O melhor, inesquecível, Santos X Palmeiras que eu testemunhei, em 1958…

 O melhor, inesquecível, Santos X Palmeiras que eu testemunhei, em 1958...

Mazzaolla/Altafini

 

Meados da década de 70, eu tinha apenas catorze anos mas merecia, dos meus pais, após o jantar, a licença para subir a nossa ruela sem saída na Vila Clementino e me encontrar numa esquina de cima com o pessoal do time de Futsal que eu defendia, o caro Democrata. Embora bem mais velho, só o saudoso Alberto Careca contava mais tentos do que eu no time. Eu era, vá lá, um mascote privilegiado, que batia com as duas e que ostentava um petardo na cobrança das infrações. Ah, mirava no meio da barreira que covardemente se abria e deixava o arqueiro à mercê da minha crueldade.

O Democrata, porém, possuia um mascote ainda mais velho, e que não dispunha da menor intimidade com a redonda. Chamava-se Haissa Gubeissi, morava entre o bar do Sr. Baeta, a farmácia do Sr. Rosado, o bazar do Sr. Mello, a barbearia do Tio Chiquinho e o ponto dos ônibus 49/54. Único a trabalhar num bando de caras que necessitavam de mesadas e que faziam bicos para aumentar os seus ganhozinhos, o Haissa, de bigode aparado, de graça, no Chiquinho, possuia um preclaro caminhão no qual perpetrava singelas mudanças.

Era santista, o Haissa, oportunista pela ascendência de Pelé. Eu, corinthiano sem imaginar que o alvi-negro ficaria longe de m título até 1977, acompanhava o Haissa às pugnas do Peixe. Afortunadamente, ele não me fez mudar de paixão. De todo modo, às vezes até mesmo na traseira do caminhão, eu rumava ao Pacaembu e à Vila Belmiro de modo a ver o iniciante Pelé & Cia.

Bom parceiro, o Haissa enchia a sua caçamba e só cobrava alguns caraminguás pela carona. Nós, os da turma da esquina, trafegávamos com uma obrigação – comprar a geral do Haissa no Pacaembu ou na Vila. Pois na noite de 6 de Março de 1958, quinta-feira, em peleja da terceira rodada do Rio-SãoPaulo, debaixo de chuva o Haissa nos conduziu ao Pacaembu.

Jamais me esquecerei do melhor jogo de Futebol que jamais presenciei. Dois astros incipientes em oposição, José João Altafini, o Mazzolla, pelo Palestra, e Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, pelo Peixe. O ponta Urias propiciou ao Palmeiras a vantagem, aos 18’. Daí, o Santos arregaçou: Pelé aos 21’ e Pagão aos 25. Nardo, recém retornado da Itália, igualou aos 26. E daí o Santos explodiu: Dorval aos 32’, Pepe aos 38’ e Pagão aos 46’, 5 x 2 só no primeiro tempo.

O volante Zito desceu aos vestiários aos brados: "Vai ser cinco vira e dez acaba". Posteriormente, num papo que travamos, Mazzolla revelou: "No intervalo, quando chegamos ao vestiário, o goleiro Edgard começou a chorar, não quis mais voltar ao campo, e então o nosso técnico, Oswaldo Brandão, colocou o reserva Victor". Mais: Brandão esculhamou os seus atletas, e exigiu compostura. Em 34 minutos o Verdão igualou e virou: aos 61’ Paulinho de pênalti; aos 65 e aos 73, Mazzolla; aos 79 de novo Urias. Palmeiras 6 X 5. De todo modo, ainda haveria batalha: e soberba batalha. O ponteiro Pepe desferiria um gol de cabeça e um de pancada. Placar final, Santos 7 X 6.

Jamais me esquecerei, da porfia e do Haissa...

 

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Palmeiras, bravo Fernando Prass…

 

 Palmeiras, bravo Fernando Prass...

 Prass, o herói do Verdão

 

Uáu, meu post de número 600... E eu chegarei ao dobro...

 

E enfim, depois de 304 cotejos de pré-temporada com ingressos pagos, se iniciou neste domingo, 19 de Abril, quando minha mamãe saudosa, a Nena, faria os seus 92 anos, a fase que vale, mesmo, do Paulistão de 2015 – aquela das semis. Duelaram, primeiro, às 16h, o Corinthians, 40 pontos (12 triunfos, 4 empates e nenhuma derrota; 29 tentos pró e 10 sofridos) e o Palmeiras 34 (11/1/4; 24/10). Mesmo sem os seus avantes, Paolo Guerrero, convalescente de Dengue (em alta, presenciou o prélio, com a namorada, das tribunas de Itaquera), e Émerson Sheik, suspenso, o Timão buscava superar o recorde de público, 41.107 espectadores. Seria o derby 346. O Palmeiras ostentava uma leve vantagem de 121 triunfos a 120. No entanto, o Verdão também carregava, desde Agosto de 2011, um incômodo tabu de cinco derrotas e quatro empates. Sem falar que o Timão não sucumbia, em casa, fazia 31 combates, 23 sucessos desde Abril de 2014.

 

Muito mais incisivo, apesar do barulho dos fiéis do alvi-negro, o Palmeiras dominou parte da etapa inaugural. Abriu o placar aos 13’, numa patetice da bequeira do Corinthians, tento oportunista de Victor Ramos. Daí, sem se assustar com a gritaria, controlou as ações. Tite, o treinador do Corinthians, optara por descansar Elias e Renato Augusto. Além do óbvio Vágner Love, havia escalado o colombiano Mendoza na frente. Mas, desentrosada, a dupla não funcionou corretamente. Até que, num lance de bola parada, aos 33’, o habilidosíssimo Jadson cruzou e o talismã Danilo testou, 1 X 1.

 

Um choque, para o Palestra, que dominava a peleja. E um estímulo para a platéia, que desandou a empurrar e a empurrar o Timão. Tímido, Valdívia mal aparecia. Dudu era o melhor do Verdão. E eis que de repente, aos 43’, num tirombaço de 25 metros, o igualmente apagado Mendoza sobrepujou Fernando Prass, que mal viu a pelota atravessar o seu lado esquerdo, 2 X 1. Subitamente, o Palestra murchou. Talvez recuperasse o ritmo depois do papo crucial de intervalo...

 

Arriscadamente, Oswaldo de Oliveira, o treinador do Palmeiras, improvisou. Sacou o lateral Lucas e colocou em campo o bom volante Cleiton Xavier. O irregular Valdívia, que na verdade nasceu na Venezuela e se naturalizou no Chile, permanecia nulo. O Palmeiras se esforçava. Mas esbarrava na zaga atabalhoada do Timão. E no poste de Cássio, aos 60’, num chute de Dudu. Velozmente, Tite respondeu. Aos 61’ trocou Jádson por Renato Augusto. Aos 70’, Oswaldo trocou o inútil Valdívia pelo garoto Gabriel Jesus. O ridículo venezuelano-chileno ignorou o cumprimento do seu mister na lateral do gramado. E Oswaldo trocou Wellington por Kelvin, seis X meia-dúzia. Tite dispunha de mais talento no banco, Elias entrou na posição de Love.

 

O Verdão, contudo, igualou aos 75’, numa cabeçada de Rafael Marques que a defesa do Corinthians mal viu passar, 2 X 2. Com uma lesão na panturrilha, aos 77’ Bruno Henrique cedeu o seu posto a Petros. E o desafio se arrastou, nervoso, até o dramático bingo dos penais. Eis como ocorreu o seu brutal desenrolar:

 

Robinho (Pal) – Horrível! Por cima!

Fábio Santos (Cor) – 1 X 0

Rafael Marques (Pal) – 1 X 1

Renato Augusto (Cor) – 2 X 1

Victor Ramos (Pal) – 2 X 2

Fágner (Cor) – 3 X 2

Cleiton Xavier (Pal) – 3 X 3

Ralf (Cor) – 4 X 3

Dudu (Pal) – 4 X 4

Elias (Cor) – Mal! Fernando Prass pegou!

Kelvin (Pal) – 5 X 4

Gil (Cor) – 5 X 5

Jackson (Pal) – 6 X 5

Petros (Cor) – Fernando pegou! Palmeiras!

 

Ao menos o alvi-negro manteve, estatisticamente, no tempo regulamentar, a sua invencibilidade admirável, agora, de 32 cotejos na Arena de Itaquera.

 

PS: No outro combate, o Santos detonou o São Paulo, 2 X 1. Amanhã escreverei sobre o prélio mais sensacional que vi em minha vida, 1958, Santos 7 X Palmeiras 6.

 

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Paulistão 2015: detalhes sobre os dois clássicos deste domingo em Itaquera e na Baixada.

 Paulistão 2015: detalhes sobre os dois clássicos deste domingo em Itaquera e na Baixada.

 

Depois de 304 cotejos de, digamos, pré-temporada com ingressos pagos, neste domingo, 19 de Abril, enfim se inicia a fase que vale, mesmo, do Paulistão de 2015 – aquela das semi-finais. Vão se enfrentar às 16h, na Arena de Itaquera, o Corinthians, 40 pontos (12 triunfos, 4 empates e nenhuma derrota; 29 tentos pró e 10 sofridos) e o Palmeiras 34 (11/1/4; 24/10). Daí, depois, às 18h30, na Vila Belmiro da Baixada, o Santos, 37 (11/4/1; 32/12) e o São Paulo, 35 (11/2/3; 33/10). No caso de igualdade, não haverá prorrogação – o duelo se estenderá diretamente aos penais.

 

Numa só jornada, a quinta-feira, antes do 0 X 0 com o San Lorenzo da Argentina, pela Copa Libertadores de América, a diretoria do Corinthians conseguiu vender as assinaturas anuais de vinte dos seus 89 camarotes. Agora, espera superar o recorde de público do estádio, 41.107 espectadores. Será o derby 346 entre os dois rivais. O Palmeiras ostenta uma leve vantagem de 121 triunfos a 120. No entanto, o Verdão também carrega, desde Agosto de 2011, um incômodo tabu de cinco derrotas e quatro empates. Sem falar que o Timão não sucumbe, em seus domínios, já faz 31 combates, com 23 sucessos desde o longínquo Abril de 2014.

 

Adenor Bacchi, o Tite, treinador do Timão, deixou para minutos antes do cotejo a confirmação da sua escalação: não terá, claro, o suspenso Émerson Sheik e o acamado Paolo Guerrero, com Dengue. Oswaldo de Oliveira, o treinador do Palmeiras, porém, poderá colocar em campo o recuperado veterano Zé Roberto e o polêmico Valdívia – o chileno disputará, apenas, a sua pugna de número 181 em 320 do Verdão.

 

 Paulistão 2015: detalhes sobre os dois clássicos deste domingo em Itaquera e na Baixada.

Thiago Duarte Peixoto

 

Por solicitação dos seus próprios pupilos, desgastados numa temporada em que já participaram de 25 jogos, Tite programou uma concentração na noite de sexta. Até a sua subida ao gramado da Arena, descanso à parte, os atletas do Corinthians terão feito nada menos do que oito refeições ricas em carboidratos (caso dos spaghetti à bolonhesa), além dos óbvios suplementos nutricionais. O Palestra desembarca no derby muito mais relaxado: apenas atuou em dezoito porfias. Um árbitro relativamente jovem, Thiago Duarte Peixoto, 36 de idade, um personal-trainer que trabalhou como assistente até 2014 e que não enverga, ainda, o brasão da FIFA, se encarregará da mediação.

 

 Paulistão 2015: detalhes sobre os dois clássicos deste domingo em Itaquera e na Baixada.

 Raphael Claus

 

Raphael Claus, 35, um professor de Educação Física que também não recebeu o tão sonhado distintivo da entidade máxima do Futebol, se incumbirá do prélio da Vila Belmiro. Na história do chamado San-São o Tricolor leva uma farta vantagem: em 279 duelos, 118 vitórias a 75. Só que não suplanta o Peixe desde 2003. Os dois adversários, aliás, realizarão o seu quarto desafio de semi-finais do Paulistão desde 2010 – e o Santos leva uma vantagem absoluta: ganhou três vezes. Muito mais: em cinco mata-matas deste século XXI o Peixe superou o São Paulo em absolutamente todos.

 

Problema do Tricolor: a indefinição a respeito do seu treinador efetivo. Um eterno interino, bastante querido pelos atletas, Mílton Cruz deixou claro que não deseja o cargo. E o argentino Alejandro Sabella, o vice do planeta na Copa de 2014, se irritou com o vazamento da notícia sobre a sua eventual contratação e adiou o seu “sim” ao Tricolor: num momento sabático, declarou que prefere esperar uma definição do Manchester City da Inglaterra, prestes a substituir o seu mister atual, o chileno Manuel Pellegrini.

 

Problema do Santos: com dores no joelho destro, o atacante Ricardo Oliveira, artilheiro do campeonato, nove tentos, atravessou toda a véspera do confronto em tratamento intensivo. Também são dúvidas nos planos do treinador Marcelo Fernandes o sólido volante colombiano Edwin Valencia, o becão David Braz, o meia Renato – e, principalmente, o craque e capitão Robinho. Talvez, desfalques dolorosos...

 

PS: Ocorreram diversas "Emoções" na noite de sábado, na Allianz Arena, com um show de Roberto Carlos, que se admitiu fã do Verdão e que ganhou um uniforme completo, camisa autografada por todos os atletas - só que na cor azul...

 

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Recorde de público em Itaquera. Mas, o Corinthians empaca diante do San Lorenzo. E uma síntese da quinta na Europa League.

 Recorde de público em Itaquera. Mas, o Corinthians empaca diante do San Lorenzo. E uma síntese da quinta na Europa League.

Wagner Love: Guerrero fez falta

Na sua Arena de Itaquera lotada, o recorde de 41.107 espectadores, inclusive um punhado de visitantes bem ruidosos da Argentina, o Corinthians buscou, nesta noite de quinta-feira, 16 de Abril, diante do San Lorenzo de Almagro, o atual detentor do troféu, um empate que lhe garantiria a classificação na tranquila liderança do seu grupo 2 na Copa Libertadores de América, versão 2015.

 

Adenor Bacchi, o seu treinador, porém, desejava a vitória que levaria o Timão aos 15 pontos em cinco pelejas, um aproveitamento de 100% e a possibilidade de, superado o São Paulo na próxima semana, desembarcar na etapa dos mata-matas com o privilégio de realizar a segunda partida, sempre, dentro de casa, com o apoio da fervorosa Fiel. O Boca Jrs. da Argentina, único rival que poderia cravar 18 pontos em seis cotejos, cumpriu a sua missão, superou o Palestino do Chile, 2 X 0, e atingiu 17 gols de saldo.

 

Com uma folga de apenas oito, atrás da sua 31ª pugna de invencibilidade, o Mosqueteiro teria de abrir uma larga vantagem sobre o San Lorenzo. Isso, sem o seu artilheiro Paolo Guerrero, vitimado pela Dengue. Praticamente um milagre – e o Papa Francisco é um fã do clube de Buenos Aires. Porque o prélio do Boca terminou antes, os atletas do Corinthians se relaxaram, livres da responsabilidade da tarefa basicamente impossível. E propiciaram que o San Lorenzo se locupletasse dos contra-ataques velozes.

 

O Corinthians, de todo modo, dominou as ações e teve muito mais posse de bola, quase 2/3 do tempo. Wagner Love, o substituto de Guerrero, no entanto, não conseguiu se movimentar adequadamente, muito menos foi feliz nas pelotas alçadas, exageradamente propostas pelos alas do alvi-negro. Adiantou pouco o martelar do Mosqueteiro – que deveria esgrimir com a bola pelo chão. Resumo do espetáculo, pífio, aliás, 0 X 0.

 

Corinthians nas oitavas-de-final. San Lorenzo na cota dos 7 pontos, o São Paulo com 9. Na jornada derradeira, próxima quarta-feira, moleza para o San Lorenzo, que receberá o pobre Danúbio do Uruguai, o último do grupo, nem uma igualdade sequer. O Tricolor pegará o Timão no Morumbi, à procura de um triunfo obrigatório

 

 Recorde de público em Itaquera. Mas, o Corinthians empaca diante do San Lorenzo. E uma síntese da quinta na Europa League.

Na mesma quinta-feira se desenrolou a rodada de ida das quartas-de-final da Liga Europa. Eis uma síntese das pugnas desta tarde:  

 

Sevilha 2 X Zenit 1

Um placar apertadinho para a equipe da Espanha. O seu adversário da Rússia necessitará do marcador mínimo, o mero 1 X 0 em casa, para se qualificar e impedir que o Sevilha lute pelo bicampeonato da competição.

 

Brugges 0 X Dniepr 0

Péssimo resultado para o time da Bélgica que precisará de muito empenho para expugnar o alçapão da Ucrânia. Até porque o Dniepr dispõe do elenco mais agressivo da Liga, recordista em faltas e em cartões amarelos.

 

Dínamo Kiev 1 X Fiorentina 1

Em contrapartida, resultado excelente para a agremiação “Viola” da Itália, que já havia eliminado a Roma e agora pode, em casa, meramente segurar o 0 X 0.

 

Wolfsburg 1 X Napoli 4

Triunfo admirável do time da Terra da Pizza, praticamente classificado às semi-finais. Ou alguém imagina que, lá, na Campânia, o clube da Alemanha obtenha uma façanha, os 4 X 0? Ótima chance de o Napoli voltar ao topo da Europa.

 

 

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Oito gols na Champions, a surpresa do Porto sobre o Bayern, em casa, e o triunfo soberbo do Barcelona sobre o PSG, em viagem.

 Oito gols na Champions, a surpresa do Porto sobre o Bayern, em casa, e o triunfo soberbo do Barcelona sobre o PSG, em viagem.

Depois de uma terça-feira pífia, em que só aconteceu um tento mirrado, de pênalti, em dois cotejos, a rodada deste dia 15 de Abril prometia menos modorra na fase das quartas-de-final da Champions League da Europa, temporada de 2014/2015. De fato, nos prélios de ida que restavam, logo aos 3’ ocorreu o 1 X 0 do hospedeiro Porto sobre o Bayern de Munique - Quaresma, de pênalti. Quaresma, aliás, duplicaria o resultado aos 10’, para o impacto do elenco da Bavária. O começo de uma sequência alvissareira de lautas emoções. A jornada ainda testemunharia mais seis gols.

 

 Oito gols na Champions, a surpresa do Porto sobre o Bayern, em casa, e o triunfo soberbo do Barcelona sobre o PSG, em viagem.
Luis Suárez
 
Diante de 48.527 espectadores no Parc des Princes da capital da França, cerca de 4.000 visitantes, de novo se defrontaram, pela terceira vez na mesma competição, o PSG e o Barcelona. Colocados na mesma chave da etapa de grupos, ambos haviam prevalecido em seus domínios, o PSG 3 X 2 e o Barcelona 3 X 1. Ambos, aliás, atingiriam as quartas ao desclassificarem rivais ingleses. O PSG suplantou o Chelsea (1 X 1 e 2 X 2) no critério dos gols marcados em viagem. E o Barça derrubou o Manchester City, 2 X 1 e 1 X 0.

 

O PSG não caía, em casa, desde Novembro de 2006, Hapoel de Israel 4 X 2. Acumulava, então, 22 triunfos e 11 empates. Mais: em oito anos, o Barça obteve sete presenças nas semis. Que seriam oito, não fosse a sua queda, em 2013/14, diante do Atlético de Madrid, 1 X 1 e 0 X 1. Quanto a Laurent Blanc, treinador do time da França, carregava um fardo de problemas, ausentes o artilheiro Ibrahimovic, o armador Verrati e o mastim Thiago Motta. Luís Enrique o treinador blau-grana, apenas não dispunha de Daniel Alves.

 

Aos 17’, ao levantar uma perna, Thiago Silva, capitão do PSG, massageou a coxa. Princípio de estiramento. Blanc se obrigou a aquecer David Luiz, que havia se contundido duas semanas antes e viajado à Rússia de modo a se submeter a um tratamento inusitado, com baba de caracol. Mas, antes que David Luiz pudesse atestar a qualidade do tal medicamento originário dos caramujos, numa contra-ofensiva fulminante Messi lançou Neymar, impecavelmente, pela esquerda, Barça 1 X 0.

 

Sem Ibra, o ataque do PSG praticamente inexistiu. E sem Thiago Silva, fora de prumo a zaga de Marquinhos e David Luiz, o uruguaio Suárez ainda driblou Maxwell e o arqueiro Sirigu e, brilhantemente, emudeceu os fiéis do PSG, 2 X 0. O Barça não vencia, na França, desde os 3 X 2 sobre o Lyon na Champions de 2001/2001. O PSG entregava uma invencibilidade de 33 cotejos. Marquinhos, uma invencibilidade particular de 34. E Suárez ainda torturaria Daviz Luiz com uma canetada exuberante, aos 79’, vantagem gigantesca, 3 X 0. Um consolo desenxabido, murcho, dos gauleses: o petardo que o belga Van der Wiel desferiu aos 82’ para encurtar a folga.

 

Só um milagre, 3 X 0 no Camp Nou, impedirá que o PSG amargue a sua eliminação.

 

 Oito gols na Champions, a surpresa do Porto sobre o Bayern, em casa, e o triunfo soberbo do Barcelona sobre o PSG, em viagem.

Jackson Martínez

Porto e Bayern não tiveram muito trabalho nas suas pugnas de qualificação. Os lusitanos se safaram do frágil Basel da Suíça, 1 X 1 e 4 X 0. Os tedescos, do Shakhtar Donetsk da Ucrânia, 0 X 0 e 7 X 0. Apenas uma vez, no passado, aliás, o Porto havia chocado o time de Munique, na final da Champions de 1987, placar de 2 X 1 no gramado neutro de Viena, Áustria. A única derrota do time da Bavária para uma equipe de Portugal em 22 porfias. Julen Lopetegui, o mister dos lusitanos, não padecia com ausências notáveis. Pep Guardiola, porém, lastimava a perda de cinco dos seus titularíssimos: Alaba, Benatia, Ribéry, Robben e Schweinsteiger. Frase que Guardiola utilizou para se comparar a Lopetegui, seu colega blau grana, como atleta, entre 1994 e 1997: “É, o Julen ficou sem alguns dedos, enquanto eu fiquei sem as duas mãos”.

 

Depressa o Porto se locupletou das carências dos germânicos e escancarou 2 X 0. Já no seu primeiro lance de ataque, o colombiano Jackson Martínez, que era dúvida, driblou o arqueiro Neuer e foi derrubado na área fatal. Quaresma deslocou Neuer e converteu. Depois, numa falha patética do brasileiro Dante, o central dos tedescos, Quaresma capturou a pelota e dobrou o resultado. Pena, para os lusitanos: ao invés de pressionarem os germânicos em busca do terceiro tento matador, imperdoavelmente se contiveram. E o misto do Bayern ressuscitou aos 28’, quando Jérome Boateng encontrou Thiago Alcântara (herdeiro do brasileiro Mazinho), nascido na Itália e, por escolha pessoal, o sonho da seleção ibérica, portador de um passaporte da Espanha.

 

No retorno do intervalo, o time do Porto pareceu mais bem determinado, fisica e mentalmente. Necessitava, compulsoriamente, de um terceiro tento. Nos torneios da UEFA, no caso de igualdade em pontos, contam em dobro os gols anotados no estádio do inimigo. Ou seja, permanecesse o placar de 2 X 1, em Munique o Bayern sobreviveria se cravasse 1 X 0. Valeu todo o empenho do elenco dos lusitanos. Pois aos 65’, numa pintura individual, Martínez costurou vários dribles, desfrutou as hesitações de Dante e Boateng, também sobrepujou a saída de Neuer e aliviou, 3 X 1.

 

Agora, em Munique, o Bayern precisará de 2 X 0. Nada impossível. No entanto, bastará ao Porto um tento para complicar a situação e exigir uma magia dos tedescos.

 

 

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