Domingo de competições internacionais: para o esporte do Brasil, tranquilidade no Basquete e um infortúnio azarado no Judô

 Domingo de competições internacionais: para o esporte do Brasil, tranquilidade no Basquete e um infortúnio azarado no Judô

Alex

 

Um Domingo de sensações conflitantes envolveu o esporte do País nas duas competições internacionais que se superpunham, o Basquete e o Judô, desde os meados de Agosto.

 

No Mundial de Basquete da Espanha, o time de Rubén Magnano, que já havia suplantado a França, no Sábado, 63 X 60, neste dia 31 assegurou a sua classificação à fase de pugnas de mata-mata ao devastar o Irá, conforme esperado, facilmente, 79 X 50.

 

Aconteceram parciais de 17 X 18, 23 X 6, 21 X 12 e 18 X 14. Todos os jogadores do Brasil  registraram cestas, com destaque para os 12 pontos de Alex, os 11 de Leandrinho e os 10 de Tiago Splitter.

 

Nesta segunda, dia 1º de Setembro, o Brasil pega a seleção anfitriã, na chamada prova-de-fogo da sua qualidade atual.

 

Obviamente tristes pelas duas derrotas que padeceram na sua contenda, ainda assim saíram de cabeça erguidíssima os rapazes do Judô que disputaram, no Mundial da Rússia, o título de Equipes.

 

Ocorrem sempre partidas de cinco atletas contra cinco, de categorias diferentes, pré-determinadas pelo regulamento.

 

Por três triunfos a dois, o Brasil bateu a França do poderoso Teddy Riner, que fez a sua parte, ganhou o seu combate e manteve uma invencibilidade que provém desde 2010, 68 pelejas. Riner também foi eleito o MVP do torneio, o melhor entre os rapazes.

 

 Domingo de competições internacionais: para o esporte do Brasil, tranquilidade no Basquete e um infortúnio azarado no Judô

 Penalber

Daí, num vacilo, o Brasil perdeu da Alemanha, também 3 X 2 – e, pior, perdeu um dos seus astros na competição, Victor Penalber (até 81kg), que se lesionou no joelho direito e não tinha um substituto.

 

Na repescagem, enfrentou Cuba, e mesmo com apenas quatro atletas no tatame, seguiu na batalha. E mereceu a chance de brigar pelo bronze com o elenco fortíssimo da Geórgia.

 

Impossível, porém, quatro contra cinco. Mesmo assim, conquistaria a medalha se Tiago Camilo suplantasse o seu rival, Varlam Lipertallani, o número um do planeta. Apesar da desvantagem no papel, Camilo mandava no combate e, numa distração, sofreu um ippon.

 

O Brasil se consolou com uma honrosa quinta colocação.

 

De todo modo, com o ouro de Mayra Aguiar (78kg), a prata de Maria Suelen Altheman (+78kg) e os bronzes de Erika Miranda (52kg) e Rafael Silva (+100kg), ficou no terceiro lugar no auadro geral de pódios, apenas atrás do Japão e da França, à frente de Cuba e Geórgia.

 

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Medalhas no Judô e uma vitória apertada mas preciosa sobre a França no Basquete

Apesar dos sustos e dos infortúnios de costume, os esportes do Brasil viveram um sábado feliz. Primeiro, de manhãziha, tarde na Rússia, o País somou mais duas medalhas no Campeonato Mundial de Judô. Depois no começo da tarde, noite da Espanha, triunfou sobre a França, ganhadora da Eurocopa de 2013, no Mundial de Basquete.

 

 Medalhas no Judô e uma vitória apertada mas preciosa sobre a França no Basquete

 Na categoria dos pesados, Rafael Silva, o Baby, teve o azar de cair na chave de cruzamento, na semifinal, com o francês Teddy Riner, que não sofre uma derrota desde 2010. O Baby perdeu por estrangulamento. Mas, daí, superou o holandês Roy Mayer e abiscoitou o bronze.

 

 Medalhas no Judô e uma vitória apertada mas preciosa sobre a França no Basquete

Do lado das garotas, na mesma categoria, Maria Suelen se reencontrou, na decisão do ouro, com a cubana Ydalis Ortiz, a sua algoz eterna, e perdeu por ippon, o golpe perfeito. Mas, ficou com uma prata honrosa.

 

 Medalhas no Judô e uma vitória apertada mas preciosa sobre a França no Basquete

Aconteceu, então, a esperada estréia da seleção de Rubén Magnano, na Arena de Granada, frente à França de Vincent Collet. Faltou à equipe de Collet, o seu astro maior, Tony Parker, profissional na NBA. De todo modo, no quarto inicial, graças à imponência de Batum e de Diow, a França abriu uma folga confortável de 18 X 11.

 

O quarto seguinte foi integralmente dominado pelo Brasil. Com as sólidas atuações de Huertas, Leandrinho e Varejão, o Brasil recuperou o placar, fez 17 X 8, e curtiu o intervalo com 28 X 26.

 

Mais uma vez, porém, a irregularidade comandou o time de Magnano. No terceiro quarto, Batum voltou a fulgurar enquanto, no Brasil, o gigante Nenê parecia pregado ao berço. Só após os quinze minutos de quadra ele realizou os seus pontos inaugurais. O Brasil somou 18, diante dos 15 da França. E passou a liderar melhor o marcador, 46 X 41.

 

Acabaria a peleja com o resultado de 66 X 63. Apertado em demasia para a realidade da sua performance. Poderia ter padecido menos se os seus atletas não errassem tantos lances-livres – 14 em 24 chances. A França se destacou bem no quesito, 13 acertos em 16 oportunidades.

 

Huertas, 16 pontos, e Marquinhos, 10, brilharam como os cestinhas do Brasil. Diow, 15, e Botum, 13, os principais pela França.

 

Neste domingo, o Brasil pega um time muito mais acessível, o Irâ

 

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Mayra Aguiar, ouro no mundial de Judô.

 Mayra Aguiar, ouro no mundial de Judô.

 

Adoro Judô. Não perco uma transmissão. Até mesmo estimulei meus filhos a se tornarem praticantes. Ainda me lembro, orgulhoso, de quando a Luisa, a mais novinha, então com meros oito anos de idade, derrubou um garoto bem maior e o venceu por imibilização.

 

Hoje, me emocionei ao ver de que maneira contundente a jovem Mayra Aguiar se tornou campeã mundial, na Rússia, depois de superar duas favoritissimas, a norte-americana Kayla Harrison e a francesa Audray Tcheuméo. Espero, inclusive, por mais medalhas no certame.

Ah, Giovanni Bruno, também você?

 Ah, Giovanni Bruno, também você?

 

Certa ocasião, lá no século passado, durante a transmissão de um jogo pelo campeonato italiano, a minha Juventus a detonar o Nàpoli de Sílvio Luiz e de Giovanni Bruno, o Xará observou: “É, Giová, a vaca foi pro brejo... Aliás, como se diz isso em italiano?” Com o seu ar sobranceiro de profeta, o Giová nem pestanejou e disse: “La mucca se ne è andata alla montagna”. No estudiozinho em que acompanhávamos os embates do Calcio, na verdade um cubículo com uma mesinha, um monitor e um turbilhão de fios e de micronofones, até a única mosca presente se impactou: “Quer dizer que, em italiano, brejo é montanha”?

 

Diante da minha perplexidade, com a sua graça corriqueira, o Giovà engatou: “É que na Itália não existe brejo...”

 

Essa historieta se tornou emblemática. Num depoimento que concedeu ao livro “Aos Nossos Momentos”, espécie de testemunho autobiográfico de Giovanni Bruno (1935-2014), o mestre Mino Carta lembra, com carinho, das vezes em que gargalhamos com a lembrança. Aliás, uma lembrança entre tantas da nossa convivência com o personagem a quem Antunes Filho, magnífico diretor de teatro, batizou de Anarello, em honra de um personagem do cinema peninsular. Um personagem a quem eu nomeei, com o máximo de orgulho, o “prefeito honorário de São Paulo”.

 

De lavador de chão a dono de cantina, de moleque a personagem de programas culinários de TV (só eu fiz uma dúzia com ele...), de analista de futebol no balcão do seu restaurante a parceiro de comentários por dezessete anos na Band, o Giovà me propôs tantos carinhos que, de modo a relatá-los, eu precisaria redigir outro livro. Por exemplo, a relembrar que ele, ao tal cubículo da transmisssão, habitualmente levava pão, azeitonas, salaminho, presunto, provolone, parmesão – e até mesmo guardanapos. Determinada ocasião, um idiota, de outra emissora, nos criticou porque o Giovà não seria jornalista. Pois eis que, do nada, ele aparece com um diploma de jornalista honorário concedido pelo sindicato da classe.

 

Prefeito e jornalista honorário. Que mais ele precisaria?

 

Como sempre, neste Agosto, fechou a cantina e viajou à Itália. Até porque precisava visitar um mano adoentado. Lá, pegou uma turbulenta infecção. De retorno, outro amigo dileto, o Dr. Paulo Camargo, nosso parceiro na idealização do livro “Os Chefes do Coração” (com receitas para quem sai de problemas cardíacos), o internou no Incor. Ficou por lá.

 

Usar a palavra saudade é insignificante. Sei lá que palavra buscar...  

Foi-se um herói, Antonio Ermírio de Moraes (1928-2014)

 

 Foi se um herói, Antonio Ermírio de Moraes (1928 2014)

 

Conheci muitíssimo bem. Convivemos fraternalmente, a partir do final da década de 70 quando a revista “IstoÉ”, da qual eu era redator-chefe, promoveu uma série de encontros e de debates entre empresários, líderes sindicalistas, intelectuais, empenhados na redemocratização.

 

Depois, em 1985, ousou se candidatar ao governo do Estado de São Paulo e ficou atrás de Orestes Quércia e de Paulo Maluf. Mas, em nenhum momento zombou da dignidade. Era um cavalheiro absoluto.

 

Várias das conversas que travou comigo, e algumas até se transformaram em entrevistas, aconteceram na esplanada ao lado do Theatro Municipal, junto ao prédio da empresa Votorantim, que ele presidia. Quinze anos mais velho, não andava, e sequer marchava – sim, galopava.

 

Uma semana depois de desperdiçar a juventude inspiradora de Eduardo Campos, o País perde o acolhimento ilustrativo de Antônio Ermírio de Moraes, um cavalheiro que mereceu, até, a cadeira 23 na Academia Paulista de Letras. E que exibia uma gargalhada fenomenal.

 

Ganhei dele uma gravata. Que jamais vestirei, de novo...

 

Linda, inglesa, regimental, rubra com listras azuis e douradas.

 

A mais bonita que eu possuo. E que, prometo, jamais pendurarei de novo,

 

O meu carinho à Família...

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