Natação em Kazan…

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Obviamente não se pode comparar um Pan-Americano, como o que se encerrou dias atrás em Toronto, a um Mundial, como o que se iniciou, imediatamente após, em Kazan, na Rússia. O nível de um Mundial, evidentemente, é muito, muito, muitíssimo superior. De todo modo, o Brasil já conquistou duas medalhas além de interessantes – e em uma modalidade na qual não sonhava receber qualquer prêmio, aquela da Maratona Aquática.

 

A CBDA, que cuida da Natação no País, a Natação que, em Toronto, somou dez ouros, seis pratas e dez bronzes, mas nenhum laurel nas águas abertas, apenas sonhava com uma chance de arrebatar vagas à Olimpíada de 2016.

 

Melhor do que a fantasia, até esta quinta-feira, 30 de Julho, o Brasil já acumulou uma prata e um bronze. O bronze de Ana Marcela Cunha, baiana de 23 de idade, na peleja dos 10km. E a prata do time que ela formou com Allan do Carmo e Diogo Villarinho no revezamento de 5km. Melhor que o bronze de 2013, com Allan, Poliana Okimoto e Samuel de Bona. Netuno, ajude o Brasil!

 

PS: De se lamentar, e demais, a  morte prematuríssima do Su, ou Paulo Francisco Joazeiro de Abreu, que integrou, aos 17 anos, a seleção nacional de Pólo Aquático que foi aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.  O coração sofreu, o Su deixou a mulher, Paula Amorim, irmã da antológica Patrícia, e três filhos. Ciao, garoto...

 

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Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

jogos panamericanos 2015 cerimonia abertura brasil 6 Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

Terceira colocação na tabela geral, 41 de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, total de 141. Atrás, evidentemente, dos líderes eternos dos EUA (103-81-81 = 265) e do hospedeiro Canadá (78-69-70 = 217). Bem adiante de Cuba hoje em crise e em queda (36-27-34 = 97), da ascendente Colômbia (27-14-31 = 72) e da impertinente vizinha Argentina (15-29-31 = 75). E o tabuleiro do Brasil, no entanto, ainda poderia se enriquecer. Dito e feito. Conforme antecipei, aqui mesmo, por volta de 15h30, de Brasília, a Odepa confirmou que um ganhador de ouro foi flagrado no antidoping e perdeu a sua medalha,: Jesus Barrios, da Venezuela, nos -105kg, do Levantamento de Peso. No caso, herdou o topo  do pódio o vigorossímo Mateus Gregório, que já se alegrava com a prata. Parabéns. Conta nova: 42-39-60. 

 

Atletismo (1 de ouro, 6 de prata, 6 de bronze)

47 Atletas (24 homens e 23 mulheres)

Mais do que frustrante. A pior performance desse esporte desde o Pan de Cáli, Colômbia, em 1971. E basta. Não há mais o que comentar, nem a favor e nem contra. Chega de Gesta de Melo na administração da modalidade no País - quarenta anos...  Fabiana Murer, de novo, ficou com a prata – mas, ao menos, atrás de uma cubana melhor ranqueada. Falharam três dos revezamentos – e o 4X100 dos rapazes apenas abocanhou uma prata por causa da desclassificação do Canadá. De todo modo, foram muito bem os competidores dos arremessos. Prata para Ronald Julião no Disco. Bronze para Wagner Domingos no Martelo e para Jucilene de Lima e Júlio César de Oliveira no Dardo. Júlio César, aliás, teria arrebatado um ouro se não houvesse queimado uma tentativa digna de recorde.

 

Badminton (0 – 2 – 1)

8 Atletas (4-4)

Muito bem. Duas pratas, nas duplas (Hugo Artuso/Daniel Paiola e Lohaynny Vicente/Luana Vicente) e um bronze, nas mistas (Lohaynni/Alex Tjong). Muito bem, mesmo, para uma modalidade ainda à espera de popularização.

 

Basquete (1-0-0)

2 Equipes (M-F)

Bem e mal. Apesar da bagunça que constrange a CBB, ainda em busca de dinheiro para pagar uma dívida que pode tirar o bola-ao-cesto da Olimpíada dentro de casa, o treinador Rúben Magnano levou um elenco de novos ao título do Pan. Sem ao menos uma jogadora carismática e líder da equipe, as moças amargaram um quarto lugar.

 

BMX (0-0-0)

4 Atletas (2-2)

Frustrante. Depois de se colocarem, respectivamente, em 5º e em 9º nas tomadas iniciais de tempo, Renato Rezende e Ezequiel de Souza ficaram em 13º e em 4º na decisão – Souza a 256 milésimos do bronze. Priscila Carnaval e Thaynara Morosini Chaves foram a 8ª e a 11ª nas tomadas de tempo. Daí, na decisão, ficaram em 4º e em 11º -  Priscila, porém, muito mais longe do bronze, a 2”945.

 

Boliche (1-0-0)

4 Atletas (2-2)

Bem e mal. As damas praticamente não apareceram. Mas, salvou o chamado Bowling do Brasil a primorosa atuação de Marcelo Stuartz, com um inesperado ouro individual.

 

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Isaquias

Canoagem de Velocidade (2-3-4)

14 Atletas (8-6)

Excelente. Na velocidade individual, remo de pá dupla, Isaquias Queiroz dos Santos somou duas medalhas de ouro. E levou mais uma prata, em parceria com Erlon de Souza Silva. No caiaque de remo simples, Édson Freitas da Silva abiscoitou uma prata individual assim como o quarteto formado por Celso Dias de Oliveira, Gilvan Ribeiro, Roberto Maehler e Vagner Souta. E ainda houve as quatro de bronze. Na velocidade individual, Valdenice Conceição do Nascimento. No do remo individual, de pá dupla, Ana Paula Vergutz. Celso e Souta, além de Édson e Hans Mallmann, arremataram as remanescentes. No global dos prêmios, graças à sua exibição antológica, o País só ficou atrás de Cuba (6-2-2-) e Canadá (4-4-2).

 

Canoagem Slalom (1-3-1)

5 Atletas (4-1)

Excelente. Na intrincadíssima batalha da descida de um curso d’água repleto de obstáculos (em Toronto, aliás, um rio, mesmo, não um trajeto artificial), o Brasil viveu um momento de apogeu, cinco medalhas em cinco eventos. Só a mineira Ana Sátila, 19, que realiza o seu treinamento na região de Itaipu, com o mestre italiano Ettore Vivaldi, abocanhou duas, ouro e prata, na canoa e no caiaque. À frente, no quadro de medalhas, apenas os EUA, 3-1-1.

 

Caratê (3-0-2)

7 Atletas (3-4)

Excelente. Nenhuma outra nação subiu tantas vezes no pódio. O Equador somou duas medalhas de ouro e duas de bronze. Eis os campeões do Brasil: Valéria Kumizaki (-55kg), Natália Brozulatto (-68kg) e, dentre os rapazes, Douglas Brose (-60kg). O bronze foi todo feminino – para Aline Souza (-50kg) e Isabela dos Santos (+68kg). Pena que esse estilo de luta não faça parte da Olimpíada.

 

Ciclismo – Estrada (0-0-0)

7 Atletas (4-3)

Sofrível. Todos, homens e mulheres, longe do pódio.

 

Ciclismo – Pista (0-0-2)

10 Atletas (8-2)

Razoável. Quarto posto na velocidade individual, Flávio Cipriano compôs, com Fonseca da Silva Freitas e Hugo Vasconcellos, o time de bronze na prova por equipes. E Gideoni Monteiro arrebatou o outro bronze na complexa disputa do Omnium, seis eventos que mesclam, em dois dias, velocidade, resistência e muita, muita estratégia.

 

Equitação – Concurso Completo (0-1-1)

4 atletas (4-0)

Excelente. Numa contenda que soma os exercícios super-elegantes da Dressage, os Saltos e o Cross Country, uma belíssima medalha de prata para o quarteto formado por Jorge Carvalho, Ruy Fonseca, Carlos Parro e Henrique Plombon. E Fonseca ainda levou o bronze individual.

 

Equitação – Dressage (0-0-1)

4 Atletas (3-1)

Ótimo. Um bronze primoroso arrebatado por Sarah El Wadell, Leandro da Silva, João Paulo dos Santos e João Victor Marcari Oliva, filho de Hortência, a rainha do Basquete, com José Victor Oliva, empresário da noite.

 

Equitação – Saltos (0-0-0)

4 atletas (4-0)

Frustrante. Apenas um mero quarto lugar por equipes e um quinto posto de Pedro Veniss no individual. Nada, para um esporte tão acostumado a escalar o pódio.

 

Esgrima (0-1-4)

18 Atletas (9-9)

Muito bem. No Florete por equipes, Fernando Scavasin, Ghislain Perrier e Guilherme Toldo ganharam uma prata. Conquistaram o bronze: na Espada por equipes, Rayssa Costa, Nathalie Moellhausen e Amanda Simeão; mais, em disputas de caráter individual, Nathalie (Espada), Perrier (Florete) e Renzo Agresta (Sabre). Isso, numa modalidade de disputantes em grave conflito com sua confederação.

 

Futebol (1-0-1)

2 Equipes (M-F)

Lastimável e excelente. Obviamente lastimável o time dos rapazes, que vencia o Uruguai por 1 X 0 e concedeu dois gols em oitenta segundos, entre os 86 e os 88’. Claro, no entanto, excelente a seleção das garotas, que venceu todos os seus cinco jogos, anotou vinte tentos e sofreu três.

 

 Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

Flávia Saraiva

Ginástica Artística (1-1-3)

10 Atletas (5-5)

Ótimo. Além do obviamente previsível ouro de Arthur Zanetti, na prova lancinante das argolas, uma prata no evento masculino por equipes (Zanetti, Francisco Júnior, Caio Souza, Lucas Bitencourt, Arthur Nory Mariano), e três medalhas de bronze: Caio no Salto sobre a Mesa, o quinteto das garotas (Lorrane Oliveira, Letícia Lima da Costa, Daniele Hypolito, Julie Kim Sinmon, Flávia Lopes Saraiva) e ainda a pequenina, graciosíssima Flávia, bibelô de apenas quinze anos, 1m33 e mínimos 35kg, nos Exercícios Combinados.

 

Ginástica Rítmica (2-1-2)

7 Atletas (0-7)

Excelente. Uma modalidade concentrada no Estado do Paraná. Duas medalhas de ouro, nos Combinados (Dayane Amaral, Morgana Gmach, Emanuelle Lima, Jessica Maier, Ana Paula Ribeiro), e nas Fitas (as mesmas cinco garotas). Um pódio de prata nas Maças & Argolas (as mesmas cinco). Duas medalhas de bronze, ambas para Angélica Kvieczynski, nas Maças e nas Fitas. Pena que o País só aprecie essas garotas no Pan ou na Olimpíada.

 

Golfe (0-0-0)

4 Atletas (2-2)

Medíocre. Dois oitavos lugares no masculino individual, um 28º e uma desclassificação no feminino individual, e uma nona colocação nas equipes mistas. Só isso...

 

Handebol (2-0-0)

2 Equipes (M-F)

Espetacular. Absaolutamente. Nos dois gêneros, uma modalidade que as escolas secundárias do País, felizmente, costumam apoiar. Mesmo sem Duda Amorim, eleita a melhor do planeta, as meninas realizaram uma campanha memorável e, na final, sobrepujaram as rivais da Argentina por 25 X 20. Aliás, os rapazes também pegaram a velha Argentina na decisão –  sofreram para batê-la numa prorrogação, 29 X 27, mas conquistaram o nobre  ouro.

 

Hóquei na Grama (0-0-0)

1 Time (1-0)

Surpreendente. Somente o masculino conseguiu a vaga para Toronto e, com  alguns importados, obteve a quarta colocação dentre oito equipes, à frente até dos EUA e de Cuba. Desperdiçou a chance de um bronze ao perder para o Chile, num prélio nervoso, 1 X 4.

 

Judô (5-2-6)

14 Atletas (7-7)

Primoroso. Apenas Alex Pombo Silva (-73kg) ficou sem medalha e empacou numa quinta colocação. Ganharam o ouro Érika Miranda (-52kg), Charles Chibana (-66kg), Tiago Camilo (-90, o seu quarto consecutivo), Luciano Corrêa (-100kg) e David Moura (+100kg). Levaram a prata Maura Aguiar (-78kg) e Felipe Kitadai (-60). E se resgataram no consolo da repescagem do bronze Nathalia Brígida (-48kg), Rafaela Silva (-57kg), Mariana Silva (nenhum parentesco, -63kg), Maria Portela (-70kg), Maria Suelen Altheman (+78) e Victor Penalber (-81kg). Um aproveitamento acima de 92% entre delegação e pódio. Cuba acumulou 14 prêmios. Porém, na relação 3-3-8.

 

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Fernando Reis

Levantamento de Peso (2-0-2)

7 Atletas (3-4)

Excelente. Só a Colômbia (8-3-2) e Cuba (2-2-1) acumularam mais prêmios. Fernando Reis, da categoria +105kg, arrebatou um ouro magnífico, com 427kg, novo recorde do Pan. Gregório Machado, categoria -105kg, era prata, soma de 377kg, oito menos do que o falcatrueiro campeão, Jesus Gregorio Barrios, da Venezuela, flagrado no antidoping, conforme antecipei, prioneiramente, no comecinho da tarde de segunda-feira. Curiosidade: um suposto brasileiro, Patrick Mendes, nascido nos EUA, no normal da prova da sua classe, ficou com o quarto lugar. Mendes herderia o bronze caso não fosse flagrado, reincidentíssimamente, no antidoping. Levaram o bronze duas moças: Jaqueline Ferreira, -75kg, e Bruna Piloto, -63kg. Quatro lauréis em sete possíveis.

 

Luta Greco-Romana (0-0-1)

1 Atleta (1-0)

Muito bom. Num grupo de oito contendores, Davi Albino, categoria -98kg, abocanhou um bronze inesquecível.

 

Luta Livre (1-0-1)

7 Atletas (2-5)

Surpreendente. Precioso o ouro inédito, na modalidade, de Joice Souza, categoria -58kg: um sucesso de 2 X 1 sobre Alejandra Romero do México, outro de 5 X 3 sobre Yenet Sovero do Peru, 6 X 5, e enfim a magnífica vitória de 6 X 5 sobre a favorita Yakelin Estornell de Cuba. Bronze para Aline Ferreira, -75, graças a um sucesso avassalador sobre Ana González, de Porto Rico, 10 X 1. Na categoria dos gigantes de +125kg, Hugo de Oliveira só perdeu o bronze para o favoritíssimo Edgard López, de Cuba, 0 X 8.

 

Maratona Aquática (0-0-0)

3 Atletas (2-1)

Frustrante. Luiz Lima Arapiraca, que trocou a água doce da piscina pela do Lago Ontário, 5º lugar, ficou a cerca de um minuto do bronze. Samuel Menegon de Bona ocupava uma posição confortável no pelotão dos líderes quando Wilder Carreño, da Venezuela, lhe acertou um sopapo e o obrigou a desistir. Carolina Bilich se limitou ao 10º posto.

 

Mountain Bike (0-0-0)

4 Atletas (2-2)

Frustrante. Em um grupo de 21 inscritos, se esperava bem mais de Rubens Donizete Valeriano e de Luís Cocuzzi, respectivamente 7º lugar e 18º posto. Infelizes, mesmo, no entanto, foram as garotas: Raiza Goulão Henrique, a 5ª, e Isabella Moreira Lacerda, a 6ª, numa turma de dezesseis.

 

Nado Sincronizado (0-0-0)

8 Atletas (0-8)

Quase bem. Duas na trave. O dueto de Luisa Borges e Maria-Eduarda Miccuci ficou a somente 0,1209 pontos do bronze. O octeto (composto pelas duas e mais Maria Bruno, Maria Clara Lobo, Lorena Molinos, Lara Teixeira, Sabrine Lowy, Beatriz Feres e Bianca Feres, as titulares e uma reserva) ficou a apenas 3,2746. Canadá, México e EUA conquistaram, nessa ordem, os direitos ao pódio.

 

 

 Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

João de Lucca

Natação (10-6-10)

34 Atletas (18-16)

Excepcional .O evento abrigou 32 provas,equitativamente divididas entre homens e mulheres. Ou, 96 galardões, de ouro, prata e bronze, à disposição de quem conseguisse dependurá-los ao peito. Pois quinze dos rapazes e dez das garotas subiram ao pódio. Destaque para dois veteranos da mesma geração. Joanna Maranhão, que abiscoitou uma de prata e duas de bronze – e, fundamentalmente, quebrou um velho recorde, 4’40” nos 400m Medley, que era dela própria, desde a final de dos Jogos de Atenas/2004. Em Toronto, Joanna enfim cravou 4’38”07, quarta colocação. Mesmo sem medalha, depressa se manifestou eufórica por se livrar de uma tonelada de peso nas costas – e então, por causa da desclassificação de Emily Overholt, do Canadá, punida por falha de virada, acabou por escalar um degrau e arrebatar o bronze. Além de Joanna, claro, astro maior Thiago Pereira, três prêmios de ouro, um de prata e um de bronze, façanha que lhe permitiu acumular a maravilha de 23 lauréis e ultrapassar os 22 do cubano Erik Lopez, da Ginástica Artística, ex-dono do maior tesouro na história do Pan. E Thiago ganharia mais um ouro, nos 400m Medley, não fosse estranhamente punido também por uma eventual falha de virada – uma falha quem nem mesmo a câmera lenta da TV oficial dos Jogos pôde constatar.

Acabou por herdar o topo do pódio o jovem Brandonn Almeida, 18 de idade, que ainda anotou, com 4’14”47, o novo recorde mundial de juniores. Daí, numa recuperação empolgante, Brandonn ficou com o bronze dos 1.500m. Ainda fulgurou, dentre as moças, Etiene Medeiros, tempo de 59”61 nos 100m Costas, primeiro ouro para as damas em toda a história do Pan, desde 1951. Eis a lista de todos os prêmios acumulados pelo Brasil na Natação:

 

Thiago Pereira (5= 3 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze)

Etiene Medeiros (4 = 1 de ouro, 1 de prata e 2 de broze)

João de Lucca (3 de ouro)

Marcelo Cherighini (3 = 2 de ouro e 1 de bronze)

Leonardo de Deus (3 = 1 de ouro e 2 de bronze)

Joanna Maranhão (3 = 1 de prata e 2 de bronze)

Larissa Marins (3 = 1 de prata e 2 de bronze)

Felipe França (2 de ouro)

Nicolas Oliveira (2 de ouro)

Henrique Roderigues (2 de ouro)

Thiago Simon (2 de ouro)

Guilherme Guido (2 = 1 de ouro e 1 de prata)

Felipe Lima (2 = 1 de ouro e 1 de prata)

Bruno Fratus (2 = 1 de ouro e 1 de prata)

Brandon Almeida (2 = 1 de ouro e 1 de bronze)

Manuela Lyrio (2 = 1 de prata e 1 de bronze)

Daynara de Paula (2 de bronze)

Arthur Mendes (1 de ouro)

Matheus Santana (1 de ouro)

Jessica Cavalheiro (1 de prata)

Graciela Herrmann (1 de bronze)

Jhennifer Conceição (1 de bronze)

Natália de Luccas (1 de bronze)

Beatriz Travalon (1 de bronze)

Observação crucial: há mais medalhistas do que as medalhas da relação oficial dos Jogos – nesta lista entram os integrantes dos revezamentos e os seus reservas.

 

 

 Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

Marcel Sturman

Patinação Artística (1-1-0)

2 Atletas (1-1)

Excelente. Dentre oito competidoras, Talitha Haas, bronze em Guadalajara/2011, escalou um degrau no pódio e ficou com a prata. Também num grupo de oito, Marcel Sturmer arrecadou mais um ouro, o seu quarto consecutivo no Pan – o primeiro do País a realizar tal façanha na competição.

 

Pentatlo Moderno (1-0-0)

5 Atletas (2-3)

Frustrante e excelente. Uma competição, por pontos, que soma os obtidos na Esgrima, na Natação, na Equitação e, ao mesmo tempo, intercaladamente, a Corrida e o Tiro ao Alvo. Tudo isso num único dia. Dentre os homens, Felipe Nascimento ainda ocupou um sétimo posto num glogal de 29 competidores. Danilo Fagundes foi o 22º. Ouro no Pan do Rio/2007, prata no Pan de Guadalajara/2011 e bronze nos Jogos Olímpicos de Londres/2012, a pernambucana Yane Marques liderou integralmente a prova de Toronto. Larissa Lellys e Priscila Oliveira foram a 13ª e a 14ª.

 

Pólo Aquático (0-1-1)

2 Equipes (M-F)

Muito bom. E poderia ser excelente. Às garotas faltou um golzinho para que escapassem da poderosa seleção dos EUA numa semi-final. Perderam, 16 X 3. Arrebataram o bronze, todavia, sobre Cuba, 9 X 6. Os rapazes, ao menos, só duelaram com os EUA na final. Foi um cotejo áspero, renhido, equilibradíssimo. Brasil de prata, por 9 X 11.

 

Pugilismo (0-0-2)

8 Atletas (7-1)

Sofrível. Em dez categorias para os marmanjos e em três para as damas, meras duas medalhas de bronze, Joedison de Jesus Teixeira (até 64kg) e Rafael Duarte Lima (mais de 91kg). Triste para o esporte do astro Éder Joffre.

 

Remo (0-1-0)

20 Atletas (15-5)

Sofrível. Tantos inscritos e, em oito eventos, nenhuma medalha para os homens. Das cinco mulheres, apenas a veterana Fabiana Beltrame, 33, campeã do mundo, em 2011, na categoria Single Scull Peso Leve, prata no Pan de Guadalajara/2011, repetiu a dose, a 5”14 do ouro.

 

Rugby de Sete

2 Equipes (M-F)

Surpreendente. Num torneio inédito no Pan, dentre oito seleções, a dos marmanjos se limitou ao 6º lugar. Mas, num certame de seis, a das garotas abiscoitou o bronze. Seus resultados: 7 X 26 contra os EUA enfim dono da prata, 22 X 5 na Argentina, 0 X 36 contra o Canadá enfim ouro, 29 X 0 na Colômbia, 57 X 0 no México, 29 X 0 de novo na Argentina. Uma estréia além de promissora.

 

Saltos Ornamentais (0-1-0)

8 atletas (4-4)

Razoável. Cesar Castro ainda ficou com o quarto posto no Trampolim individual de 3m e, ao lado de Ian Matos, no sincronizado. Na plataforma de 10m, Ingrid de Oliveira errou um movimento e caiu de costas na piscina. De todo modo, conquistou a prata no sincronizado da Plataforma de 10m. A ultra-experiente Juliana Veloso, 34 de idade, na briga desde os jogos Olímpicos de Sydney/2000, não passou de uma sexta colocação no Trampolim individual.

 

Softball (0-0-0)

1 Time (0-1)

Razoável. Um torneio de seis equipes, todas contra todas. Além do Brasil, o Canadá (que ficou com o ouro), EUA (prata), Porto Rico (bronze), Cuba (5º posto) e República Dominicana (6º), o Brasil, sem qualquer tradição no irmão mais simples do Beisebol, conseguiu a 4ª colocação. Os seus placares: 0 X 6 Canadá, 0 X 7 EUA, 2 X 1 sobre a República Dominicana, 0 X 2 Porto Rico, 5 X 3 em Cuba.

 

Taekwondo (0-0-2)

8 Atletas (4-4)

Frustrante. Além do bronze de Raphaela Galacho (+67kg) e do bronze de Íris Silva (-49), esperava-se muito mais de Venilton Torres (-58kg). O recente campeão do mundo, no entanto, perdeu duas lutas complicadas: na semi, para Carlos Navarro, do México, 9 X 11, e na briga do bronze, bastante prejudicado pela arbitragem, para Lucas Guzmán, da Argentina, 0 X 2. Este esporte precisa de renovação.

 

Tênis (0-0-0)

6 Atletas (3-3)

Sofrível. Mas explicável pela inexperiência dos seus seis integrantes. Pior, com Bia Haddad lesionada num ombro, a dupla com Paula Gonçalves sequer disputou o bronze.

 

 

 Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

O inédito pódio triplo dos rapazes

Tênis de Mesa (2-3-2)

6 Atletas (3-3)

Extraordinário. Depois de suplantarem Equador, EUA, Chile, Canadá e Paraguai, sempre por 3 X 0, nenhum set perdido, Hugo Calderano (preciosa promessa de apenas dezenove de idade), Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro subiram ao topo do pódio por equipes. E os mesmo três ainda ocuparam um inédito pódio triplo na contenda individual: Calderano, ouro, ao bater o colega Tsuboi por 4 X 3 na finalíssima; Tsuboi, claro, com a prata; Monteiro com o bronze porque havia perdido de Tsuboi, 3 X 4, na semi mortificante entre os amigos. As garotas (Lin Gui, Caroline Kumahara e Lígia Silva), igualmente, cumpriram as suas missões. Nas equipes, após superarem Peru, Cuba, Colômbia e Porto Rico, apenas cairam diante dos EUA, na decisão do ouro, e se consolaram numa prata ultra-honrosa. Lin Gui, saída da China e naturalizada aqui desde 2012, atingiu a peleja individual pelo ouro contra Yeu Wu, uma ex-compatriota, abrigada pelos EUA. Lutou bravamente, mas perdeu de 3 X 4. A sua colega Caroline Kumahara arrebatou o bronze. No quadro geral do esporte da raquete e da bolinha, o Brasil se dispôs bem à frente dos antecipadamente favoritos EUA (2-0-1).

 

Tiro com Arco (0-0-1)

6 Atletas (3-3)

Razoável. Dentre os rapazes, num infortúnio do sorteio, depois de eliminar o seu compatriota Daniel Xavier, o garoto Marcus Dalmeida, 17 de idade, caiu nas quartas. Mas, com Xavier e Bernardo Oliveira, conquistou um bronze por equipes. As moças tombaram bem depressa, ainda na qualificação, nas suas segundas pelejas. Daí, por equipes, se limitaram ao 7º lugar em nove disputantes.

 

Tiro Esportivo (3-1-0)

20 Atletas (13-7)

Ótimo. Só os EUA acumularam mais galardões, 4-6-3. Felipe Wu (Pistola de Ar 10m), Júlio Almeida (Pistola 50m) e Cássio César Rippel (Rifle 50m, Deitado) levaram o ouro. O bronze coube a Émerson Duarte na Pistola de Tiro Rápido, 25m). Parece pouco em relação à quantidade de competidores e ao número de provas, nove para os homens e seis para as mulheres. No entanto, o Tiro é um esporte complexo, que depende de uma infinidade de variáveis como o vento, a temperatura e a umidade do ar.

 

Trampolim (0-0-0)

2 Atletas (1-1)

Medíocre. Numa prova nova no Pan, oito disputantes em cada gênero, Camila Gomes foi a 6ª e Carlos Pala o 8º.

 

Triatlo (0-0-0)

6 atletas (3-3)

Sofrível. O Brasil costuma somar prêmios nesta prova tão rude. Dentre os homens, porém, 35 competidores, Diogo Sclebin foi o 15º, Reinaldo Colucci foi o 21º e Danilo Pimentel o 22º. Detalhe: Colucci havia ganho o ouro em Guadalajara/2011. Dentre as mulheres, 34 disputantes, Pamella Oliveira foi a 10ª, Luiza Baptista a 17ª, Beatriz Neres a 18ª. Pamella havia ganho o bronze em 2011.

 

image Toronto/2015: uma análise completa das atividades dos rapazes e das moças do Brasil, esporte por esporte, prova a prova.

Patrícia da Costa Freitas

Vela (2-2-2)

18 Atletas (12-6)

Razoável. Afinal, se esperava bem mais de um astro como Robert Scheidt, duas vezes ouro em Jogos Olímpicos, três vezes no Pan, na classe Laser – agora prata, em Toronto, atrás de Juan Maegli Aguero, da Guatemala, competidor praticamente sem currículo. Também se esperava mais de Martine Grael e Kahena Kunze, as campeãs do mundo na classe 49erFX – também prata, atrás de Vicky Travascio e Maria Branz, da Argentina, igualmente sem currículo. Os dois que abiscoitaram o ouro: Ricardo “Bimba” Winicki, três ouros e uma prata na classe Windsurf desde o Pan de Santo Domingo/2003, e Paty da Costa Freitas, ouro em Guadalajara/2011 na mesma categoria. Levaram o bronze: Fernanda Decnop, na Laser Radial, e o trio do Lightning, Maria Hackerott, Cláudio Biekarck e Gunnar Ficker.

 

Voleibol (0-2-0)

2 Equipes (M-F)

Frustrante. Por causa da superposição do Pan com a Liga Mundial e com o Grand Prix, Bernardinho Rezende e José Roberto Guimarães separaram seus convocáveis em dois grupos. Na Liga, sediada pelo Rio de Janeiro, com quase todos os seus titularíssimos, o Brasil sequer se colocou no rol dos quatro finalistas. Um elenco de jovens, no Pan, por bem pouco não arrebatou o ouro. Batia a Argentina, 2-1 em sets, chegou a abrir seis pontos no quarto, mas cedeu aos nervos e à inexperiência e se lamentou na prata. As garotas realizaram uma performance um tico superior. No Grand Prix, ainda abiscoitaram a terceira colocação. Daí, no Pan, com apenas Camila Brait, Adenízia, Jaqueline e Fernanda Garay, das suas principais estrelas, atingiu a decisão, contra os EUA, mas cairam, ríspidos 3 X 0.

 

Vôlei de Praia (0-1-1)

4 Atletas (2-2)

Decepcionante, principalmente em função do seu sucesso em edições anteriores do Pan e no circuito internacional. Na decisão, Vítor Araújo e Álvaro Magliano sucumbiram, 1 X 2, diante de Rodolfo Ontiveros e Juan Vírgen, a quem já haviam superado, 2 X 0, na fase de grupos. Na semi, Liliane Maestrini e Carolina Horta perderam uma partida ganha para Ana Gallay e Georgina Klug, 1 X 2, enfim as conquistadoras do ouro. Ao menos se recuperaram na briga pelo bronze contra Paredes/Pishke do Canadá.

 

Watersky & Wakeboard (0-0-0)

2 Atletas (2-0)

Sofrível. Aliás, uma participação desnecessária, pelo alto nível dos adversários, particularmente do Canadá e dos EUA, que acumularam dezessete dos 27 galardões em disputa. No Watersky Slalom, dezoito inscritos, Felipe Neves foi o 11º. Um pouquinho melhor, no Wakeboard, com o 5º lugar dentre oito inscritos, Luciano Rondi.

 

PS: Não necessito elogiar os queridos companheiros de Rede Record e de R7 que me alimentaram de informações preciosas no Pan de Toronto - durante o qual eu mal dormi. Faço questão, todavia, de enviar os meus parabéns a um jovem colega de uma outra emissora, Edgar Alencar, do SporTV. Um autoditada que aprendeu o inglês, outros idiomas e até o mandarim-chinês ao estagiar em diferentes países e ao escutar canções no rádio, o rapaz foi show no evento.

 

 

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O Brasil no Pan: elogios aos eventos que não atraem multidões e não provocam passeatas

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Thiago Pereira, 23  pódios

 

Paralelamente à esperadíssima performance da Natação (a modalidade mais bem sucedida do esporte do País no Pan, ainda que o cartola Coaracy Nunes tente se eternizar no trono), o poder do Brasil, nos Jogos de Toronto, se caracterizou em eventos que, convenhamos, e com todo o meu maior respeito aos seus brilhantes praticantes, não atraem passeatas e manifestações na Avenida Paulista da cidade em que habito: o Badminton (oito atletas, quatro garotas e quatro rapazes, duas medalhas de prata e uma premiação de bronze); a Canoagem (com dezenove representantes, na velocidade sobre água lisa subiram ao pódio, no caiaque de remo de pá dupla, em provas individuais e por equipes, onze rapazes e quatro garotas, duas medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze; no Slalom de água turbulenta, remo de pá simples, um ouro, três medalhas de prata e um bronze): ainda, o levemente popular, me desculpem pelo "levemente", Tênis de Mesa.

 

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Calderano, enorme futuro adiante

Em Toronto, Hugo Calderano (super-promessa de apenas dezenove de idade), Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro, depois de suplantarem Equador, EUA, Chile, Canadá e Paraguai, sempre por 3 X 0, nenhum set perdido, subiram ao topo do pódio por equipes. E os três ainda ocuparam um inédito pódio triplo, uma única bandeira, na contenda individual: Calderano, ouro, ao bater o colega Tsuboi por 4 X 3 na finalíssima; Tsuboi, claro, com a prata; Monteiro com o bronze porque havia perdido de Tsuboi, 3 X 4, na semi mortificante entre amigos. Espetacular, e sem patriotada/pachequismo, não foi?

 

Gui Lin CBTM Divulgacao 290 O Brasil no Pan: elogios aos eventos que não atraem multidões e não provocam passeatas

Lin Gui

As moças, igualmente, cumpriram as suas missões. Após sobrepujarem Peru, Cuba, Colômbia e Porto Rico, cairam diante dos EUA na decisão e se consolaram numa prata honrosíssima. Lin Gui, saída da China e naturalizada aqui desde 2012, atingiu a peleja individual pelo ouro contra Yeu Wu, uma ex-compatriota, abrigada nos EUA. Perdeu, no limite, de 3 X 4. em cotejo equilabredérrimo. A sua colega Caroline Kumahara arrebatou a medalha de bronze.

 

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Marcelo Stuartz

Também destino os meus parabéns ao pouco celebrado Marcelo Stuartz, 27, ouro no Boliche/Bowling. Bronze em Guadalajara/2012, ele estuda e trabalha na Flórida/EUA. Porém, é brazilian. Como o esporte que disputa, não olímpico, aliás.

 

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ATUALIZAÇÃO – A estranha e polêmica denúncia de assédio sexual contra Thye Bezerra, o arqueiro do Pólo Aquático do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto

polo aquatico no brasil ATUALIZAÇÃO   A estranha e polêmica denúncia de assédio sexual contra Thye Bezerra, o arqueiro do Pólo Aquático do Brasil nos Jogos Pan Americanos de Toronto

Praticantes do Pólo Aquático são todos meio malucos. Sei disso porque frequentei as piscinas da modalidade desde a década de 50 – quando estudava no Colégio Rio Branco, que tinha uma delas, semi-olímpica, e dois caras basilares, mestres, Kanishi Sato e Dreyfuss Bucci, me estimularam a bater bola dentro da água. Trata-se de uma modalidade de exigência absurdamente extraordinária, radical – em quatro fases de oito minutos cada, apenas, você se exaure ao ponto do esgotamento total, mal consegue respirar...

 

Não conheço, em detalhes, o carioca Thye Bezerra, 27 de idade, arqueiro da seleção do Brasil que conquistou a prata nos Jogos de Toronto, semanas atrás. Mas, acompanhei o torneio do Pan e sei que, quando mobilizado, se portou de maneira exemplar na meta da seleção dirigida pelo croata Ratko Rudic, famoso pelo estilo rudimentar com que comanda os seus pupilos e com que exige uma disciplina absolutamente brutal. Pois despontou, nesta sexta-feira, 24 de Julho, uma denúncia de assédio sexual de Thye sobre uma garota de Toronto, 22 anos, de acordo com ela ocorrido no dia 16, logo após a celebração da prata da equipe de Rudic. Segundo Joanna Beaven-Desjardins, inspetora de crimes do tipo na cidade, convidado a visitá-la em sua casa, na companhia de um colega ainda não identificado, Thye teria invadido o quarto da anfitriã, que dormitava -  e, digamos, no escurinho, abusado da sua boa-fé.

 

Sem pré-julgamentos, trata-se, no mínimo, de uma história pessimamente contada. Sabe-se, apenas, que o tal amigo que escoltou Thye não participou do tal assédio. Além disso, por que a jovem demorou tanto a fazer a denúncia? A Sra. Beaven-Desjardins, num ataque de absurda insanidade, não hesitou em revelar que espalhou fotos de Thye por toda a Toronto – à cata de outras revelações do seu suposto, digamos, comportamento anormal: “Não sabemos o que ele pode ter feito na cidade...” Haja exagero, ou arbitrariedade, convenhamos.

 

No mesmo 16 de Julho o elenco do Pólo do Brasil tomou um vôo para a Rússia, onde disputará o certame mundial da sua especialidade em Kazan. Tentei conversar com o arqueiro e com Marcus Vinícius Freire, superintendente do COB, e até a finalização deste meu texto não consegui qualquer contato. Felipe Perrone, o capitão do time, no entanto, testemunha: "Saimos para jantar, os rapazes e as moças. Éramos, acho, trinta pessoas. Saimos juntos da Vila Pan-Americana e voltamos juntos. Não existe a menor possibilidade de o Thye ter escapado, sozinho ou com alguém". Bem, Thye admitiu que se desvencilhou da turma, junto com o colega não identificado, com a garota da denúncia e uma outra que ambos tinham conhecido na noite. Consta que, na casa da acusadora, o colega e a outra não se entenderam. Quanto a Thye, diz que ele e a dona da casa se divertiram consensualmente. Ora, por que, então, ela o puniria, agora? De fato,  repito, que história estranha, e muito estranha, essa.

 

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Um belo bronze no Decatlo de Toronto

5685 Um belo bronze no Decatlo de Toronto

Luís Alberto de Araújo

Quem arrebata a medalha de ouro, e sobe ao topo do pódio, no Decatlo, pode tranquilamente se gabar: é o atleta completo, o melhor de toda a competição. Com dez eventos em dois dias consecutivos, cinco a cinco, o Decatlo ostenta provas de velocidade, de resistência, de arremesso e de salto. Especializar-se em tais exigências solicita mais do que um exaustivo treinamento. Pede a garra, a fibra, a determinação dos grandes campeões.

 

Trata-se de uma contenda inspirada numa que já existia na Olimpíada da Grécia do passado, o Pentatlo helênico, com cinco eventos: Salto em Extensão, Arremesso do Disco, Arremesso do Dardo, Corrida de Velocidade e, incrível, uma disputa de Luta Livre. A sua estréia data de 708 A. C. O formato atual, com dez provas, foi criado nos EUA, em 1884, e foi oficializado nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo. Arrebatou o ouro, então, um personagem singular, Jim Thorpe (1887-1953, descendente de nativos indígenas, de irlandeses e de franceses), batizado de Wa-Tho-Huck, ou “Destino Brilhante”. Como Thorpe, ainda fulguraram Bob Mathias (1930-2006, bi em Londres/48 e em Helsinque/52, depois congressista pela Califórnia), Rafer Johnson (prata em Melbourne/56, ouro em Roma/60 – depois ator em Hollywood), Bruce Jenner (Montreal/76, que acaba de mudar de sexo e se transformar em Caitlyn), o britânico Daley Thompson (ouro em Moscou/80 e em Los Angeles/84) e o atual recordista mundial, o americano Ashton Eaton (9.039 pontos, ouro em Londres/2012).

felipe dos santos na prova do arremesso de peso do decatlo 1437587819350 956x500 Um belo bronze no Decatlo de Toronto

 Felipe, por pouco além do bronze

 

O paulistano Carlos Chinin, 30 de idade, detém a melhor marca do País, com 8.393 pontos. Lesionado, porém, não foi a Toronto. Defenderam o Brasil no Pan de agora Felipe dos Santos, 21, e Luís Alberto de Araújo, 28. Eis todas as as marcas que obtiveram por lá.

 

100m

FS – 10”37 (1.006 pts.)

LA – 10”81 (903 pts.)

 

Salto em Extensão

FS – 7m52 (940 pts.)

LA – 7m53 (942 pts.)

 

Arremesso de Peso

FS – 14m22 (742 pts.)

LA – 15m16 (800 pts.)

 

Salto em Altura

FS – 2m03 (831 pts.)

LA – 2m00 (803 pts.)

 

400m

FS – 48”65 (878 pts.)

LA – 49”91 (819 pts.)

 

Resumo do Primeiro Dia

FS – 4.397 pts. (2º Lugar)

LA – 4.267 pts. (4º Lugar)

 

110m c/ Barreiras

FS – 14”10 (962 pts.)

LA – 14”29 (937 pts.)

 

Arremesso do Disco

FS – 42m38 (713 pts.)

LA – 46m16 (791 pts.)

 

Salto com Vara

FS – 4m50 (760 pts.)

LA – 4m70 (819 pts.)

 

Arremesso do Dardo

FS – 47m88 (557 pts.)

LA – 53m56 (683 pts.)

 

1.500m

FS – 4’48”14 (630 pts.)

LA – 4’39” 77 (682 pts.

 

Resultado Final

LA – 8.179 (Bronze)

FS – 8.019 (4º Lugar)

 

Damian Warner, do Canadá, ficou com o ouro, 8.659 pts.

 

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