Que campeonato é esse? Ah, melhor limpar a cabeça e malhar o boneco-de-judas da CBF…

 Que campeonato é esse? Ah, melhor limpar a cabeça e malhar o boneco de judas da CBF...

Para as gerações mais jovens, foi Renato Russo (1960-1996), da Legião Urbana, quem cunhou a frase “Que país é esse?”. Na verdade, porém, se trata de uma criação bem mais antiga, que data de 1976, invenção de um certo Francelino Pereira.

 

Explico melhor. Nascido no Piauí, 2 de Julho de 1921, ainda vivo-da-silva, frequentador eventual de cenas políticas, Francelino fez sua carreira em Minas: Deputado Federal de 1963 até 1979, Governador de 1979 até 1983, Senador de 1995 até 2003.

 

No percurso, um dos favoritos do General-Presidente Ernesto Geisel (1907-1996), se tornou presidente da Arena, ou Aliança Renovadora Nacional,  a entidade que suportava, principalmente no Congresso Nacional, a Ditadura Militar. Idos em que os golpistas de 64 e os seus sucessores de plantão só permitiam a existência de dois partidos, a Arena, situacionista, e o MDB,  Movimento Democrático Brasileiro, estóico oposicionista.

 

Francelino soltou o seu brado em 1976, uma patética resposta-inquisidora aos céticos que duvidavam das promessas de Geisel, supostamente disposto a promover uma reabertura, ainda que “lenta e gradual”, nas coisas políticas entrevadas pela repressão. Inútil desabafo o de Francelino. Em meados de 1977 o General-Presidente sumariamente fechou o Congresso e implantou um churrilho de normas azedas – como, por exemplo, a instituição da figura do “Governador Biônico”, escolhido pela Ditadura, formalizado num pleito, de cartas marcadíssimas, por cada Assembléia Legislativa.

 

Ora, que têm a ver a frase de Francelino com o momento atual? Muito, ao menos tanto quanto a cueca de Neymar e o futuro da seleção de Felipão na Copa do Mundo. Você, que pacientemente me lê, por favor me permita uma anedota, a melhor maneira que encontro para interpretar a balbúrdia em que se transformou o futebol do País.

 

Que CBF é essa? Sim, numa época em que as crianças de curso primário já dominam computadores, como pode uma entidade tão rica não dispor de instrumentos capazes de informar, automaticamente, e on line, se um jogador xis ou ípsilon tem condições oficiais de atuar por uma equipe dábliu ou zê? Casos de Héverton, Portuguesa/SP, ou de Luan, Figueirense/SC, objetos de cascatas de ações na Justiça Civil...

 

E que campeonato é esse, o nacional de 2014, que prevê, na rodada inicial da Série A e da Série B, uma Portuguesa sem saber se continua na divisão de cima ou se escorrega ao piso inferior? Pior, cuja tabela previu, para este sábado, exatamente o confronto entre Fluminense e Figueirense – o Fluminense que pode se garantir na A se a Justiça Civil não vier a conceder ganho de causa à Lusa; ou, na hipótese contrária, que pode se alojar na B; o Figueirense que pode se garantir na A se a Justiça Civil vier a conceder ganho de causa à CBF que topou autorizar Luan a entrar em campo embora o seu contrato ainda fosse registrado por outra agremiação em prejuízo do Icasa/CE... Ufa...

 

Confuso, tremendamente confuso. E tudo isso, convenhamos, ahn, por causa da ridícula incompetência da CBF – que dispõe de grana para oferecer um belo feriadão de mimos, no Rio de Janeiro, aos senhores que sufragaram Marco Polo del Nero, dias atrás, como seu futuro presidente; mas não reúne um par de centavos para que o seu site de Internet funcione corretamente... Confuso, explosivamente confuso. Hum, de entortar a cabeça de quem lê. E, creia quem lê, igualmente de quem escreve...

 

Para me manter são e salvo, paro este texto ensandecedor por aqui. Vou dedicar o meu lazer à fabricação de um boneco-de-judas com o cartazete “CBF” pregado no peito.

 

O boneco-de-judas que malharei, feliz, neste dia de Aleluia...

 

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Que tem a ver o futebol brasileiro com a cueca do Neymar? Esse e outros tristes episódios que 16 de Abril colocou na mídia…

 Que tem a ver o futebol brasileiro com a cueca do Neymar? Esse e outros tristes episódios que 16 de Abril colocou na mídia...

O flagrante...

A quarta-feira, 16 de Abril, amanheceu com uma imensidão de episódios dignos da análise de um jornalista esportivo que se preza.

 

Por exemplo, mais um fato patético nas barbeiragens da grotesca CBF – aquele que envolve Icasa/CE, Figueirense/SC e o jogador Luan Niedzielski, inscrito irregularmente pelo clube de Florianópolis. Surgiu, até, um documento que atesta o escorregão da CBF.

 

Conforme se desenrola em outro imbróglio, aquele que mal combina o Flamengo, o Fluminense, a Portuguesa e o grotesco STJD, sempre emaranhado nas suas decisões controvertidas, o Icasa recorreu à chamada Justiça Comum de modo a resgatar os seus direitos e assumir, na Série A do Campeonato Nacional (que se inicia, aliás, já neste próximo sábado), o lugar que seria do clube de Floripa. E como ficará o certame, agora?

 

Houve também a declaração de um certo Mikkel Keldorf Jensen, um suposto periodísta dinamarquês, auto-identificado, numa foto, só pelos olhos – que, chocado com o que teria visto em Fortaleza, desistiu de cobrir a Copa do Mundo e retornou à sua pátria. Ora, existirá mesmo o tal gajo? Ou, por quê conceder tanta importância a um desconhecido?

 

E, por quê, ainda no tema Copa X Manifestações de Protesto, os eternos imbecilóides de plantão novamente picharam o pobre MASP, sem um reles tostãozinho em caixa? Ah, não poderiam esses trogloditas reclamar nos muros das suas próprias moradas?

 

Que dizer, então, do vexame cruel que transbordou sobre Alexandre Kalil, o presidente do Atlético?MG – euforicamente divulgar a possível contratação do francês Anelka e, dias após, tolamente constatar que talvez tenha sido mais uma vítima do golpe duplo do “falso irmão” e do “empresário fajuto”, conforme denunciou, em vídeo, o atacante?

 

Por entre tantas nuvens, que só não fazem cair chuvas solenes na região das represas do Sistema Cantareira, vislumbro um diferente busca-pé: a marca da cueca de Neymar Jr., craque da seleção do Brasil. É, da cueca, dizem que afortunada...

 

Retorno atrás no tempo e relembro o momento em que, na noite européia de 1º de Julho de 2006, os onze titulares de Carlos Alberto Parreira se juntaram aos onze da equipe da França, na bela cerimônia dos hinos, quartas-de-final da Copa da Alemanha. Quando percebi que o arisco Ronaldinho Gaúcho utilizava na cabeça uma tiara com um símbolo rebrilhante, o seu logotipo, num lampejo pensei: “O Brasil vai dançar nesta partida...”

 

Precisamente o que ocorreu, França 1 X 0. O atleta fogoso mais se preocupava com a comercialização futura de milhões de réplicas da sua testeira do que com o destino da sua equipe. Venderia em feiras-livres... A grana acima da seleção.

 

Pois eis-que-se-não-quando, no campeonato da Espanha, o bumbum virado na direção das câmeras de TV, em cinco situações Neymar levantou a parte de trás da camisa do seu Barcelona e deixou à mostra a marca da sua cueca. Sugestão de um integrante do seu estafe, que Neymar engoliu, sem medir as consequências. A grana acima do clube.

 

Consta que os cartolas da empresa fabricante da cueca ficaram extasiados. Assim como os cartolas da agência responsável pela conexão de Neymar com a marca desde 2011, respectivamente África e Lupo. Considero absolutamente abominável, porém, e de frágil mau-gosto, esse tipo de merchandising, batizado de “emboscada”, que já disparou os alarmes na CBF e na FIFA. Até porque a cueca não patrocina a CBF...

 

Entrevero semelhante contamina, também, as relações da CBF com a Gol, empresa que se encarregará do transporte aéreo da delegação do Brasil na Copa. Três dos prováveis titularíssimos do elenco de Felipão - Marcelo, Thiago Silva e David Luiz - protagonizaram um filme de publicidade (excelente, aliás), com a TAM, concorrente.

 

OK, admito, existe um contrato que liga CBF e Gol, não necessariamente a empresa e os atletas. Mas, acho no mínimo anti-ético que a concorrente se locuplete da imagem de quem efetivamente viajará, às sedes dos prélios da Copa, sob uma outra bandeira.

 

Claro, não acredito que um ser humano comum e normal decida adquirir uma passagem aérea, em determinada companhia, apenas por apreciar os talentos robustos de David Luiz, Thiago Silva e Gilberto. Nem eu compraria uma cueca só por apreciar o Neymar.

 

Insisto, repito, no entanto, que a merchandising de emboscada e que a utilização super-remunerada de três craques num filme de companhia concorrente a mim não parecem favorecer a quem se acredita como o vencedor da luta.

 

A velha questão do tiro pela culatra...

 

Pior, eu me declaro sinceramente preocupado com qualquer influência que os produtos responsáveis pelas suas remunerações paralelas, além daquelas que recebem de seus clubes, possam impor zumbidinhos estranhos nas cabeças dos craques de Felipão e daí possam prejudicar as suas performances na Copa/2014.

 

Exatamente como na infeliz, ahn, distração do Ronaldinho/2006...

 

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A lastimável bagunça que contaminou a decisão do estadual de 2014 no Rio de Janeiro

mulher arbitro marcelo lima henrique 01 A lastimável bagunça que contaminou a decisão do estadual de 2014 no Rio de Janeiro

O casal Henrique, Sandra e Marcelo

 

Atenção, vou escandir, vou separar, de propósito, bem provocativo, todas as sílabas dos advérbios que participarão deste meu texto.

 

E-vi-den-te-men-te a FERJ, Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, depois da polômica motivada pela sra. Sandra Henrique, esposa do sr. Marcelo de Lima Henrique, árbitro designado ao comando da partida entre o Flamengo e o Vasco da Gama, decisão do campeonato fluminense desta temporada, deveria tê-lo substituído, li-mi-nar-men-te.

 

Para quem não sabe, eu detalho. Dias antes da peleja, numa das chamadas redes sociais, a sra. Sandra inaugurou uma polêmica desnecessária, patética, ao escrever tex-tu-al-men-te: “A torcida já pode parar de xingar o juiz e começar a erguer a voz impulsionando seu time. Tenho certeza. Quanto ao vice, isso já é certo, mas vamos esperar domingo que vem. Qualquer coisa a gente comemora o campeonato como vice de novo mesmo”.

 

Detalhe: a sra. Sandra é cruzmaltina. In-di-re-ta-men-te elogiava o marido, ao antecipar mais um título do seu rivalérrimo Flamengo. Traduzo: queria garantir que o seu Marcelo jamais favoreceria o Vascão.

 

Pois, de fato, o rubro-negro abiscoitou o troféu graças a um gol irregular, nos acréscimos do tempo normal, um impedimento es-can-da-lo-as-men-te não apontado pelo sr. Henrique e, prin-ci-pal-men-te, o seu auxiliar, Luiz Antonio Muniz de Oliveira. Pior, na tensão do preenchimento do relatório do prélio, se indicou Nixon e não Márcio Araújo como o autor.

 

Felipe, arqueiro do Mengão, gro-tes-ca-men-te ajudou a apimentar a receita ao declarar, em entrevistas, que ganhar roubado “é mais gostoso”.

 

Tudo somado, agora o Vasco pretende a anulação da pugna, a exclusão do árbitro e do auxiliar do quadro da FERJ, a denúncia de Felipe por não-sei-quê – sem falar de um pedido de reparação pecuniária ectcetera.

 

Evito as observações ulteriores, pois não sou trouxa ou suicida e não mergulho em piscina vazia. Me-ra-men-te lembro que tudo isso ocorre a menos de dois meses da abertura da Copa. Ah, lastimável Brasil...

 

 

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Rememorações da Copa – Argentina/78

 Rememorações da Copa   Argentina/78

Massera, Videla e Agosti

Quem reclama da bagunça que envolve a organização da Copa de 2014, aqui no Brasil, não faz a mais escassa idéia da balbúrdia que predominou na montagem e no desenrolar da competição de 1978, na Argentina.

 

O Brasil, então sob o governo mal-humorado do General Ernesto Geisel (1907-1996), vivia debaixo de uma Ditadura Militar desde 1964.

 

Muito pior, na Argentina, desde 1976, mandava uma Junta impiedosa, formada pelo General Jorge Videla (1925-2013), pelo Almirante Emílio Massera (1925-2010) e pelo Brigadeiro Orlando Agosti (1924-1997).

 

Aos solavancos, Geisel iniciava o processo da sua “abertura lenta e gradual” – a Junta, porém, no planeta quase inteiro colecionava acusações de torturas e de mortes, às pencas, nos seus subterrâneos tenebrosos.

 

Diversas nações tentaram forçar a FIFA a trocar a sede daquela Copa. Mas, João Havelange, o presidente da entidade, devia aos platinos, entre outros mimos, o apoio à sua eleição, contra o inglês Sir Stanley Rous, em 74.

 

Natural que a Junta colocasse integrantes do seu bando em todos os cargos importantes do comitê de organização. Como seu presidente, por exemplo, designou, claro, um outro militar, o General Omar Actis (1926-1976).

 

Actis morreu assassinado por opositores dois anos antes de a competição se inaugurar.

 

E a Junta o substituiu por mais um dos seus asseclas, o General Leopoldo Galtieri, um incompetente absoluto. A sua principal façanha, no comitê: ao faltar água fresca para a irrigação do gramado de Mar del Plata, onde, aliás, atuaria a seleção do Brasil, ordenou que se usasse a água do oceano fronteiriço.

 

O excesso de sal, obviamente, destruíu as raízes do gramado. E a seleção do Brasil realizou os seus jogos praticamente em um pantanal.

 

Galtieri, depois, em 1981, se tornaria, inclusive, o presidente da Argentina. Posto em que suplantaria, com alentada cretinice, o seu recorde de Mar del Plata. Em 1982, declarou guerra à Grã-Bretanha pela posse das Ilhas Malvinas, ou Falklands – uma conflagração que se estendeu de 2 de Abril a 14 de Junho e se encerrou, suprema humilhação, com a rendição incondicional dos platinos.

 

A seleção da Argentina, aliás, havia conquistado a Copa de 78. Muito, muito boa, sob a orientação do eficientíssimo César Luís Menotti, ostentava um elenco excelente – e não necessitava dos artifícios pouco dignos que a escoltaram até o triunfo: de arbitragens nebulosas à estranhíssima goleada de 6 X 0 sobre o Peru, placar anormal que custou ao Brasil a disputa da decisão da taça.

 

Posteriormente, periódicos de Lima confirmariam que, em troca de dinheiro e do suporte dos platinos numa divergência diplomática, com o Chile, por parte de seu território, o governo do Peru compeliu a sua equipe a, digamos, facilitar a missão de Menotti & Cia., que precisavam de uma folga de 4 X 0.

 

Cláudio Coutinho (1939-1981), o primoroso treinador do Brasil, falecido precocemente em um bobo acidente de pesca submarina na orla do Rio, cunhou, daí, uma frase que se eternizou: “Nós fomos os campeões morais”.

 

Um título de valor completamente nulo. Além do mero consolo.

 

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Fim dos Estaduais, parabéns a Ituano, Flamengo, Cruzeiro, Bahia, Internacional etc… E agora, vêm aí o Brasileiro e a Copa…

Enfim se encerraram as preliminares do ano de 2014 no futebol do Brasil. Um ano que atingirá os seus pináculos durante a Copa do Mundo.

 Nas tais preliminares, porém, entre baixos e altos, muito mais baixos do que altos, entre regulamentos absurdamente esdrúxulos, predominantes, e um punhadinho só de cotejos empolgantes, bem escassos, se destacam, claro, os campeonatos estaduais: pois eis os cinco vencedores, nos certames que, mesmo à distância, eu consegui acompanhar: Ituano/SP, Flamengo/RJ, Cruzeiro/MG, Bahia/BA e Internacional/RS.

Parabéns aos cinco...

Detalhe: fique gravado que sou favorável aos torneios estaduais. Desde que ostentem regulamentos minimamente inteligentes e atrativos.

  

SÃO PAULO

Santos X Ituano

O clube do Litoral, cerca de 27.000 fãs no Pacaembu da capital, precisava reverter o placar de 0 X 1 do domingo anterior. O time do Vale do Tietê, orientado por Doriva, ex-volante-de-contenção do Tricolor do Morumbi, manteve, porém, a sua mesma postura tática: permitir a posse de bola e a troca-de-passes no meio-campo do Santos, irritar e irritar os rivais com faltas e faltas, mesmo que redundassem em cartões amarelos, e esperar que o tempo evaporassese. Quando a defesa não cumpria a sua obrigação, o arqueiro Vágner perpetrava milagres.

Nos acréscimos, quatro minutos causados pelo excesso de interrupções, o zagueiro Alemão calçou Leandro Damião um metro além da linha da área do Ituano. Polêmica: alguns replays atestaram que Alemão atingiu Damião antes de resvalar na bola; outros definiram o oposto. O árbitro Rafael Claus optou pelo penal. Cícero, impedido na origem do lance da infração, ele que havia desperdiçado, de modo horroroso, domingo anterior, um tiro da cal, desta vez não se equivocou – Santos 1 X 0.

O Santos se empenhou na pressão. O Ituano procurou os contra-ataques. O destino, todavia, desejava, mesmo, uma solução lotérica, a crueldade do bingo dos penais. Na rodada inaugural de cinco para cada lado, Aranha, do Santos, aparou o tiro de Anderson Salles; Rildo, do Santos, chutou num poste – 4 X 4. E os batedores mergulharam na impiedade das chances alternadas, uma tentativa para cada lado. Com 2 X 2 nas alternadas, 6 X 6 no global, Josa acertou e Wagner, o homem da tarde, encaixou a pelota apenas atrasada por Neto. Ituano, o seu segundo título, agora 2002 e 2014.

  

RIO DE JANEIRO

Flamengo X Vasco

Num Maracanã, felizmente, um tiquinho mais recheado de gente do que na porfia de ida, o clube da Cruz-de-Malta, mesmo sem o suspenso Éverton Costa e sem o lesionado Edmílson, depressa assumiu o controle das ações, três vezes mais toques certos na pelota do que o rubro-negro. Lógico: o Fla batalhava pela igualdade, se retrancava inteirinho. Douglas aliviou a galera do alvi-negro ao determinar, de penal, 1 X 0. Mas, azar do Vasco, sem bater o rubro-negro numa finalíssima desde 1988 – nos acréscimos, Nixon agitou a platéia do Fla, 1 X 1, o seu troféu de número 33 no Rio.

  

MINAS GERAIS

Cruzeiro X Atlético

Com direito ao pontapé-inicial de um eufórico, sorridente Osmar Santos, o grande locutor esportivo cuja carreira se interrompeu precocemente em um acidente de rodovia, o Gigante da Pampulha testemunhou o tenso duelo entre dois adversários de antologia – o combate pelo centésimo título das Alterosas. O Galo precisava do triunfo. À Raposa bastava o empate. Que aconteceu, evitou o tri do Galo e lhe propiciou o seu 36º título.

  

BAHIA

Vitória X Bahia.

Uma ironia tipicamente brasileira: o Vitória foi o hospedeito no Pituaçu, estádio de propriedade do Bahia, mandante habitual das suas pugnas na Arena Fonte Nova, do governo. Na ida, o Bahia havia sapecado 2 X 0 no Vitória. No retorno, abriu um marcador equivalente 2 X 0. Ocorreriam mais emoções, porém. Um pênalti batido por Juan cortou a folga. Ayrton ainda igualou, 2 X 2. O Bahia, de todo modo, somou o seu 45º título

  

RIO GRANDE DO SUL

Internacional X Grêmio

Em Caxias, por causa das obras do lindo Beira-Rio, designado como um dos cenários da Copa, os clássicos inimigos realizaram a primeira decisão da história do futebol gaúcho em uma sede do Interior. O Inter provinha de um marcador favorável, 2 X 1, na Arena do Grêmio. E logo se tranquilizou, 2 X 0, o argentino D’Alessandro e Alex, nos 45’ iniciais. Daí, 4 X 0, Alan Patrick e Alex. De nada valeu o consolo de Ernando, 1 X 4. Obviamente, o prélio acabou em confusão, empurrões, dois excluídos – Pará, do Grêmio, e Willians, do Inter. Que, enfim, abiscoitou o seu tetra.

  

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