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Balanço do Mundial da França

O Brasil teve uma participação excelente no Mundial da França. Nas disputas individuais, marcamos um novo recorde de medalhas conquistadas na história da nossa seleção em mundiais, com cinco pódios.

Dos cinco medalhistas, quatro confirmaram a performance obtida em Tóquio, em 2010: Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Leandro Cunha e Leandro Guilheiro. A eles se juntou a jovem Rafaela Silva, que teve uma atuação irrepreensível. Das cinco lutas que venceu, Rafaela conquistou quatro ippons e um wazari.

O Brasil vai se apresentar nos Jogos Olímpicos de Londres com um grande número de judocas entre os melhores do mundo e com autoconfiança elevada por eles serem medalhistas no último Campeonato Mundial  antes da Olimpíada. Esse fator aumenta a expectativa de conquista de medalhas em Londres-2012.

Outro ponto a se comemorar é a medalha de prata do masculino no Campeonato Mundial por Equipes.

O resultado foi o mesmo do ano passado. Só que, dessa vez, o título foi conquistado por um placar de 3 x 2 contra a França, numa luta final emocionante entre o pentacampeão mundial Teddy Riner e Rafael Silva, decidida, por penalidade, no golden score.  Além do favoritismo do supercampeão francês, Rafael enfrentou toda a pressão da torcida local, apaixonada por judô, e teve uma atuação excelente.

teddy Balanço do Mundial da França

Na França, o Brasil apresentou uma evolução em relação à conquista de medalhas. Parabéns aos nossos atletas, à Comissão Técnica e à direção da Confederação Brasileira de Judô!

As medalhas conquistadas nos Mundiais de 2010 e 2011 têm uma importância muito grande pelo fato de as disputas terem acontecido no Japão e na França, países onde o judô é mais evoluído.  Tudo isso valoriza ainda mais essas conquistas.

Essa foi a primeira vez que o Brasil trouxe mais medalhas no feminino do que no masculino o que faz com que, em Londres, as expectativas sejam maiores em relação ao feminino do que ao masculino.

Há que se destacar o crescimento rápido da seleção feminina nos últimos cinco anos. O grande questionamento, entretanto, continua sendo a necessidade de renovação no masculino, que precisa repor com maior qualidade as suas “peças”.

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Esquenta do Mundial: novidades e no que ficar de olho em Paris

O Campeonato Mundial de Judô começa amanhã, em Paris, na França. Essa será a primeira vez em que temos uma maior expectativa de conquista de medalhas no feminino do que no masculino.

Mayra Aguiar e Sarah Menezes, que subiram ao pódio em Tóquio, no ano passado, têm grandes chances de repetir o feito e, que sabe, desta vez, trazer uma medalha de ouro. Rafaela Silva, Érika Miranda e Maria Suelen Altheman, em excelente fase, também são boas promessas.

montagem Esquenta do Mundial: novidades e no que ficar de olho em Paris

Em Paris, nossos atletas têm a oportunidade de entrar para história, realizando sua melhor participação num Campeonato Mundial disputado fora do Brasil. No Rio de Janeiro, em 2007, conquistamos três ouros e um bronze e o desafio, agora, é tentar repetir ou superar o feito longe de casa.

Amanhã, o ligeiro Felipe Kitadai, 14º do ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ), Leandro Cunha e Sarah Menezes entrarão no tatame. Todos eles estarão de bye na primeira rodada.

Em sua primeira luta Kitadai enfrentará o vencedor do combate entre Pavel Petrikov (CZE) e Houmed Hagui (DJI).

Vice-campeão mundial em 2010 entre os meio-leves, Leandro Cunha, vai enfrentar o vencedor da luta entre Dan Fasie (ROU) e Armen Nazaryan (ARM). Atualmente, ele é um dos brasileiros que estão entre os 10 melhores do ranking mundial, é o sétimo em sua categoria e, claro, deve alimentar toda a esperança de conquistar o ouro que não veio no ano passado.

Mas a grande expectativa do dia será a atuação da ligeiro Sarah Menezes. Cabeça de chave número quatro da competição, Sarah pega quem ganhar o confronto entre Olha Sukha (UKR) e Oiana Blanco (ESP).

Bronze no Mundial de Tóquio, no ano passado, e quarta colocada no ranking da FIJ, ela chegou a Paris credenciada por títulos como os ouros nos Campeonatos Mundiais Sub-20, de 2009 e 2008; a prata no Grand Slam do Rio de Janeiro deste ano e o bronze no World Masters 2011, que reuniu os 16 melhores do mundo em cada categoria.

Nas últimas competições, Sarah Menezes tem demonstrado certa dificuldade ao enfrentar atletas orientais, com estilo de jogo com mais movimentação, velocidade e técnica, embora prevaleça sempre no preparo físico. Este será grande um teste para o desenvolvimento dessa atleta muito jovem e que tem grandes chances de conquistar uma medalha nos Jogos de Londres.

As chances de chegar ao pódio na próxima Olimpíada Londres passam por um bom resultado nesse Mundial, já que estão em jogo muitos pontos válidos para o ranking. O Mundial de Paris poderá definir não só uma vaga, mas também uma posição mais confortável no sorteio das chaves nos Jogos Olímpicos, onde, provavelmente, os primeiros do ranking sairão como cabeças-de-chave.

São 500 pontos para o campeão, 300 para o vice, 200 para o medalhista de bronze, 100 para o quinto e 80 para o sétimo colocado. Estar entre os primeiros no Campeonato Mundial de Paris é um grande passo rumo à conquista do pódio olímpico em Londres.

Vamos torcer!

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Contando as horas

Os principais judocas do Brasil e os grandes nomes do judô mundial estão contando as horas para o início das disputas do Grand Slam do Rio de Janeiro, que acontece, a partir das 9 horas da manhã deste sábado, dia 18 de junho, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

O Grand Slam é, sem dúvida, a mais importante etapa do circuito mundial da Federação Internacional de Judô (FIJ) realizado no Brasil. A importância de um bom resultado nessa competição vai muito além do título. Estão em jogo, principalmente, os 300 pontos válidos para o ranking olímpico e mundial da FIJ, que definirá os representantes de cada país para a Olimpíada de Londres-2012. A medalha de ouro vale 300 pontos para o ranking, a de prata 180 e a de bronze 120. Além disso, o Grand Slam oferece US$ 150 mil em premiação para os medalhistas. Mas, na minha opinião, o maior legado dos primeiros colocados nesse torneio no Rio é a conquista de uma maior autoconfinaça, fundamental para quem sonha com o pódio olímpico.

Na briga, 334 atletas de 55 países, sendo 22 medalhistas olímpicos e 59 judocas que conquistaram medalhas em Mundiais.

A seleção brasileira, por ser a anfitriã, será representada por 53 atletas, entre eles Tiago Camilo e Leandro Guilheiro, medalhistas olímpicos e mundiais; Flávio Canto e Ketleyn Quadros, que já conquistaram medalhas em Olimpíadas; João Derly, Leandro Cunha, Mayra Aguiar, Sarah Menezes e João Gabriel Schlittler, que também já trouxeram medalhas de campeonatos mundiais.

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Às vésperas da competição, Luciano Correa e Leandro Gonçalves, contundidos, foram cortados e agora torcem para poder voltar a lutar na Copa do Mundo de São Paulo, nos dias 25 e 26 de junho.

No ano passado, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, com Hugo Pessanha; uma de prata, com Maria Suelen Altheman, e quatro bronzes: Leandro Guilheiro, Flávio Canto,  Mayra Aguiar e Mariana Santos Silva.

O desafio de Hugo Pessanha e Daniel Hernandes, que foi ouro no Grand Slam de 2009, é chegar ao bi. Pelos resultados obtidos na última temporada e, principalmente, no Mundial de 2010, o Brasil tem grandes chances de subir ao degrau mais alto do pódio mais de uma vez.

A Record News vai transmitir, ao vivo, as lutas finais do Grand Slam, neste sábado (17) e domingo, (18) a partir das 16h. Eu já estou no Rio de Janeiro me preparando para comentar os principais lances dessa disputa e torcer muito pelo Brasil.

Sua torcida é muito importante! Vamos vibrar juntos pela Record News.

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Juniores lutam pelo título mundial a caminho do sonho olímpico de 2016

Mayra Aguiar blog1 Juniores lutam pelo título mundial a caminho do sonho olímpico de 2016

Foto: Nelson Antoine/AP

As maiores esperanças de medalha para o judô brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, estão hoje em Agadir, no Marrocos, onde lutarão para entrar para a história como campeões mundiais júnior.

Eles chegaram à Turquia na última terça-feira (19). Foram 27 horas de viagem, e os nossos jovens judocas, todos com menos de 20 anos, não tiveram muito tempo para descansar. Conquistar uma medalha e um lugar de honra na galeria dos melhores do mundo requer concentração, disciplina e sacrifício. Afinal, a batalha tem início hoje, nesta quinta-feira (21), e não há tempo a perder.

O retrospecto do Brasil em Mundiais Júnior é bem melhor do que no Sênior. Até hoje, somamos 35 medalhas, sendo dez de ouro, oito de prata e 17 de bronze. No ano passado, a competição deixou de ser bienal e passou a ser disputada anualmente, o que aumenta as chances e as esperanças dos nossos jovens judocas. A possibilidade de se tornar campeão do mundo é um incentivo considerável para se superar nos treinamentos diários.

Na equipe que está no Marrocos, o grande destaque é a gaúcha Mayra Aguiar, atual vice-campeã mundial sênior entre as meio-pesados. Nos três últimos mundiais de juniores, Mayra conquistou medalhas. Foi bronze em 2006 e 2009 e prata em 2008 e tem tudo para trazer o ouro desta vez.

Muitos dos integrantes da equipe, como o peso pesado Daniel Plácido de Sousa, chegaram ao Marrocos ainda animados pela recente conquista do título Pan-Americano e, claro, estão de olho numa vaga na seleção principal.

A lista dos participantes desse mundial júnior, com certeza, será a base da equipe olímpica brasileira em 2016. Todos eles merecem a nossa torcida!

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