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Altitude: uma adversária a ser vencida no Pan

A altitude de 1500 metros de Guadalajara é a primeira adversária a ser vencida nos Jogos Pan-Americanos. Algumas modalidades apresentam algumas diferenças quando praticadas a essa altitude. Que o digam os atletas de esportes como futebol e corridas de longa distância.

A atitude também exige dos atletas uma capacidade respiratória maior, o que leva os atletas a um grande desgaste.

Mas a interferência da altitude vai muito além do cansaço físico. No tênis de mesa, por exemplo, a altitude altera a trajetória da bolinha. Os aparelhos da ginástica rítmica desportiva também são influenciados por esses 1500 metros de altitude.

Outro fator contrário para os brasileiros em Guadalajara é a baixa umidade do ar.

Os judocas do Brasil devem chegar aqui no início da próxima semana. E é bom que venham preparados para superar todas essas adversidades naturais. Afinal, as condições serão iguais para todos.

Altitude, ar seco e os melhores adversários do continente: esses serão os grandes obstáculos dos nossos judocas no Pan.

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É bom ver o Brasil no pódio

pódio hugo post rogério sampaio É bom ver o Brasil no pódio

Foto: Luiz Pires/Vipcomm

As disputas do judô nos Jogos Pan-Americanos só terão início na próxima quarta-feira, dia 26. Enquanto aguardo, com ansiedade, o começo das lutas, estou aproveitando para estudar bastante o currículo de cada participante. Também devo participar do Congresso Técnico, que definirá os adversários dos brasileiros e tenho tentado ficar por dentro de tudo.

A Seleção Brasileira de Judô ainda não desembarcou em Guadalajara, mas nem por isso tenho deixado torcer pelos nossos atletas que estão aqui.
É sempre bom ver o Brasil no pódio!

Tive a oportunidade de acompanhar a conquista de medalhas de ouro na natação e o bronze de Angélica Kvieczynski, da ginástica rítmica desportiva, que considero, plasticamente, uma das modalidades mais bonitas do Pan. Também fui prestigiar as disputas do taekowdo.

Ontem, tive o privilégio de acompanhar, in loco, a conquista da décima medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos de Hugo Hoyama. Estive lá acompanhado pela Magic Paula e pela Luisa Parente.

Hugo é um atleta diferenciado numa modalidade que não tem maior destaque no Brasil, apesar do grande número de praticantes. Afinal, até hoje, nenhum outro brasileiro conseguiu conquistar mais medalhas do que ele nos Jogos Pan-Americanos. Claro que, até o final desse Pan, o Tiago Pereira, da natação, pode superar essa marca, mas isso não diminui o grande feito de Hugo, que está disputando um Pan pela sétima vez na sua carreira.

Vibrei muito ao vê-lo conquistando essa décima medalha de ouro. Afinal, além de amigo pessoal de Hugo eu estava lá como um torcedor brasileiro.

E hoje tem mais.

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Viva a tecnologia!!!!

Cheguei anteontem aqui, em Guadalajara. Já visitei o Centro de Imprensa e peguei minha credencial. Já falei com a minha família, resolvi questões profissionais e estou até enviando este post, exatamente como se estivesse no Brasil.

Bendita tecnologia!!!

A questão das competições internacionais hoje é muito diferente da minha época. Quando eu competia, a internet ainda engatinhava, não havia TV a cabo e os computadores eram enormes e lentos. O telefone era, praticamente, o único meio de comunicação com a família, mas as ligações, além de caríssimas, não eram feitas com a mesma facilidade de hoje em dia.

Em consequência dessa dificuldade de comunicação, em competições internacionais, como os Jogos Pan-americanos, ficávamos quase isolados por vários dias.

Agora, apesar de concentrado, com recursos como celular, skype, internet, webcam, notebook e tablets dos mais variados modelos, os atletas têm muito mais facilidade de se comunicar com a família, a qualquer hora e em qualquer lugar. Dessa maneira, o período de concentração nas competições acontece de maneira muito mais tranquila.

Mesmo longe, no México, os atletas que disputarão os Jogos Pan-americanos de Guadalajara poderão manter o contato com os pais, filhos, maridos, esposas, namorados e namoradas. Isso, por um lado, é bom, já que o atleta não corre o risco de se sentir sozinho num momento tão importante como esse. Mas, ao mesmo tempo, todos esses recursos podem impedi-lo de se desligar de alguns problemas do dia-a-dia, o que pode acabar atrapalhando a concentração.

Como cada um é diferente, cortar o contato com as pessoas de fora da equipe pode ser bom para alguns atletas e péssimo para outros. Por isso, cabe a cada técnico conhecer os limites de cada um e definir a melhor estratégia em relação à comunicação.

Para nós, que vamos atuar do lado de fora das áreas de competição, toda essa tecnologia é um grande presente.

A gente se vê, em breve, na Record!

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Contando as horas

Os principais judocas do Brasil e os grandes nomes do judô mundial estão contando as horas para o início das disputas do Grand Slam do Rio de Janeiro, que acontece, a partir das 9 horas da manhã deste sábado, dia 18 de junho, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

O Grand Slam é, sem dúvida, a mais importante etapa do circuito mundial da Federação Internacional de Judô (FIJ) realizado no Brasil. A importância de um bom resultado nessa competição vai muito além do título. Estão em jogo, principalmente, os 300 pontos válidos para o ranking olímpico e mundial da FIJ, que definirá os representantes de cada país para a Olimpíada de Londres-2012. A medalha de ouro vale 300 pontos para o ranking, a de prata 180 e a de bronze 120. Além disso, o Grand Slam oferece US$ 150 mil em premiação para os medalhistas. Mas, na minha opinião, o maior legado dos primeiros colocados nesse torneio no Rio é a conquista de uma maior autoconfinaça, fundamental para quem sonha com o pódio olímpico.

Na briga, 334 atletas de 55 países, sendo 22 medalhistas olímpicos e 59 judocas que conquistaram medalhas em Mundiais.

A seleção brasileira, por ser a anfitriã, será representada por 53 atletas, entre eles Tiago Camilo e Leandro Guilheiro, medalhistas olímpicos e mundiais; Flávio Canto e Ketleyn Quadros, que já conquistaram medalhas em Olimpíadas; João Derly, Leandro Cunha, Mayra Aguiar, Sarah Menezes e João Gabriel Schlittler, que também já trouxeram medalhas de campeonatos mundiais.

guilheiro 450 Contando as horas
Às vésperas da competição, Luciano Correa e Leandro Gonçalves, contundidos, foram cortados e agora torcem para poder voltar a lutar na Copa do Mundo de São Paulo, nos dias 25 e 26 de junho.

No ano passado, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, com Hugo Pessanha; uma de prata, com Maria Suelen Altheman, e quatro bronzes: Leandro Guilheiro, Flávio Canto,  Mayra Aguiar e Mariana Santos Silva.

O desafio de Hugo Pessanha e Daniel Hernandes, que foi ouro no Grand Slam de 2009, é chegar ao bi. Pelos resultados obtidos na última temporada e, principalmente, no Mundial de 2010, o Brasil tem grandes chances de subir ao degrau mais alto do pódio mais de uma vez.

A Record News vai transmitir, ao vivo, as lutas finais do Grand Slam, neste sábado (17) e domingo, (18) a partir das 16h. Eu já estou no Rio de Janeiro me preparando para comentar os principais lances dessa disputa e torcer muito pelo Brasil.

Sua torcida é muito importante! Vamos vibrar juntos pela Record News.

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