Publicado em 30/12/2010 às 16h21
Bons motivos para comemorar
Este 2010 foi um grande ano para o judô brasileiro. As novas regras favoreceram nosso estilo de luta, obtivemos bons resultados em competições importantes e, mesmo quando grandes nomes como Leandro Guilheiro e Tiago Camilo não subiram ao pódio, a equipe feminina se encarregou de manter nossa tradição campeã. As meninas brilharam bastante, tanto no principal como nas categorias de base. Yes, nós temos Mayra e Cia.
Segundo levantamento da CBJ, nossos atletas conquistaram medalhas em todos os torneios do circuito mundial de que participaram. No total, foram 258 pódios em 30 competições. A seleção principal faturou 34 medalhas de ouro, 28 de prata e 51 de bronze, totalizando 113 conquistas. Já os judocas da seleção de base foram responsáveis por 145 pódios: 98 ouros, 27 pratas e 20 bronzes.
Dentre todos os brasileiros, o santista Leandro Guilheiro confirmou sua condição de grande nome do judô brasileiro na atualidade e terminou a temporada como o judoca com melhor posição no ranking mundial da Federação Internacional de Judô (FIJ), ocupando o terceiro lugar entre os meio-médios. Guilheiro, ao lado de Rafael Silva, também foi quem mais subiu ao pódio nesta temporada: foram seis medalhas internacionais. Logo atrás dele, vêm o também santista Bruno Mendonça, que integra o Projeto Judô em Ação, coordenado por mim; Flávio Canto e Hugo Pessanha, todos com cinco. No feminino, Mayra Aguiar, com seis, e Sarah Menezes, com cinco foram os destaques.
Estamos tão bem que, se os Jogos Olímpicos de Londres fossem hoje, o Brasil teria vaga garantida nas sete categorias, no masculino, e em seis, no feminino. O ranking completo tem 77 brasileiros nas 14 categorias que se classificam para as Olimpíadas.
Apesar de tantas conquistas, creio que seria bastante proveitoso que a CBJ trabalhasse melhor a relação entre seleção e clubes, já que o atleta permanece um tempo maior desenvolvendo suas atividades no clube do que na seleção, tanto no principal quanto nas categorias de base.
Atletas que almejam grandes resultados precisam ser respaldados pelo trabalho de uma equipe multidisciplinar e, exatamente por isso, é necessário que haja uma proximidade maior da Comissão Técnica da CBJ com as equipes e profissionais que atuam nos clubes. Os resultados da temporada 2011 podem ser ainda melhores se as distâncias entre clubes e a Confederação não for tão grande como é hoje.
Vou passar a virada do ano no Rio de Janeiro, num evento do Comitê Olímpico Brasileiro. Férias mesmo, só no final de janeiro, quando embarco com mulher e filhos para os Estados Unidos. Até 2011, com novas e boas notícias do judô brasileiro. Feliz Ano Novo!
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Publicado em 30/05/2010 às 15h03
Saudades dos japoneses
A Copa do Mundo está sendo um grande espetáculo. As regras mudaram para que o judô se tornasse tecnicamente superior e plasticamente mais bonito. O judô bonito de se ver é aquele em que os atletas sempre buscam o ippon.
Assisti a boas lutas no primeiro dia de competição. Mas numa série de dois eventos como essa, quando tivemos o privilégio de ver os atletas japoneses em ação apenas no primeiro, não tem como não sentir saudades deles.
Os japoneses têm como característica buscar o ippon com determinação. Por isso, fizeram tanta falta. A Copa do Mundo de São Paulo reuniu atletas de primeira linha, o nível da competição está sendo altíssimo, mas o número de atletas que buscam o ippon é pequeno.
Resta-nos agora a expectativa de ver esse estilo de judô tão valorizado pelos japonese nas lutas dos brasileiros Leandro Guilheiro e Tiago Camilo. O público paulista merece esse grande espetáculo.
Até!
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