em outro texto.

 

Por enquanto, cabem algumas argumentações.

 

Não sei quem seja o Sr. Alessandro Kishino, um dos integrantes da tal Procuradoria, o responsável pela acusação, no STJD, que pediu uma perda de quatro pontos, ao Corinthians, na tabela do Brasileiro da temporada, A busca da tomada no focinho do porco, pelo Sr. Kishino. Mas, quem seria o Sr. Kishino?

 

Sinceramente, não me interessa.

 

De todo modo, data vênia, informo e especulo.

 

Informo que o seu nome, sem nenhum dado anexo, sem qualquer biografia que o avalize por lá, aparece, com uma foto 3X4, no site do STJD, como o cabeça de uma, ahn, Quinta Comissão (quantas sinecuras essa excrescência medieval abriga, ahn?). E ele não mais se apresenta, não exibe um currículo que o assevere...

 

Especulo com uma pesquisa na Internet, que indicou uma razoável quantidade de personagens com idêntico batismo e com o Kioshi no intermeio. Peço perdão se não descobri o real... Ou quem seria o autêntico, legítimo, membro da Procuradoria...

 

Agora, convenhamos, e eu repriso, data vênia, como pode um tal Sr. Kishino ou um outro qualquer procurador dessa obsolescência indigitada como STJD, ser capaz de afirmar, ousadamente, frase dele no plenário do seu manto nada sagrado: “Houve intenção do Corinthians de fazer uso do atleta no dia 3, e por isso o clube deve ser punido com a perda de quatro pontos".

 

Virou vidente, o Sr. Kishino?

 

Pode um integrante de uma Procuradoria qualquer imaginar a “intenção” de quem será o alvo da sua penalidade?

 

Convenhamos...

 

Ah, bola de cristral arruinada, e desmoralizante.

 

O plenário do STJD sumariamente detonou os argumentos frágeis e vulneráveis do Sr. Kishino – que tentou os seus minutozinhos de fama e se aundou na sua própria areia movediça.

 

Repriso: o STJD absoluveu o Corinthians por unanimidade.

 

E o Sr Kishino leva, para casa, ao menos, uma citaçãozinha, nada abonadora, neste texto. Virou história, porta dos fundos...

 

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Michel Laurence (1938-2014)

 Michel Laurence (1938 2014)

 

Neste ano de 2014 o melhor jornalismo do Brasil já havia perdido o estupendo fac-totum Luciano do Valle, o professoral Osmar de Oliveira e o comentarista honorário Giovanni Bruno – com quem dividi a bancada do Calcio, na Band, ao lado do Bolacha e de um outro excepcional do ofício, o sempre provocativo Sílvio Luiz.

 

Agora, neste domingo de tensão eleitoral, em que se superpõem os boatos e os torcedores de ambos os candidatos devoram as pontas dos dedos, um domingo em que eu poderia perpetrar um balanço sobre a rodada do sábado no Brasileiro, sobre Real Madri 3 X 1 no Barcelona, ou sobre o espetáculo deslumbrante que o grupo de bailado Cisne Negro exibiu no Teatro Alfa (minha neta Rafaela incluída da trupe), dolorosamente recebo a notícia de que se foi deste horizonte o amigo Michel Laurence.

 

Conheci Michel (1938-2014) quando eu frequentava, mero bicão, meados da década de 60, a redação da “Edição de Esportes” do “Estadão”, que depois se transformaria em “Jornal da Tarde”. Em 70, ele na “Placar” e eu em “Veja”, cobrimos a Copa do México, na qual eu aprendi muito mais do que entrevistar craques celebrados, como o Rei Pelé (amigo pessoal de Michel), ou menos cotados, como o relegado volante Clodoaldo.

 

Michel me atazanava. Cobrava atitude, postura, cotidianamente, E fazia questão de, ao telex, acompanhar a digitação de meus textos. Invariavelmente comentava, mistura de carinho e ironia: “Ah, meu Cristo Italianinho, até que você datibatuca bem...”

 

Claro, ele mestre, eu idólatra, nos tornamos perceiros afetuosos. E, sempre que possível, nos cruzamos, depois de labutas nas equipes comuns ou honrosamente adversárias, na mídia, em episódios do Brasileiro, dos Jogos Pan-Americanos, dos Jogos Olímpicos e das edições da Copa do Mundo. Voltamos a vestir a camisa do mesmo elenco em Atlanta, nos Jogos Olímpicos de 1996, ambos na Rede Record. Dividíamos algumas casinhas em que a empresa alojava os seus enviados em um condomínio: ao Michel cabia montar os drinques inevitáveis; eu me incumbia da macarronada.

 

Convivemos, deliciosamente, por quase um mês. Daí, com a brutal disseminação da Internet e das Redes Sociais, passamos a trocar papos via computador. Dias atrás, até, eu saudei a alta hospitalar do Michel ao final de um período incômodo de internação. Achei que, pela sua garra, pela sua determinação, pela sua perseverança, ele escaparia de mais uma armadilha do destino. Infelizmente, não deu.

 

Tudo bem. Michel não partiu. Ele já era eterno...

 

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Campeonato Brasileiro de 2014: quem tem mais chances de Libertadores, e quem corre mais riscos da humilhação do rebaixamento…

 

 Campeonato Brasileiro de 2014: quem tem mais chances de Libertadores, e quem corre mais riscos da humilhação do rebaixamento...

 

Neste sábado, 25 de Outubro, o Campeonato Brasileiro chega à rodada 31 em um total de 38. Já se disputaram 90 pontos e apenas uma definição parece próxima: com 60, embora visite o complicado Figueirense, no alçapão do Orlando Scarpelli, em Florianópolis, o Cruzeiro de BH dificilmente desperdiçará o título da temporada.

 

Existem, no entanto, de acordo com a tabela do certame, mais três vagas à disposição na Copa Libertadores de América de 2015. Mesmo a uma distância, digamos, racionalmente intransponível, São Paulo e Corinthans são os principais perseguidores do Cruzeiro – respectivamente, nas cotas dos 53 e dos 52 pontos positivos.

 

Por questões de segurança (a rodada também prevê, na capital dos Bandeirantes, o derby Palmeiras X Corinthians), caberá ao Tricolor hospedar o Goiás (41 pontos) apenas na segunda-feira. Dono da maior quantidade de bons atacantes naturais do Pàís – Luís Fabiano, Pato, Alan Kardec, Osvaldo, Ademílson, Ewandro – o São Paulo é, na teoria, um óbvio favorito. No entanto, Pato vive lesionado e Fabiano, além de contundido, sofre com os seus sucessivos problemas disciplinares. Contratado por uma fortuna, Alan Kardec amarga o torpor de onze pugnas sem anotar um gol.

 

Em ascensão, paralelamente aos seus adversárioss de gramado o ciclotímico Corinthians se obriga a enfrentar, ainda, uma inimiga inesperada, a chamada Justiça Esportiva, que não hesita em dizimar o seu time. A sua diretoria já havia cometido os erros crassos de se livrar de Sheik e de Romarinho, sem providenciar a reposição.

 

Agora, padece com a ausência de Paolo Guerrero – absolvido por unanimidade numa instância inferior e condenado numa superior, depois de recurso da Procuradoria, pelo esbarrão evidentemente involuntário, acidental, no árbitro Leandro Bizzio, prélio contra o Bragantino, na Copa do Brasil. Com o mando do Verdão, o Timão pega o Palmeiras (35 pontos) no Pacaembu – lá, ao menos, está invicto, diante do rival, já faz 19 anos.

 

Os matemáticos concedem ao São Paulo 71,1% de probabilidade de classificação à Libertadores. Ao Corinthians, 69,9%. Mesmo atrás em pontos, nos 51, o Atlético Mineiro, que abriga o Sport Recife (37), no seu Estádio Independência, aparece um pingo melhor: 71,5%. Bem abaixo, a relação propõe 36,8% ao Internacional de Porto Alegre (50 pontos) – que duela com o Bahia (31), ameaçadérrimo de rebaixamento à Série B.

 

Aliás, por falar em rebaixamento, eis os números dos candidatos à triste humlhação da queda: Botafogo (89,7%,), Criciúma (86,1%), Bahia (62,3%), Vitória (60,2%), Coritiba (49,3%). Guarde esses dados, para conferir, no futuro.

 

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O beabá infantilóide da CBF

 O beabá infantilóide da CBF

Atenção para a gravata gema-de-ovo de Marin...

 

Para utilizar um verbo tão em moda nas comunicações entre os jovens de todas as mídias, hoje bombaram os comentáros a respeito da tal cartilha que a CBF vai impor aos seus atletas. Claro, por princípio, sou contra qualquer tipo de beabá primitivo que se atire ao colo inclusive de crianças – sem falar dos profissionais super-escolados como os astros da seleção nacional.

 

A tal cartilha da CBF que o Sr. Carlos Caetano Bledorn Verri, mais celebrado como Dunga, defendeu em entrevista coletiva, obviamente nasceu da inspiração dos idos em que o Sr. José Maria Marin, atual presidente da entidade e mais celebrado como Zé das Medalhas, foi um acólito servil da Ditadura Militar.

 

Não custa, de todo modo, analisar o texto do tal beabá.

 

Vetadas as manifestações religiosas ou políticas

Na história dos esportes deste País, não existiu novimento mais libertário e mais crucial do que a “Democracia Corinthiana”. Quaisquer manifestações, no entanto, precisam depender de um acordo coletivo. Afinal, não há sentido em um atleta, durante uma partida, bradar em favor de João enquanto outro prega por Manuel. Ordem desnecessária da cartilha, que pressupõe serem os atletas meros imbecis.

 

Proibidos os bonés, brincos, penduricalhos etc.

Por quê não vetar a horrorosa gravata gema-de-ovo do Marin?

 

Compulsória a utilização de tênis e meias.

Não me convoquem, jamais. Sou alérgico a meias.

 

Proibidos os celulares, iPads, laptops e outros eletrônicos nas preleções, nas refeições ou mesmo nos vestiários.

No caso das preleções e equivalentes, obviamente eu concordo. E também concordo no caso das refeições. Há poucas situações tão desagradáveis como desfrutar uma macarronada ao lado de uma pessoa que tecla-e-retecla no seu telefoninho. Mas, nos vestiários, tolice. Fazer o quê com os velocistas ou os saltadores olímpicos que se aquecem plugados em seus fones-de-ouvido?

 

Cantar o hino nacional e respeitar o hino alheio.

Orientação absolutamente rebarbativa...

 

Pagar o próprio excesso de bagagem.

Naturalíssimo. Nem precisava ser escrito.

 

Pagar as suas ligações telefônicas.

Discordo. Os atletas foram retirados dos seus ambientes, dos seus lares, estão a trabalho, merecem esse conforto.

 

Proibido vazar informações internas.

Exagero. Considera moleques os profissionais da seleção.

 

Manter a pontualidade às agendas da CBF.

Grotesco. Considera pivetes os profissioinais da seleção.

 

Confesso que eu me ofenderia se algum dos meus empregadores passados, todos de alto nível, Veja, Vogue, Gang Publicidade, Istoé, Record, Folha, Band, Manchete, Estadão, ESPN, ousasse me apresentar um beabá tão infantilóide. Pediria que se agregasse uma chupeta ao texto da cartilha. Vade retro, Dunga.

 

Não existe nada mais cretino do que um cretino congênere.

 

PS: Foi igualmente banida a possibilidade de alguém se levantar da mesa, no café-da-manhã, no almoço, no lanche da tarde, no jantar, na ceia da noite, antes do capitão do time. Meu avô, Giovanni Battista, enviava à cozinha quem, por descuido, nas refeições,  coçasse a cabeça. Isso, na primeira metade do Século XX. Correto, ainda agora, questão de higiene e de respeito aos outros comensais. Todavia, questiono a cartilha: e se o capitão for um glutão, ou um preguiçoso, ou um safado, e demorar uma hora na sobremesa e no café, só para provocar os colegas? Ah, CBF, menos, menos, por favor.

 

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