Eurocopa, quartas-de-final: Portugal bate a Polônia, nos penais, e agora espera o sobrevivente de Gales X Bélgica.

Screen Shot 2016 02 04 at 11.23.36 Eurocopa, quartas de final: Portugal bate a Polônia, nos penais, e agora espera o sobrevivente de Gales X Bélgica.

Renato Sanches, o astro

 

Um duelo basicamente complicado esse, no antológico Vélodrome de Marselha, construído em 1937 para a Copa de 38 e obviamente reformulado diversas vezes. A equipa lusitana ostentava atletas mais famosos: o voluntarioso Pepe (Real Madrid), becão originalmente nascido em Alagoas; os atacantes Quaresma (Besiktas) e Nani (Valencia) – além, é claro, de Cristiano Ronaldo, ou RC7. Na polaca existiam menos destaques: o avante sopa de letrinhas Błaszczykowski (Fiorentina, você leia, caso consiga, Buashtsikófski) e o factotum Robert Lewandowski (Bayern), ou RL9. Dificilmente os abreviados travariam um combate direto pois costumam ocupar zonas opostas do gramado. Porém, cada qual ao seu estilo, poderiam ser decisivos. Pelo que demonstrara até então, a Polônia ostentava uma organização melhor, o elenco unido ao redor do RL9. Ao contrário, na equipa, havia quem não gostasse do protagonismo e da arrogância do RC7, um tipo de poucos amigos até mesmo nos vestiários.

 

 

O time de Fernando Santos, ele que nunca batera bola, subiu ao gramado do Vélodrome, superlotado nos seus 67.394 lugares, com uma leve superioridade estatística: em dez prélios anteriores, quatro sucessos e três empates, treze tentos a nove. Fraquejou, todavia, logo aos 2’, numa bobagem patética do frágil lateral Cédric (Southampton). Livre, Grosicki (Rennes) carregou a pelota e cruzou, a dois metros da linha de fundo. Lewandowski bateu de chapa, 1 X 0, o seu primeiro gol nesta Euro. No aperto, estabanadamente, Portugal assumiu o controle das ações. A Polônia refluiu e optou pelos chutões em profundidade, nem sempre calibrados, na direção de Błaszczykowski e de Lewandowski, quase sem marcação, descoberta a defesa inimiga. Incrível: os zagueiros da seleção lusitana não sabiam sair da sua região com a pelota dominada. E os atletas do trenador Adam Nawalka, volante na Copa da Argentina/78, se locupletavam. O CR7 apenas atirou à meta de Fabianski aos 28’ – ainda assim, bem mal...

Até então nulo o CR7, a igualdade de Portugal nasceria do imponderável. Aos 33’, Nani, de calcanhar,  tocou ao garoto Renato Sanches, dezoito de idade, descendente de caboverdianos, tranças ao jeitão rastafári, negociado com o Bayern de Munique. O arisco, excelente Sanches chutou de canhota, junto ao cantinho de Fabianski, sem chance, 1 X 1. Um placar justo. Sim, a equipa perdia da Polônia no tempo de posse, 47% a 53% . Mas, durante a etapa inicial, superava a sua rival nas tentativas de arremate, 28 a 14, o dobro.

 

No papo obrigatório de intervalo, Santos e Nawalka não alteraram as suas formações. A Polônia, porém, retornou mais firme e mais ofensiva, principalmente através dos flancos do campo. Um azar seu que Pepe não permitia a menor folga a Lewandowski. O seu treinador fantasiava um novo gol de Błaszczykowski – apelidado Kuba, de Jakub, o seu prenome, a fim de facilitar a pronúncia dos locutores de plantão. Błaszczykowski, a propósito, nem mesmo cabe nas costas da camisa da seleção. Fantasiava porque a Polônia invariavelmente venceu todas as porfias em que ele havia registrado tentos, dezoito no total.

 

Kuba não faria. Pois Kuba se castigaria...

 

O tempo escorreu, inclemente. Aos 80’, Santos extraiu da manga o seu curinga habitual, Quaresma, do Besiktas, na posição do horroroso João Mário. Nawalka também sacou o exausto Grosicki e remeteu ao gramado o jovem Kapustka, dezenove de idade. O solitário Lewandowski olhava aos lados e não encontrava os seus parceiros de Bayern. E o CR7, numa atuação lastimável, desperdiçava, na furada, um tiro cara-a-cara com Fabianski. Ao árbitro Felix Brych, alemão, jurista, doutor em Direito Esportivo, não sobrou alternativa. Prorrogação, a quinta de Portugal na competição, a segunda da Polônia. A verificar, nos suplementares, quem ostentaria um melhor fôlego. Se é que ainda existiriam pulmões.

 

Umidade do ar em torno de 60%, a temperatura nos 24º, nenhuma brisa capaz de refrescar o ambiente do estádio, no papel o clima em favor de Portugal. E a tensão latente em Marselha. De fato numa jornada grosseiramen esquecível, logo no princípio da prorrogação o RC7 se caracterizou por uma outra furada ridícula diante de Fabianski. As mãos na cintura, sonhava com os seus parceiros primorosos de Real Madrid. Cadê? E se irritava com Quaresma, que atrapalhou um seu voleio já preparadinho. Detalhe: embora Portugal se localize mais próximo da cidade, nas arquibancadas do estádio reverberavam os brados de “Pólska, Pólska”...

 

Ah, modorrenta prorrogação. Num instante insolitamente animado, aos 110’ um imbecil invadiu o gramado. A TV oficial, claro, só exibiu um lampejo veloz do bestalhão. A bola debaixo do braço, Brych aguardou a ação da segurança – sem, de qualquer modo, evitar uma olhada curiosa de esguelha. E mais não aconteceu. À diabólica, torpe disputa de penais...  

 

CR7 (Por) – 1 X 0

Lewandowski (Pol) – 1 X 1

Sanches (Por) – 2 X 1

Milik (Pol) – 2 X 2

João Moutinho (Por) – 3 X 2

Glik (Pol) – 3 X 3

Nani (Por) – 4 X 3

Kuba (Pol) – Rui Patrício espalmou, 3 X 4

Quaresma (Por) – 5 X 3

 

Portugal agora pega o sobrevivente de Bélgica X Gales

 

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Eurocopa/2016: os meus pitacos para as quartas.

Com duas seleções que jamais, antes, haviam atingido tal situação na história da competição, a Islândia e Gales, a edição da Eurocopa de 2016 retoma a sua trajetória, nesta quinta-feira, 30 de Junho, com a fase das quartas-de-final. Gales apenas tinha chegado às quartas na Copa da Suécia/58, exatamente contra o time do Brasil que levantaria a Jules Rimet – triunfo de 1 X 0, golaço do garoto Pelé, o primeiro na aventura dos mundiais.

Eis os meus pitacos para as próximas pugnas:

 

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Lewandowski

 

Quinta-feira, 30 de Junho

Marselha

POLÔNIA X PORTUGAL

A seleção lusitana ostenta diversos atletas mais famosos: o voluntarioso Pepe (Real Madrid), becão originalmente nascido em Alagoas; os atacantes Quaresma (Besiktas) e Nani (Valencia), além, é claro, de Cristiano Ronaldo, ou RC7. Na polaca existem menos destaques: o avante sopa de letrinhas Błaszczykowski (Fiorentina) e o factotum Robert Lewandowski (Bayern), ou RL9. Dificilmente os abreviados travarão um combate direto: ocupam regiões opostas do gramado. Porém, cada qual ao seu estilo, ambos podem ser decisivos. A Polônia ostenta uma organização melhor, o elenco unido ao redor do RL9. Ao contrário, no elenco de Portugal há quem não goste da arrogância e do isolacionismo do RC7, um tipo de poucos amigos.

 

 

 Eurocopa/2016: os meus pitacos para as quartas.

 

Sexta-feira, 1º de Julho

Lille

BÉLGICA X GALES

Os belgas já perderam, para os argentinos, a liderança do ranking da FIFA, a entidade que coordena do Futebol no universo. Deverão, todavia, superar Gales e recuperar o topo da lista, principalmente por causa do insucesso dos platinos na disputa de penais da Copa América do Centenário. Gales, aliás, só tem um craque de fato, Gareth Bale (Real Madrid), e vive do vigor físico dos seus coadjuvantes. E a Bélgica se gaba da enorme extensão do seu quadro: o arqueiro Courtois (Chelsea), o zagueiro Vermaelen (Barcelona), os médios Eden Hazard (Chelsea), Nainggolan (Roma) e DeBruyne (Manchester City), o atacante Rumelu Lukaku (Everton).  Parece indebatível o favoritismo da Bélgica.

 

 

  Eurocopa/2016: os meus pitacos para as quartas.

Gigi Buffon

 

Sábado, 2 de Julho

Bordeaux

ALEMANHA X ITÁLIA

Um prélio imprevisível, como a atual Azzurra de Antonio Conte. A Alemanha ostenta o belo galardão de campeã da Copa do Brasil/2014 e um elenco, titulares e até reservas, repleto de talentos. Conforme declara Conte, a sua Itália depende do quarteto de retaguarda da Juventus de Turim: o estupendo arqueiro Gigi Buffon e os sólidos zagueiros Barzagli, Bonucci e Chiellini. Frase lapidar de Conte: “O Calcio atravessa um momento de baixa na sua técnica. E, por isso, nós precisamos recorrer ao vigor físico e à força mental”. Foi como a Itália superou a Espanha na fase das oitavas. Detalhe: em oito confrontos oficiais do passado a Itália jamais perdeu da Alemanha, quatro vitórias e quatro empates.

 

 

 848194 193693 Eurocopa/2016: os meus pitacos para as quartas.

Islândia 2 X 1 Inglaterra

 

Domingo, 3 de Julho

Paris

FRANÇA X ISLÃNDIA

De acordo com uma velha lenda, um raio não cai, nunca, duas vezes no mesmo lugar. A localização geográfica da Islândia, uma ilha em pleno Ártico de 320.000 habitantes, no entanto, favorece a queda de relâmpagos no seu entorno. Conseguirá o time dos nomes todos acabados em “sson” pespegar na anfitriã a mesma surpresa de antologia que produziu na Inglaterra? Difícil uma repetição dos polaristas, muito, muito difícil.

 

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Mais Oitavas da Eurocopa: dois sucessos imponderáveis, da Itália sobre a Espanha (vá lá, convenhamos, até possível) e da Islândia sobre a Inglaterra (absolutamente fenomenal).

Quando esta segunda-feira, dia 27 de Junho, amanheceu na França da Eurocopa de 2016, além da anfitriã cinco outras nações já estavam classificadas à fase das quartas-de-final: a Alemanha, a Bélgica, a Polônia, o País de Gales e Portugal. Faltavam apenas dois desafios para se definir a relação das oito que seguiriam à frente. E a data  precisamente oferecia dois contrastes: um cotejo clássico e um cotejo insólito. Eis como se desenvolveram:

 

  Mais Oitavas da Eurocopa: dois sucessos imponderáveis, da Itália sobre a Espanha (vá lá, convenhamos, até possível) e da Islândia sobre a Inglaterra (absolutamente fenomenal).

Chiellini, soberbo

 

Itália 2 X 0 Espanha

Um desafio mortal, desafortunadamente antecipado pelo cruel emparceiramento da competição e pelo fato de a “Fúria” ter-se limitado à segunda colocação do Grupo D, atrás da Croácia. Repetição da decisão de 2012, quando a Espanha esmagou a Itália, 4 X 0.

 

O prélio aconteceu em Saint Denis, ao norte de Paris, no Stade de France, 81.338 espectadores. Com um elenco de raros famosos, a “Azzurra”, dirigida por Antonio Conte, utilizou o mesmo sistema que o treinador implantara nos seus três títulos com a Juventus de Turim: 3-5-2. Os seus zagueiros, aliás, todos eles da “Velha Senhora”: Barzagli, Bonucci e Chiellini. Pois, na etapa inicial, a Itália acuou a Espanha e impediu que imperassem os seus toques. Aos 33’, Sérgio Ramos derrubou Giaccherini. Coube a Éder, um catarinense com passaporte peninsular, desferir um petardo reto na direção da meta de DeGea, o arqueiro do Manchester United. Habitualmente firme, DeGea rebateu à sua frente. Giaccherini se aproximou e a pelota, dividida, sobrou ao esperto Chiellini, Itália 1 X 0.

 

Sem craques, porém muito mais organizada, no segundo tempo a Itália continuou a prevalecer na marcação e nas triangulações em velocidade. Curiosidade: o agitadíssimo Conte não abandonava a sua posição na lateral do campo; o seu adversário, Vicente Del Bosque, não deixava o seu lugar no banco. Por volta dos 70’, a “Azzurra” superava a “Fúria” também no número de chances perigosas, nove a oito. Além disso, sempre que produzia algum risco para a Itália, a Espanha esbarrava no precioso Gigi Buffon.

 

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo da sua equipe, o tenso Del Bosque perpetrou as três alterações viáveis. Do outro lado, as três de Conte se destinavam à proteção das suas redes. A “Azzurra”, aliás, é uma especialista em se fechar na defesa. Incrível, aos 90’, um cruzamento sem pretensões da “Fúria” resvalou na defesa da Itália. Piquè tocou, a meros dois metros de Buffon, que realizou uma intervenção fenomenal. Daí, logo no lance seguinte, a Itália avançou em velocidade. Darmian, do Manchester United, arremessou a bola na área pequena da Espanha. Graziano Pellè, isso mesmo, Pellè, do Southampton, e ele não se perde pelo nome, fulminou de voleio. Ao invés de 1 a 1, arrepiantes 2 X 0.

 

É, às vezes, até o impossível acontece... Nas quartas, em Bordeaux, próximo sábado, dia 2 de Julho, outro clássico de antologia, espetacular, Alemanha X Itália.

 

 

 

Inglaterra X Islândia

Com apenas 320.000 habitantes, a Islândia enviou como torcedores, à França, 10% da sua população. Maravilha, milagre, improvavelmente atingiu as oitavas. A etapa em que deveria empacar. Estacionaria? O duelo se desenrolou no exemplar estádio multiuso Allianz Riviera de Nice, capacidade para 35.624 pessoas. Claro, não conseguiria abrigar todos os viajantes islandeses, apenas 10.000 obtiveram ingressos. Os restantes, de todo modo, não se aborreceram. Porque o custo de vida em suas plagas é altíssimo, aproveitaram para se divertir nas férteis compras do elegante, riquíssimo balneário.

 

No papel, o elenco polarista (sim, a Islândia fica bem lá em cima, praticamente no topo da Terra, no Círculo Ártico), nem um único atleta a atuar em sua pátria, não poderia pespegar qualquer susto nos milionários de Sua Majestade, todos eles pertencentes a clubes das suas plagas. Curiosidade oposta: todos os convocados da Islândia têm nomes acabados em “sson”. Significado: “o filho de”. Ou, Sigurdsson é o filho de Sigurd...

 

A fragilidade do futebol da Islândia pareceu se revelar, de forma cabal, logo aos 5’, quando Halldórsson, o seu arqueiro, do Bode-Glimt da Noruega, derrubou Sterling. Pênalti que o artilheiro Rooney converteu, Inglaterra 1 X 0. Só que a rainha nem teve tempo para brindar. Já aos 6’ o musculoso Saevarsson arremessou um lateral dentro da área dos britânicos. A zaga  da Coroa dormia o sono dos pedantes. Arnasson desviou e, bem na cara do perplexo e paradão arqueiro Joe Hart, Sigurdósson se locupletou e igualou, 1 X 1.

 

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 Sightórsson, eternizado

 

Pior para Roy Hodgson, treinador da Inglaterra (e neste caso o “son” final nada tem a ver com a tradição da Islândia), aos 18’ Sightórsson, do Nantes da França, o maior salário do seu quadro, chutou fraquinho de 14m e Hart engoliu o peruzaço da sua existência. Do outro lado, Halldórsson, sempre que necessário, se mostrava elástico, inabalável. De que valeram, na etapa inaugural, os 66% de posse de bola da Inglaterra, seus 29 ataques perigosos contra só seis da Islândia. Nem o mediador esloveno Damir Skomina acreditava no que via.  Propôs um só minguado minuto de acréscimo aos 45 de regra.

 

No intervalo, desesperado para acender os seus pupilos, Hodgson sacou o inútil volante Dier e enviou à liça o mais agressivo Wilshere. O arqueiro Hart se resgataria da falha patética aos 56’. Sigurdssón fuzilou de bicicleta, à queima-roupa, e Hart rebateu. Quem fantasiaria a façanha da Islândia, mais perto do terceiro tento do que a rival de momento de um empate salvador? Talvez apenas Lars Lagerback, o seu manager, seu supervisor, diversas participações com a Suécia na Euro e na Copa do Mundo. Mesmo que os seus rapazes aceitassem uma virada da Inglaterra, com toda a segurança eles e Lagerback já tinham se transformado em verdadeiros ícones dos esportes junto ao Ártico.

 

Nos entornos dos 75’, a Inglaterra superava a Islândia na quantidade de arremates, corretos ou não, 47 a 13. Mas, a brigada de Lagerback se multiplicava na proteção da sua meta. A cada novo equívoco, Hodgson cobria seus olhos com as mãos, talvez para evitar o choro. Inexorávelmente o tempo se esvaia. Na Allianz Riviera ecoavam os brados ritmados de “Iceland, Iceland, Iceland, Iceland”, a terra do gelo. Com os seus uniformes integralmente azuis os estóicos  pupilos de Lagerback criavam uma muralha radical. Mais: de maneira consciente, inteligente, quando não prendiam a pelota, a mandavam bem longe, pela lateral, na expectativa de um contra-ataque, como nos 83’, uma torturante descida do exausto Gunnarsson, por um triz o 3 a 1, a bola atirada em cima de Hart.

 

Seria um castigo impiedoso, o eventual tento da igualdade da Inglaterra  Aos 87’, até com a Rainha, perdão pelo desrespeito, à frente de Haldórsson, o tosco Harry Kane enviou uma pelota a Wimbledon, Londres, a velha sede do torneio de Tênis, hoje em plena ação. O mediador concedeu três minutos de acréscimos. A ficha, todavia, não cairia na mesa dos britânicos. Quem sabe amanhã, ou nunca. Kaputt, finito. Triunfo da Islândia, o maior da sua história em qualquer departamento. No seu caminho, agora, a França anfitriã...

 

Quem viu a bizarrice das tribunas? É. Mick Jagger.

Cada vez mais eternizado como pé-frio...

 

Na obrigatória entrevista de pós-jogo, ingênua e candidamente Sightórsson comentou: “Pô,  e dizer que nós só vemos todos esses caras na TV”...

Os quatro desafios das quartas-de-final:

 

Quinta-feira, 30 de Junho

Marselha

POLÔNIA X PORTUGAL

 

Sexta-feira, 1º de Julho

Lille

BÉLGICA X GALES

 

Sábado, 2 de Julho

Bordeaux

ALEMANHA X ITÁLIA

 

Domingo, 3 de Julho

Paris

FRANÇA X ISLÃNDIA

 

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Copa América: nos penais, o Chile é bi. Messi desperdiça o dele, “adiós” Argentina… E “adiós” Lionel, que não mais quer jogar pela seleção… Será verdade?

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Messi: o desalento

 

Estranha competição, essa, a Copa América Centenário que os Estados Unidos organizaram para comemorar o aniversário do Campeonato Sul-Americano. Nesta edição da Copa, além das dez tradicionais seleções do continente homenageado, participaram seis da América Central e do Norte: a dos anfitriões e as de Costa Rica, Haiti, Jamaica, México e Panamá. Curioso? Bem, já houve, no passado, a insólita presença do Japão.

 

Para os efeitos de currículo, valeu algo a competição dos EUA? Segundo a Conmebol, entidade que supostamente organiza o Futebol Sul-Americano, sim. Além do troféu que arrebatasse, a nação ganhadora, oficialmente, poderia  adicioná-lo à relação dos ganhadores. Só que caberá ao Chile participar, como o melhor do continente, em 2015, da Copa das Confederações da FIFA, em 2017. E o Chile poderá bordar na camisa, até a Copa América de 2019, que ocorrerá no Brasil, o distintivo dourado de campeão.

 

Aos dois elencos que entraram no gramado do MetLife de East Rutherford, Nova Jersey, 82.026 espectadores, quase lotado na sua capacidade, em nada interessavam essas firulas formalistas. Tanto que Tata Martino, o treinador da Argentina, aceitou o perigo de escalar Angel Di Maria ao lado de Gonzalo Higuaín e de Lionel Messi no seu ataque. Di Maria convalescia de uma lesão recentíssima. Mas, sem o prazer de um título desde 1993, o platino não se poupou de apostar o máximo de suas fichas.

 

Do outro lado, no Chile, o também platino Juan Antonio Pizzi recuperou o suspenso Arturo Vidal, talento maior na histórica devastação do México, 7 X 0, nas oitavas-de-final. Além de somar um novo galardão na sua coleção, o Chile pretendia repetir o seu sucesso, precisamente sobre a Argentina, de 2015. E ampliar o seu rol de proezas no continente. Até o duelo do MetLife, a Argentina somava cinco galardões e o Chile um só prêmio. Seus principais rivais, o Uruguai e o Brasil, dispunham de 15 e 8.

 

O confronto se desenvolveu tensamente, com pontadas de lado a lado. Aos 20’, depois de uma falha terrível do becão Medel, o esperto Higuaín invadiu a grande área do Chile e bateu à saída do arqueiro Bravo. Incrível, errou, bola fora, junto ao poste. Aos 27’, aconteceu um lance que, talvez, transformasse radicalmente o andamento do prélio. Numa investida rápida de Messi, o volante Díaz atirou o corpo à sua frente. Já havia recebido um cartão amarelo. E o brasileiro Heber Roberto Lopez lhe mostrou o vermelho. Resistiria o Chile com dez?

 

Bem, não atingiria o intervalo a superioridade numérica da Argentina. Aos 42’, o descontrolado Rojo caçou Vidal pelas costas. O árbitro não hesitou: corretamente, cartão vermelho direto, apesar dos protestos dos integrantes da albiceleste. De todo modo, confusíssimo, como é a sua tradição, ao levantar o vermelho ele deu uma longa volta de braço alçado com o cartão na mão. Havia um batalhão de atletas ao seu redor. Ficou a dúvida: estaria Heber à procura de quem excluir? Talvez nunca se saiba...

 

Martino e Pizzi não alteraram os seus quadros por causa das expulsões. Improvisaram. Rearrumaram as suas peças com aquelas que já tinham. Azar de quem aprecia o jogo bem jogado: o combate do MetLife virou uma bagunça digna da velha várzea paulistana. A cada ocasião em que as câmeras de TV flagravam um close de Heber, se viam as veias saltadíssimas nas proximidades da sua careca. Sorte de que a tensão do árbitro não contagiou os atletas – que controlaram as pancadas e das reclamações.

 

Principalmente Messi e Vidal se contiveram. Ambos já carregavam o peso do amarelo, assim como Beausejour do Chile e Mascherano da Argentina. Heber, contudo, se transformou no líder de um arquipélago, a cada entrevero cercado de atletas por todos os flancos. Nas tribunas, Tite e Edu Gaspar, da novíssima Comissão Técnica do Brasil, sorriam. Uma ironia contra o paspalhão patrício? Talvez nunca se saiba, também.

 

Existia espaço suficiente para as triangulações. Porém, chutões, chuveirinhos e chuveirões se sucederam, até os acréscimos do combate regulamentar. Medo do mediador – só três minutozinhos. Consequência: uma prorrogação de trinta minutos, quinze e quinze. O nervosismo, lógico, se exacerbou. Aos 93’, Biglia solou a canela de Aranguiz e rasgou a sua meia. Héber ignorou, rotundamente. Aos 98’, numa trombada ridícula, Messi derrubou o árbitro, que sentiu o braço direito. Enquanto se acumulavam as situações grotescas, o jefecito Mascherano dominava a sua zona. E se esgotou a metade da prorrogação.

 

Cl7YBH9XEAIn5Bi Copa América: nos penais, o Chile é bi. Messi desperdiça o dele, adiós Argentina... E adiós Lionel, que não mais quer jogar pela seleção... Será verdade? Chile, o bi

 

Pela Argentina, não mais brigavam Higuaín e DiMaria. Com Messi, no seu ataque, se ombreavam Aguero e Lamela. E o mediador, histriônco, abusava dos seus segundos de fama. Kaputt, finito, aos penais. Na edição de 2015, também nos penais, Chile 4 X 1.

 

Eis a ordem do sorteio:

 

Vidal (C) – Romero catou, 0 X 0

Messi (A) – Isolou, 0 X 0

Castillo (C) – 1 X 0

Mascherano (A) – 1 X 1

Aranguiz (C) – 2 X 1

Aguero (A) – 2 X 2

Beausejour (C) – 3 X 2

Biglia (A) – Bravo espalmou, 2 X 3

Silva (C) – 4 X 2

 

PS: Na sua entrevista pós-jogo, Messi anunciou que não mais quer jogar pela sua seleção. Será verdade?

 

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Eurocopa, oitavas: a Polônia, Gales e Portugal prosseguem bem vivos na competição.

Depois de uma renhida fase de seis chaves, classificados o campeão e o vice de cada, mais os quatro terceiros de melhor performance, principiou neste sábado, dia 25 de Junho, a aventura dos mata-matas da Eurocopa de 2016, hospedada pela França.

 

Eis os três jogos iniciais.

 

  Eurocopa, oitavas: a Polônia, Gales e Portugal prosseguem bem vivos na competição.

Lewandowski

 

Polônia 1 X 1 Suíça

(Prorrogação: 0 X 0; penais 5 X 4)

A Suíça impactou ao arrancar um empate, 0 X 0, à França dona da casa. A Polônia se igualou à Alemanha, com sete pontos, no Grupo C, graças a um diferencial no ataque, o estupendo craque Robert Lewandowski, do Bayern de Munique.

 

Diante de uma equipe helvética muito aguerrida, às vezes inclusive violenta, a Polônia mandou na etapa inicial e inaugurou o marcador aos 39’, pelo sopinha de letras Blaszczykowski (leia-se Buashtsikofski) do Borussia Dortmund.

 

Na segunda etapa, todavia, Lewandowski sentiu uma lesão e se apagou em campo. Paulatinamente a Suíça se refez e, aos 82’, Shaqiri, meia do Stoke City, acertou um voleio espetacular na linha de entrada da grande área, 1 X 1. Azar da equipe helvética, o travessão e a firmeza do arqueiro Fabianski, do Swansea, impediram a sua vitória. E o estádio Geoffroy Guichard de Saint Etienne já veria a primeira prorrogação do torneio.

 

Ambas as seleções se mostraram cautelosíssimas. Como no tempo normal, porém, depois do intervalo a Suíça melhorou bastante. Em três ocasiões Fabianski salvou a pátria. E permitiu que a Polônia tentasse a sua sorte na dolorosa disputa de penais, a décima-sétima na história da Eurocopa. Funcionou. Cobraram, pela ordem do sorteio:

 

Lichtsteiner (S) – 1 X 0

Lewandoski (P) – 1 X 1

Xhaka (S) – Fora, 1 X 1

Milik (P) – 2 X 1

Shaqiri (S) – 2 X 2

Glik (P) – 3 X 2

Shaer (S) – 3 X 3

Blaszczykowski (P) – 4 X 3

Rodriguez (S) – 4 X 4

Krychowiak (P) – 5 X 4

 

 

 FBL EURO 2016 MATCH38 WAL NIR 56895559 1024x683 Eurocopa, oitavas: a Polônia, Gales e Portugal prosseguem bem vivos na competição.

Gareth Bale e Alba

 

Gales 1 X 0 Irlanda do Norte

Curiosa ironia: no plebiscito em que se decidiu, quinta-feira, 23 de Junho, a permanência ou não do Reino Unido no chamado Mercado Comum da Europa, Gales votou por sair e a Irlanda do Norte votou por ficar. Na cerimônia tradicional dos hinos, antes da partida, aliás, se ouviu o “God Save the Queen” que representa a Grã-Bretanha, ou Inglaterra, e também a Irlanda do Norte. Daí, em honra do separatista Gales, torcedores e atletas entoaram, vibrantemente, a sua própria melodia e a sua própria letra, cujo verso principal afirma, brava e heroicamente: “Nação, Nação, Defendo a Minha Nação”.

 

Não houve, de todo modo, uma rivalidade aguda e muito menos as distinções de mãe-pátria no gramado do Parc des Princes de Paris. Bem ao contrário, as duas equipes em ação esbanjaram cordialidade. Nada de agressividade além do aceitável no Futebol. Igualmente, nem o mínimo lampejo de violência rancorosa. Outra singularidade: os cinco integrantes da solene brigada de arbitragem provinham precisamente de onde?

 

Ah, formidável, da Inglaterra.

 

O equilíbrio caracterizou a pugna, poucas infrações, só doze na etapa inicial, apenas quatro cometidas por Gales, nenhuma nas imediações de cada meta ou com evidente risco de gol. Depois do intervalo, a paridade continuou até a primeira falta de fato, aos 58’. De 27m, Gareth Bale, do Real Madrid, fuzilou. Espetacularmente, McGovern defendeu de mão trocada, na melhor chance do cotejo. E o tempo escorreu, impiedoso, avanços agora tensos, de cá e de lá, mais bolas atrasadas do que chutes com pontaria. Então, aos 74’, o azar castigaria a inapetência imperdoável da Irlanda do Norte.

 

Bale, o talento solitário do prélio, avançou em velocidade pelo flanco esquerdo e cruzou, junto à linha de fundo. A pelota chegaria a Robson-Kanu. Mas, no desespero de cortar, um xará de Bale, o atrapalhado Gareth McAuley, desviou contra as suas redes. Aos 81’, no momento mais patético do desafio, dois Williams, Jonathan e Ashley, de Gales, se chocaram brutalmente e desabaram no chão. Felizmente, não colidiram cabeça a cabeça. Embora com o seu braço esquerdo doloridíssimo, Ashley, o capitão, num gesto nobre de estoicismo, não topou se submeter a uma substituição.

 

No restante do desafio, foi radical a pressão da Irlanda do Norte. Conforme pôde, Gales se protegeu. E obteve a sua sofrida, tão sonhada qualificação, placar de 1 X 0. Bale comemorou, tocantemente, com Alba, a sua filhotinha graciosa.

 

 

 

quaresma Eurocopa, oitavas: a Polônia, Gales e Portugal prosseguem bem vivos na competição.

Quaresma

 

Portugal 0 X 0 Croácia

(Prorrogação: 1 X 0)

Dependente em demasia dos tentos do seu CR7, Cristiano Ronaldo, a equipa de Portugal pegou uma Croácia, muito mais entrosada, no estádio Bollaert-Delelis da cidade de Lens, 38.223 lugares. Inacreditável mas verdadeiro, a cidade ostenta menos gente, cerca de 32.000 habitantes. Estiveram no estádio, aliás, perto de 16.000 lusitanos e 16.000 eslavos, inacreditável, de novo, praticamente toda a população de Lens.

 

Enquanto a Croácia tocava mansamente a pelota, em um estilo assemelhado ao do Barcelona, o time de Portugal se esmerava em criar lances que favorecessem a explosão e a habilidade do CR7. O excelente meia Luka Modric, do Real Madrid, se incumbia, porém, do primeiro combate. E na sua cobertura pairava, altaneiro, o zagueiro Vedran Corluka, do Lokomotiv de Moscou, livre da faixa/curativo de cabeça que utilizara em prélios anteriores, por causa de uma contusão com sangramento. Do lado de Portugal cabia ao becão Cédric Santos, do Southampton, nascido na Alemanha, conter as mexidas de Perisic, da Inter de Milão, em diversos quadrantes do campo – o Perisic que havia pintado o xadrezinho atoalhado da sua bandeira numa lateral do cocuruto.

 

 Eurocopa, oitavas: a Polônia, Gales e Portugal prosseguem bem vivos na competição.

 

Sono, modorra em Lens, apesar do domínio estéril da Croácia, 60% de posse da pelota, antes do intervalo. No segundo tempo, o panorama demorou a se modificar. O CR7 e Nani, do Fenerbaçe, este na sua centésima camisola com a equipa, não achavam espaços ofensivos, sempre cercados pelos seus atentíssimos adversários. Os eslavos, por sua vez, se ressentiam da lentidão de Modric, que ainda convalesce de uma contusão muscular. Aos 63’, Nani reclamou um pênalti, inexistente. Aliás, qualquer tentativa de Portugal esbarrava na firmeza de Domagoj Vida, o ótimo central do Dinamo de Kiev.

 

Aos poucos, paulatinamente, a Croácia avançou a sua formação. E desandaram a cair os chuveirinhos diante da meta do bom Rui Patrício. Aos 80’, entretanto, os dois elencos já pareciam esgotados. Resistiriam aos trinta e tantos de uma eventual prorrogação? Quase nos últimos instantes os dois treinadores atiraram na mesa as fichas em que acreditavam. Ante Cacic, dos eslavos, recorreu a Kalinic, avante da Fiorentina, no lugar de Mandzukic. Fernando Santos, de Portugal, ao experiente Quaresma, do Besiktas, no posto do estabanado João Mário. Sem chances, para ambos. Pois haveria, mesmo, prorrogação. A segunda do sábado. A quarta da equipa em toda a história da competição.

 

Quem mostraria fôlego?

 

Cacic dispunha de um trunfo suplementar: Pjaca, 21 de idade, do Dinamo Zagreb, no lugar do exausto Rakitic, do Barça. E Pjaca alçou uma pelota que aterrisou na testa de Vida – quase!, centímetros acima do travessão de Rui Patrício. Subitamente, a pressão dos eslavos passou a incomodar RC& & Cia. Aos 98’ Kalinic perdeu um tento claro. Aos 124, fulminou um poste. Daí, se sabe, quem não faz, leva. E, num contra-ataque solitário mas eletrizante, o CR7 atingiu a linha de fundo e tocou para a testa de Quaresma, 1 X 0. Os dois elencos endoideceram. O de Portugal, a fim de segurar o resultado. O da Croácia, em busca do empate. Até o seu arqueiro Subasic, do Mônaco, correu para dentro da área do rival, afogueda e inutilmente. Injustiça: nos estertores sobreviveu Portugal.

 

Nas quartas, Portugal vai duelar contra Gales. A Polônia aguardará o vencedor de Bélgica X Hungria, porfia que ocorre neste domingo, dia 26.

 

 

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