A FIFA e a Copa de 2014

 A FIFA e a Copa de 2014

 

Replico, na íntegra. Praticamente ninguém sobe desse relatório, oficial da FIFA, sobre a Copa do Mundo, cá no País.

 

Meus parabéns a Sepp Blatter & Cia. Bela.

 

  • O FUTEBOL BONITO VOLTOU

O relatório da Fifa exalta o bom nível de futebol apresentado no Brasil, com recorde de gols (171, empatado com 1998). Outros tópicos: a posse de bola é vital no sucesso das equipes, sem ela as equipes acabaram se desgastando muito; o recurso de bolas longas não foram bem sucedidos. Se deu melhor quem jogou pelo chão; destaque para a agressividade das equipes nos primeiros 15 minutos de jogo

  • COMO O MUNDO ATACA HOJE EM DIA

Os centroavantes típicos (os tradicionais camisa 9) não funcionaram tão bem jogando enfiados no meio da linha de defesa. Se deram melhor os atacantes mais versáteis, que jogam em vários setores do campo, com velocidade. Neste tópico, a Fifa cita Fred. E mais: os contra-ataque foi um das tendências da Copa, especialmente registrado nas estratégias de jogo de Chile, Colômbia a seleções africanas

  • SUCESSO NO JOGO AÉREO

O balanço exalta o sucesso do jogo pelo alto: 11% dos gols saíram em jogadas de escanteio. Número significativo se comparado a outras competições de elite do futebol internacional. A Liga dos Campeões costuma apresentar média de 2 ou 3% de gols nascidos em lances de escanteio; foram 32 gols de cabeça na Copa, número seis vezes maior do que o registrado em 2010

  • A REVOLUÇÃO DOS GOLEIROS

A nova era da posição indica que eles precisam mostrar habilidade para ajudar na saída de bola. Precisam ajudar quando os zagueiros estão pressionados. Neste tópico, destaque para o alemão Manuel Neuer

  • NOVIDADES NA ARBITRAGEM

A Fifa considerou um êxito a introdução do sistema eletrônico para validar gol . O aparato tecnológico foi útil para validar um gol da França contra a Honduras, em partida da primeira fase. A entidade também aprovou o uso do aerossol para demarcar a barreira. Também se comemorou o êxito na introdução da pausa para refresco dos jogadores sob alta temperatura.

Graças a um ex-Verdão, Alan Kardec, o São Paulo afunda o Palmeiras no limiar do rebaixamento

 Graças a um ex Verdão, Alan Kardec, o São Paulo afunda o Palmeiras no limiar do rebaixamento

Gareca: resistirá no comando do Palmeiras? Duvido...

 

Para a minha geração de jornalistas, aqueles que começaram a ler os periódicos na década de 50, Tommaso Mazzoni (1900-1970), um italiano de Polignano a Mare, calcanhar da Velha Bota, no Brasil como imigrante desde a mais tenra meninice, foi uma referência basilar.

 

Assumiu o comando de “A Gazeta Esportiva” por volta de 1930, assinava os seus textos sob o apelido de “Olympicus”, escreveu os primeiros livros a respeito da história do futebol no Brasil, e criou inúmeros símbolos em homenagem aos clubes do Estado e aos seus clássicos.

 

O Corinthians, por exemplo, virou Mosqueteiro. O Juventus da Moóca, Moleque Travesso. O XV de Piracibcaba, Nhô Quim. O São Paulo, Clube da Fé. O Palmeiras, Campeoníssimo. O Santos, Peixe.

 

Corinthians e São Paulo protagonizavam o Majestoso. Corinthians e Palmeiras, o Derby. Palmeiras e São Paulo, o Choque Rei,

 

Vivo estivesse, Mazzoni registraria que o cotejo entre o Tricolor e o Verdão, deste domingo, 17 de Agosto, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, foi um Choque Rei sem nenhuma coroa.

 

Dois elencos medíocres – como, aliás, a imensa maioria dos que disputam o certame. O chileno Valdívia, supostamente o grande retornado do Palmeiras, sofreu uma pancada na cabeça, aos 14’, e pediu substituição. No São Paulo, o grande retornado, Kaká, e Alan Kardec, que pulou o muro e abandonou o Verdão, mal apareceram na peleja.

 

Ironia: Valdívia se contundiu em um choque direto com Kaká.

 

A etapa derradeira seguiu patética como fora a inicial.

 

Salvou-se Alexandre Pato, aos 55’, o seu quinto gol no torneio, depois de uma grotesca reposição de bola do arqueiro Fábio.

 

São Paulo 1 X 0.

 

Salvou-se o Palmeiras, aos 60’, quando o argentino Allione chutou e Édson Silva desviou com um toque de braço. Pênalti, que Henrique converteu impecavelmente, o seu sexto tento no torneio.

 

Verdão 1 X 1.

 

Aos 88’, porém, Alan Kardec ressuscitou e afundou o seu ex-clube no limiar impiedoso do rebaixamento, São Paulo 2 X 1.

 

Resistirá o desalentado trenador Ricardo Gareca?

 

Duvido...

 

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Setenta anos neste Sábado…

 Setenta anos neste Sábado...

 

Em 1963, o francês Louis Malle filmou um livro terrivelmente pessimista, “Le Feu Follet”, ou “Fogo Fátuo”, do escritor Pierre Drieu La Rochelle, inspirado na vida de Jaques Rigaut, um intrigante poeta surrealista.

 

Rigaut morreu antes de completar três décadas de vida – aparentemente se matou com um tiro de espingarda que enfiou na boca. Malle transformou Rigaut em Alain Leroy, um alcoólatra que se livra de uma internação e, às vésperas, também, de chegar às três décadas, realiza um périplo através de bares e de residências de amigos, atrás do seu gole derradeiro.

 

O excelente ator Maurice Ronet representou Leroy, sempre com um esgar entre o cínico e o debochado. Não precisaria dizer de que maneira o enredo se fecha. Mas, claro, Ronet/Leroy/Rigaut num WC, acomodado em um vaso sanitário, com o cano de uma pistola encostada na boca.

 

No Brasil, o filme se chamou “Trinta Anos Esta Noite”.

 

Eu tinha dezenove quando vi. Saí do falecido Cine Coral numa deprê danada. E mergulhei no primeiro porre da minha juventude...

 

Recentemente, num desses canais, ahn, cults, da TV paga, reexaminei o filme. Achei ridículo, ultrapassado, apesar da performance de Ronet. No entanto, numa reflexão posterior, efeito retardado, lembrei que, neste sábado, 16 de Agosto de 2014, atingirei os meus setenta invernos...

 

Fique tranquilo/a, você que me lê...

 

Não disponho de uma espingarda, ou de uma pistola, acabo de refazer o meu seguro-saúde e ganharei alguns presentinhos logo mais. Espero que ninguém me dê uma gravata, cuecas, lenços de lapela, livros de Agatha Christie..

 

Sonho apenas com a Família reunida, inclusive os dois netos, E sonho que a comida me orgulhe. Prometo que, ao contrário de Ronet/Leroy/Rigaut, apenas ingerirei refris zero-cal. E que rezarei por Eduardo Campos.

 

Também por Luciano do Valle. Por Osmar de Oliveira. E pelo fantástico Robin “My Captain” Williams, da Sociedade dos Poetas Mortos.

 

Houve, nas oito, dez semanas que se passaram, desaparecidos muito mais significativos do que o ridículo futebol da grotesca CBF...

Foi-se o neto do grande Arraes…

 Foi se o neto do grande Arraes...

Reconheço, publicamente. E sem medos. Seria o meu candidato. Agora em outubro, embora sem chances de vitória. Seria, não pela sua história pessoal – mas pela herança que recebeu de um dos meus ídolos, o seu vovô Miguel Arraes. Que absurdo esse tipo de acidente, na modernidade de hoje... E bem no Boqueirão de Santos, onde eu passei a minha infância e a minha juventude, mais de meio século atrás...

Cinco filhos, um recém-nascido. Que estupidez... Poderia ter sido, até, um presidente cretino. Como vários que já conhecemos... Mas, eu sei, era um belíssimo pai de família. Às 9h50 da manhã. Lamentável... Adeus...

O Edu se foi no mesmo dia em que o vovô Miguel partiu, nove anos atrás...

 

Copa Davis de Tênis: a esperança na dupla Bruno Soares & Marcelo Melo.

 Copa Davis de Tênis: a esperança na dupla Bruno Soares & Marcelo Melo.

Marcelo & Bruno

Mesmo em seus domínios e mesmo com o apoio de quase 10.000 pessoas, no Ginásio do Ibirapuera, dificilmente o Brasil conseguirá superar a portentosa Espanha, entre 12 e 14 de Setembro, na briga por uma vaga no Grupo Mundial da Copa Davis de 2015.

 

A equipe visitante, afinal, seguramente ostentará Rafael Nadal e David Ferrer, dois dos melhores tenistas do planeta, ambos entre os “Top Ten”, favoritíssimos aos sucessos nas Simples.

 

De todo modo, também seguramente, o elenco do Brasil, ao menos, poderá conquistar um ponto honroso na partida de Duplas. Conta com Bruno Soares e Marcelo Melo, admiráveis parceiros – que, aliás, ontem se defrontaram na decisão do Masters 1000 de Toronto, Canadá.

 

Curiosidade: no circuito profissional, Bruno e Marcelo possuem outros companheiros nas Duplas. Bruno costuma atuar ao lado do austríaco Alexander Peya. Marcelo, ao lado do croata Ivan Dodig.

 

Em Toronto, Bruno e Peya superaram Marcelo e Dodig por 2-0, parciais de 6-4 e 6-4. Ambos de Belo Horizonte, amigos desde a meninice, dispõem de um entrosamento fenomenal. Pena, somente, que faltem ao Brasil telentos equivalentes nas Simples. Desafortunadamente, Thomaz Bellucci, o Número 1 do País, se esmera na irregularidade.

 

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