Chi, Chi. Chile…

Sem palavras, apenas a foto do craque da Copa América...

 Chi, Chi. Chile...

lavras, apenas a foto do craque da Copa América... Arturo Vidal...

Chile X Argentina: na decisão da Copa América de 2015, o confronto das duas ditaduras mais sanguinolentas do continente na década de 70 do Século XX.

LH  Argentina x Chile  Juntos by Namihazure Sama Chile X Argentina: na decisão da Copa América de 2015, o confronto das duas ditaduras mais sanguinolentas do continente na década de 70 do Século XX.

 

Sem mais comentários, porque desnecessários... De todo modo, logo abaixo, como numa fabuleta antiga, a moral indispensável. Síntese: a Argentina estraçalhou o Paraguai, 6 X 1, e subiu à decisão da Copa América de 2015...

 

Dizer o quê, além de brincar com o fato de que Lionel Messi continuou no limbo, ou de DiMaria permanecer nas bordas do nada? Elenco que trabalha unido ganha sempre. Sem depender de quem seja o seu treinador eventual.

 

Ou de um astro excepcional...

 

Ah, a moral? Curiosidade histórica: vão se defrontar, na decisão da competição, seleções representantes das duas ditaduras mais sanguinolentas do continente na década de 70 do Século XX. E num palco, o estádio de Santiago, em que ficaram encarceradas, a pão e água e sob tortura mais de 40.000 pessoas e do qual desapareceram quem sabe quantas. Bem vindo, estádio, ao Século XXI.

 

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Prélio muito ruim, confuso… Mas o Chile seguiu à sua importantíssima decisão…

Copa Am%C3%A9rica CHILE 2015 Prélio muito ruim, confuso... Mas o Chile seguiu à sua importantíssima decisão...

Deu Chile, 2 X 1 sobre o Peru. Semi-final da Copa América;

 

Confusões paralelas à parte, na beleza atualmente verde dos gramados de Santiago, gramados que  se tornaram muito rubros por causa da sanguinolenta violência da Ditadura Militar dos meados da década de 70, foi um vermelho saudável a cor que predominou na Copa América de 2015 e que determinou uma bela participação do hospedeiro no seu torneio em casa.

 

Detalhe: países fronteiriços, na costa do Pacífico, o Chile e o Peru brigam secularmente por questões políticas e diplomáticas – a mais peculiar: é  uma eterna disputa marítima pelas águas em que navegam as chamadas anchovitas, peixinhas que significam entradas formidáveis de renda nas suas economias. O conflito provém desde 1945 e, em 2008, o Peru ganhou parte da batalha, graças à uma definição da solerte Corte Internacional de Haia, Holanda, que lhe concedeu um volume maior de usofruto da área salgada em disputa.

 

Claro que esse desafio se refletiu, ainda que indiretamente, nas populações que nesta segunda-feira, 29 de Junho, se desafiaram num confronto igualmente singular e não necessariamente belicoso na  Copa América de Futebol de 2015. Confronto realizado no Estádio Nacional de Santiago, de nefanda memória por causa das tantas ações abomináveis da Ditadura Militar do Sr. General Augusto Pinochet (1915-2006), o prélio quase honrou o novo nome do edifício, hoje Júlio Martinez Prádanos, um jornalista denunciador do tirano. Quase porque colocou o Chile, evidente favorito, diante de 47.000 fanáticos, numa peleja aliviante, que bom e que pena!, auxiliado por um outro ditador, o juiz do cotejo, e eu retornarei a ele mais adiante. Foi um confronto de sombras dramáticas: consta que no Estádio Nacional soçobraram 40.000 pessoas, praticamente a platéia do prélio - dentre elas setecentos estrangeiros, como o jornalista norte-americano Charles Horman, cuja história horrorosa o cineasta Costa-Gavras expôs ao universo no seu formidável filme “Missing”, com o antológico Jack Lemmon, o pai do rapaz, à procura do pimpolho desaparecido.

 

Por favor, não deixe de testemunhar tal filme. Eu já vi em meia-dúzia de ocasiões. Pardón, saudoso Prádanos, mas o Estádio Nacional que hoje orgulha a sua memória deveria ser implodido e sobre ele deveria se construir um belo memorial pelos sacrificados do Sr. Pinochet.

 

No embate apenasmente esportivo do Prádanos, de todo modo, não se percebeu a menor tentativa de resgate do passado e das suas questões políticas ou diplomáticas. Aconteceu um mero desafio de dois times de futebol. Um desafio que provinha desde 1935, quando o Peru superou o Chile por um apertado 1 X 0. Daí, no global das suas pelejas, o Chile ostentava, até a segunda-feira, 41 vitórias contra 31, além de quinze empates. O atual anfitrião não atingia uma final desde 1987, na Argentina, quando sucumbiu ao Uruguai, 0 X 1. O Peru acumulava dois títulos do Futebol do Novo Mundo: 1939, sobre o Uruguai; e em 1975, sobre a Colômbia.

 

Tanto Chile como Peru dispunham de diversos craques verdadeiros e bem superiores aos Fantomas/Múmias do Brasil (e para quem ainda não sabe quem são tais personagens, bem, só me resta pedir a inevitável gloogada – mas, vá lá, eu conto: eram lutadores fajutíssimos dos programas de catch das noites dos sábados na extinta TV Excelsior,  entre 60 e 70). Vale a fábula. E vale o fato de que, numa confusão absurda na área do Peru, aos 42’, depois de uma investida do ótimo Alexis Sanchez, e após um rebote num poste, Vargas convertesse, 1 X 0.

 

Adiantado, impedido? Sim! E quantos foram os equívocos dos árbitros da competição? Exemplo, a absurda expulsão de Zambrano, do Peru, aos 19'? A arbitragem favoreceu o Chile? Bem, textualmente, a arbitragem nunca favorece ninguém – apenas amplifica a sua incompetência internacional e demonstra a obrigação imperiosa de se criarem modificações de conceitos.

 

O Peru empatou, num tento contra de Medel. OK. Por muito mais que eu seja um fã de Paolo Guerrero, do Peru, no entanto, o meu coração torcia para que o simpático Chile conquistasse a sua chance do primeiro troféu. E a jornada prosseguiu... Com todo o meu desprezo atávico por esses ah,  apitadores imbecis... Cito o mala de plantão no cotejo, que ele me perdôe, respeitosamente: o cretino José Argote, da Venezuela. Que grosseria, que falta total de atenção – e por quê o cidadão não escolheu um outro ofício menos complicante e exigente?

 

A torcida, formidável, não cessou de apoiar. E de gritar. Os rapazes do Peru não desistiram. Apesar de Argote, o duelo se transformou num poema épico, espetacular. Argote fugia de cada lance para não conspurcar mais a sua pífia atuação. Então, aos 63', num lampejo de Valdívia e num frangaço de Gallese, o Chile definiu, 2 X 1. Sempre estimulado pela garra incrível de Guerrero, o Peru ainda tentou. Só que não funcionou... Vacilos após vacilos, no fim das contas, o prélio acabou em 2 X 1.

 

Guerrero foi elegante, nas entrevistas de após-prélio, ao reclamar pouco da arbitragem.

 

Chi, chi, Chile, conforme brada a hinchada de lá...

 

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No seu Allianz Parque, por 4 X 0, o Palmeiras de Egídio atropela e humilha o São Paulo do inseguro Rogério Ceni…

Egidio Palmeiras Reginaldo Castro LANCEPress LANIMA20150401 0055 51 No seu Allianz Parque, por 4 X 0, o Palmeiras de Egídio atropela e humilha o São Paulo do inseguro Rogério Ceni...

Egídio, o craque do domingo

 

Numa frase terminal: que sapecada o Palmeiras pespegou no São Paulo, neste domingo, 28 de Junho, em seu festivo Allianz Parque – 4 X 0. Foi a vitória da eficiência total sobre o joguinho de passes laterais.E dizer que o Tricolor teve cerca de 70% de posse de bola. Só que esterilmente. Chutou apenas duas vezes à meta de Fernando Prass. Do outro lado, carregado por Egídio, o seu lateral canhoto, ex—Dnipro da Ucrânia, em peleja memorável, o Verdão desferiu dez arremates contra o inseguro Rogério Ceni.

 

Cerca de 29.000 torcedores acompanharam o nassacre e os gols de Rafael Marques, Leandro Pereira, Cristaldo e Victor Ramos, que permitiram ao Palmeiras se afastar um pouco da Zona de Rebaixamento e impediram que o São Paulo reassumisse a liderança da tabela de classificação. Ao se encerrar a primeira etapa o colombiano Juán Carlos Osório, treinador do Tricolor, se atritou com o mediador Anderson Daronco, ótimo e foi expulso do gramado.

 

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Bye, bye Brasil…

 Bye, bye Brasil...

 

Antes de falar sobre o cotejo entre o Brasil e o Paraguai, quero lembrar que cravei, impecavelmente, todos os meus palpites para os outros cotejos da fase de quartas-de-final da atual Copa América. Acertei o triunfo do Chile sobre o Uruguai. Do Peru sobre a Bolívia, com os três gols de um Guerrero gladiador. Da Argentina sobre a Colômbia, nos pênaltis, por causa de um erro de Zuñiga, aquele mesmo que desferiu uma joelhada cruel na coluna de Neymar na Copa de 2014. Bem, outro palpite justo, num lance pelo flanco destro, 14’, cruzamento de Daniel Alves, Brasil, 1 X 0, Robinho, esperto, na entrada da área menor.

 

Daí, dancei...

 

Com uma retaguarda solerte, um meio-campo super-bem organizado, Phillippe Coutinho suficientemente desperto, Robinho aquele azougue de antigamente, mais de 60% de posse de bola, o Brasil dominou a etapa inicial. E só não amplificou o resultado porque não procurou chutar à meta guarani. Ciscou, ciscou e não arrematou. Pior. De novo, o volante Elias sumiu do cotejo. E Roberto Firmino, que me perdoem todos os habitantes de Alagoas, não seria titular nem no meu timeco de Fraldinhas no E. C. Pinheiros.

 

Que lástima, e que geração precária... Nem um arremesso lateral o Daniel Alves parece capaz de acertar... E aos 71’ aconteceu um pênalti ridículo, num toque de mão idiota de Thiago Silva, conversão de Derlis González, 1 X 1. E o prélio se encaminhou ao bingo da marca de cal. Como em 2011, quando o Paraguai abateu o Brasil, depois de 0 X 0. Todos os chutadores do Brasil, então, desperdiçaram as batidas: Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred.

 

Desta vez:

BRA – Fernandinho – 1 X 0.

PAR – Martinez – 1 X 1.

BRA – Éverton Ribeiro – Fora, grotesco...

PAR – Cáceres – 2 X 1.

BRA – Miranda – 2 X 2.

PAR – Bobadilla – 3 X 2.

BRA – Douglas Costa – Fora, grotesco...

PAR – Roque Santa Cruz – Fora, grotesco...

BRA – Phillippe Coutinho – 3 X 3.

PAR – Derlis González – 4 X 3.

 

Com a autorização de Chico Buarque, bye bye Brasil.

 

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