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Judô do Brasil teve seu melhor dia no Pan

Vinte e oito de outubro é o Dia do Judô, dia escolhido por ser a data de nascimento de Jigoro Kano. Coincidentemente ou não, os brasileiros apresentaram sua melhor atuação nesses Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, comemorando a data em alto estilo. Num só dia foram duas medalhas de ouro e uma de prata.

Leandro Cunha, o Coxinha, e Bruno Mendonça estiveram muito bem, venceram quase todas as suas lutas por ippon e fizeram com que o Brasil igualasse sua melhor atuação em Pan, com cinco medalhas de ouro, mesma marca alcançada nos Pans de Indianápolis, em 1987, e de Santo Domingo, em 2003.

Katherine Campos mostrou que ainda precisa de uma maior experiência para poder lutar e vencer numa competição de alto nível como o Pan. Depois de vencer a sua primeira luta, ela foi superada pela mexicana Paloma Karina Acosta, que contava com todo o apoio da torcida, por punições. Na disputa do bronze a falta de experiência também contou muito. Mas um quinto lugar em Jogos Pan-Americanos não pode ser menosprezado.

post rogério sampaio katherine Judô do Brasil teve seu melhor dia no Pan

Katherine lutando em Guadalajara

Talvez a maior revelação do judô brasileiro nos últimos tempos, Rafaela Silva fez uma excelente competição. Venceu a primeira luta, por ippon, e a semifinal com um yuko e um wazari, superando bem as suas adversárias.

Na final contra a experiente cubana Yurisleidys Lupetey, os 19 anos da brasileira pesaram contra. Lupetey é medalhista olímpica, já foi campeã do mundo, campeã dos Jogos Pan-Americanos, já ganhou tudo o que um judoca almeja ganhar. A fase de Rafaela é melhor, mas a experiência é algo importante. A luta foi decidida nas punições e punição é jogo para atleta mais experiente.

Apesar de o ouro não ter vindo dessa vez, Rafaela tem que levantar a cabeça, comemorar muito a medalha de prata e, depois, continuar treinando e competindo com seriedade, como tem feito, pois esse é o caminho para adquirir experiência.

Hoje lutam Sarah Menezes, Érika Miranda e Felipe Kitadai. No Campeonato Pan-Americano de abril, Érika ficou com a medalha de bronze. A campeã foi a cubana Yanet Bermoy, que está na outra chave e deve enfrentar a brasileira na final. Érika terá uma pedreira pela frente, mas tem condições de vencer.

Sarah, bronze no Mundial de Tóquio, não disputou o Campeonato Pan-Americano, quando foi substituída por Taciana Lima. A grande adversária de nossa peso ligeiro será a argentina Paula Belen Pareto, campeã Pan-Americana, que foi bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim e bronze no Pan do Rio de Janeiro, em 2007. Sarah já lutou com ela e já venceu. Vamos torcer para que ela repita essa boa atuação.

Felipe Kitadai foi campeão Pan-Americano, aqui, em Guadalajara, em abril. Seu grande adversário nesse Pan deve ser o mexicano Nabor Castillo, que foi o vice. Inflamado pela torcida local, o mexicano tem boas chances, mas Kitadai já o derrotou, em casa, antes e tem tudo para vencer mais uma vez e subir, de novo, no degrau mais alto do pódio.

Neste último dia de disputas do judô no Pan, temos boas chances de conquistar outras três medalhas, quem sabe três de ouro, para fechar essa participação em altíssimo estilo, ao som do Hino Nacional Brasileiro.

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Ippon, ippon, ippon e ippon!!!

Foi lindo ver a participação do Brasil nessa quinta-feira nos Jogos Pan-Americanos. Todos os atletas se apresentaram muito determinados, tendo sempre a iniciativa do combate.

Todas as lutas que vencemos foram vencidas por ippon. Tiago Camilo e Leandro Guilheiro não conquistaram apenas a medalha de ouro, eles tiveram apresentações excelentes, vencendo todas as suas lutas, de maneira incontestável.

post rogério sampaio5 Ippon, ippon, ippon e ippon!!!
Mayra Aguiar perdeu, no segundo combate para a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial de 2009, por duas punições. Na minha visão, as punições foram dadas de maneira injusta e arbitragem acabou sendo decisiva para que a brasileira não chegasse à medalha de ouro.

Mayra, que já tinha conquistado uma prata em 2007, no Rio de Janeiro, ficou com o bronze. Mas ela ainda tem muito tempo para brigar pelo ouro numa edição dos Jogos Pan-Americanos.

post rogério sampaio21 Ippon, ippon, ippon e ippon!!!
Maria Portela também venceu todas as suas lutas por ippon, mas tropeçou na colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial. Mesmo assim, não perdeu o foco da conquista da medalha e subiu no pódio para ganhar o bronze.

Tiago Camilo se sagrou bicampeão Pan-Americano, vencendo o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e que o havia derrotado no Grand Slam do Rio de Janeiro. Além do status do título, esse ouro é um bom resultado também para trazer uma maior confiança e motivação a Tiago, que briga, ponto a ponto, com Hugo Pessanha pela vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.

Quem viu as lutas de Leandro Guilheiro pode perceber que ele não veio a Guadalajara para competir, mas para buscar a medalha de ouro dele.

Hoje, competem Bruno Mendonça, Leandro Cunha, Rafaela Silva e Katherine Campos. E esperamos que eles possam apresentar a mesma determinação e alcançar os mesmos bons resultados que tivemos até agora.

Todos eles terão adversários fortes, com destaque para os cubanos.

Bruno e Leandro foram campeões Pan-Americanos, em abril passado, e têm todas as condições de repetir o feito. “Coxinha” (Leandro Cunha) é o atual vice-campeão mundial e entrará como favorito.

Vice-campeã mundial na categoria Sênior, apesar de ainda ser Júnior, Rafaela Silva tem tudo para conquistar o ouro. Embora, em abril passado, no Campeonato Pan-Americano, aqui mesmo em Guadalajara, ela tenha ficado com o bronze. A campeã foi a cubana Yurisleydis Lupetey, uma judoca bastante experiente, medalhista olímpica e mundial que, felizmente, está na outra chave.

A meio-médio Katerine Campos substitui Mariana Silva, número um da categoria no Brasil, nesse Pan e, de certa forma, lutará com um pressão menor sobre os ombros. A expectativa é que ela possa ter uma boa apresentação e também conquiste uma medalha para que o Brasil continue nesse ritmo excelente, subindo no pódio em todas as categorias, todos os dias.

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Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Os resultados do judô brasileiro no primeiro dia de disputa no Pan foram excelentes. Foram três atletas e três medalhas: ouro, prata e bronze.

Responsável pela conquista da 100ª medalha do judô brasileiro em Jogos Pan-Americanos, Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio, em Santos, fez um excelente primeiro combate, vencendo a venezuelana Giovanna Blanco. Mas, na segunda luta, contra a porto-riquenha Melissa Mojica, cometeu alguns erros e acabou perdendo a luta.

Suelen recebeu um golpe, na área amarela, se defendeu bem e parou. O árbitro não deu mate, a porto-riquenha deu sequência à luta, entrando com um estrangulamento. Para escapar, Suelen acabou oferecendo a chance da imobilização e perdeu por ippon.

Na disputa do bronze, ganhou, de forma sensacional, com um ippon aos 34 segundos. O terceiro lugar marcou a boa participação da esposa do vice-campeão olímpico Carlos Honorato. Parabéns, Suelen!

post rogério 1 Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Maria Suelen, bronze em Guadalajara

Rafael Silva fez uma boa participação na parte da manhã e, na final, contra o cubano Oscar Brayson, apesar de a luta ser muito equilibrada, acabou sendo derrotado.

A falta de iniciativa no combate fez com que o brasileiro fosse tomando punições que acabaram decidindo o combate. Rafael poderia ter sido um pouco mais agressivo na luta. Ele não conseguiu realizar seus golpes, perdeu e ficou com a prata. Mas tem motivos de sobra para comemorar. Afinal, ele é o segundo melhor do continente numa disputa que só acontece a cada quatro anos.

Luciano Corrêa foi o responsável pelo primeiro ouro. Ele não começou muito bem na primeira luta, apesar de ter vencido, por punições. O segundo combate foi de superação. O brasileiro perdia de wazari, virou o jogo e venceu por ippon.

O adversário da final foi ninguém menos que o cubano Oreydi Despaigne, com quem ele já havia lutado três vezes e por quem havia sido derrotado três vezes. Era um desafio. Ainda mais porque Luciano estava sem ritmo de luta, já que se submeteu a uma cirurgia e só voltou a treinar e competir há quatro meses. Apesar disso, o brasileiro se mostrou muito bem fisicamente. Desde o começo, tomou a iniciativa da luta e, no golden score, soube controlar o ritmo, forçando a punição. Ouro para o Brasil!

post rogério 2 Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Luciano Corrêa, ouro brasileiro no México

Hoje deve ser o melhor dia do Brasil nesse Pan. Estou muito confiante nas atuações de Leandro Gulheiro, Tiago Camilo, Mayra Aguiar e Maria Portela.

Camilo vai enfrentar o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e derrotou o brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro. Mas se tem alguém que pode vencê-lo, esse alguém é Tiago Camilo.

Mayra Aguiar terá uma parada dura já na segunda luta. Ela vai enfrentar ninguém menos que a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial em 2010 e bronze em 2011. Vai ser uma final antecipada.

Maria Portela vem crescendo muito esse ano. Foi campeã dos Jogos Mundiais Militares e tem chances de brigar pelo ouro. Para isso, terá que passar pela primeira adversária e, provavelmente, superar a colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial, para poder chegar à final.

Leandro Guilheiro e Leandro Guilheiro. Segundo colocado no ranking mundial dos meio-médios, ele entra sempre como favorito.

Vamos continuar na torcida. Minha aposta são sete medalhas de ouro. Agora só faltam seis.

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A tradição santista no judô brasileiro

Santos tem tradição no judô nacional. Afinal, há décadas, a cidade tem enviado representantes aos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos. Danielle Zangrando, a primeira mulher a conquistar uma medalha em Campeonatos Mundiais de Judô; Leandro Guilheiro, o maior judoca brasileiro da atualidade, entre outros nomes, são de Santos. Eu também sou santista, com muito orgulho!

Rogerio Sampaio no podio de Barcelona A tradição santista no judô brasileiro
Hoje, domingo, entre os 14 judocas da Seleção Brasileira que desembarcarão no México, estão três representantes de Santos: Leandro Guilheiro, Bruno Mendonça e Maria Suelen Altheman.

Falar de Leandro Guilheiro é chover no molhado. Ele vai chegar aqui, trazendo no currículo duas medalhas olímpicas, duas medalhas em Mundiais e o vice-campeonato no Pan do Rio, em 2007. Claro que ele está chegando com toda vontade, técnica e disposição para conquistar a inédita medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos.

Bruno Mendonça foi campeão pan-americano, aqui em Guadalajara, em abril passado, e é favorito ao título também no Pan.

Jovem e cheia de disposição, a peso pesado Maria Suelen Altheman é uma atleta em plena ascensão, que tem apresentado uma excelente regularidade nas últimas competições que disputou. Ela terá adversárias fortíssimas pela frente, sendo a principal delas a mexicana Vanessa Zambotti, a quem Suelen derrotou na Copa do Mundo de São Paulo.

Na categoria pesado, experiência é um fator que conta muito. Suelen tem apenas 22 anos, mas vem se desenvolvendo bem tecnicamente e vai precisar de equilíbrio emocional para vencer as feras como a cubana Idaliz Ortis, além da mexicana. O fato de ser casada com o vice-campeão olímpico Carlos Honorato é um ponto positivo nessa preparação emocional.

Nós, santistas, esperamos manter nossa tradição vencedora. Afinal, santistas são brasileiros e todos têm esperanças de chegar ao degrau mais alto do pódio.

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Pais e mães: mantenham a distância!

Como contei ontem, tenho acompanhado muitas competições aqui, em Guadalajara, e tenho visto uma torcida muito grande incentivando os atletas brasileiros. São amigos, pais, mães e familiares. Em muitos momentos, o povo mexicano, que tem uma simpatia especial pelos brasileiros, acaba engrossando a torcida, desde, é claro, que os nossos adversários não sejam do México.

Ter o pai ou a mãe se agitando na torcida, para alguns atletas funciona como um incentivo a mais para a boa performance, mas, para a maioria, essa torcida entusiasmada não é tão benéfica.

Muitos pais e mães de atletas podem até pensar que estão ajudando seus filhos quando gritam e chamam a atenção nas arquibancadas, mas, muitas vezes, essa maneira chamativa de torcer acaba se tornando numa pressão a mais sobre o atleta.

É triste constatar a presença de alguns pais, que, como “mãe de miss”, acabam aparecendo mais do que o próprio atleta. Isso evidencia uma certa imaturidade por parte dos pais e do esportista.

É claro que todos nós precisamos de apoio da família. Mas, imagine um advogado, durante um julgamento, defendendo uma causa, tendo os pais na audiência torcendo por ele. Ou um cirurgião em ação, tendo ao fundo os gritos entusiasmados dos pais, torcendo pelo seu sucesso. É inconcebível! E por quê? Simplesmente porque esses profissionais precisam de concentração. E quem disse que o atleta também não precisa?
Claro que o esporte favorece a proximidade da torcida dos pais. Mas nem tudo o que é possível é conveniente. Na minha visão, os pais precisam manter um certo distanciamento para que o atleta tenha a tranquilidade e a concentração necessárias à boa performance na área de competição.

Conheço casos de atletas que deixam o restante da equipe e a concentração para ir jantar com os pais, às vésperas da competição. Eu respeito quem opta por essa prática, mas não considero isso benéfico.

Num jantar com a família, os assuntos triviais são inevitáveis e isso desconcentra, relaxa. E, na minha opinião, nenhum atleta pode entrar relaxado numa disputa. É preciso estar concentrado, “dando choque”, no bom sentido, estar “no ponto” para poder competir e se dar bem. Conversas agradáveis com a família tiram o foco da competição. Isso quando a pauta não são os problemas familiares, que causam preocupação e também desconcentram.

Meus pais sempre me apoiaram, mas nunca estiveram perto demais. Esse foi a esquema que adotei para mim. Respeito quem age de maneira diferente. Meus pais não foram à Seletiva onde garanti vaga para os Jogos Olímpicos, também não estiveram em Barcelona. Eles acompanharam tudo à distância, pela televisão, torcendo por mim, mas sem me atrapalhar.

Com toda tecnologia disponível hoje, não há porque pais e mães se lançarem sobre as grades da área de competição gritando o nome de seus filhos. Isso, mesmo que não intencionalmente, pode gerar distração.

Pai e mãe de atleta não podem ser “mãe de miss”! É necessário manter uma distância segura. Eles podem se portar como torcedores discretos, mas não como fanáticos desesperados.

Pais e mães, vocês querem ver seus filhos no pódio? Então, mantenham a distância!

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É bom ver o Brasil no pódio

pódio hugo post rogério sampaio É bom ver o Brasil no pódio

Foto: Luiz Pires/Vipcomm

As disputas do judô nos Jogos Pan-Americanos só terão início na próxima quarta-feira, dia 26. Enquanto aguardo, com ansiedade, o começo das lutas, estou aproveitando para estudar bastante o currículo de cada participante. Também devo participar do Congresso Técnico, que definirá os adversários dos brasileiros e tenho tentado ficar por dentro de tudo.

A Seleção Brasileira de Judô ainda não desembarcou em Guadalajara, mas nem por isso tenho deixado torcer pelos nossos atletas que estão aqui.
É sempre bom ver o Brasil no pódio!

Tive a oportunidade de acompanhar a conquista de medalhas de ouro na natação e o bronze de Angélica Kvieczynski, da ginástica rítmica desportiva, que considero, plasticamente, uma das modalidades mais bonitas do Pan. Também fui prestigiar as disputas do taekowdo.

Ontem, tive o privilégio de acompanhar, in loco, a conquista da décima medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos de Hugo Hoyama. Estive lá acompanhado pela Magic Paula e pela Luisa Parente.

Hugo é um atleta diferenciado numa modalidade que não tem maior destaque no Brasil, apesar do grande número de praticantes. Afinal, até hoje, nenhum outro brasileiro conseguiu conquistar mais medalhas do que ele nos Jogos Pan-Americanos. Claro que, até o final desse Pan, o Tiago Pereira, da natação, pode superar essa marca, mas isso não diminui o grande feito de Hugo, que está disputando um Pan pela sétima vez na sua carreira.

Vibrei muito ao vê-lo conquistando essa décima medalha de ouro. Afinal, além de amigo pessoal de Hugo eu estava lá como um torcedor brasileiro.

E hoje tem mais.

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A força da mulher no Pan

Os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara terão início daqui a algumas horas, e essa edição tem tudo para ser marcada pela força da mulher. De uns tempos para cá, as atletas brasileiras vêm ocupando cada vez mais espaços de destaque no cenário esportivo mundial.

Desde a primeira edição dos Jogos Pan-Americanos, em Buenos Aires, em 1951, o número de mulheres brasileiras tem crescido. Agora, em Guadalajara, elas chegam com maiores chances de medalhas que os homens, em muitas modalidades.

​Mesmo antes de competir, algumas brasileiras já se destacam pelo simples fato de serem quem são. Afinal, nossa delegação conta com grandes nomes do esporte mundial como Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara; Fabiana Beltrame, campeã mundial de remo; e Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância.

​No judô, nossas meninas, pela primeira vez, chegam ao Pan com mais força do que os homens. É um fato inédito que merece ser destacado, já que demonstra o crescimento da modalidade entre as mulheres.

ed450x338 A força da mulher no Pan

​Imagine a dimensão de uma equipe feminina de judô ter mais chances de medalhas que o masculino. O quanto a trajetória até aqui deve ter sido difícil para elas. Afinal, nosso judô masculino tem uma grande tradição. Só em Jogos Pan-Americanos, nossos judocas têm conquistado medalhas de ouro, de maneira praticamente ininterrupta, desde os Jogos de Indianápolis, em 1987.  Somente no Pan de 1999, em Winnipeg, é que a única medalha de ouro foi conquistada por uma mulher: Vânia Ishii.

​Também foi em Indianápolis que as desbravadoras Mônica Angelucci e Soraya André levaram o judô feminino brasileiro, pela primeira vez, ao degrau mais alto do pódio num Pan.

​Na última edição dos Jogos, no Rio de Janeiro, em 2007, as coisas começaram a se equiparar e, das quatro medalhas de ouro conquistadas, duas foram de mulheres: Danielle Zangrando e Edinanci Silva.

​A partir do dia 26, estarão defendendo o Brasil medalhistas mundiais, como Mayra Aguiar, Sarah Menezes e Rafaela Silva. Outras grandes promessas poderão se destacar nesse Pan. Minha expectativa é ver muitas mulheres brasileiras no pódio, em todas as modalidades, mas, principalmente no judô.

​Que venham as medalhas!

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Viva a tecnologia!!!!

Cheguei anteontem aqui, em Guadalajara. Já visitei o Centro de Imprensa e peguei minha credencial. Já falei com a minha família, resolvi questões profissionais e estou até enviando este post, exatamente como se estivesse no Brasil.

Bendita tecnologia!!!

A questão das competições internacionais hoje é muito diferente da minha época. Quando eu competia, a internet ainda engatinhava, não havia TV a cabo e os computadores eram enormes e lentos. O telefone era, praticamente, o único meio de comunicação com a família, mas as ligações, além de caríssimas, não eram feitas com a mesma facilidade de hoje em dia.

Em consequência dessa dificuldade de comunicação, em competições internacionais, como os Jogos Pan-americanos, ficávamos quase isolados por vários dias.

Agora, apesar de concentrado, com recursos como celular, skype, internet, webcam, notebook e tablets dos mais variados modelos, os atletas têm muito mais facilidade de se comunicar com a família, a qualquer hora e em qualquer lugar. Dessa maneira, o período de concentração nas competições acontece de maneira muito mais tranquila.

Mesmo longe, no México, os atletas que disputarão os Jogos Pan-americanos de Guadalajara poderão manter o contato com os pais, filhos, maridos, esposas, namorados e namoradas. Isso, por um lado, é bom, já que o atleta não corre o risco de se sentir sozinho num momento tão importante como esse. Mas, ao mesmo tempo, todos esses recursos podem impedi-lo de se desligar de alguns problemas do dia-a-dia, o que pode acabar atrapalhando a concentração.

Como cada um é diferente, cortar o contato com as pessoas de fora da equipe pode ser bom para alguns atletas e péssimo para outros. Por isso, cabe a cada técnico conhecer os limites de cada um e definir a melhor estratégia em relação à comunicação.

Para nós, que vamos atuar do lado de fora das áreas de competição, toda essa tecnologia é um grande presente.

A gente se vê, em breve, na Record!

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Ansioso como se eu fosse lutar no Pan

Falta uma semana para o início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e eu tenho duas grandes expectativas.

Embarco para o México, no próximo domingo, e, pessoalmente, estou muito ansioso para participar desse Pan, como se eu mesmo fosse competir.  Esse será o meu primeiro Pan fora do Brasil. Como vocês já sabem, como atleta, acabei não tendo a oportunidade de disputar uma competição tão importante como essa. Fiquei de fora do Pan de Havana, em 91, em nome de um ideal que hoje vejo realizado: uma boa estrutura no judô brasileiro.

Apesar de os Jogos Pan-Americanos serem uma grande festa, estou preparado para trabalhar bastante. A finalidade da Rede Record é levar até o telespectador uma transmissão no nível de Jogos Olímpicos, com muitos detalhes. Estou pronto para acompanhar tudo de perto, dentro e fora da área de competição.

Minha segunda expectativa é em relação à performance dos judocas brasileiros. Conversei com alguns deles e pude sentir que estão muito focados na conquista da medalha de ouro.

Pessoalmente, estabeleci um número: acredito que o Brasil voltará de Guadalajara com sete medalhas de ouro. Pode parecer uma expectativa alta, afinal, isso corresponde a 50% dos títulos em jogo. Mas, pelos resultados obtidos no último Campeonato Mundial, na França, quando os brasileiros trouxeram cinco medalhas, considero sete medalhas de ouro no Pan um objetivo grandioso, porém possível.

Vamos torcer!

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Contagem regressiva para o Pan

Estamos a exatos 60 dias do início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. No judô, como em outras modalidades, os representantes da seleção brasileira que competirá no México ainda não foram definidos. A caminho dessa grande festa do esporte, os principais nomes do judô nacional têm pela frente o mais importante desafio do ano: o Campeonato Mundial da França, que terá início no próximo dia 23 de agosto.

Levando na bagagem um retrospecto de três medalhas de prata e uma de bronze, conquistadas, no Mundial de Tóquio, no ano passado, os judocas brasileiros têm diante de si chances reais de conquistar resultados ainda melhores.

Em oito categorias, temos atletas que figuram entre os 10 melhores do mundo, no ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ) – Leandro Cunha, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Hugo Pessanha, Daniel Hernandes, Sarah Menezes, Érica Miranda, Rafaela Silva e Mayra Aguiar.

rafaela Contagem regressiva para o Pan
Em outras cinco categorias – a meio médio, a médio, a meio-pesado e a pesado, no masculino; e a leve, no feminino – o Brasil terá mais de um representante nesse Mundial. Por todos esses motivos, creio que não será difícil voltarmos a encontrar o caminho para o degrau mais alto do pódio e conquistarmos medalhas de ouro novamente, como aconteceu no Campeonato Mundial de 2007, no Rio de Janeiro, quando João Derly, Tiago Camilo e Luciano Correa sagraram-se campeões.

Tiago Camilo Contagem regressiva para o Pan

As maiores expectativas recaem sobre Leandro Guilheiro, Sarah Menezes e Mayra Aguiar, pelo retrospecto de conquistas obtidas nos torneios do circuito internacional. Tiago Camilo, Maria Suelen Altheman, Rafaela Silva e Érica Miranda também têm boas chances. Surpreendentemente, essa á a primeira vez que o Brasil chega a um Mundial com maiores expectativas de vitória no feminino do que no masculino.

Maria Suelen Altheman Contagem regressiva para o Pan
Um bom resultado no Mundial refletirá na conquista de posições no ranking da FIJ o que, praticamente, definirá as vagas para os Jogos Olímpicos de Londres. Para se ter uma ideia, a medalha de ouro vale 500 pontos e, com um quinto lugar, é possível somar 80. Nas etapas da Copa do Mundo, por exemplo, o ouro vale 100 pontos.

hugo Contagem regressiva para o Pan
Embora tenha uma importância menor que o Campeonato Mundial, do ponto de vista matemático, os Jogos Pan-Americanos levam vantagem no quesito satisfação pessoal, já que estar num Pan é o sonho de todos os atletas. Envolvendo todas as modalidades, os Jogos Pan-Americanos funcionam, psicologicamente, como uma prévia da Olimpíada e ninguém quer ficar fora de uma festa linda como essa.

Tanto para os Jogos Pan-Americanos, quanto para os Jogos Olímpicos, a contagem regressiva já começou.

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