Publicado em 26/08/2011 às 05h30
Brasil pode quebrar recorde em Mundiais hoje na França
A grande expectativa dos brasileiros no Campeonato Mundial de Paris, nesta sexta (26), é chegar à quinta medalha que garantirá um novo recorde de conquistas em Mundiais.
Com o bronze de Leandro Guilheiro, o Brasil somou quatro medalhas, igualando as performances obtidas no Rio de Janeiro, em 2007, quando foram três ouros e um bronze; e em Tóquio, no ano passado, com três pratas e um bronze.
A chance de bater o recorde está nas mãos da médio Maria Portela, da meio-pesado Mayra Aguiar e dos médios Tiago Camilo e Hugo Pessanha. Mayra, Tiago e Hugo, por estarem entre os oito melhores do ranking mundial, são cabeças de chave.

Bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro, na Copa do Mundo de São Paulo e na Copa do Mundo de Miami, além do vice-campeonato Pan-Americano e o título dos Jogos Mundiais Militares, Maria Portela precisa se firmar no cenário internacional e, para isso, nada melhor do que conquistar uma medalha no Mundial. Ela tem ainda o desafio de classificar a categoria médio, na qual o Brasil não teve representante nas últimas Olimpíadas, para os Jogos de Londres.
Nossa outra representante hoje será Mayra Aguiar, quarta colocada no ranking das meio-pesados, que tem todas as condições de brigar pelo ouro. Em Tóquio, no ano passado, ela entrou para a história como a primeira brasileira a chegar à final num Mundial de Judô.
Recordista de medalhas em mundiais Sub-20, com quatro, ela foi campeã mundial Sub-20 em 2010 e ouro no Grand Slam do Rio de Janeiro esse ano.
Jovem, Mayra agora pode abrilhantar o currículo com o ouro no Mundial Sênior.
Brigando ponto a ponto no ranking pela vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, Tiago Camilo e Hugo Pessanha lutam nesta sexta pelo ouro na médio.
A performance nesse Mundial pode definir que será o titular nos Jogos Pan-Americanos. Com uma medalha, qualquer um dos dois pode abrir vantagem e deixar o outro pelo caminho. Mas os dois têm chances de subir no pódio.
Sétimo no ranking, Tiago Camilo é um dos principais judocas do mundo. Prata nas Olimpíadas de Sydney 2000, bronze nas Olimpíadas de Pequim 2008, ouro no Campeonato Mundial Sênior 2007, esse ano, ele já conquistou prata no Grand Slam de Paris e bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro.
Hugo Pessanha, que é oitavo no ranking, foi bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro e campeão da Copa do Mundo de Miami, esse ano. Ao contrário de Camilo, ele ainda precisa conquistar uma medalha numa competição do porte do Campeonato Mundial. A hora é agora, o dia é hoje!
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Publicado em 25/08/2011 às 14h55
O ouro não veio, mas Guilheiro continua entre os melhores do mundo
A tão esperada medalha de ouro de Leandro Guilheiro foi, mais uma vez, adiada para o próximo mundial. O melhor judoca brasileiro na atualidade não subiu ao degrau mais alto, mas, novamente, marcou presença no pódio. Em 15 competições na categoria meio-médio, Leandro Guilheiro conquistou 15 medalhas. Uma regularidade invejável.
O bronze conquistado hoje foi a segunda medalha de Guilheiro em Mundiais e ele continua figurando entre os melhores do mundo. Segundo colocado no ranking, o brasileiro era um dos atletas a ser batido na categoria até 81 quilos nesse Mundial. Todos os adversários o estudaram muito bem.
A cada ano surge uma nova safra de judocas com grande potencial. Uma dessas revelações, o campeão mundial sub-20 de 2010, o montenegrino Srdjan Mrvaljevic, superou Guilheiro na semifinal.
Até perder para o judoca de Monte Negro, Leandro venceu o colombiano Pedro Castro, o iraniano Amir Nejad Ghasemi, o francês Alain Schmitt e Sergiu Toma, da Moldóvia. Na disputa pela medalha de bronze, venceu Elkhan Rajabili, do Azerbaijão, bronze no Mundial de 2003, por ippon.
Na mesma categoria de Guilheiro, até 81 quilos, Flávio Canto venceu o mexicano Karim Rezc e o ucraniano Vitalli Dudchyk, mas perdeu para o russo Ivan Ninfontov, oitavo do ranking. Canto vem de uma série de três cirurgias e teve pouco tempo de recuperação.
Mariana Silva perdeu na primeira luta para a austríaca Hilde Drexler. O título ficou com a francesa Gevrise Emane, que se sagrou bicampeã mundial. A luta final entre Gevrise e a japonesa Yoshie Ueno, número um do mundo e campeã em 2010, foi decidida para o hantei.
Sem dúvida, foi um dia de grandes emoções para os amantes do judô.
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Publicado em 25/08/2011 às 06h00
Leandro Guilheiro finalmente vai ser campeão mundial?

Depois da conquista de duas pratas e um bronze nesse Mundial, a grande esperança de medalha de ouro para o Brasil entrará no tatame amanhã. Atual vice-campeão mundial, Leandro Guilheiro foi bronze nas Olimpíadas de Pequim 2008 e Atenas 2004, ouro no Grand Slam do Rio de Janeiro e no Campeonato Pan-Americano desse ano.
Leandro está vivendo o seu melhor momento e carrega todo o favoritismo. Hoje, um judoca para vencê-lo tem que ser espetacular, não basta ser fora de série.
Nesta quinta também lutam Flávio Canto, na mesma categoria de Guilheiro, e Mariana Silva.
Canto, que foi bronze nas Olimpíadas de Atenas 2004, ouro nos Jogos Pan-Amerianos de 2003, bronze no Grand Slam de Moscou 2010, bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro 2010 e prata no Campeonato Mundial por Equipes 2010, passou por alguns problemas em consequência de contusões esse ano, teve sorte no sorteio e pegou uma boa chave, com condições de chegar a uma medalha.
Bronze no Campeonato Mundial Júnior de 2009, vice-campeã pan-americana desse ano, bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro, em 2010; bronze no Campeonato Pan-Americano 2010 e bronze na Copa do Mundo de São Paulo desse ano, Mariana Silva, que treina na AJ Rogério Sampaio, tem uma excelente condição técnica. Ela morou cinco anos no Japão e é uma atleta com nível para brigar por uma medalha nesse Mundial. A expectativa é que ela conquiste um bom resultado e possa abreviar o seu caminho para os Jogos Olímpicos de Londres.
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Publicado em 10/06/2010 às 06h00
Leandro Guilheiro, o melhor judoca do mundo
Depois do impacto causado pela realização do Grand Slam do Rio de Janeiro e a Copa do Mundo de São Paulo, o judô brasileiro volta a ter o melhor judoca do mundo na atualidade. E isso nos dá muito orgulho. O nome dele é Leandro Guilheiro. Não por acaso, ele é ganhador de duas medalhas em Olimpíadas e hoje é o brasileiro melhor colocado no ranking mundial na categoria -81 kg.
No passado já tivemos atletas com posição de destaque no cenário mundial. Posso citar alguns super-técnicos, como o Luiz Shinohara, atual técnico da Seleção Brasileria e, num passado mais recente, o Tiago Camilo, que foi eleito o Melhor Judoca do Mundo, pela Federação Internacional de Judô, em 2007, logo depois do Mundial do Rio de Janeiro, quando ele conquistou a medalha de ouro.
O que faz o Leandro Guilheiro ser o melhor não é apenas o nível técnico. Existem atletas japoneses que, talvez, sejam mais habilidosos do que ele. Guilheiro também não é o melhor do mundo porque ganha tudo. Só para dar um exemplo, no Grand Slam, lutando em casa, ele ficou com a medalha de bronze e não com a de ouro. Ele é o melhor, mas não é invencível.
O que torna o Lendro Guilheiro o melhor judoca do mundo é a busca pelo ippon, do primeiro ao último segundo de cada luta. Ele busca o ippon com inteligência, sem ficar vulnerável. Ele sabe que o ippon vai sendo “construído” durante a luta e acontece de maneira natural. O Guilheiro busca o ippon mesmo quando o placar está favorável a ele e isso enche os olhos de todos os amantes do judô tradicional.
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Publicado em 30/05/2010 às 21h15
Músculos, técnica e coração
Em competições de alto nível, como o Grand Slam e a Copa do Mundo, o foco dos atletas e espectadores fica centrado nas performances no tatame. Uma preparação física adequada e técnica apurada são indispensáveis para alcançar o objetivo: vencer e subir no degrau mais alto do pódio.
Nesse final de semana, o judô brasileiro viveu situações que demonstram, claramente, o alto nível emocional de alguns dos nossos atletas. Foram os casos de Luciano Correa, que conseguiu virar vários resultados contrários, mesmo lutando com adversários que estão entre os melhores do ranking mundial; e Leandro Guilheiro, que venceu todas as suas lutas por ippon, revelando forma física, técnica e emocional diferenciada.
Mas antes, depois e, em alguns casos, até durante as disputas dos dois últimos finais de semana, ficou evidente que muitos judocas não têm o preparo emocional adequado para fazer uma luta mais equilibrada ou mesmo para elaborar uma boa estratégia para vencer.
No sábado, fiquei impressionado ao ver alguns atletas saírem chorando da área de competição, tristes com a derrota ou emocionados com a vitória. É natural que o esportista se emocione. Afinal, muitos alcançaram, nessa Copa do Mundo, sua primeira conquista internacional. Num momento como esse, o pensamento voa e o atleta se emociona ao lembrar dos sacrifícios que fez para chegar ao pódio, do apoio da família, enfim, da sua história. Lembra-se de quanto choro foi flagrado pelas câmeras de TV durante os Jogos Olímpicos de Pequim? Eu mesmo me emocionei muito ao conquistar o ouro olímpico em Barcelona. Esse filminho também passou na minha cabeça. Eu me emocionei, sim, mas não chorei, não cai em lágrimas.
Esporte e emoção andam juntos. Porém, o que preocupa é que, muitas vezes, esse choro revela a pressão emocional a que o atleta estava sendo submetido. Algumas vezes uma pressão imposta por ele mesmo. Todo esportista tem que ter em mente que, quando se entra numa competição, tanto a vitória fazem parte do jogo. A vitória é motivo de alegria e comemoração, assim como a derrota deve ser seguida pela análise e correção dos erros.
Atletas despreparados emocionalmente podem ser derrotados mesmo quando têm todas as condições físicas e técnicas de ganhar. Vamos sediar a Olimpíada de 2016 e essa é a hora de traçar estratégias para uma preparação emocional de alto nível para os nossos atletas, em todas as modalidades. Um campeão precisa ser capacitado física, técnica e também emocionalmente.
Até!
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