A Juve, em busca da “tripletta”…

 A Juve, em busca da tripletta...

A felicidade do treinador Màssimo Allegri

 

A Copa Itália existe desde 1922. Na sua história, até a última quarta-feira, 20 de Maio, a Juventus de Turim havia arrebatado nove taças (como a Roma) e fora vice em cinco ocasiões. A Lazio da capital da Bota, rival na decisão desta competição, 2014/2015, somava seis títulos e uma segunda colocação. A “Velha Senhora” já tinha arrebatado o scudetto nacional da temporada e ainda espera pela decisão da Champions League, diante do Barcelona, em Berlim, 6 de Junho. A esquadra celeste da capital da Velha Bota meramente queria salvar a stagione doméstica...

 

Deu Juve, na prorrogação – e agora em busca da tripletta.

 

Operação complexa porém feliz. Em 2000, eu estava no saudoso restaurante Màssimo, cá em São Paulo, quando se acomodou, em outra mesa, Sèrgio Cragnotti, charmoso presidente da Lazio, que também era o dono, entre outras potências, da marca Bom-Bril no Brasil. A Lazio do cartola elegante manquitolava na caça da Juve no certame peninsular. Mas, observei: “Não desista de sonhar”. E a celeste, magicamente, resgatou a diferença e o scudetto. Depois, ahn, emaranhado em entreveros financeiros, Cragnotti faliu, sumiu das minhas vistas e a Lazio perambulou sem ulteriores sucessos.

 

Nesta quarta, quase teve a sua chance de retornar ao melhor do palco. Mas, pegou uma Juve que também sonha com o triunfo na Champions League. Placar no tempo regulamentar, 1 X 1. Daí, gol decisivo de Matri, um reserva, no suplementar. Uma festa da “Velha Senhora”. Que agora ambiciona o troféu continental.

 

 

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Os grandes periódicos da mídia se entregam: nas suas manchetes ou nas suas capas de esportes, cada vez menos Futebol, Atletismo, Basquete, Vôlei – e cada vez mais Surfe… Acontecerá uma busca por um público novo? Gosto de ver Surfe na TV. Mas, não descarto as modalidades historicamene mais queridas por quem nem sabe o que significa um pranchão.

filipe Os grandes periódicos da mídia se entregam: nas suas manchetes ou nas suas capas de esportes, cada vez menos Futebol, Atletismo, Basquete, Vôlei   e cada vez mais Surfe... Acontecerá uma busca por um público novo? Gosto de ver Surfe na TV. Mas, não descarto as modalidades historicamene mais queridas por quem nem sabe o que significa um pranchão.

 

Recorro a uma expressão que aprendi com o meu mestre Mino Carta, hoje comandante da revista que honra o seu sobrenome: Fico entre “atônito e perplexo” quando, numa segunda-feira, os dois principais matutinos de São Paulo, o “Estadão” e a “Folha” (deixo bem claro, não mais assino nenhum, escolho pela primeira página, necessidade profissional, na banca aqui do lado), exibem nas manchetes, não apenas nos seus cadernos especializados (aliás, perdão pelo bis dos parênteses, a cada dia cadernos mirradinhos), enormes matérias a respeito de um esporte que levanta multidões em nossa Pátria de cerca de 8.500 quilômetros de litoral.

 

Trata-se do Surfe, que tentei praticar com ridículos fracassos, no já longínquo tempo dos pranchões de madeira e uma tonelada de peso. Pelamordedeus, apesar da ironia que desfechou o parágrafo logo acima, nenhum desrespeito aos meninos e aos veteraninhos que honram tal esporte através do planeta e que ganham com a maior galhardia o seu sustento além de conveniente. Faz um bom tempo que sequer eu me entrego a um banho de mar. No entanto, talvez até por inveja, adoro acompanhar as etapas do Mundial de Surfe pela TV ou pela Internet. Admiro a estética maravilhosa com que os seus craques varejam tubos ou realizam vôos de 360 graus. E fico feliz pelos sucessos do Medina, do Mineirinho, do Filipinho etcetera e tal. Desejo que eles todos fulgurem.

 

Mas, depois de navegar à Barra da Tijuca via Suíça, uma enorme viagem sem escalas no meu pensamento e na paciência de quem me lê, retorno ao mote desta minha epístola. Aquele mesmo Mino,  que antes de me cooptar para “Veja” dirigiu o “Jornal da Tarde”, pontificava saudavelmente na redação da revista: “Tá provado, e estatisticamente, pelas tiragens, esporte não vende!” Gigantesca frustração para mim, que acabara de redigir, primorosamente, a matéria de capa sobre o milésimo gol do Pelé, em Novembro de 1969. Num furo acidental de reportagem, inclusive, eu havia me acomodado, no avião, coincidência fenomenal, ao lado de Zaluar, o arqueiro do Santo André, abatido pelo primeiro tento do futuro Rei, só dezesseis de idade, em 7 de Setembro de 1956. A convite de Pelé, Zaluar veria o prélio do Maracanã, em que o Rei saborearia o milésimo, diante do Vasco, num penal. Zaluar me cedeu, providencialmente, uma cópia da foto do lance do tento do moleque-saci, como batizou Pelé o saudoso locutor (e amigo) Geraldo José de Almeida (1919-1976). Mesmo com a tal imagem, porém, aquela “Veja”, que descambava assustadoramente na procura  em banca e na comercialização de anúncios, amargou um fracasso de venda. O patriarca Mino me consolou, lembrando um episódio do “Jornal do Brasil” nos meados da década de 50, episódio que consagrou Hermano Alves (1927-2010), repórter e redator digno de um “Hall of Fame”. Ao cobrir um incêndio em Copacabana, destacou a coragem de um bombeiro que batalhou pela salvação de um canarinho aprisionado numa gaiola.

 

Explosão histórica de tiragem do falecido “JB”...

 

Lapidar ensinamento do Mino: “Na imprensa, guarde bem. meu caro Lança, um bicho faz mais sucesso. muito, e muito, mais sucesso do que o esporte.”

 

Não sei se este meu discurso alentado em excesso demonstrou o que eu pretendia configurar. Por isso, sintetizo, apalermado, mais do que entre atônito e perplexo: neste último final de semana, o Brasileirão à parte, houve a ressurreição do meu querido Juventus da minha idolatrada Moóca, houve Basquete, houve Vôlei, houve uma importante seletiva do Atletismo para o próximo Mundial e para os Jogos Olímpicos de 2016 –  e a “Folha” e o “Estadão” só valorizaram o elegante e acrobrático Filipinho do Surfe. Legal, Filipinho do Surfe...

 

Conforme sonetou Machado de Assis (1839-1908), um educador perene e essencial de quem ousa cometer qualquer texto:

 

Um homem, — era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço no Nazareno, —
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

Minha paráfrase: “Mudou o Esporte, ou mudei eu?

O  “Estadão” e a “Folha” estão basicamente atrás de fás do Surfe?

Boa sorte. Ou, como nas estréias das peças de Teatro: “M....!”

 

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Agora, Barça e Juve em busca da “Tríplice Coroa”. Inúmeras maravilhas até o dia 6 de Junho (aliás, quando eu terminarei a quarentena da minha cirurgia de olhos…)

1000x410 barcelona juventus nogoals.v1411676638 Agora, Barça e Juve em busca da Tríplice Coroa. Inúmeras maravilhas até o dia 6 de Junho (aliás, quando eu terminarei a quarentena da minha cirurgia de olhos...)

Foi empolgante o duelo, num Vicente Calderón repleto, 54.907 espectadores, entre o Atlético de Madrid, em busca de uma vaga na Champions League, e o visitante Barcelona, à caça do seu título nacional de número 23 e também no rastro do troféu da principal competição interclubes do planeta. Foi, pela disposição radical dos “Colchoneros”, permanentemente motivados pelo seu treinador, o platino Diego Simeone. Mas, paralelamente, foi apenas medíocre a exibição do elenco blaugrana da Catalunha, que não pôde usar no seu ataque o agitado uruguaio Suárez, lesionado e substituído por um Pedro inútil, e que teve na sua frente um murcho Neymar. O Atlético mandou nas ações, no tempo de posse das jogadas e nas chances estropiadas.

 

Tudo bem, o Barça levantaria a taça, antecipadamente, com um empate na capital da Espanha – desde, porém, que o Real Madrid, seu perseguidor, quatro pontos atrás na tabela de classificação, não suplantasse o Espanhol na Catalunha. Só que Cristiano Ronaldo anotou um tento aos 59’, enquanto, no Calderón, permanecia a igualdade em 0 X 0. Sublime ironia, típica do Futebol. Aos 64’ do prélio de Madrid um certo Lionel Messi despertou e cravou 1 X 0 para o time blaugrana. E a jornada ficou muito mais nervosa e muito mais complexa.

 

Aos 70’, o apagado Neymar recebeu do destino, leia-se Messi, a preciosa oportunidade de matar o resultado e o certame. Livre, diante do arqueiro Oblak, arremessou a bola nos Pirineus. Sorte do Barça que, simultaneamente, Stuani, também uruguaio como o ausente Suárez, igualou para o Espanhol. A diferença de pontos, que caíra a dois, subiu a seis. Formidável, no entanto, o Real se recusava a desistir. Aos 79’ o brasileiro Marcelo reabriu a briga, 2 X 1. Caberia ao Barça assegurar o seu apertadíssimo triunfo. Até porque, aos 83’, o CR7 registrou 3 X 1, o seu gol de número 42 no torneio. Silêncio nos minutos remanescentes do Calderón.

 

Nos estertores da sua pugna, o lusitano ainda marcou seu terceiro tento, Real 4 X 1. Inutilmente. Enquanto os seus atletas, dentro do gramado da Catalunha, aguardavam as notícias de Madrid, no Calderón o mediador Undiano Mallenco decretou o encerramento do combate. O Barça celebrou o seu título na cidade dos seus rivais mais portentosos. E agora corre no encalço da chamada “Tríplice Coroa” Dia 30 de Maio, a decisão da Copa do Rei, contra o Athletic Bilbao. Em 6 de Junho, a decisão da Champions, contra a Juventus de Turim, Itália. Ah, coincidência de antologia: a “Velha Senhora” também corre no encalço da sua “Tríplice”. Arrebatou o seu scudetto de número 31 na Bota e, neste 22 de Maio, briga com a Lazio pela Copa Itália.

 

PS: Sobre um texto meu anterior, o alcunhado Brasileirão decidiu. Corinthians, na guilhotina, superou a Chapecoense, 1 X 0. O São Paulo, todavia, perdeu para a Ponte Preta, em Campinas, 0 X 1. Acredite se quiser, o Timão se tornou o líder solitário e absoluto do campeonato. Até quando? Não palpito...

 

 

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Que será do Tricolor e do Timão no Brasileiro?

 Que será do Tricolor e do Timão no Brasileiro?

Claro, claro, foram absolutamente lastimáveis, para o Futebol do Estado de São Paulo, as eliminações prematuras do Tricolor e do Timão nas oitavas-de-final da Copa Libertadores de América. O Tricolor ao menos desabou diante de um compatriota, o Cruzeiro de Belo Horizonte. O Timão, porém, sucumbiu em casa, frente a um adversário que considerava superabilíssimo.

 

Desde a partida de Muricy Ramalho, o seu treinador de antologia, o São Paulo atravessa uma rude etapa de reconstrução. Mas, para o Corinthians, o processo promete ser muito, muito mais doloroso. Haverá desmanche? Vão se despedir do alvinegro o comandante Tite e os ídolos Guerreiro, Émerson Sheik, Ralf, Gil etc.? Que futuro terá um jovem promissor como Malcom?

 

Impossível pré-determinar. Até porque, depois das gestões super-sucedidas de Andrés Sanchez e de Mário Gobbi, a sucessão sob a guarda atual de Roberto de Andrade se emaranha numa impiedosa crise financeira com ralas, escassérrimas luzes ao final de um longo túnel.

 

Daí a imperiosidade de um triunfo contundente, neste sábado, dia 16 de Maio, diante da Chapecoense, em Araraquara – o Timão perdeu um mando de prélio na Arena de Itaquera. Mesmo uma vitoriazinha apertada, sobre um inimigo que costuma incomodar o alvi-negro, multiplicará o trauma. Quanto ao Tricolor, visitará a sempre incômoda Ponte Preta, em Campinas, no domingo.

 

E eu me recuso a fazer qualquer aposta...

 

 

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O inédito Dnipro na final da Europa League,,,

 O inédito Dnipro na final da Europa League,,,

Dnipro, decisão inédita...

Depois do dramático desfecho, na quarta-feira, 13 de Maio, igualmente se encerrou, dia 14, a fase dos jogos de semi-final da Champions e da Europa League no Velho Continente, edição de 2014-2015. Classificados, na terça, o Barcelona da Espanha, na quarta a Juventus da Itália, a quinta testemunhou dois fracassos de equipes da Bota. Na Europa League, o Dnipro da Ucrânia, em Kiev, a quatrocentos quilômetros da sua sede, bateu o Napoli, 1 X 0 – já havia empatado, 1 X 1, na Terra da Pizza. E, mesmo em Florença, o Sevilha, detentor da taça, que provinha de 3 X 0 nos seus domínios, humilhou a agremiação viola por 2 X 0.

 

Resumo da ópera:

 

1. Na Champions não haverá, como ocorreu em 2014, com Real X Atlético, um combate doméstico. E a Juve alvi-negra, que atuou de azul, cor basilar da coroa da Famiglia Savóia (gravem isso, por favor, colegas de transmissão da Fox e não estranhem mais o tom real real), a Famiglia que mandou na Itália até o começo do Século XX, busca o seu terceiro troféu desde o ano de 1996.

 

2. A Bota perdeu uma chance espetacular de subir no ranking dos clubes da UEFA, que determina o número dos representados na Champions e na Europa League. Continuará nos três.

 

3. O Sevilha pode ser bi. Antes, na sua história, já tinha levantado o troféu, em sequência, nos certames de 2006 e de 2007.

 

Em Turim, na ida diante dos “Merengues”, a “Velha Senhora” do Piemonte desperdiçou a chance preciosa de escancarar uma bela folga no saldo de tentos. Venceu por 2 X 1 – mas, arruinou três lindas chances na etapa inicial e ainda sofreu uma rete cruel numa falha boboca do arqueiro Buffon. Real e Juve padeceram, nos seus campeonatos regionais, na rodada de fim-de-semana. Quase completo, o Real meramente empatou, em casa, com o Valência, 2 X 2, e mais se afastou da liderança do Barcelona. Já dona do seu scudetto de número 31, recheada de reservas, na sua celebração, em casa, a Juve estacionou num morno 1 X 1 diante do Cagliari, praticamente na Série B. Mínimo consolo: recuperou Pogba, o seu brilhante garoto francês, escaladíssimo ao cotejo de Madrid.

 

Os “Merengues” realizaram 1 X 0, infração da cal,  apontada absurdamente pelo mediador Jonas Eriksson, da Suécia. Foi ostensivo que o colombiano James Rodríguez dobrou os joelhos bem antes de se chocar com Chiellini. Cristiano Ronaldo converteu. E o gol desequilibrou a “Senhora” – psicologicamente. Apagadérrimos os seus apoiadores Pirlo e Marchisio, a bola mal desembarcava nos pés dos avantes Morata, um ex-Real, e Carlitos Tevez. Aos 58’, todavia, mais na bravura indômita do que na categoria, na sobra de uma confusão na área dos hospedeiros, coube precisamente a Morata perpetrar a igualdade, 1 X 1.

 

Até então confortados pelo resultado positivo, os modorrentos companheiros do RC7 pareceram despertar. Não lhes bastava mais a vantagem de 2 X 1. O prélio virou bagunça, chutões, chuveiros, formiguinhas contra uma manada de tamanduás. Pogba queimou  a chance antecipada de carimbar o passaporte da Juve aos 88’, intervenção espetacular de Casillas. Segundos terríveis, aqueles derradeiros, para os 4.200 tifosi da “Senhora”, apinhados entre mais de 85.000 dos “Merengues”. A batalha, no entanto, acabou com o heróico empate da Juve, de novo no topo da Europa.

 

Dia 12, a Allianz Arena da Bavária, na Alemanha, recebeu um duelo reiterado, Bayern de Munique e Barcelona da Espanha. Antes da pugna de ida, na Catalunha, o time da Bavária somava três sucessos nos seus últimos quatro prélios em visita ao inimigo. Em 2013, além de detonar o Barça como mandante, 4 X 0, ainda arrasou o dono da casa, em viagem, 3 X 0. Agora, no entanto, as condições se inverteram. Mesmo com uma exibição irregular, mas graças à exuberância de Messi e de Neymar, o elenco blaugrana sapecou 3 X 0 nos tedescos. E o Bayern passou a necessitar de um placar de 4 X 0 para seguir adiante –ou de resultado igual ao do Camp Nou para carregar o desafio ao bingo dos penais. Obteve apenas 3 X 2 e se despediu da competição. Neymar realizou uma partida impecável e cravou os dois tentos do seu time.

 

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