Posts com a tag: medalhas

O Brasil novamente no pódio

Num ano dourado para o judô brasileiro, continuamos ganhando medalhas nesta quinta-feira (3). Desta vez, no Campeonato Mundial Sub-20, na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O ano é dourado porque, em 2011, tivemos nossa melhor participação num Mundial Sênior e também numa edição dos Jogos Pan-Americanos. E começamos muito bem no Mundial Sub-20.

Embora o Mundial Júnior (Sub-20) tenha um caráter revelador, muitas vezes atletas da Seleção Brasileira que não conseguem chegar a medalhas nessa categoria podem chegar a ser astros do judô brasileiro na Seleção Sênior.  No final, a experiência é o que conta.

Os destaques do dia foram Águeda Silva, que chegou, mais uma vez, ao vice-campeonato; e Allan Kuwabara, que garantiu a medalha de bronze. Mas os meus parabéns vão para todos os brasileiros que competiram nesse primeiro dia. Afinal, todos são importantes para a renovação do judô brasileiro.

Amanhã(4) entram no tatame Eleudis Valentim (52kg), Flávia Gomes (57kg), Rafaela Silva (57kg), Afonso Baldigem (66kg) e Vinícius Sakamoto (66kg).

As maiores expectativas ficam por conta das performances de Eleudis Valentim, vice-campeã em 2010; de Rafaela Silva, campeã mundial Sub-20, em 2008, e medalha de prata no Mundial Sênior de Paris, na atual temporada; e de Flávia Gomes, vice-campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Embora ainda sem medalhas em Mundiais, Afonso Baldigem e Vinícius Sakamoto são atletas muito fortes e têm boas chances de subir no pódio.

Boa sorte a todos!

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Recorde de medalhas do judô brasileiro em Guadalajara

Ouro, prata e bronze foi o resultado do Brasil no último dia dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

O destaque da participação dos brasileiros ficou por conta da quebra do recorde de medalhas de ouro conquistadas em Pans: foram seis no México, contra as cinco de 1987 e 2003.

Foi a melhor atuação do Brasil num Pan. Participamos de todas as finais no masculino, de duas no feminino e vamos levar para o Brasil nada menos do que seis medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze. Só não subimos ao pódio em uma categoria. Foi uma excelente participação!

Claro que nos ressentimos pela falta de uma medalha dourada no feminino. Mas, as derrotas, com certeza, nos ensinarão bastante.  Estamos em contagem regressiva para os Jogos Olímpicos, faltam apenas oito meses para Londres e é preciso trabalhar nos ajustes necessários.

Erika Miranda 1 Recorde de medalhas do judô brasileiro em Guadalajara

Ontem, nossas meninas tiveram uma boa performance. Érika Miranda venceu suas duas primeiras lutas, mas, na final, encontrou uma adversária cubana com um currículo invejável e acabou ficando com a prata, como no Rio. Yanet Bermoy, a vencedora, foi vice-campeã olímpica em Pequim, ouro no Pan do Rio de Janeiro e medalhista em campeonatos mundiais. Com certeza, uma grande adversária.

Sarah Menezes me pareceu muito nervosa. Talvez tenha pesado sobre ela a pressão pela falta de uma medalha de ouro no feminino. Depois de estrear com vitória, acabou perdendo para a cubana Dayaris Rosa Mestre. Na minha visão, Sarah é muito superior a ela.

Na disputa do bronze, a brasileira não teve dificuldade para superar a colombiana Luz Alvarez.

Na última disputa do dia, Felipe Kitadai fez uma belíssima apresentação. Ele superou toda a torcida mexicana, que lotou o Ginásio Code 2, e venceu por ippon. O ouro de Kitadai garantiu o recorde de medalhas em Pans e a grande festa dourada do masculino.

judô felipe kitadai brasil pan guadalajara hg 20111029 Recorde de medalhas do judô brasileiro em Guadalajara

Parabéns a todos os atletas que participaram desses Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e ajudaram a fazer desta uma competição excelente!

Até!

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Judô do Brasil teve seu melhor dia no Pan

Vinte e oito de outubro é o Dia do Judô, dia escolhido por ser a data de nascimento de Jigoro Kano. Coincidentemente ou não, os brasileiros apresentaram sua melhor atuação nesses Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, comemorando a data em alto estilo. Num só dia foram duas medalhas de ouro e uma de prata.

Leandro Cunha, o Coxinha, e Bruno Mendonça estiveram muito bem, venceram quase todas as suas lutas por ippon e fizeram com que o Brasil igualasse sua melhor atuação em Pan, com cinco medalhas de ouro, mesma marca alcançada nos Pans de Indianápolis, em 1987, e de Santo Domingo, em 2003.

Katherine Campos mostrou que ainda precisa de uma maior experiência para poder lutar e vencer numa competição de alto nível como o Pan. Depois de vencer a sua primeira luta, ela foi superada pela mexicana Paloma Karina Acosta, que contava com todo o apoio da torcida, por punições. Na disputa do bronze a falta de experiência também contou muito. Mas um quinto lugar em Jogos Pan-Americanos não pode ser menosprezado.

post rogério sampaio katherine Judô do Brasil teve seu melhor dia no Pan

Katherine lutando em Guadalajara

Talvez a maior revelação do judô brasileiro nos últimos tempos, Rafaela Silva fez uma excelente competição. Venceu a primeira luta, por ippon, e a semifinal com um yuko e um wazari, superando bem as suas adversárias.

Na final contra a experiente cubana Yurisleidys Lupetey, os 19 anos da brasileira pesaram contra. Lupetey é medalhista olímpica, já foi campeã do mundo, campeã dos Jogos Pan-Americanos, já ganhou tudo o que um judoca almeja ganhar. A fase de Rafaela é melhor, mas a experiência é algo importante. A luta foi decidida nas punições e punição é jogo para atleta mais experiente.

Apesar de o ouro não ter vindo dessa vez, Rafaela tem que levantar a cabeça, comemorar muito a medalha de prata e, depois, continuar treinando e competindo com seriedade, como tem feito, pois esse é o caminho para adquirir experiência.

Hoje lutam Sarah Menezes, Érika Miranda e Felipe Kitadai. No Campeonato Pan-Americano de abril, Érika ficou com a medalha de bronze. A campeã foi a cubana Yanet Bermoy, que está na outra chave e deve enfrentar a brasileira na final. Érika terá uma pedreira pela frente, mas tem condições de vencer.

Sarah, bronze no Mundial de Tóquio, não disputou o Campeonato Pan-Americano, quando foi substituída por Taciana Lima. A grande adversária de nossa peso ligeiro será a argentina Paula Belen Pareto, campeã Pan-Americana, que foi bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim e bronze no Pan do Rio de Janeiro, em 2007. Sarah já lutou com ela e já venceu. Vamos torcer para que ela repita essa boa atuação.

Felipe Kitadai foi campeão Pan-Americano, aqui, em Guadalajara, em abril. Seu grande adversário nesse Pan deve ser o mexicano Nabor Castillo, que foi o vice. Inflamado pela torcida local, o mexicano tem boas chances, mas Kitadai já o derrotou, em casa, antes e tem tudo para vencer mais uma vez e subir, de novo, no degrau mais alto do pódio.

Neste último dia de disputas do judô no Pan, temos boas chances de conquistar outras três medalhas, quem sabe três de ouro, para fechar essa participação em altíssimo estilo, ao som do Hino Nacional Brasileiro.

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Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Os resultados do judô brasileiro no primeiro dia de disputa no Pan foram excelentes. Foram três atletas e três medalhas: ouro, prata e bronze.

Responsável pela conquista da 100ª medalha do judô brasileiro em Jogos Pan-Americanos, Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio, em Santos, fez um excelente primeiro combate, vencendo a venezuelana Giovanna Blanco. Mas, na segunda luta, contra a porto-riquenha Melissa Mojica, cometeu alguns erros e acabou perdendo a luta.

Suelen recebeu um golpe, na área amarela, se defendeu bem e parou. O árbitro não deu mate, a porto-riquenha deu sequência à luta, entrando com um estrangulamento. Para escapar, Suelen acabou oferecendo a chance da imobilização e perdeu por ippon.

Na disputa do bronze, ganhou, de forma sensacional, com um ippon aos 34 segundos. O terceiro lugar marcou a boa participação da esposa do vice-campeão olímpico Carlos Honorato. Parabéns, Suelen!

post rogério 1 Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Maria Suelen, bronze em Guadalajara

Rafael Silva fez uma boa participação na parte da manhã e, na final, contra o cubano Oscar Brayson, apesar de a luta ser muito equilibrada, acabou sendo derrotado.

A falta de iniciativa no combate fez com que o brasileiro fosse tomando punições que acabaram decidindo o combate. Rafael poderia ter sido um pouco mais agressivo na luta. Ele não conseguiu realizar seus golpes, perdeu e ficou com a prata. Mas tem motivos de sobra para comemorar. Afinal, ele é o segundo melhor do continente numa disputa que só acontece a cada quatro anos.

Luciano Corrêa foi o responsável pelo primeiro ouro. Ele não começou muito bem na primeira luta, apesar de ter vencido, por punições. O segundo combate foi de superação. O brasileiro perdia de wazari, virou o jogo e venceu por ippon.

O adversário da final foi ninguém menos que o cubano Oreydi Despaigne, com quem ele já havia lutado três vezes e por quem havia sido derrotado três vezes. Era um desafio. Ainda mais porque Luciano estava sem ritmo de luta, já que se submeteu a uma cirurgia e só voltou a treinar e competir há quatro meses. Apesar disso, o brasileiro se mostrou muito bem fisicamente. Desde o começo, tomou a iniciativa da luta e, no golden score, soube controlar o ritmo, forçando a punição. Ouro para o Brasil!

post rogério 2 Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Luciano Corrêa, ouro brasileiro no México

Hoje deve ser o melhor dia do Brasil nesse Pan. Estou muito confiante nas atuações de Leandro Gulheiro, Tiago Camilo, Mayra Aguiar e Maria Portela.

Camilo vai enfrentar o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e derrotou o brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro. Mas se tem alguém que pode vencê-lo, esse alguém é Tiago Camilo.

Mayra Aguiar terá uma parada dura já na segunda luta. Ela vai enfrentar ninguém menos que a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial em 2010 e bronze em 2011. Vai ser uma final antecipada.

Maria Portela vem crescendo muito esse ano. Foi campeã dos Jogos Mundiais Militares e tem chances de brigar pelo ouro. Para isso, terá que passar pela primeira adversária e, provavelmente, superar a colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial, para poder chegar à final.

Leandro Guilheiro e Leandro Guilheiro. Segundo colocado no ranking mundial dos meio-médios, ele entra sempre como favorito.

Vamos continuar na torcida. Minha aposta são sete medalhas de ouro. Agora só faltam seis.

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Brasil na etapa paulista da Copa do Mundo de Judô

Ao todo foram 17 medalhas brasileiras durante os dois dias do evento e o primeiro lugar na competição. A boa colocação vai ajudar na busca por vagas nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Veja todos os resultados no vídeo, além da minha avaliação.

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Da reserva para o pódio

Em Tóquio, o Brasil superou o número de medalhas conquistadas em Campeonatos Mundiais. No total foram quatro: três de prata e uma de bronze. As duas últimas de Leandro Cunha, que se tornou o vice-campeão mundial entre os meio-leves, e de Sarah Menezes, terceira entre as ligeiros.

Grande conquista foi a de Leandro Cunha. Hoje, com 29 anos, o judoca do interior paulista foi, durante muito tempo, o segundo titular da vaga na categoria meio-leve. Primeiro, Leandro foi reserva do medalhista olímpico Henrique Guimarães. Depois, de 2005 a 2009, ele era o substituto natural do bicampeão mundial João Derly.

Embora tenha um excelente nível técnico, Leandro nunca conseguiu sobressair entre os atletas da Seleção, justamente por ser reserva. Mas, desde que assumiu como titular da vaga, Leandro Cunha obteve alguns bons resultados, como o ouro da Copa do Mundo de Belo Horizonte, em 2009. Sem grandes conquistas na atual temporada, ele ficou fora da lista de favoritos. Mas venceu na hora certa. Eu conheço bem essa história. Quando me tornei campeão olímpico, em Barcelona, muita gente nem cogitava meu nome para o pódio.

Leandro saiu da reserva para entrar na história do judô brasileiro. A medalha de prata é um resultado muito expressivo. Afinal, hoje ele integra o seleto rol de judocas que disputaram uma luta decisiva em Campeonato Mundial, coisa que pouquíssimos no nosso país conseguiram.

O vice-campeonato mundial do atleta do Pinheiros vem coroar uma carreira de superação e sacrifícios. Ele deixou de ser o segundo titular da vaga para se tornar o segundo melhor do mundo e isso não é pouca coisa. Com certeza, Leandro tem boas condições de brigar pelo ouro olímpico em Londres.

Queridinha do judô brasileiro, Sarah Menezes repete na Seleção Adulta as excelentes performances que já havia apresentado nas categorias de base. Ainda muito jovem, ela representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e embarcou para o Japão como uma das esperanças brasileiras em Tóquio.

Formada no Piauí, no Nordeste, Sarah é a prova de que a descentralização na conquista dos pódios internacionais entre os Estados brasileiros já é uma realidade. Até bem pouco tempo, a maioria das medalhas de Mundiais e Olimpíadas eram conquistadas por judocas paulistas. Mas, felizmente, nos últimos anos, alguns atletas de fora de São Paulo obtiveram resultados expressivos. João Derly, do Rio Grande do Sul; Flávio Canto, do Rio de Janeiro, e, agora, Sarah Menezes, do Piauí conquistaram títulos importantes, superando maiores dificuldades em seu desenvolvimento. Os três são desbravadores. A vice-campeã mundial Mayra Aguiar segue os passos de Derly. O judô brasileiro anseia por ver novos campeões do Nordeste, do Rio de Janeiro, do Sul, do Norte e da região central do país. A modalidade só terá a ganhar com isso.

Parabéns aos nossos medalhistas!

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