Blog do Silvio Lancellotti – Notícias de Esportes e Variedades – R7

Ariano Suassuna (1927-2014)

 Ariano Suassuna (1927 2014)

Acho que tinha uns dez, doze  anos anos, quando, no Teatro de Arena de São Paulo, delirei com o “Auto da Compadecida”, imagino que encenado pelo time do Gecco Guarnieri, que era filho do maestro Edoardo, amigão de meu pai. Depois, em 1971, ao descer do ônibus que me conduzia do trabalho à região da minha casa, numa livraria paguei uma fortuna por uma livro de volume gigantesco, “A Pedra do Reino”. 

 

Devorei, em horas. Ainda que um fã de Machado de Assis, de Guimarães Rosa etcetera e tal, “A Pedra do Reino” virou o livro da minha vida. Talvez pelo momento que eu atrevessava, então, meu primeiro filho a nascer. E talvez porque, depois de um turbilhão de trabalhos, naqueles idos eu tirei as primeiras férias da minha existência e li “A Pedra” na praia.

 

O capítulo da “Filosofia do Penetral” é antológico. Acabei de reler as suas páginas numa embalagem desgastada. E acabei de gargalhar, de novo.

 

Foi-se, Suassuna, como todos nós vamos. Foi-se, mansamente, sem sofrer, conforme os magos merecem. Vasculhei as minhas estantes e achei aquele venerando exemplar da “Pedra”. Não dormirei nesta noite.

 

O volume, conforme eu disse, gigantesco, está no meu colo.

 

Ariano Suassuna, parceiro de magia... Obrigado pelo Quaderna...

 

ATUALIZAÇÃO: a Comissão Técnica de Dunga e a Sub-20, com as duas faces de Gallo

 ATUALIZAÇÃO: a Comissão Técnica de Dunga e a Sub 20, com as duas faces de Gallo

Acrescento, neste texto, algumas infos que recolhi desde esta manhã: gostei das definições, na CT de Carlos Caetano Bledorn Verri, de Andrey Cebola, um tipo fantástico, hilariante, agregador de gente, ao contrário do Dunga que na verdade é o Zangado; de Mauro Silva como escoteiro, ele que sempre exibiu um caráter superlativo e jamais vestiu qualquer espécie de máscara; da possibilidade de Cláudio Taffarel, o monarca dos penais, se tornar o preparador de arqueiros; do Fabinho Mahseredjian, ex-Corinthians, o cara que recuperou a saúde de Alexandre Pato, no preparo físico do escrete.

 

Isso posto, retorno ao Gallo com dois LL.

 

Que ninguém estranhe esta frase – mas, uma notícia ruim pode ser, ao mesmo tempo, uma novidade muito boa. Eu me refiro à relação dos 22 garotos que Alexandre Gallo convocou para a seleção Sub-20 que disputará, em Valência, na Espanha, um torneio internacional.

 

O lado negativo: dos 24, sinceramente, eu só conheço, de ver em campo, seis rapazes: os apoadores Danilo (ex-Vasco, hoje no Braga de Portugal) e Boschillia (São Paulo); os atacantes Gabriel (Santos), Thalles (Vasco), Mosquito (Atlético Paranaense) e Yuri (Botafogo do Rio).

 

O lado positivo: o fato de Gallo ter escolhido outros dezesseis, digamos, menos celebrados, demonstra que ele se aplica seriamente, eficientemente, no seu trabalho de garimpo de futuros craques no País.

 

Ele, claro, e os seus observadores de plantão.

 

Paulista de Ribeirão Preto, hoje nos 47 anos de idade, um ex-volante, Gallo realizou uma carreira basicamente utilitária.

 

Não brilhou. Não comprometeu, porém.

 

Atuou pelo Botafogo da sua cidade, mais Vitória da Bahia, Santos, Portuguesa de Desportos, Guarani, São Paulo, Botafogo do Rio, Atlético Mineiro e Corinthians. Entre 1988 e 2002, nove clubes, sem dúvida um exagero que atesta, no mínimo, falta de continuidade. Pior, de 2004 até 2013, dirigiu, também um exagero, catorze agremiações.

 

Está na CBF desde 2013 e. com a Sub-20, conquistou dois títulos, nos torneios de Toulon, na França, na sua estréia e em 2014.

 

Que o destino o proteja.

 

Assim espera o futebol do Brasil.

 

PS. Quarta passagem do Luxemburgo pelo Flamengo? Que falta de maginação...

 

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Estou chocado, positivamente, com o Dunga…

Dunga Estou chocado, positivamente, com o Dunga...

Como dizia o meu amigo Cacá Rosset, astro recente de Aprendiz Celebridades, parceiro de Renato Santos e conselheiro de Roberto Justus, no programa cá da Record que eu acompanhei de cabo a rabo: “Eu estou chocado!” Na verdade, estou, mesmo, positivamente embasbacado com a performance de Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, na sua primeira entrevista coletiva como re-treinador da seleção.

Apesar da gritante gravata vermelha, Dunga se mostrou simples, humilde, amadurecido, disposto a entender o papel da mídia, mesmo nos momentos mais críticos e mais severos – e eu voltarei ao assunto depois de rever o teipe da coletiva duas ou três vezes, para melhor reflexão.

Gilmar Rinaldi também se exibiu com a melhor das composturas. Agora, eu lastimo que colegas (cujos nomes eu jamais citarei) ainda chamem José Maria Marin e Marco Polo Del Nero pelo bajulante “doutor”. Não consta que sejam médicos ou tenham feito pós-graduação em nada, nadica-da-silva.

Ah, também estou chocado com a aparência física do suposto Dr. Marin. Jamais desejaria o seu mal. Porém, envelheceu um século no fracasso da Copa.

E ah, Dunga, pelamordedeus, é ARRIGO Sacchi, e não Enrico, o nome do treinador com quem você estagiou na nossa Velha Bota...

De novo Felipe Massa, na primeira volta?

massa  reu2 De novo Felipe Massa, na primeira volta?

Claro que torço por ele. Mas, conseguirá, ainda, você, Felipe Massa, superar o trauma da primeira volta?

 

Com todo o respeito, a CBF “Branca de Neve” e os seus “Sete Anôes”

dunga3 Com todo o respeito, a CBF Branca de Neve e os seus Sete Anôes

Ele, com a "Amarelinha"

 

Jornalista que se preza não comenta rumores ou boatos – a não ser que o mote vire objeto de piada. Pois hoje eu invento a minha anedota.

 

Não se pode acusar a CBF de impoluta. Alva e pura como uma fralda de bebê antes da devida utilização. De todo modo, para enriquecer a piada, aqui eu vou chamar a CBF de “Branca de Neve”.

 

Evidentemente, com os seus “Sete Anões”.

 

“Mestre”, claro, José Maria Marin. Pelo nariz protuberante, com todo o meu máximo respeito, eu batizo Marco Polo Del Nero de “Atchim”. “Zangado”, obviamente, Luiz Felipe Scolari. E quem melhor representaria o “Soneca” do que o seu preclaro assistente Murtosa?

 

“Dengoso”? Impecável, no posto, Gilmar Rinaldi, o empresário de atletas que, audaciosamente, topou o encargo tenebroso e sacrificante de diretor de seleções da “Branca de Neve”, ah, me corrijo, da CBF. Gilmar, aliás, também poderia se destacar como o “Feliz. Mas, “Feliz”, mesmo, deve estar o Alexande Gallo, que ganhou da entidade um súbito poder que nem a sua fada-madrinha fantasiava lhe conceder.

 

Resta, sim, resta o “Dunga”. Pois o Dunga é o “Dunga”.

 

Pano rápído, por favor. Antes que eu mude de profissão.

 

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