Brasileiro: com enorme autoridade, o Palmeiras preserva a sua liderança na tabela

JeanII Brasileiro: com enorme autoridade, o Palmeiras preserva a sua liderança na tabela

Jean, do Verdão, um tento lindíssimo

 

Apesar da generosa afluência de público nos principais estádios e nos principais cotejos, apesar de um inédito, impressionante equilíbrio no topo da tabela, na batalha pelo título do campeonato, por alguma razão insondável o Brasileiro de 2016 não parece empolgar a multidão da maneira que acontecia em temporadas anteriores.

 

Já escutei que o motivo talvez proviesse de uma ressaca da Olimpíada do Rio. Absolutamente não acredito. Trata-se de eventos e de platéias muito diferentes. Também já escutei que talvez advenha da situação política do País, de olhos pregados na votação do eventual impeachment da presidente Dilma Roussef. Igualmente não acredito, não misturo torcida por times com torcida por partidos. Melhor considerar, eu creio, que a carência de emoção se deve à falta de craques e de grandes equipes por aqui.

 

No sábado, dia 27 de Agosto, o Corinthians, um dos seis candidatos ao título, visitou o Moisés Lucarelli da Ponte Preta, em Campínas, e perdeu, 0 X 2. O Corinthians que o mercado de negócios e a seleção nacional dizimaram: dez atletas e sete integrantes da sua Comissão Técnica foram embora desde o comecinho do atual certame.

 

Daí, na manhã de domingo, na sua Vila Belmiro o Santos perdeu do hospedado Figueirense, 0 X 1, e se despediu do seu astro, o Gabigol, transferido à Internazionale de Milão. Ao final do prélio, numa cerimônia que honrou a passagem do rapaz pelo clube, a torcida menos lastimou a derrota do que a ausência do garoto em seu ataque.

 

Enfim, na realidade, quase não houve emoções na rodada desta semana, a 22ª de 38. Mas, se Corinthians e Santos ficaram, respectivamente, nos 37 e nos 36 pontos, outros prélios serviram para definir posições na G4, a Zona do troféu e de vaga na Libertadores.

 

Líder, com 40 pontos, o Palmeiras visitou o Fluminense, 31, no Mané Garrincha de Brasília. Isso mesmo, visitou em Brasília, pois o Maracanã permanece inviável, agora cedido à Paralimpíada. O Verdão ignorou o Pó de Arroz, 2 X 0 (gols de Dudu e Jean, lindíssimo), e consolidou a sua posição com uma enorme, sossegadíssima autoridade.

 

Em Santa Catarina, o Flamengo, 37, desafiou a perigosa Chapecoense, 30. Saiu à frente, graças a Diego. Cedeu o empate, Kempes. Retomou a vantagem, 2 X 1, graças a um penal, existente, que Leandro Damião converteu. E ampliou a diferença, 3 X 1, com Mancuello.

 

No mais, ocorreu somente um confronto direto pelo G4, em Porto Alegre o duelo do Grêmio, 35, contra o Atlético Mineiro, 38. Placar de 1 X 1. Luan, ganhador recente do ouro nos Jogos do Rio, anotou o tento do dono da casa. E Robinho, sim, aquele mesmo, ex-Santos, ex-Real Madrid, cravou o empate, o seu décimo tento no campeonato.

 

Resumo da ópera: jornada felicíssima para o Palmeiras, que escalou o patamar dos 43 pontos – três acima do Flamengo, quatro acima do Galo, seis acima do Coringão e sete acima de Santos e Grêmio. Um belo conforto na classificação.

 

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PS: De entristecer a morte de Alcindo, o "Bugre", vigoroso atacante do Grêmio e da seleção brasileira na Copa de 66. Apenas 71 de idade, complicações de diabetes.

 

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Nuzman: eterno?

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Bach e Nuzman

Na abertura dos Jogos do Rio/2016, no pronunciamento em que apresentou Thomas Bach, o presidente do COI, o Comitê Olímpico Internacional, chegou a agradecer-lhe com uma gafe divertidíssima: ao tentar o idioma inglês, confundiu “success” e falou “sex”. Daí, na cerimônia de encerramento, de novo no escorregão do inglês precário, afirmou que o País se tingira de “red and yellow”, vermelho e amarelo.

 

Porém, mais chamou a atenção de quem testemunhava, dentro do Maracanã ou pela TV, o incontrolável tremor das mãos de Carlos Arthur Nuzman, antigo voleibolista, 74 de idade, desde 1995 o presidente do COB, o Comitê Olímpico Brasileiro. Lá atrás, em Abril, neste R7, eu já havia tratado do tema, delicadíssimo: Nuzman padece da Doença de Parkinson. Nada fatal, capaz de impedir a sua permanência no trono do COB. Mas, um problema que, mesmo adequadamente medicado, incomoda e pode humilhar.

 

Direi que foi corajosíssimo ao se expor, perante milhões e milhões de pessoas, de maneira tão constrangedora. É óbvio que não abdicaria de saborear a justa glória dos Jogos que o Brasil tão bem organizara. Em tal cenário, no entanto, parece ostensivamente claro que deve se resignar a entregar o posto a alguém em melhores condições.

 

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Quem? E como? Ironicamente, a última reforma que o COB promoveu em seus estatutos permitiu a perpetuação de Nuzman no comando. Tal reforma determinou que qualquer chapa eventual de oposição faça o seu registro antes de cada edição dos Jogos. No caso de 2016, valia até Abril. Além disso, estabeleceu que os candidatos precisam ter cinco anos de vivência no COB. Se não a perpetuação de Nuzman, a eternização da sua dinastia. Sucede o monarca apenas quem o monarca quiser.

 

Existirá constitucionalidade nessas normas?

 

Bem, em 2012 Alaor Azevedo, da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, esboçou uma tênue oposição – sem o menor sucesso. Quem, e como, toparia enfrentar Nuzman e as verbas que lhe cabe distribuir? Em abril, contudo, a 27ª Vara Cível do Rio concedeu a Alaor uma liminar que ampliou o tempo da inscrição das chapas até outubro. Com o prazo aumentado, talvez Alaor conseguisse suprir uma outra exigência radical do estatuto: o apoio compulsório dos votos de seis das trinta modalidades sob o COB.

 

A mesma 27ª Vara Cível, no entanto, acaba de revogar a sua liminar. Abril, evidentemente, não volta mais. E um novo mandato para Nuzman, o sexto, desponta, airoso, no horizonte do COB. Caso fosse, ainda, o presidente da confederação da Vela, Lars Grael se provaria o sucessor ideal. Na sua falta, vasculho os quadros do COB à cata de alguém com uma história sem máculas. Há nomes interessantes na sua Comissão de Atletas: Emanuel Rego, Renzo Agresta, Gustavo Borges, Robert Scheidt...

 Nuzman: eterno?

Emanuel Rego

 

Toparia Nuzman, entretanto, transmitir o cetro a algum deles?

 

Difícil. Bastante difícil. Praticamente impossível.

 

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E o futuro do Brasil nos Jogos?

 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Longe de mim criar novas definições. Todavia, que me perdoem os dicionários. Para os efeitos de uma análise precisa da participação do Brasil nos Jogos do Rio/2016, “frustração” não vale como um sinônimo de “decepção”. E eu explico através de dois simples exemplos, extraídos de modalidades aparentadas e, no caso, bem distantes.

 

A derrota da dupla Agatha-Bárbara, na final do Vôlei de Praia, para as alemãs Ludwig-Walkenhurst, produziu, sim, frustração. As garotas do Brasil apenas sucumbiram às tedescas depois de muita briga e diante de um jogo superior.

 

Não, não houve decepção. Apenas aconteceu a justiça.

 

china republicatcheca vol fem fivb2 E o futuro do Brasil nos Jogos?

A queda das meninas de José Roberto Guimarães, ainda nas quartas-de-final do Voleibol de Quadra, foi, porém, e ostensivamente, uma decepção. A um Maracanãzinho superlotado elas carregaram o lindo bi de Pequim/2008 e de Londres/2012, além do triunfo, um mês antes, no Grand Prix de Bangkok, na Tailândia. E o seu elenco, melhor, teve a vitória em suas mãos mas sofreu um tombo rude, absurdo, China 3 X 2 e 15-13 no tiebreak. À frustração se somou a decepção.

 

E no global das modalidades, como se portou o País?

 

O Brasil se despediu dos Jogos do Rio com um tesouro de 19 medalhas, 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Ou, o 13º lugar no quadro geral. Para se localizar entre os dez primeiros, meta precipitadamente estabelecida pelo COB, lhe bastariam outras duas medalhas de ouro – e ficaria com o 8º posto, à frente da Coréia do Sul (9-3-9).

 

Pouco, bem pouco, só duas medalhas, se considerarmos todas as chances desperdiçadas de subir ao alto dos 307 pódios que o evento carioca disponibilizou.

 

 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Rafaela Silva

À parte o fracasso do favoritérrimo Voleibol das garotas, igualmente amargam o rótulo de decepção esportes como o Judô (ao lado do ouro de Rafaela Silva, só o bronze de Rafael Baby e o outro de Mayra Aguiar) e como a Vela (exclusivamente o ouro de Martine Grael-Kahena Kunze, enquanto o campeoníssimo Robert Scheidt, nas águas tão familiares da Guanabara, se limitava ao quarto posto).

 

fabiana murer1 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Fabiana Murer

E que dizer da super-cotada Ana Marcela Cunha, 10km da Maratona Aquática, ouro no Mundial de Kazan/2015 e meramente a 10ª no Rio? Ou de Fabiana Murer, livre da inômoda presença da russa Yelena Isinbayeva, recordista do planeta no Salto com Vara? Pela terceira vez seguida, na competição olímpica, Fabiana sequer iniciou a prova. Em Pequim, por causa do sumiço do seu equipamento. Em Londres, por temer as conseqüências de um vento inclemente. Agora, dores lombares...

 

Decepção, pura e simples decepção.

 

Aline da Silva Ferreira, da Luta Livre, todavia, viveu uma frustração, toscamente prejudicada pela arbitragem no seu combate das quartas contra a russa Ekaterina Burkina. Aline merecia a oportunidade de continuar na competição.

 

Thiago Pereira e Bruno Fratus na Natação? De novo, frustração, nada de decepção. Eu não puniria tais bravos rapazes. Nos 200m Medley, diante de Michael Phelps, o imbatível, Thiago até que ousou ao enfrentar o inimigo braçada a braçada. Queria o ouro, não apenas se contentar com a prata ou o bronze. Mandou na prova até os trinta metros finais e então pregou e desabou para o sétimo posto. Fratus se especializa na loteria dos 50m Livre, que se decidem, inclusive, graças ao comprimento das unhas. Foi só o sexto, como poderia ser o primeiro.

 

Enfim, não se trata de impor cobranças. Eu cito fatos.

 

 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Róbson Conceição

Pois foi suficientemente positiva, no geral, a postura dos atletas do Brasil nos Jogos do Rio. Obtiveram pódios em doze modalidades (Atletismo, Boxe, Canoagem, Futebol, Ginástica Artística, Judô, Maratona Aquática, Taekwondo, Tiro Esportivo, Vela, Vôlei de Praia e Vôlei de Quadra) – contra as nove de Londres.

 

Em modalidades sem as medalhas, ainda obtiveram os melhores resultados do País através dos Jogos: três vezes na Marcha Atlética, duas vezes na Esgrima, duas no Levantamento de Peso, mais a Canoagem Slalom, o Ciclismo de Estrada, o Handebol masculino, o Pólo Aquático masculino e o Tiro com Arco.

 

 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Kenny e Trott

Claro, nada quando se compara com a Grã-Bretanha e os seus 67 pódios (27 de ouro, 23 de prata e 17 de bronze), à frente, inclusive, da China e da Rússia. Apenas o casal Jason Kenny e Laura Trott, do Ciclismo, contribuiu com cinco medalhas de ouro, três dele, duas dela. Ótimo motivo para uma análise suplementar.

 

Sim, qual a razão do admirável sucesso dos britânicos, soma de ingleses, escoceses, galeses e irlandeses do norte? Não, não se trata desse acúmulo inusitado que advém desde Atenas/1896. Na verdade, provém de um investimento seletivo, principalmente em modalidades sem tradição no Império de Sua Majestade.

 

Um investimento de baixo para cima.

 

Exatamente o que já ocorre, faz décadas, nos Estados Unidos, onde a comunidade de atletas se forma na idade mais tenra, na High School, e daí se transporta até a Universidade. Nos EUA não existem clubes capazes de geral atletas como Arthur Mariano Nory (bronze na Ginástica Artística) e Rafael Baby (bronze no Judô), que envergam as cores do centenário Pinheiros de São Paulo.

 

 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Katie Ledecki

 

Olheiros detectam promessas adolescentes de talento e as acompanham da High School à Universidade. Caso de Katie Ledecky, da Natação, um ouro em Londres e mais cinco medalhas no Rio, quatro de ouro e uma de prata, doze recordes universais desde 2013. Desenvolvida na piscina da Stone Ridge School of the Sacred Heart, em Maryland, ganhou uma bolsa de estudos de Stanford, na Califórnia, que paga todas as suas despesas e ainda lhe cede uma ajuda de custo de US$ 3.500,00 ao mês.

 

Um sistema, infelizmente, inviável no Brasil. De acordo com o Censo Escolar de 2015, seis em cada dez escolas públicas não possuem uma quadra de esportes. Os seus pobres professores de Educação Física se compelem a utilizar as salas normais de aula.

 

Ainda que parcial, uma ótima solução surgiu em 2011, quando as Forças Armadas, determinadas a procurar o sucesso em Jogos Militares, começaram a selecionar atletas em geral para integrar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Funcionou, depressa. E, nos Jogos de 2015 o Brasil abiscoitou 45 medalhas de ouro. Um recorde.

 

Além da patente de sargentos-temporários, duração de oito anos, os atletas incorporados recebem um soldo em torno de R$ 3.200,00, plano de saúde, atendimento odontológico, acesso a instalações para o seu treinamento e um acompanhamento nutricional.

 

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Zanetti

 

Detalhe um, a continência é voluntária.

 

Detalhe dois, os sargentos-temporários arrebataram treze dos dezenove pódios do Brasil no Rio/2016: Agatha-Bárbara, Martine-Kahena, Rafaela, Baby, Nory e mais Thiago Braz (Atletismo, Salto com Vara), Róbson Conceição (Boxe), Arthur Zanetti (Ginástica Artística), Mayra Aguiar (Judô), Poliana Okimoto (Maratona Aquática), Maicon Siqueira (Taekwondo), Felipe Wu (Tiro Esportivo), Alison-Bruno (Vôlei de Praia).

 

  E o futuro do Brasil nos Jogos?

Felipe Wu

 

Obviamente, no caso dos atletas já formados e passado o seu tempo de serviço obrigatório, há dois problemas: não podem se manter incorporados acima dos oito anos; inexiste a possibilidade da ampliação de talentos. Cientes desse curioso nó, porém, a Forças Armadas se dedicam a um engenhoso programa paralelo, o Profesp – que atende a cerca de 21.000 crianças e adolescentes, entre os sete e os dezessete de idade, em 74 cidades.

 

Além de melhorar a qualidade de vida de carentes, o Profesp descobre e a aprimora os olímpicos do futuro. Oxalá. Ao menos um projeto com as condições de suprir aquilo que, desafortunadamente, não fazem as escolas públicas ou privadas do País.

 

 E o futuro do Brasil nos Jogos?

Goulart de Andrade

 

 

PS: Os Céus clamaram: “Vem comigo!” E partiu Goulart de Andrade, meu amigo e mestre, o cara que fez de mim um apresentador de Gastronomia na TV. Ciao, caro.

 

 

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Rio/2016, o fecho de ouro do Vôlei

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Com uma atuação devastadora, a seleção masculina do Voleibol do Brasil literalmente ignorou todos os esforços da sua adversária, a Itália, e abiscoitou a medalha de ouro da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Placar de 3 X 0, inapelável. Aparentemente apertado no correr de cada set (25-22, 28-26 e 26-24) o resultado numérico não exprimiu a superioridade técnica, física e psicológica da equipe dirigida pelo extraordinário Bernardo Rezende, o Bernardinho, bravamente irretocável na sua liderança.

 

Gianlorenzo Blengini, o seu rival direto no comando da “Azzurra”, tentou de tudo para neutralizar, ao menos, a veemência moral do elenco do Brasil. Usou e abusou dos desafios – quando um time discorda de uma marcação da arbitragem e pede a checagem do lance em videoteipe. Recorreu a tal recurso onze vezes – e perdeu oito.

 

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Pai e filho, Bruninho e Bernardinho

Claro, neste domingo, 21 de Agotso, no Maracanãzinho, os pupilos de Bernardinho não realizaram uma exibição absolutamente perfeita. Em nenhum momento, porém, se abalaram com algum equívoco, alguma hesitação. Na fase preliminar do torneio, a Itália sovou o Brasil, 3 X 1 (23-25, 25-23, 25-22 e 25-15) e obrigou Bernardinho & Cia. a superarem a França para não se despedirem dos Jogos precocemente. Deu certo, 3 X 1 (25-22, 22-25, 25-20 e 25-23). De todo modo, o Brasil ficou na derradeira posição de seu grupo e se obrigou a pelejas lancinantes na etapa mais dramática dos mata-matas.

 

Ultrapassou a eternamente perigosa Argentina, a campeã da outra chave, 3 X 1 (25-22, 17-25, 25-19 e 25-23). Daí, na semi, numa prévia admirável do que mostraria contra a Itália, atropelou a Rússia, 3 X 0 (25-21, 25-20 e 25-17), e alcançou a sua quarta decisão consecutiva. Havia ganho o ouro em Atenas/2004 mas tinha lastimado a mera prata, sucessivamente, tanto em Pequim/2008 como em Londres/2012.

 

  Rio/2016, o fecho de ouro do Vôlei

Serginho

Magnífico resgate, agora. Obviamente, destaque para o comandante Bernardinho – uma vez no pódio como jogador e outras seis aparições como treinador, infelizmente sem a medalha no peito. E destaque para o veteranérrimo líbero Sérgio Dutra Santos, o excepcional Serginho, na seleção desde 2001 e presente nos jogos desde a edição de Atenas.

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Wallace

Ainda um destaque evidente para Wallace, o melhor da competição. No entanto, é impossível não valorizar as performances vibrantes, estóicas, de Lipe e de Lucarelli, que atuaram no sacrifício, lesionados, uma contusão lombar e uma contratura de coxa.

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Lipe

 

Lucarelli fivb.org  Rio/2016, o fecho de ouro do Vôlei

Lucarelli

 

O Brasil completou os Jogos com o recorde antológico de dezenove lauréis – sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. Talvez menos do que o número sonhado. De todo modo, um número honroso e bastante feliz. Comentarei como se portou cada esporte, em relação às expectativas, em mais alguns dias. Aguarde. Pode acreditar.

 

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Jogos do Rio. 20/8: o dia do Brasil.

 Jogos do Rio. 20/8: o dia do Brasil.

Bolt e, abaixo, Duílio Monteiro Alves, do Corinthians, e o Neymar Papai

Uma energia ultra-super-positiva, equivalente ao ouro de nove mil quilates, estimulou o time de Futebol do Brasil na decisão do título do seu campeonato nos Jogos do Rio. Uma energia armada com um sorriso esfusiante e com o indispensável celular proto para registrar a celebração de uma conquista inédita em 64 anos de frustrações.

 

Usain Bolt, o emissor da energia, porém, não pôde gravar o melhor da jornada, a entrega das medalhas ao elenco do afortunado Rogério Micale, um quase desconhecido até poucos meses atrás. Precisou sair do Maracanã e correr, é, correr, novidade em sua vida, até o Engenhão, para a cerimônia de premiação dos 4 X 100 da Jamaica.

  Jogos do Rio. 20/8: o dia do Brasil.

Micale

 

Vibrou bastante, de todo modo, aos 26’, quando Neymar, o seu anfitrião na data, anotou, de falta, Brasil 1 X 0. O garoto, então, homenageou o convidado e repetiu o seu ritual do raio na pista ao redor do gramado. Daí, aos 59’, numa falha coletiva da retaguarda verde-amarela, Meyer igualou, 1 X 1. Azar, Bolt não veria a loteria da prorrogação e da disputa de penais.

 

 Jogos do Rio. 20/8: o dia do Brasil.

Acabou-se o estigma

 

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Cadê a bola do jogo?

 

Renato Augusto, o melhor do Brasil, converteu 1 X 0. E o drama prosseguiu até os 4 X 4. O arqueiro Weverton rebateu admiravelmente a tentativa de Peterson. E coube a Neymar baixar o pano sobre o palco de aparentemente intermináveis infortúnios do Futebol do País na história dos Jogos. Até este sábado, 20 de Agosto, três pódios de prata e dois de bronze. Detalhe: o ouro de Neymar & Cia. não significou apenas a quebra de um tabu do Ludopédio nativo. Igualou a marca dos dezessete lauréis que o Brasil havia registrado em 2012.

 

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Erlon e Isaquias

Pela manhã, o hospedeiro destes Jogos tinha atingido os dezesseis (cinco de ouro, seis de prata e cinco de bronze), graças ao segundo lugar de Erlon de Souza e Isaquias Queiroz na categoria C-2 1000m da Canoagem. O terceiro galardão de Isaquias no Rio – nunca, antes, algum atleta do Brasil havia acumulado mais de duas numa só edição olímpica. Justissimamente o COB elegeu Isaquias como o porta-bandeira da sua delegação na solenidade de fecho dos Jogos/2016, a partir das 20h00 deste domingo.

 

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Maicon, outro herói desconhecido do público não especializado

Melhor: enquanto Neymar, Weverton, Renato Augusto e seus companheiros se esbaldavam de alegria no gramado do Maracanã, na Arena III do Taekwondo, o mineiro Maicon de Andrade Siqueira batia o britânico Mahama Cho por 5 X 4 na categoria acima de 80kg e abiscoitava a surpresa felicíssima de um bronze. Pois é. Mais um herói desconhecido do chamado público não especializado até este sábado.

 

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