A FIVB e a Polônia rasgam os regulamentos e, num combate muito tenso, a anfitriã dramaticamente supera o Brasil por 3 X 2

 

 A FIVB e a Polônia rasgam os regulamentos e, num combate muito tenso, a anfitriã dramaticamente supera o Brasil por 3 X 2

Wladzly, à frente: o homem da partida

 

Uma decisão esdapafúrdia, talvez a mais absurda de história dos esportes internacionais, comprometeu a lisura da Copa do Mundo de Voleibol, abrigada pela Polônia.

 

Explico o injustificável.

 

1. Numa primeira fase, se dividiram os 24 países inscritos em quatro grupos de seis. Passaram à fase seguinte os quatro melhores de cada um dos grupos. Que carregaram adiante os seus resultados da primeira fase.

 

2. Numa segunda fase, os quatro melhores da Chave A se juntaram aos quatro melhores da D. E os quatro melhores da  B se juntaram aos quatro melhores da C. Cada qual somou os três cotejos que remanesceram da primeira fase aos quatro da segunda.

 

3. O Brasil completou a sua maratona com 21 pontos, três por cada um dos seus sete prélios. Único invicto, contagem plena, farta vantagem sobre a França e a Rússia (17), a Polônia (16) e o Irã (15), os qualificados para uma terceira fase, dois grupos de três.

 

4. Um sorteio colocou, diante do elenco de Bernardinho Rezende, a Rússia e a Polônia, num mini-triangular. Daí, determinava o regulamento que o Brasil disputaria as suas duas partdas com a vantagem de um descanso de um dia. Só que a FIVB, a entidade que organiza o Voleibol no planeta, sumariamente rasgou o seu próprio regulamento, favoreceu a Polônia e prejudicou terrivelmente o Brasil. Decidiu que a data de descanso beneficiaria, sim, a dona-da-casa. O Brasil duelou, nesta terça-feira, dia 16, com a Polônia. E pegaria a Rússia imediatamente, na quarta.

 

O combate aconteceu na Atlas Arena, em Lodz, sede da Polônia na Copa. Presentes 12.000 pessoas, um oceano em vermelho e branco, as cores da bandeira da anfitriã. Pressão da torcida à parte, o Brasil não pôde utilizar o capitão Murilo Endres, seu capitão e seu melhor passador, com uma lesão de coxa. Sem dizer que dois outros atletas fundamentais, o central Sidão e o ponteiro Wallace, ainda convalesciam de torções.

 

No set inicial, o Brasil chegou a abrir uma folga de 15-11. Depois, porém, sucumbiu à própria impaciência, uma tola precipitação, e a Polônia reagiu, 25-22. De seus 25 pontos a Polônia acumulou 13 em erros desequilibrantes do time de Bernardinho. Que necessitaria se tranquilizar, e muito, para recuperar o resultado, logo no segundo set.

 

Funcionou, com razoável rapidez. Até porque, mesmo sem Murilo, que nem no banco ficou, e sem Wallace, que mal havia pisado na quadra, o Brasil dispõe de atletas, em geral, superiores aos da Polônia. E o Brasil escancarou uma folga interessante, 16-11. Pena, somente, que Ricardo Lucarelli estivesse numa jornada irregular.

 

Wallace apenas entrou com o placar em 17-15. Outra vez a Polônia cresceu, inclusive graças a algum auxílio dos apitadores, 20-19. E o Brasil desperdiçava sucessivos contra-ataques. Empate da anfitriã, 21-21. Por sorte, num momento tão radical, os adversários falharam em dois saques, Brasil 25-22, a Polônia enfim cabisbaixa...

 

Efetivamente, a dona-da-casa voltou bem mal ao terceiro set. Irrepreensível, com uma participação preciosa de Lipe, o Luiz Felipe Marques Fonteles, também chamado de Chupita, o Brasil devastou a Polônia no quarto set. Paranaense, 30 de idade, fora do País desde 2012, com passagens pela Polônia e pela Turquia, o Chupita mandou na pugna. Paralelamente, caia o preparo físico da anfitriã. Num certo instante o Brasil ostentava o dobro de pontos, 18-9. E o atropelamento continuou, placar de 25-14.

 

Enquanto o elenco da Polônia se desmoralizava, a platéia congelava o seu estímulo. Até então, um justo castigo para uma equipe que tinha recorrido à infâmia do tapetão, algo inédito na história do Voleibol. Obviamente, a dona-da-casa precisava ganhar o quarto set. Nos saques, nos bloqueios e nas cortadas, todavia, o Brasil se destacava. E o time de Bernardinho atingiu o tempo técnico, 8-6.

 

Num lampejo, a Polônia igualou, 10-10. De todo modo, era patente o nervosismo dos seus atletas. Foi quando ocorreu um apagão no Brasil, que se atrasou no marcador, 13-15, 16-17, 16-18, 16-19, 17-21. Inacreditável. O time de Bernardinho necessitava de um furacão para retornar à peleja. Pricipalmente nos bloqueios. E sem se equivocar nos saques, algo imperdoável. Pois a Polônia despachou o Brasil, 25-18, 2 X 2, tie-break.

 

Desencontro integral dos rapazes de Bernardinho, Polônia 4 X 1 sobre o único invicto da competição. Numa atuação estupenda de Mariusz Wladzly a anfitriã disparou no resultado, 7-2. Difícil, quase impossível o Brasil desencalhar. Um furacão? Não, ao menos o elenco de Bernardinho resgatou a autoconfiança e encurtou a vantagem para dois pontos. E para um degrau. Na rede,  Michal Kubiak se indispôs com Wallace, recebeu um cartão vermelho de advertência e o Brasil igualou, 9-9. Azar, livre, para uma arremate, Lipe airou para fora. E Wladzly fez 11-10.

 

 A FIVB e a Polônia rasgam os regulamentos e, num combate muito tenso, a anfitriã dramaticamente supera o Brasil por 3 X 2

 Lucarelli: desta vez, não deu...

 

Uma tensão absurda tomou contra da Arena. Num dos bloqueios mais bonitos do combate, Wallace anotou 11-11. E Lucarelli enfim apareceu, 12-11. No seu banco, o francês Stéphane Antica, treinador da Polônia, comia os dedos. Placar de 14-14. E ele, o grande Wladzly bateu para fora. Nova igualdade, 15-15. Daí, Polônia 16-15. Outra bola para fora da anfitriã. Até que, num desafio, o mediador deu a vitória à Polônia, 17-15.

 

Consequência: Polônia 3 X 2 e dois pontos na classificação. O Brasil levou um e agora precisa compulsoriamente ganhar da Rússia, nesta quarta.

 

P.S.: Você sabe quem preside a FIVB? Ary Graça, nascido no Brasil - mas, desafeto de Bernardinho. Passo  essa informação sem malícia. Trata-se de um fato público...

 

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Giulia e Marcelo, buon viaggio…

 Giulia e Marcelo, buon viaggio...

Embora criem dois gatos, afetuosamente eles se chamam de “lhamas”. Eles, a Giulia, minha bambina de 22 anos de idade, e o Marcelo, meu genro de 30. Tenho mais quatro filhos: o primogêrnito Eduardo (43) e a Daniela (39), de um matrimônio anterior. Mais o Renato (27), que herdei quando me casei com a Vivian, e a Luisa (21), caçulinha e mana da Giu. Todos me preenchem de orgulho.

 

Nos próximos dias, depois de uma pizzada de bota-fora, a Giu e o Marcelo vão se transferir à Itália. Passarão algum tempo, talvez três meses, na cidadezinha bucólica de San Marco Argentano, na Calábria, cujo cartório abriga quase toda a documentação dos meus ancestrais. Lá, 426 metros acima do nível do Mar Tirreno, realizarão os derradeiros trâmites para a obtenção do passaporte europeu. Depois, pretendem se fixar na maravilha que é Florença.

 

Claro que a alegria dos “lhamas” me deixa felicíssimo. No entanto, já me apresto para resistir às saudades que serão imensas. Nos meus 70 de existência não mais possuo o vigor de quem resiste ao distanciamento de entes amados.

 

Sim, sim, eu sei, hoje dispomos de skype, whats-app, no mínimo do Facebook ou dos emails. Inúmeros truques que aproximam as pessoas. Todavia, nada equivalente, por exemplo, ao papo que se troca durante um almoço familiar.

 

Fazem um par formidável, os dois. Inteligentes, cultos, se conheceram num grupo de teatro, o Noir, o Marcelo como produtor e diretor, a Giulia como atriz. Além de professor de Música, ele dispõe de um diploma de Físico. Ela havia entrado numa Faculdade de Cinema. Ambos destacados pela determinação, pela ousadia, ambos muito bonitos – basta checar a fotografia que eu anexei a este texto.

 

Sonho, profundamente, que a sua experiência na Bota seja super-bem-sucedida. Mas, por escrito, eu anuncio: sempre que necessitarem, em qualquer circunstância, vocês, meus “lhamas” prediletos, podem contar com os meus braços escancarados – de pai e principalmente de amigo fidelíssimo.

 

P.S.: Cuidaremos carinhosamente dos seus gatos...

 

Buon viaggio.

 

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E o Brasil bate a Espanha na Davis…

image E o Brasil bate a Espanha na Davis...

Bravíssimo, Thomas.

 

Transcorreu bem o domingo para o esporte internacional do Brasil. A seleção de Voleibol venceu a sua congênere da Rússia, 3 X 1, no Mundial da modalidade, na Polônia. O resultado propiciou ao Brasil a possiblidade de entrar na terceira fase da competição com 100% de aproveitamento, liderança na tabela.

 

Restava, para fechar a data, a decisão da Copa Davis de Tênis. O Brasil tinha 2 X 1 no placar, diante da Espanha, graças aos triunfos de Thomas Bellucci, na sua primeira peleja de simples, 3 X 2 sobre PabloAndujar, e da dupla formada por Bruno Soares e Marcelo Melo, 3 X 0, sobre Marc Lopez e David Marrero.

 

Ballucci realizou uma peleja memorável, talvez a mais significativa da sua carreira profissional, Em 4h02’, suplantou o audaz Roberto Bautista-Agut, 3 X 1. e recolocou o Brasil no grupo dos dezesseis melhores da competição. Agora, ao sorteio. Torçamos.

 

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Vôlei e Tênis, belo Brasil neste sábado…

Pois é, sábado feliz para o esporte do Brasil.

 

 Vôlei e Tênis, belo Brasil neste sábado...

 

Depois de quatro horas e tanto de batalha contra Pablo Andujar, da Espanha, nas simples da repescagem da Copa Davis de Tênis,  Thomas Bellucci, o #1 d Brasil, batalha que vencera na exaustão,  3 X 2, esteve no  Ibirapuera para presenciar os duplas – Bruno Soares & Marcelo Melo 3 X 0 sobre David Marrero & Marc López, em 2h35.

 

Agora, no placar agregado, Brasil 2 X Espanha 1. Neste domingo, um dos atletas do País, Bellucci ou Rogério Dutra Silva, apelidado Rogerinho, precisará sobrepujar, respectivamente, Bautista-Agut (#15 do planeta) e Pablo Andújar (#44).

 

Bem mais chances para Bellucci.

 

Rogerinho foi detonado na sua pugna de simles, contra Bautista-Agut, por 0 X 3. Carlos Moyá, o capitão da equipe da Espanha, disse numa entrevista que Bellucci, com certeza, entrará cansado para a pugna¸ agora, contra Bautista-Agut. Talvez. Bellucci, porém, dispõe de um dia quase inteirinho para se refortalecer e para superar o rival.

 

Na Copa do Mundo de Vôlei, no “Píres” de Katowice, Polônia, a seleção de Bernardinho Rezende ignorou a insidiosa equipe do Canadá, 3 X 0 (25-19, 25-23 e 25-27) e preservou a primeira colocação em seu grupo, na comnpetição.

 

Já está classificada à fase subsequente da contenda. Mas, pretende, claro, claro, se manter na liderança absoluta.

 

Voltarei à ação. Neste domingo. Brasil X Rússia.

 

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Graças à reviravolta excepcional de Thomas Bellucci, o Brasil empata o seu duelo com a Espanha, na Copa Davis, 1 X 1, e preserva o sonho de sair da repescagem da competição.

 Graças à reviravolta excepcional de Thomas Bellucci, o Brasil empata o seu duelo com a Espanha, na Copa Davis, 1 X 1, e preserva o sonho de sair da repescagem da competição.

Rogerinho: humilhação

 

Os praticantes do esporte da raquete costumam brincar que, na Espanha, basta abrir uma torneira, ao lado de uma quadra de saibro, para que, junto com a água, saiam, saltitantes, dezenas de novos jogadores de Tênis.

 

De fato, impressiona como a nação ibérica produz, aos borbotões, craques e mais craques da modalidade. Ostenta dois astros entre os dez melhores do ranking dos profissionais. Quatro entre os vinte do topo. Doze entre os cinquenta. Antes de Thomas Bellucci, do Brasil, localizado no degrau de número 83, a Espanha coleciona a bagatela de catorze atletas. Por isso, alguma esperança despontou, em favor do Brasil, adversário da Espanha na repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis, quando o capitão da equipe visitante, o formidável Carlos Moyá, anunciou que não viajariam a São Paulo ícones como Rafael Nadal e David Ferrer. Alívio...

 

Mais, defenderiam a sua bandeira nomes aparentemente menos cotados como Roberto Batista-Agut (#15) e Pablo Andújar (#44). Mandante do duelo, supostamente favorecido pelos quase 800m de altitude de São Paulo, circunstância geográfica que imprime uma velocidade maior à bola, apoiado por quase 8.000 pessoas no ginásio coberto do Ibirapuera, o Brasil ganhou algumas chances em um desafio basicamente perdido.

 

Só que uma controvésria prejudicou a tranquilidade dos rapazes do País. Indiscutível Bellucci, o capitão João Zwetsch definiu como seu escudeiro Rogério Dutra Silva, o Rogerinho (#281) – coincidência infeliz, também seu pupilo fora da selação. Ignorou João Souza, o Feijão, #103 no ranking. Enfezados, Feijão e seu treinador, Ricardo Acioly, capitão do time do Brasil nos tempos de apogeu de Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni, publicamente bateram boca com Zwetsch – que tentou argumentar, claro, em apoio à sua opção. Garantiu que Rogerinho atravessaria um momento superior.

 

Pois coube a Rogerinho duelar, no primeiro prélio da Davis em São Paulo, precisamente com o melhor da equipe visitante da Espanha, Roberto Bautista-Agut. Bem que, na garra, Rogerinho se empenhou. Mas, com a exceção de um lampejo no terceiro set, foi absolutamente detonado – 3 X 0, parciais arrasadores de 6-0, 6-1 e 6-3, em meros noventa minutos. Humilhante. Detalhe: entrevistado ao sair da quadra, Bautista-Agut não revelou o menor sinal de cansaço ou de suor.

 

Caberia a Thomas Bellucci, na peleja seguinte, obrigatoriamente derrotar Pablo Andujar. Um tombo acabaria com o sonho do time do Brasil. Um triunfo estimularia a poderosa dupla Bruno Soares & Marcelo Melo, favorita contra Bautista-Agut & David Marrero, parceiros improvisados por causa da ausência forçada de Marcel Granollers, lesionado no punho destro. Sim. Sucessos de Bellucci e de Soares & Melo colocariam o Brasil em vantagem, 2 X 1. E por que não fantasiar, ao menos, a vitória de Bellucci sobre Bautista-Agut no domingo? Pena. No set inicial da sexta Bellucci repetiu o seu triste hábito da irregularidade, mais baixos do que altos. Andujar 1 X 0.

 

 Graças à reviravolta excepcional de Thomas Bellucci, o Brasil empata o seu duelo com a Espanha, na Copa Davis, 1 X 1, e preserva o sonho de sair da repescagem da competição.

Bellucci: estóico

Estratégia de Andujar: simplesmente rebater todas as bolas, do fundo da quadra, fossem aonde fossem; e aguardar um equívoco de Bellucci, que ousou nais do que necessitava. Andujar sofreu cinco erros não-forçados para dezessete do #1 do Brasil. No segundo set se repetiu o drama, e de modo quase idéntico. Bellucci quebrou o saque de Andujar, fez 2-0 e, então, sucumbiu, desastrosamente, às suas próprias falhas.

 

Andujar reagiu e igualou, 2-2., nos desajustes cada vez mais incômodos do seu rival. Quebrou o serviço de Bellucci, 3-2. Confiante, subiu a 4-2. Chegou a 5-4. E, então, Bellucci se acendeu e inflamou a platéia, 5-5. Na virada, o #1 do Brasil alcançou 6-5. Mas, no fim das contas, Bellucci entregou três set-points e Andujar empatou, 6-6.

 

Tie-break. Incrível: Impressionantemente incrível. Bellucci teve 3-0 e 4-2 a seu favor e permitiu a recuperação do rival. Andujar 8-6 – 7-6 no set e 2 X 0 na partida. A sua folga nos erros não-forçados justificava o marcador: 43 do Brasil para somente 24 da Espanha. Seria fatal, importantérrimo, o terceiro set. Tensíssimo. Ufa! Bellucci 6-4.

 

Embora com 2 X 1 no agregado, Andujar se tornou nmito ansioso, inclusive porque o seu preparo físico desabava. Pior, o quarto set principiaria em poucos minutos. Os jogadores sequer mereceriam um banho reconfortante nos vestiários. Bellucci permaneceu junto a Zwetsch na quadra. Andujar se limitou a trocar de camiseta. No rol dos erros não forçados, 50 do Brasil, 32 da Espanha. Um leve aprimoramento na conduta de Bellucci.

 

Andujar voltou estranho, preocupado e pregado. Bellucci poderia anotar 3-1 mas sofreu com uma estupidez do árbitro e acabou por engolir os 2-2. Com a desculpa de que o barulho da torcida havia atrapalhado um serviço de dupla-falta de Andujar, determinou a repetição do saque. Mesmo constrangido, o #44 do planeta, claro, se locupletou da ação. O cotejo prosseguiu absolutamente parelho até os 4-4, E Andujar conseguiu os 5-4.

 

Atrás no décimo game, de forma empolgante Bellucci se safou, 5-5. Espetacularmente, daí, quebrou o saque de Andujar, 6-5. Faltava-lhe um único game para igualar o placar agregado. E no seu serviço. Em pontos, 15-0, 30-0, 30-15, 30-30 (que sufoco!), 40-30, e o set, 7-5. Marcador em 2 X 2. Muito melhor, crescimento, na relação dos erros não forçados, uma debâcle sensível da Espanha, que já ostentava 44 X 66.

 

Evidentemente, a reviravolta desalentou Andujar. Velozmente, o #1 do Brasil escancarou 4 X 2, enquanto que Moyà se mostrava cabisbaixo e o seu representante na quadra acusava dores na coxa direita. Caberia a Bellucci, apenas, a preservação do seu serviço. O #44 do mundo diminuiu, 3-4. E daí demonstrou um cavalheirismo exemplar ao indicar como boa a bola que deu a Bellucci os 5-3. Um modelo de fair-play, bravo Andujar!

 

Serviço de Andujar, Bellucci obtém a oportunidade do match-point. Feiticeiramente se consagra, 6-3 no serviço do rival, apesar de uma desvantagem impiedosa na quantidade dos erros não-forçados, Espanha 51 para os 78 do Brasil. Nobre Andujar, heróico, épico Bellucci, naquele que foi, provavelmente, o prélio mais guerreiro da sua carreira no Tênis. Um duelo angustiante que se escorreu por exaustivas 4h02’.

 

Agora, torcer para os preciosos Melo & Soares diante de Bautista-Agut & Marrero, neste sábado, às 10h. Que a dupla do Brasil ganhe, sem traumas, como atesta seu currículo.

 

P.S.: Tudo isso aconteceu no dia exato em que Zwetsch completou 46 anos de idade. Fui contra a sua opção pelo Rogerinho, um bom rapaz – quer dizer, nem tanto menino, já está na casa dos trinta. Mas, pior, ele se mostrou, debaixo de uma saraivada de críticas, sem a estrutura psicológica para a Copa Davis. Não brigue comigo, João, OK? Muito mais do que fã, sou jornalista com 46 anos impolutos de carreira.

 

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