Sem futebol, Carnaval patético – vamos ler!

 

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Meramente descontadas a suave beleza renascimental de Monalisa Perrone e a inteligência ferina e versátil de Chico Pinheiro, que bem merecia retornar à bancada de algum telejornal, foi lastimável, repetitiva, esquecível, zapeável, a transmissão do Carnaval da Globo em SP.

 

Pior, o espectador fenesceu sem outras possiblidades, Os canais gastronômicos retornaram a programas da Idade da Pedra. Os de ação voltaram a mostrar filmes aos quais nem os heróis tiveram o desejo de recuperar. Restou a um acamado como eu o prazer fanástico da leitura: velozmente devorei, em horas, um longo policial como o excepcional“Maré Viva”, dos suecos Cilla e Rolf Borjlind (509 páginas, corpo miúdo, Editora Rocco 2015).

 

Capa Estado secreto Sem futebol, Carnaval patético   vamos ler!

 

Futebol? Com raríssimas exceções, inexistentes os prélios brasileiros do Sábado e do Domingo, por óbvias razões empurrados às Cinzas, meu conforto foi começar outro livraço, “Estado Secreto’ do polonês Jan Karski, herói da II Guerra Mundial [439 páginas, editora Objetiva]...

 

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Uniformes de futebol ou abadás?

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 Sim, um comanche de verdade

 

Confesso, sem o mais insignificante constrangimento, que do chamado Carnaval eu só curto alguns enredos (aqueles que não são patrocinados por cidadãos inglórios, como os administradores das cidades de Santos e de Ilha Bela, que remeteram grana pública a escolas do Rio), alguns dos velhos sambas e marchas da “guarda antíquíssima” – e, quando existiam, os desfiles de fantasias do Municipal.

 

Desta vez, me dou ao luxo de permanecer na cama, ainda à espera da consolidação de minha fratura ao redor de uma prótese de fêmur, e a zapear a TV atrás de algum filme como o magistral “Rastros de Ódio” (1965, do genial John Ford (1894-1973), que me manteve acordado na última madrugada. Garanto que as vestimentas dos indígenas Comanches eram muito mais charmosas do que os abadás em que se tornaram os uniformes de Futebol.

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Esporte ou abadá?

 

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Em favor dos uniformes sem poluição

 Em favor dos uniformes sem poluição

O Linense de 1953

Na minha meninice, começo da década de 50, em muitas e muitas ocasiões eu fui ao Pacaembu, à Rua Javari do Juventus da Moóca, ao Nicolau Alayon do Nacional da Lapa, ao Parque Antarctica do Palmeiras, não para torcer pelo meu clube, o Corinthians, mas pelo prazer de ver o bom futebol de táticas elementares que se praticava, então. Claro que o visitante esboçava uma retranca, na fantasia de segurar o 0 X 0 e de permanecer na divisão de cima. Mas, não desistia jamais de buscar o seu tento.

 

Eu adorava o colorido dos fardamentos times de fora – ao contrário do que acontece hoje, em respeito e homenagem ao visitante, era o dono-da-casa que trocava de roupagem e se utilizava do uniforme de número dois. O XV de Jaú fulgurava em suas camisas verdes com golas e pontas das mangas em dourado. O Linense, em calções negros e as camisas em largas listras rubras e brancas. O Jabaquara em camisas amarelas e bordas em vermelho. A Portuguesa Santista em camisas rubras e mangas e golas em verde.

 

Uma delícia quando o visitante batia o anfitrião...

 

Hoje, nos campeonatos do estrangeiro, até o narrador bem informado se atrapalha para saber quem é quem. Houve ocasiões em que Silvio Luiz, Osmar Santos e eu nos confundimos com a escolha estapafúrdia de agremiações do Calcio. Apenas depois de alguns minutos de prélio, com a ajuda do meu indefectível álbum de figurinhas, identificamos alguns dos craques mais famosos, e os seus clubes.

 

No Brasil, também incomoda a quantidade absurda de logos de anunciantes. Claro, sou absolutamente a favor dos patrocinadores. Menos exagero me alegraria. Aqui, futebolista ostenta mais remendos do que um piloto de Fórmula Um. Só que, enfiado num cockpit, o piloto só exibe a sua poluição visual em ralos minutos antes e depois da prova. Além da glória do pódio...

 

Não lhe pareceu agradável, nesta quinta, olhar o prélio Audax de Osasco X Corinthians com os seus fardamentos oficiais e razoavelmente livres de poluição?

 

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As façanhas estupendas de Bruno Soares

 As façanhas estupendas de Bruno Soares

 

Em exatas 16h29’, o mineiro Bruno Soares quebrou dois recordes de antologia e, num tempo tão curto levantou um par de requisitadíssimos troféus do Tênis internacional, os títulos de Duplas Masculinas (ao lado do britânico Jamie Muray) e de Duplas Mistas (com a russa YelenaVesnina).

 

Nas Masculinas, ele e Murray superaram o tcheco Radek Stepanek e o canadense Daniel Nestor por 2 X 1 (2-6, 6-4 e 7-5). Nas Mistas suplantaram a norte-americana Coco Van de Weghe e o romeno Horia Tecau também por 2 X 1 (6-4, 4-6 e 10-5). Comoveu a euforia contida de Soares – que apenas exagerou no tamanhaço do seu discurso de agradecimento, quase três minutos de duração.

 

Ela mereceu, porém. Antes, nos quatro campeonatos que integram o circuito chamado de Grand Slam (a Austrália de agora, Roland Garros, Wimbledon e US Open, apenas possuía o galardão das Mistas de 2012 e 2014 em Nova York. Apesar da exaustão do prélio do sábado, por volta de 3 da madrugada ainda tirou Vesnina da cama a fim de tranquilizar a parceira: “Fique fria! Estou bem!”

 

Mal dormiu três horas mas, de retorno à quadra, parecia inteiro. Conforme atestou o seu brilhante sucesso.

 

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Tênis, Open da Austrália: uma zebra, mas…

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Zebra número um: a linda alemãzinha Angelique Kerber impediu que a favoritíssima norte-americana Serena Williams acumulasse o seu título de número 22, em Grand Slams, e se igualasse a outra tedesca, Steffi Graff, como a maior campeã da Era Aberta do Tênis, iniciada em 1968.

 

Não haverá, porém, a zebra numero dois. Dificilmente o britânico Andy Murray suplantará o imbatível sérvio Nole Djokovic na decisão masculina do Open da Austrália.

 Tênis, Open da Austrália: uma zebra, mas...

Murray e Soares

 

Caberá à família Murray o consolo do sucesso de Jamie, irmão de Andy, na decisão das duplas para rapazes do mesmo torneio, ao lado do simpático mineiro Bruno Soares. O ar ganhador de Soares me pagou por acordar de madugada – mesmo a duas semanas de uma cirurgia.

 

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