Praga? Procure na ex-Tchecoslováquia…

andres sanchez roberto de andrade e mario gobbi paulo lopes ae Praga? Procure na ex Tchecoslováquia...

Andrés, Roberto & Gobbi

 

Nos anos 50, tempos de Alfredo Ignacio Trindade, o primeiro Vicente Matheus, Wadih Helou, se dizia que o Corinthians não ganhava da Ponte Preta porque um certo volante de nome Pitico, desprezado pelas diretorias do Timão, havia-lhe jogado uma praga e enterrado, atrás de um dos gols do Parque São Jorge, um sapo com a boca costurada com um fio de lã. Muito engraçado...

 

Que praga vai-se procurar, agora, quando o Corinthians acumula a sua quinta derrota consecutiva em mata-matas de torneios cruciais? Mais do que muito engraçado... Jogue-se a responsabilidade na falta de planejamento das administrações de Andrés Sanchez, Mário Gobbi e Roberto de Andrade, que colecionaram elencos de atletas com equívocos basilares em seus contratos e deixaram o treinador Tite com o coletivo de bratáquios na mão. Não há clube que resista a um desmanche atrás do outro...

 

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Numa semifinal medíocre, o Real bate o Manchester City, 1 X 0, e garante o direito de brigar pela CL com o rivalérrimo Atlético

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Um retorno bisonho

 

Depois de três prélios no estaleiro, o super-astro Cristiano Ronaldo voltou a envergar a camisa dos “Merengues” da Espanha, no seu Santiago Bernabéu, mais de 81.000 fãs presentes, no retorno da sua semifinal pela Champions League de 2015-16. Ao elenco de Zinedine Zidane, no entanto, faltaram dois importantes lesionados, o volante Casemiro e o avante Karim Benzema. Ainda inédito na fase decisiva da competição, o visitante Manchester City de Manuel Pellegrini, por sua vez, compareceu acuado por uma missão quase impossível: sobrepujar um inimigo poderoso, que já acumulou dez títulos desde 1955/1956. Mais, um inimigo que, na atual temporada da CL, venceu as cinco pugnas que travou, fez dezoito gols e não sofreu nenhum.

 

Inteiramente de amarelo claro, os “Blues” da Inglaterra apoiaram as suas ações no central-volante Kompany – que, desafortunadamente, se contundiu sozinho antes dos 10’ e pediu a precoce substituição. Mangala, que entrou no seu lugar, não dispõe das mesmas características ou do mesmo talento. Sorte, para o City, ainda sem ritmo o R7 não se movimentava tanto como Kross ou como Modric. Mas, aos 20’ pela destra, Gareth Bale recolheu um belo passe de Carvajal e bateu por elevação, sem chances para Joe Hart. Real 1 X 0. A missão dos "Blues" ficou muito além de impossível. Uma reação absolutamente improvável de ocorrer no Bernabeu..

 

Por incrível que pareça, na etapa derradeira o Real trocou de conceito e cedeu espaço ao toque de bola do City – que avançou a sua marcação. Zidane optou por esperar a possibilidade de uma contra-investida. Consequência, um combate medíocre, em que os “Merengues” correram o sério perigo de uma desqualificação. Apagadérrimo o CR7, sobrecarregados Modric, Bale e o lateral Marcelo, o elenco britânico mandou no cotejo e apenas não produziu um resultado impactante por carência de penetração.

 

Zidane leva nota zero pela covardia, pelo desapego à ofensividade, pela incompetência, pela sua submissão ao conforto do resultado de Manchester. Pellegrini leva meramente nota cinco pela tosca incapacidade de sobrepujar a bizarra inapetência do Real. Resumo do duelo: ambos reprovados. Como em 2013/14, acontecerá uma decisão entre Real e Atlético – agora, no dia 28 de Maio, em Milão, Itália. Naquela ocasião, em 2013/14, o Real arrebatou a Copa na prorrogação, placar de 4 X 1.

 

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Em Munique, o Bayern supera o Atlético de Madrid – mas fica sem a vaga na decisão da Champions League de 2015/2016…

atletico madrid torcida Em Munique, o Bayern supera o Atlético de Madrid   mas fica sem a vaga na decisão da Champions League de 2015/2016...

 

O saudoso Thomaz Mazzoni (1900-1970), avô, pai e tio da crônica esportiva do País em quase todo o Século XX, costumava dizer que o 2 X 0 é o resultado mais perigoso e ilusório de um jogo de Futebol. O time que abre a folga naturalmente relaxa e se oferece à cruel reviravolta. Hoje, em particular nos torneios que se decidem pelos critérios do mata-mata, perder de 1 X 0 na ida, como visitante, se tornou um resultado ironicamente bem traiçoeiro. Melhor seria, digamos, tombar por 1 X 2 ou por 2 X 3.

 

Explico a matemática aparentemente absurda. Graças aos regulamentos da UEFA, no caso de igualdade em pontos, contam-se em dobro os tentos registrados no gramado do inimigo. Nas semis da atual Champions League, no prélio de Madrid, o Atlético superou o Bayern de Munique por 1 X 0. Claro, lhe bastaria sair da Alemanha com um 0 X 0 ou um 1 X 1, 2 X 2 etcetera, no marcador, para garantir o seu passaporte à decisão. Quanto ao Bayern, nenhum outro tipo de placar, além de um sucesso com a folga de dois tentos, seria suficiente. OK. Aos 33’ sugeriu que conseguiria a façanha. Havia perpetrado 1 X 0 aos 30’, na cobrança de uma infração por Xabi Alonso – a barreira dos Atlético se escancarou. Então, ganhou um penal que Mueller bateu e Oblak desviou. Regalo desperdiçado.

 

No confronto direto entre os dois principais treinadores da atualidade, na Allianz Arena de Munique, o argentino Diego Pablo Simeone González, 46 de idade, ou Cholo, “O Índio”, dos “Colchoneros”, e o catalão Pep Guardiola, 45, do Bayern, se debatiam com as suas tensões. Pois os tão sonhados 1 X 1 do Atlético nasceram de um contra-ataque, aos 52’, quando os tedescos acumulavam 80% de posse de bola. Controle de Fernando Torres, lançamento de trinta metros ao arisco Griezmann, inexorável.

 

Não aconteceria mais uma prorrogação, nem o bingo das onze jardas. O elenco germânico acusou o golpe e refluiu – enquanto os donos do Vicente Calderón se animavam, subitamente inflamados. Então, aos 75’, saiu o gol dos 2 X 1 do Bayern, levantamento de Alaba, desvio de Vidal (o melhor em campo), arremate feliz de Lewandowski. O drama logicamente se exacerbaria. Mesmo com o placar adverso, o Atlético se colocava na decisão de Milão, dia 28 de Maio. Pior para os tedescos, aos 79´, Cunyet Çakir, árbitro da Turquia, viu dentro da área uma falta de Javi Martínez em Torres. Que chutou, para a intervenção de Neuer. Os acréscimos. E um drama ao quíntuplo.

 

O Bayern se assenhorou dos cinco minutos de estupor. E Simeone, destemperado, atingiu com um tapão no braço canhoto o delegado oficial da UEFA, outro turco, Serkan Ok, que se distraira de um seu pedido de alteração. Claro, será suspenso. Tudo OK. Os cinco minutos terminaram. E, mesmo com a sua derrota, 1 X 2, por causa do critério dos tentos como visitante, os ibéricos se qualificaram – para, talvez, uma final de reprise contra os seus inimigos figadais, antológicos, do Real Madrid, que nesta quarta abrigam o Manchester City. Por favor, que ninguém me peça uma aposta, convenhamos.

 

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Novidades nas regras do Futebol?

 

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Numa dessas aberrações inexplicáveis pela lógica, não são a FIFA e nem as confederações a ela filiadas que determinam as regras do Futebol. Cuida de tais normas, por incrível que pareça, um organismo ainda mais antigo do que a entidade (fundada em 21 de Maio de 2004) – sim, o International Board (atenção colegas, se trata de um senhor do sexo masculino, estabelecido em 8 de Dezembro de 1983). Em seus começos, o IFAB apenas abrigava quatro membros, representantes da Inglaterra, da Escócia, da Irlanda e do País de Gales. Quase uma década depois, a esse grupo limitado se agregaram outros quatro, indicados pela FIFA. De modo a cristalizar a dominação britânica se decidiu que qualquer modificação das regras exigiria um mínimo inexorável e irrecorrível de seis votos.

Por isso surpreendeu a quantidade de alterações que o IFAB propôs no seu encontro mais recente, de 5 de Março, seus propósitos divulgados formalmente no final de Abril. São duas dezenas de normas que o Futebol do planeta testará, por doze meses, a partir de 1° de Junho. Algumas, utilíssimas, como a implantação das câmeras do árbitro eletrônico, dirimidor de dúvidas que o olhar humano parece incapaz de julgar. Outras, porém, de uma estultice exagerada e risível, como a proibição das marcas de patrocínio nas bandeirinhas de escanteio e como a obrigatariedade do uso de meias ou de cuecões da mesma cor do calção do time – sem nenhuma menção ao abuso da proliferação das chuteiras de tons carnavalescos.

Pois é. O IFAB continua vetusto e não aprende nada...

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Mais informações em www.fifa.com/portuguese

Paulista: em Osasco, o Santos esbarra no Audax, 1 X 1, e adia a decisão de 2016

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O Liberatti: compacto mas simpático

 

Por favor, não confundir o Grêmio Audax Osasco F. C com um clube-empresa. Sim, nasceu em Dezembro de 1985, fantasia de Abílio Diniz, então proprietário do Grupo Pão de Açúcar, como um projeto social destinado a proporcionar opções esportivas a crianças de sete a catorze anos de idade. E, sim, dependia do dinheiro do imenso conglomerado de super-mercados. Vendido o grupo ao multi Casino, porém, o novo dono resolveu se desfazer do embrulho que não fazia parte dos seus interesses imediatos e da sua vocação. Até porque a mídia se recusava a citar o seu nome sem uma contrapartida – como sucede com o Red Bull da Fórmula 1.

 

Em 2015, já na Série A do Campeonato Paulista, já instalado em Osasco, administrado por Mário Teixeira, leia-se Bradesco, e presidido por Vampeta, ex-volante do Corinthians, o Audax inaugurou um período de incrível ascensão no Futebol do Estado. A ponto de atingir inéditamente a disputa de uma decisão diante de um Santos que já ostenta 21 títulos regionais. Não se trata de um clube-empresa à maneira daqueles da Europa ou dos Estados Unidos, mais recentemente da Ásia. De todo modo, mesmo sem tradição, ainda, e mesmo sem um estádio de sua posse (atua no compacto embora bastante simpático José Liberatti, meramente 17.430 lugares, da municipalidade de Osasco), mesmo sem uma torcida que o apóie, neste 2016 conquistou o suporte de fãs de outras agremiações, como já ocorreu com o Juventus da Moóca e, eventualmente, da Portuguesa do Canindé.

 

Mais do que essa condição de segundo nos corações das platéias, porém, elevou o Audax de 2016 o seu belo estilo de gentis toques de bola e de não violência, pregado pelo treinador Fernando Diniz – 42, mineiro de Patos, ex-avante-armador do Santos, aliás, em 2005. Determinou o regulamento do certame que o cotejo de ida da decisão se desenrolasse no Liberatti e que o retorno, dia 8 de Maio, o próximo domingo, ficasse para a Vila Belmiro, em Santos. Mas, por mais que as arquibancadas do estádio de Osasco se preenchessem com camisas vermelhas, cores do Audax, não se viu, no prélio, a abusada pressão dos espectadores do suposto mandante. Os atletas do Santos sequer sentiram que estavam em viagem.

 

Valeu o duelo, observo, pela sua característica incomum – e pelo prazer de quem aprecia o futebol sem as exigências do entusiasta do Xis ou do Ípsilon. E foi um duelo gostoso de se ver, melhor o Santos, em função das suas individualidades e do seu custo básico, uma folha de pagamentos vinte vezes superior à do Audax. Claro, o elenco de Osasco se ressentiu de uma inevitabilidade – o fato de seus integrantes estarem conscientes de que, em poucas semanas, farão parte de um triste desmanche e carregarão as suas malas até outras freguesias.

 

Também faltou ao Santos, entretanto, aquele punch crucial. Água bate, bate, até que fura? A sólida casca protetora do Audax resistiu brilhantemente até que, seu prêmio, numa contra-ofensiva, aos 58’, Mike cortou dois rivais e chutou sem chances para Vanderlei. Escutou-se inclusive quem vibrasse no Liberatti... Descompromissado o time de Osasco, desnorteado o time da Baixada, piorou bem a concentração do Santos, aos 67’, a contusão que Lucas Lima, o seu astro principal, acusou no tornozelo direito. O Audax logo se transformou no grande em ação. Só que lhe foi impossível impedir que, aos 79’, num tirombaço de canhota, Ronaldo Mendes, o substituto de Lucas Lima, enfim perpetrasse a igualdade, Peixe 1 X 1.

 

Como transcorreriam os minutos derradeiros? Tensos, é claro. Na sua Vila, bastará ao Santos realizar um só gol para abiscoitar a sua taça de número 22. Desfecho mais provável do que uma reviravolta do Audax. Que, de qualquer forma, sairá do Paulista com um capítulo de raro orgulho em seu currículo. O mesmo Audax que eliminou São Paulo e Corinthians...

 

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