E o Corinthians precisa da nuca do veterano Danilo para chegar ao placar de apenas 1 X 1 diante do Figueirense, o seu azarão

 E o Corinthians precisa da nuca do veterano Danilo para chegar ao placar de apenas 1 X 1 diante do Figueirense, o seu azarão

Danilo, sempre ele

 

Nesta tarde de sábado, 23 de Julho, pelo Campeonato Brasileiro de 2016, o Corinthians enfrentou o Figueirense de Santa Catarina com dois predicados na sua pauta. Somar três pontos e novamente encostar no Palmeiras na tabela de classificação. E vingar a derrota que sofreu, em 18 de Maio de 2014, exatamente diante do Figueirense, na primeira partida oficial da sua Arena. Ironia: naquela porfia aconteceu o placar de 1 X 0 em favor do visitante, gol de Giovanni Augusto, atualmente contratado pelo Timão.

 

Nada, nadinha, apenas um lastimável marcador de 1 X 1.

 

Na tabela, o dono da casa ostentava 29 pontos positivos, três abaixo do Verdão – que, na manhã deste domingo, hospeda o perigoso Atlético Mineiro, 23. Num resumo, vencer o jogo de Itaquera e, então, esperar algumas horas para torcer por um sucesso do Galo de Belo Horizonte. Detalhe: estreava como treinador do apelidado Furacão de Florianópolis o ex-zagueiro Argel Fucks, demitido fazia meras duas semanas do Internacional gaúcho.

 

Apenas um degrau acima da Zona de Rebaixamento, seis pelejas sem um triunfo, o Figueirense imediatamente mostrou que se comportaria com o máximo de cautela. Fechou-se na sua metade do gramado e só levou algum perigo ao Timão aos 10’, num contra-ataque armado por uma falha boboca, no meio-de campo, do seu central, o paraguaio Balbuena. O anfitrião, porém, controlava as ações, embora demorasse muito para abrir o marcador.

 

Curiosamente, sem Fágner, o seu capitão e lateral-direito titular, o Corinthians insistia em avançar por aquele flanco, ocupado pelo garoto Léo Príncipe – um reserva de última hora, promovido da turma Sub-20. Complicava ainda mais a situação o atabalhoamento do elenco do visitante, cujos atletas provocaram quatro cartões amarelos apenas na etapa inicial. Aos 42’ o Timão ainda pôde cravar 1 X 0 numa confusão na pequena área do Figueirense e numa testada à queima-roupa de André que o joelho de Pará salvou, em cima da linha. Daí, aos 45’, noutra barbeiragem de Balbuena, cara-a-cara com Cássio, Dodô também pôde anotar o seu gol. Não fez, porém. E a etapa se esgotou, nula e melancolicamente, 0 X 0.

 

Depois do papo de intervalo melhoraram, paralelamente, Léo Príncipe e o Figueirense. No seu lado destro, forçou mais o Timão. E o visitante, atento em dobro no meio de campo, controlou o sistema de armação do dono da casa. Aos 54’, o arqueiro Thiago Rodrigues rebateu, de modo miraculoso, um tirombaço de Giovanni Augusto. Logo em seguida, 58’, em outro erro dos rapazes de Cristóvão Borges, o bom Dodô fuzilou de 22m e, inesperadamente, registrou 1 X 0 para o Figueirense. No sufoco, Cristóvão realizou duas alterações: os experientes Elias e Danilo nos lugares de Rodriguinho e Giovanni Augusto. Reação da torcida: apupos. É. Adiantariam as trocas efetuadas?

 

Impressionante nos equívocos de passes, inclusive os curtinhos, o Corinthians precisou duelar contra o rival de Santa Catarina e também contra o relógio. Não caía na sua Arena desde 26 de Agosto de 2015. Alinhavava 26 sucessos e cinco igualdades. Uma asa-negra em sua vida no campo novo, mesmo, o Figueirense – que, num avanço veloz de Bady, aos 77’, por um triz não dobrou. Cássio o derrubou além da área e merecia a expulsão.

 

Aos 83’, de todo modo, ocorreu a libertação. Marquinhos Gabriel cobrou um escanteio e Danilo desviou, praticamente com a nuca, no ângulo oposto de Thiago Rodrigues, 1 X 1. Logo depois, Cristóvão apostou em um tudo-ou-nada ofensivo: saiu Bruno Henrique e entrou Guilherme. Inutilmente. Timão nos 30 pontos. Cabe aos seus fiéis esperarem que o Palmeiras não suplante o Galo de Belo Horizonte neste domingo.

 

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E a caçada ao doping não termina

 E a caçada ao doping não termina

Atenção, atenção, atletas que subiram ao pódio nos Jogos de Pequim/2008 e de Londres/2012. Saibam todos que o COI, Comitê Olímpico Internacional, consegue preservar por dez anos as suas amostras destinadas aos exames de anti-doping. Isso mesmo. Dez anos. Pois o COI, desde Abril, mantém uma comissão permanente encarregada de investigar eventuais falcatruas em exames do passado. Uma comissão implacável, coordenada por um advogado canadense de caráter absolutamente incorruptível, Richard McLaren.

 

  E a caçada ao doping não termina

McLaren

Coube a essa comissão, por exemplo, detonar a Rússia, até agora no Atletismo, e constatar que o seu governo, através de Vitaly Mutko, o Ministro dos Esportes, optou por uma política sistematizada de aprimorar, pelo doping, a performance de seus competidores. Como cúmplice oficial de tamanha estupidez, McLaren & Cia. acusaram o FSB, Serviço Federal de Moscou, comandado por um idiota de nome Grigory Rodchenkov. Consequência: uma denúncia contra exatos 43 oitenta rapazes e moças e a inevitável suspensão de todo o Atletismo da nação.

 

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A caçada, obviamente, também pegou inocentes úteis, que não sabiam ser alvos da tal política sistematizada. Os bobos que pagam pelos canalhas. Pior para os adeptos do doping, a comissão de McLaren & Cia. não interrompeu as suas atividades. Só nesta sexta-feira, dia 22 de Julho, anunciou que a re-análise de uma segunda leva de testes flagrou trinta medalhistas de Pequim/2008 e mais quinze de Londres/2012. No global, em menos de uma semana, exatos 88 supostos campeões foram surpreendidos na sua triste ilegitimidade.

 

Ainda não se divulgaram os nomes dos indigitados. Mas, já se sabe que, no caso de Pequim/2008, estão envolvidas nove entidades nacionais e quatro modalidades; no caso de Londres/2012, nove entidades e duas modalidades. Cada federação esportiva e cada Comitê Olímpico, dentre os emaranhados na cretinice, já recebeu uma notificação formal da comissão, assim como recebeu as orientações sobre como punir todos os atletas comprometidos.

 

E não existe escapatória, tal foi a severa eficiência que se utilizou na re-análise: 840 amostras relacionadas com Pequim/2008 e 394 com Londres/2012. As 88 flagradas, proporcionalmente, representam um absurdo, quase 10%. Pior é a taxa de entidades incriminadas: dezoito em 28, ou pouco menos de 65%. Quanto às modalidades, seis em dezessete  investigadas, além de 35%. Trata-se, mesmo, de números alarmantes. Uma lástima, uma vergonha.

 

  E a caçada ao doping não termina

PS: Com este texto eu chego aos novecentos, aqui no R7. Parabéns a quem me agüenta...

 

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Dois ótimos livros sobre os Jogos Olímpicos – e a punição que os justos esperavam para a Rússia do doping oficial e sistematizado.

livro Dois ótimos livros sobre os Jogos Olímpicos   e a punição que os justos esperavam para a Rússia do doping oficial e sistematizado.

 

Não repreendo.

 

Pelo contrário, considero absolutamente natural e lógico que, nas imediações de qualquer evento grandioso como os Jogos Olímpicos, surjam no mercado as publicações de oportunidade – quer dizer, publicações que noutra época e noutra circunstância não mereceriam tanta atenção da mídia. Eu mesmo, em 1996, bem nas vésperas do evento de Atlanta/EUA, lancei o meu catatau “Olimpíada – 100 Anos”, mais de 710 páginas.

 

De todo modo, até por ser, digamos, um especialista no assunto, às bordas dos Jogos do Rio eu me preocupo em utilizar o máximo de seletividade na separação do joio e do trigo. Ou, na escolha de obras de fato dignas dos meus elogios.

 

Nesse cenário, não exagero se escrever que adorei dois livros de Adalberto Leister Filho, ex-colega de “Folha” e de Record. Trata-se de “2016 – Histórias que Fizeram 120 Anos de Olimpíadas” (Ed. Xamã, 283 páginas), em parceria com o mais jovem Guilherme Costa; e de “Gol de Ouro – A História do Futebol nos Jogos Olímpicos” (Ed. Letras do Brasil, 293 páginas), em parceria com o experiente Luís Augusto Símon, o Menon do UOL.

 

Conforme já se depreende de seu título, “2016” se divide em 2016 tópicos deliciosos, selecionados de todas as edições dos Jogos desde Atenas/1896. Por exemplo, e ao acaso, a que velocidade recorde chegou uma bolinha de Tênis de Mesa, na aparência uma insignificância  – 230km/h. Ou, quantos atletas com o sobrenome Fast (rápido, em inglês) disputaram o evento – o sueco Ernst Fast, quarto colocado na obviamente lenta Maratona de Paris/1900; e o também sueco Frans Fast, quarto com a equipe da sua pátria na insólita prova do “Cabo de Guerra” dos Jogos de Londres/1908.

 

Numa palavra, um livro marcante.

 

 image001 462x663 Dois ótimos livros sobre os Jogos Olímpicos   e a punição que os justos esperavam para a Rússia do doping oficial e sistematizado.

“Gol de Ouro”, menos divertido porém mais técnico, por suas próprias características, analisa, com dados e estatísticas, o desenrolar do Futebol de 1900 até Londres/2012. Todos os países inscritos, todos os duelos e todos os resultados, a descrição de cada torneio e o primor de uma série de mini-biografias detalhadas com os destaques de cada certame. Numa frase: essencial até mesmo para os profissionais dos esportes.

 

Ficam, aqui, os meus parabéns a Adalberto & Cia.

 

PS.: E o CAS, o equivalente a um Tribunal Internacional do Esporte, efetivamente negou o último apelo possível com que a Federação de Atletismo da Rússia sonhava para participar dos Jogos do Rio. Sobre o doping por lá, eis o link para o que eu escrevi, dias atrás:

 

http://esportes.r7.com/blogs/silvio-lancellotti/2016/07/18/ficara-a-russia-fora-dos-jogos-do-rio/

 

Aliás, sempre é bom lembrar que os atletas inocentes, desde que provadamente "limpos", poderão disputar o evento individualmente, sob a bandeira dos cinco arcos do COI.

 

 

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Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

 Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

A apresentação de quase todos

Deixo claríssimo, logo no início deste texto, que fui sócio do Esporte Clube Pinheiros entre 1969 e 2008. Que fui seu conselheiro de 1982 até 2006. E que fui presidente da sua Comissão de Esportes de 1984 até 1992. Nenhuma espécie de relação afetiva, porém, particularmente me motiva a afirmar que se trata de um providencial formador de atletas, em especial aqueles que um dia chegam a disputar os Jogos Olímpicos. Aqui, sou absolutamente justo e independente.

Na sua história, inaugurada em 1899, o Pinheiros já propiciou ao Brasil dez medalhas no evento: Manuel dos Santos (bronze na Natação de Roma/1960, João do Pulo (bronze no Atletismo de Montreal/1976), Douglas Vieira (prata no Judô de Los Angeles/1984), Gustavo Borges (prata na Natação de Barcelona/1992, prata e bronze na Natação de Atlanta/1996), Leandro Guilheiro (bronze no Judô de Pequim/2008), Cesar Cielo (ouro e bronze na Natação de Pequim/2008), Rafael “Baby” Silva (bronze no Judô de Londres/2012).

Agora, para os Jogos do Rio, vai contribuir com 64 dos 462 atletas oficialmente efetivados pelo COI até esta terça-fcira, dia 19 de Julho. Mais: com doze dos 344 treinadores. E, curiosamente, inclusive, com uma jovem convocada pela Argentina, Mimi Sosa, do Voleibol.

Isso, sem falar em três paratletas.

De fato, uma grandiosidade digna de admiração. Como diz Roberto Capellano, seu presidente, adepto da Esgrima: “Uma delegação recorde que demonstra o acerto e a qualidade do trabalho que o Pinheiros desenvolve, com seriedade e com profissionalismo, em benefício do esporte. Na década de 80, meninote, o caríssimo Roberto tentou o futebol no meu então elenco de “Fraldinhas”, sub-10... Quem imaginaria que eu acabasse por citá-lo num artigo...

OK. Quem me lê, por favor, que grave ou imprima a relação a seguir. Daí, depois dos Jogos, compare os nomes com os resultados do Brasil. Estou certo de que o Pinheiros, sozinho, deverá brilhar mais do que inúmeras das 206 nações inscritas nas 42 modalidades.

 

  Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Rosângela Santos

ATLETISMO

Adriana Aparecida da Silva

(Marcha)

Andressa Oliveira de Morais

(Lançamento de Disco)

Bruna Jessica Farias

(Revezamento 4 X 100)

Eliane Martins

(Salto em Extensão)

Franciele Krasucki

(100m c/barreiras e 4 X 100)

Henderson Estefani

(400m e 400m c/barreiras)

Joana Ribeiro da Costa

(Salto com Vara)

Fabiana dos Santos Morais

(100m c/barreiras)

Geisa Arcanjo

(Arremesso de Peso)

João Vítor

(100m c/barreiras)

Joelma das Neves Souza

(Revezamento 4 X 400)

Kauiza Venâncio

(200m e 4 X100)

Kleberson Davide

(800m)

Laila Ferrer

(Lançamento de Dardo)

Peterson dos Santos

(Revezamento 4 X 400)

Rosângela Santos

(100m, 200m e 4 X 100)

Talles Souza Silva

(Salto em Altura)

Vanessa Spínola

(Heptatlo)

 

  Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Renzo Agresta

ESGRIMA

Ana Beatriz Bulcão

(Florete individual)

Ghislain Perrier

(Florete individual e por equipes)

Fernando Scavasin

(Florete por equipes)

Guilherme Melaragno

(Espada individual e por equipes)

Henrique Marques

(Florete individual e por equipes)

Nathalie Moellhausen

(Espada individual e por equipes)

Nicolas Ferreira

(Espada individual e por equipes)

Rayssa Costa

(Espada individual e por equipes)

Renzo Agresta

(Sabre individual)

Thais Rochel

(Florete individual)

 

  Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Arthur Nory

GINÁSTICA ARTÍSTICA

Arthur Nory

(Individual geral)

Francisco Barreto

(Barra Fixa, Cavalo e Paralelas)

 

 

HANDEBOL FEMININO

Mayara de Moura

 

 jud rafael1 vanderleialmeidaAFP 625 Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Rafael "Baby" Silva

JUDÔ

Charles Shibana (até 68kg)

Tiago Camilo (até 80kg)

Rafael “Baby” Silva (acima de 100kg)

 

 

LEVANTAMENTO DE PESO

Fernando Saraiva (acima de 105kg)

Mateus Felipe (até 105kg)

Rosane dos Santos (até 75kg)

Wellison Silva (até 85kg)

 

 nat fratus 625 satirosodre Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Bruno Fratus

NATAÇÃO

Bruno Fratus

(50m/livre)

Gabriel Santos

(Revezamento 4 X 100/livre)

Guilherme Guido

(100m/costas e 4 X 100/medley)

Henrique Rodrigues

(200m/medley)

Jhennifer Conceição

(100m/peito e 4 X 100/medley)

Joanna Maranhão

(200m/med., 4 X 100 e 4 X 200/liv.)

João de Lucca

(200m/liv., 4 X 100 e 4 X 200/liv.)

João Gomes Jr.

(100m/peito e 4 X 100/medley)

Larissa Oliveira

(100m, 200m 4 X 100 e 4 X 200/liv., 4 X100/med.)

Manuella Lyrio

(200m, 400m 4 X 100 e 4 X 200/liv.)

Marcelo Chiereghini

(100m/liv., 4 X 100m/liv e 4 X 100/med.)

 

 

polo Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Izabella Chiappini

PÓLO AQUÁTICO (F)

Catherine Oliveira

Diana Abla

Gabriela Mantellato Dias

Izabella Chiappini

Luciana Maia

Luiza Carvalho

Marina Zablith

Tess Oliveira

Viviane Bahia

 

 

PÓLO AQUÁTICO (M)

Felipe Santos

Gustavo “Grummy” Guimarães

Ives González

Vinícius Antonelli

 

 

REMO

Vanessa Cozzi

(Double Scull, Peso Leve)

 

 

SALTOS ORNAMENTAIS

Jackson de Oliveira

(Sincronizados, Plataforma 10m)

 

 alan fonteles paralimpiada Jogos do Rio: o Esporte Clube Pinheiros, praticamente uma nação em busca de medalhas

Alan Fontelles

JOGOS PARALÍMPICOS

Alan Fontelles (Atletismo)

André Brasil (Natação)

Cláudia Sabino (Remo)

 

 

TREINADORES

Cláudio Roberto Castillo (Atl.)

Clodoaldo do Carmo (Atl.)

Marcos de Faria Cardoso (Esgr.)

Cristiano Albino (Gin. Artística)

Alex Aprile (Hand. Feminino)

Luís Armando do Vale (Lev. Peso)

Alberto Pinto da Silva (Natação)

André Luís Simões (Natação)

Mirco Cevallos (Natação)

Roberto Chiappini (Pólo Feminino)

Willians Morales (Pólo Feminino)

Alexandre Nunes Martins (Remo)

 

 

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Ficará a Rússia fora dos Jogos do Rio?

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Thomas Bach, do abalado COI: o tamanho da bomba

 

Nas décadas de 70 e de 80, principalmente nos Jogos de Munique/72, Montreal/76 e Moscou/80, o universo dos esportes se impressionou com um fato inusitado. Do nada a Natação da Alemanha Oriental se transformou em caça-recordes e em caça-medalhas, principalmente nas provas destinadas às garotas. Determinadas competidoras da tal nação efetivamente chocavam por sua envergadura, pela largura das suas espáduas e pelo volume absurdo, pouco feminino, da sua musculatura.

 

Os anos se encarregaram de confirmar aquilo que tanto se especulava e já se desconfiava. A Alemanha Oriental havia montado um complexo projeto, de larga escala, para transformar meninotas em super-atletas. Brotou, daquela circunstância, a idéia de se fazer, também em larga escala, um extensivo controle anti-doping em todas as modalidades e em todas as competições mundiais. Um controle que, nos Jogos de Seul/88, deflagrou o maior escândalo da história dos esportes: aquele do canadense Ben Johnson no torneio do Atletismo.

 

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McLaren, das investigações: o lançador da bomba

 

Por semelhança, não surpreende que, agora, em uma nova investida contra os traidores da ética e da lisura, a WADA, Agência Internacional Anti-Doping, e o COI, Comitê Olímpico Internacional, movam um processo de caça-safados da Rússia. Uma comissão independente, mobilizada pela WADA, sob a liderança do canadense Richard McLaren, um jurista de fama irrepreensível, acaba de acusar a Rússia de perpetrar, em vista dos Jogos de Inverno de Sochi/2014, um plano torpe de doping em favor dos seus atletas (em algumas vezes inocentes úteis) na conquista da maior quantidade de medalhas.

 

De acordo com McLaren & Cia., oficialmente o plano foi bolado pelo Ministério dos Esportes da Rússia, talvez com o aval do presidente Vladimir Putin, em conluio com laboratórios especializados na produção de substâncias que ampliam as performances. Cúmplice inacreditável da estupidez: o FSB, o Serviço Federal de Investigações de Moscou – o qual teria, claro, a obrigação de impedir que a descomunal e espúria safadeza ocorresse.

 

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Rodchenkov, do nefasto controle anti-doping: o criador da bomba

 

Cai uma enorme bomba, agora, obviamente, no colo de Thomas Bach, o presidente do COI. Camuflados atrás de um silêncio intrigante, o governo da Rússia e o Ministério dos Esportes ainda não rebateram as denúncias de McLaren – nem de Grigory Rodchenkov, o acuado responsável pelo controle anti-doping da nação. Pressionado pelos resultados incontestáveis das investigações, Rodchenkov admitiu o abuso de drogas destinadas à melhora das atuações de nada menos que quinze dos astros da anfitriã em Sochi.

 

Não bastava a questão do doping já ter eliminado, dos Jogos do Rio, cerca de noventa craques do Atletismo da Rússia, agora é a própria nação, na sua integralidade, que sofre a patética ameaça de não competir – a segunda colocada em ouros, pratas e bronzes da história, 1401, apenas atrás dos 2399 dos Estados Unidos.

 

Enquanto os cartolas se preservam, ilesos, jovens atletas que sonharam com os louros olímpicos e que se prepararam, exaustivamente, durante anos e anos, vêem os seus sonhos se extinguirem. Inúmeros, seguramente, não sabiam que eram cobaias de malfeitores. Infelizmente, os bobos pagam pelos canalhas.

 

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