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Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!

Os resultados do judô brasileiro no primeiro dia de disputa no Pan foram excelentes. Foram três atletas e três medalhas: ouro, prata e bronze.

Responsável pela conquista da 100ª medalha do judô brasileiro em Jogos Pan-Americanos, Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio, em Santos, fez um excelente primeiro combate, vencendo a venezuelana Giovanna Blanco. Mas, na segunda luta, contra a porto-riquenha Melissa Mojica, cometeu alguns erros e acabou perdendo a luta.

Suelen recebeu um golpe, na área amarela, se defendeu bem e parou. O árbitro não deu mate, a porto-riquenha deu sequência à luta, entrando com um estrangulamento. Para escapar, Suelen acabou oferecendo a chance da imobilização e perdeu por ippon.

Na disputa do bronze, ganhou, de forma sensacional, com um ippon aos 34 segundos. O terceiro lugar marcou a boa participação da esposa do vice-campeão olímpico Carlos Honorato. Parabéns, Suelen!

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Maria Suelen, bronze em Guadalajara

Rafael Silva fez uma boa participação na parte da manhã e, na final, contra o cubano Oscar Brayson, apesar de a luta ser muito equilibrada, acabou sendo derrotado.

A falta de iniciativa no combate fez com que o brasileiro fosse tomando punições que acabaram decidindo o combate. Rafael poderia ter sido um pouco mais agressivo na luta. Ele não conseguiu realizar seus golpes, perdeu e ficou com a prata. Mas tem motivos de sobra para comemorar. Afinal, ele é o segundo melhor do continente numa disputa que só acontece a cada quatro anos.

Luciano Corrêa foi o responsável pelo primeiro ouro. Ele não começou muito bem na primeira luta, apesar de ter vencido, por punições. O segundo combate foi de superação. O brasileiro perdia de wazari, virou o jogo e venceu por ippon.

O adversário da final foi ninguém menos que o cubano Oreydi Despaigne, com quem ele já havia lutado três vezes e por quem havia sido derrotado três vezes. Era um desafio. Ainda mais porque Luciano estava sem ritmo de luta, já que se submeteu a uma cirurgia e só voltou a treinar e competir há quatro meses. Apesar disso, o brasileiro se mostrou muito bem fisicamente. Desde o começo, tomou a iniciativa da luta e, no golden score, soube controlar o ritmo, forçando a punição. Ouro para o Brasil!

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Luciano Corrêa, ouro brasileiro no México

Hoje deve ser o melhor dia do Brasil nesse Pan. Estou muito confiante nas atuações de Leandro Gulheiro, Tiago Camilo, Mayra Aguiar e Maria Portela.

Camilo vai enfrentar o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e derrotou o brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro. Mas se tem alguém que pode vencê-lo, esse alguém é Tiago Camilo.

Mayra Aguiar terá uma parada dura já na segunda luta. Ela vai enfrentar ninguém menos que a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial em 2010 e bronze em 2011. Vai ser uma final antecipada.

Maria Portela vem crescendo muito esse ano. Foi campeã dos Jogos Mundiais Militares e tem chances de brigar pelo ouro. Para isso, terá que passar pela primeira adversária e, provavelmente, superar a colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial, para poder chegar à final.

Leandro Guilheiro e Leandro Guilheiro. Segundo colocado no ranking mundial dos meio-médios, ele entra sempre como favorito.

Vamos continuar na torcida. Minha aposta são sete medalhas de ouro. Agora só faltam seis.

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Músculos, técnica e coração

Em competições de alto nível, como o Grand Slam e a Copa do Mundo, o foco dos atletas e espectadores fica centrado nas performances no tatame. Uma preparação física adequada e técnica apurada são indispensáveis para alcançar o objetivo: vencer e subir no degrau mais alto do pódio.

Nesse final de semana, o judô brasileiro viveu situações que demonstram, claramente, o alto nível emocional de alguns dos nossos atletas. Foram os casos de Luciano Correa, que conseguiu virar vários resultados contrários, mesmo lutando com adversários que estão entre os melhores do ranking mundial; e Leandro Guilheiro, que venceu todas as suas lutas por ippon, revelando forma física, técnica e emocional diferenciada.

Mas antes, depois e, em alguns casos, até durante as disputas dos dois últimos finais de semana, ficou evidente que muitos judocas não têm o preparo emocional adequado para fazer uma luta mais equilibrada ou mesmo para elaborar uma boa estratégia para vencer.

No sábado, fiquei impressionado ao ver alguns atletas saírem chorando da área de competição, tristes com a derrota ou emocionados com a vitória. É natural que o esportista se emocione. Afinal, muitos alcançaram, nessa Copa do Mundo, sua primeira conquista internacional. Num momento como esse, o pensamento voa e o atleta se emociona ao lembrar dos sacrifícios que fez para chegar ao pódio, do apoio da família, enfim, da sua história. Lembra-se de quanto choro foi flagrado pelas câmeras de TV durante os Jogos Olímpicos de Pequim? Eu mesmo me emocionei muito ao conquistar o ouro olímpico em Barcelona. Esse filminho também passou na minha cabeça. Eu me emocionei, sim, mas não chorei, não cai em lágrimas.

Esporte e emoção andam juntos. Porém, o que preocupa é que, muitas vezes, esse choro revela a pressão emocional a que o atleta estava sendo submetido. Algumas vezes uma pressão imposta por ele mesmo. Todo esportista tem que ter em mente que, quando se entra numa competição, tanto a vitória fazem parte do jogo. A vitória é motivo de alegria e comemoração, assim como a derrota deve ser seguida pela análise e correção dos erros.

Atletas despreparados emocionalmente podem ser derrotados mesmo quando têm todas as condições físicas e técnicas de ganhar. Vamos sediar a Olimpíada de 2016 e essa é a hora de traçar estratégias para uma preparação emocional de alto nível para os nossos atletas, em todas as modalidades. Um campeão precisa ser capacitado física, técnica e também emocionalmente.

Até!

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