Nesta noite de terça, pelos playoffs da NBA, uma partida frenética, repleta de emoções estelares, entre o Oklahoma City Thunder e os Golden State Warriors. Deu OCT 118 X 94.

 Nesta noite de terça, pelos playoffs da NBA, uma partida frenética, repleta de emoções estelares, entre o Oklahoma City Thunder e os Golden State Warriors. Deu  OCT 118 X 94.

Westbrook e Durant

 

Substitua o Basquete pelo Futebol e imagine a seguinte situação. Semifinal do Brasileiro de clubes, numa melhor de sete combates, entre, ahn, digamos, o Corinthians e o Flamengo. Detentor do troféu do ano anterior com larga folga, também detentor tranqüilo da melhor performance da temporada atual, o alvinegro participa do confronto como o favorito absoluto, até por disputar quatro dos duelos diante da sua torcida.

 

Perde o inaugural por 0 X 1. Daí, reage e goleia. 6 X 0. Parece recuperado do tropeção mas sucumbe de maneira radical – 0 X 7. Que aconteceria daí em diante?

 

Na NBA dos Estados Unidos os Golden State Warriors, neste teatrinho representados pelo Timão, cairam em seus domínios, no seu primeiro prélio, diante do Oklahoma City Thunder, 102 X 109. Então se revigoraram ainda em casa, delirantes 118 X 91. Mas, quando deveriam decolar, acabaram grotescamente desmantelados por 135 X 105. Verdade que, em 2015, nas semifinais e nas decisões dos playoffs, também saíram atrás, 1 X 2 diante dos Memphis Grizzlies e 1 X 2 diante dos Cleveland Cavaliers – para não mais sofrerem qualquer derrota. E agora?

 

Ao invés de Steph Curry e de Klay Thompson, astros dos Warriors, os novos heróis foram Kevin Durant e Russell Westbrook. Que, na noite desta terça-feira, 24 de Maio, na Cheasapeake Energy Arena de Oaklahoma City, conduziram o seu elenco aos 3 X 1.

 

Uma noite frenética. Westbrook acabou com os Warriors...

 

Detalhe: Curry, Thompson, Durant e Westbrook integram a lista dos convocados pelo treinador Mike Krzyzewski para a seleção norte-americana masculina de Basquete que estará nos próximos Jogos Olímpicos do Rio.

 

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O Timão desaba em Salvador e, agora, amarga a zona de queda à segunda divisão do Brasileiro

 O Timão desaba em Salvador e, agora, amarga a zona de queda à segunda divisão do Brasileiro

Tite: fazer o quê?

 

Sem ganhar já faz um mês, precocemente eliminado do Paulista e da Libertadores, o treinador Tite continua a embaralhar o seu elenco – precário – em busca de uma escalação que lhe dê confiança e tranqüilidade. Na sua última mudança, chegou a colocar no banco o arqueiro Cássio que, convenhamos, não pode ser responsabilizado pela irregularidade do Corinthians. Na verdade, o time do Parque São Jorge não consegue produzir gols.

 

Por isso a expectativa pelo cotejo desta tarde, dia 23 de Maio, Domingo, diante do Vitória da Bahia, no Barradão de Salvador, no Brasileiro da temporada. Detalhe: um Vitória que acaba de subir da Série B, é candidato a um novo rebaixamento mas que na rodada inicial do torneio acabou devorado pelo Santa Cruz do Recife, 1 X 4, em Pernambuco. O Corinthians empacou numa igualdade, como mandante, 0 X 0, diante do Grêmio do RS.

 

Ironicamente, atrai bem pouco este começo de Brasileiro. Já na noite deste Domingo inúmeros dos seus atletas trocarão as suas agremiações pela apresentação à seleção nacional que disputará, a partir de 3 de Junho, nos EUA, a Copa América do Centenário. Depois, a partir de 4 de Agosto, outros se envolverão com os Jogos Olímpicos do Rio. Isso, sem pensar naqueles que deverão se transferir na janela aberta entre Julho e Agosto.

 

De todo modo, foi aprazível o confronto do Barradão. O Corinthians fez 1 X 0 com Undel, aos 26’, depois de um passe delicioso de Guilherme. Logo após, aos 29’, numa falha da retaguarda do alvinegro, Leandro Domingues obteve 1 X 1 num arremate de vinte metros. Aos 38’, Fágner complementou uma bela troca de passes entre Elias e Giovanni Augusto, Corinthians 2 X 1, o placar com que se encerrou o primeiro tempo na Bahia.

 

Ressurgiu truncado o combate na etapa derradeira. Aos 56’, porém, num lance polêmico em que pareceu ajeitar a pelota com o braço, Marinho, o artilheiro do Vitória no ano, recuperou o marcador, 2 X 2. Além de um avante de ponta, visivelmente falta ao Timão um líder para a sua retaguarda. O elenco de Tite parece amador. No meio da defesa esburacada, aos 64’, Kieza se locupetou, invadiu sem qualquer perseguição e decretou os 3 X 2.

 

Pobre Tite, na sua terceira tentativa de remontagem desde o título mundial de 2012. Fazer o quê? Aos 70’, trocou o desalentado, inútil, Marquinhos Gabriel, pela esperança em Marlone – que desperdiçou de cabeça, já em seguida, imediatamente, aos 71’, na cara do estabanado arqueiro Fernando Miguel. Aos 77’. A nova aposta quase sem as fichas indispensáveis, o paraguaio Romero na posição do esgotado e solitário Giovanni Augusto. Aos 79’, Tite raspou o bolso, Luciano no posto do estático Elias.

 

Diante de pouco além de 12.000 barulhentas pessoas, um domínio territorial de 62% em favor do Corinthians. Mas, um domínio estéril. Resumo histórico do duelo: apenas quatro triunfos do Vitória, dezenove do Timão. Que fadiga na zona de queda à segunda divisão.

 

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AJuve sobe, o Milan desaba…

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Morata, o homem do gol...

 

Coppa Italia, deu Juventus de Turim, pela 11ª vez, 1 X 0. E o clube de Silvio Berlusconi ficou fora do Futebol do Velho Mundo. Abriu uma vaga ao pequenino Sassuolo, verde-negro da Emília-Romagna, nos playoffs da Liga Europa.

 

Ah, que fase do rubro-negro da Lombardia...

 

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A vergonha da festa da tocha

 A vergonha da festa da tocha

 

Psicóloga, professora graduadíssima de Educação Física e correlatos, a partir de 1999 a dedicada Katia Rubio se empenhou num levantamento ingente: captar dados a respeito das biografias e, quando possível, até mesmo entrevistar todos, eu digo todos, os brasileiros que partiparam da saga dos Jogos Olímpicos desde a sua instalação. O trabalho redundou num livro magnífico: “Atletas Olímpicos Brasileiros”, com 1.796 verbetes que, a professora supôs, o COB poderia utilizar como base para a relação de quem carregaria a tocha olímpica através do País nos prolegômenos do evento do Rio.

 

tocha2 A vergonha da festa da tocha

 

Ledo engano. Dos 1.796 nomes que Katia levantou, cerca de 1.200 permanecem vivos e, evidentemente, deveriam fazer parte da lista dos empunhadores da tocha. O COB, no entanto, entregou a organização do lindo cerimonial aos seus patrocinadores e a um bando de jejunos no tema – que consideraram melhor convidar personalidades de fama paralela, doadores de dinheiro etcetera e tal, como artistas de forró, duplas sertanejas e, inclusive, consta, o bilionário Eike Batista, sei lá por que motivos...

 

Trata-se, reconheço, de uma operação complexa – pois a condução da tocha num revezamento gigantesco através de 329 cidades entre 3 de Maio e 4 de Agosto exige uma logística fenomenal. Mas, não sei de que cabeças bizarras brotou a idéia de se criar um formulário tosco, ginasiano, distribuído de modo aleatório e exibido no site do COB ou remetido pelos Correios, com perguntas, ahn, de teor absolutamente cretino, do tipo: “Por que razão o senhor, ou a senhora, acha que merece levar a tocha?” No mesmo texto inusitado se informava que, ao final dos seus 200m de percurso, o portador que se auto-propusesse teria o direito de comprar a sua tocha por uma custo no entorno de dois mil reais. Aos selecionados pelos patrocinadores, custo zero. Uma lembrancinha mimosa, uma gentileza, pelos seus minutos de fama.

 

 A vergonha da festa da tocha

 

Ridicularia à parte, o tal formulário foi enviado a atletas ultra-consagrados, constantes dos arquivos do COB e do enorme compêndio de Katia Rubio. Caso de Wlamir Marques, do Basquete, medalhista dos Jogos de Roma/60 e de Tóquio/64. Só que Wlamir Marques airosamente se ofendeu. O “Diabo Loiro”, ícone do País, anunciou que não responderia a consulta tão imbecil e que a sua história nas quadras falava por ele. Wlamir publicou a sua justíssima indignação no Facebook e, daí, iniciou uma corrente imparável de protestos de outros atletas a quem o COB deveria melhor atenção. Detalhe: o formulário ainda revelava que, por causa da gigantesca quantidade de candidatos, apenas sobravam vagas nas regiões Nordeste e Norte do País, e que cada interessado deveria arcar com as suas despesas de viagem e de hospedagem. Que lástima, que impropriedade...

 

Imediatamente, Amaury Antonio Pasos, outro ídolo do Basquete do Brasil, prontamente se aliou ao protesto de Wlamir. E eu não posso imaginar de que forma a corrente de reclamos acabará por prejudicar a festa da tocha. Sei, convenhamos, que se trata de uma operação custosa. De todo modo, querer cobrar de atletas antológicos o pagamento pela honra da condução da tocha é uma tragédia que só acontece neste Brasil de tantas impunidades. Originário de Minas Gerais, o pivô Gérson Victalino, também do Basquete, tentou, ahn, adquirir a peça que envergou na sua terra. Não conseguiu – porque o seu cartão de crédito não pertencia à mesma bandeira do financiador/patrocinador dos Jogos. Que vergonha!

 

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Sobre tipuanas, cupins e temporais…

Tipuana tipu Sobre tipuanas, cupins e temporais...

 

Prezada leitora, prezado leitor, você que integra o time dos irritados que invariavelmente vituperam o prefeito a cada árvore que tomba em São Paulo, por gentileza esqueça Fernando Haddad, Gilberto Kassab, José Serra, Martha Suplicy etcetera – e retorne ao passado, aos idos de Raimundo da Silva Duprat (1911-1914), de Washington Luís (1914-1919) e de Álvaro Gomes de Rocha Azevedo (1919-1920). Pois foi na entrada do Século XX que, certamente com as melhores das suas boas intenções, a municipalidade entregou a uma certa Cia. City a urbanização das então abandonadas zonas Oeste e Sudoeste. Bairros onde hoje existe o Butantã eram distantíssimos do Centro. Os Jardins não passavam de um charco. O Pacaembu, o Sumaré e Perdizes, um amontoado de chácaras.

 

A City, ou São Paulo Improvement and Freehold Land Company Limited, de origem franco-britânica, presidida por um engenheiro de minas, o visionário belga Edouard Fontaine de Laveleye (1854-1938), a preços baixíssimos adquiriu 12.300.000m2, ou 37% da área da Paulicéia da época, com o objetivo de nela reproduzir os melhores logradouros já existentes na Europa. Não apenas para os segmentos ricos da população. No Alto da Lapa e na Lapa se congregariam operários e profissionais liberais. Richard Barry Parker (1967-1947), um arquiteto inglês, projetou a trama viária repleta de curvas e de árvores. Só que, erro que o tempo atestaria como fatal, ao invés de recorrer à vegetação típica da Mata Atlântica, exagerou no plantio de tipuanas, árvores que podem crescer até trinta metros de altura e de ostentar copas de vinte metros de diâmetro, preferidas pela sua floração dourada que encanta a visão entre os meses de Janeiro e Maio.

 

Maravilha, não fossem as tipuanas, de origem boliviana, árvores de raízes agressivamente tentaculares, capazes de arrancar calçadas e muros, e de troncos e galhos sujeitos ao assédio de fungos e de insetos, como os terrívelmente nocivos e quase invencíveis cupins. Claro, nas épocas da chegada da City não se sabia disso. Hoje, o progresso da cultura botânica conhece os males que podem advir das tipuanas. Ocorre que, sempre que vislumbra uma poda ou um remanejamento de exemplar, a recente preocupação com o verde e o meio-ambiente se transforma em grita. Defendem-se as tipuanas como se elas fossem os anjos da preservação. Muito bem. Geralmente, na transição da Primavera ao Inverno, como sucedeu dias atrás na cidade, pode ocorrer um fenômeno climático batizado de “microexplosão” – o empurramento súbito dos ventos na direção vertical, da base das nuvens chamadas de “Cúmulos-Nimbus”, ou “CBs”, cujas camadas podem ter até doze quilômetros de espessura. Nessas camadas, as correntes de ar sobem e descem com enorme velocidade e fúria – e geram verdadeiros tornados instantâneos.

 

Saiba, prezada leitora, prezado leitor, que não existe uma outra solução além da substituição das tipuanas por novas amostras das árvores características da Mata Atlântica – e isso leva tempo e, infelizmente, exige sacrifícios. Não mais tente atrapalhar o trabalho do pobre funcionário da municipalidade encarregado da poda ou do remanejo. Nem xingue de graça o prefeito de plantão, seja do partido que for.

 

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