Posts com a tag: Jogos Pan-Americanos

O judô não para

Os judocas brasileiros que conquistaram medalhas nos Jogos Pan-Americanos nem tiveram tempo para comemorar. Mal desembarcaram no Brasil e muitos deles já estão encarando novos desafios.

Campeões como Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Leandro Cunha, Luciano Correa e Bruno Mendonça estarão em ação, em Porto Alegre, neste final de semana, defendendo seus respectivos clubes no Grand Prix Nacional, em Porto Alegre.

Correria maior teve a vice-campeã nos Jogos Pan-Americanos, Rafaela Silva, que já está na Cidade do Cabo, na África do Sul, com os demais integrantes da Seleção Brasileira para disputar o Campeonato Mundial Sub-20.

Campeã mundial Sub-20 em 2008, Rafaela, da categoria –57kg, lutará amanhã e é uma das grandes esperanças de medalha para o Brasil. Hoje já estão lutando Águeda Silva (44kg), Nathália Brígida (48kg), Gabriela Chibana (48kg), Mike Chibana (55kg) e Allan Kawabara (60kg).

Pelo Campeonato Mundial Sub-20 já passaram alguns dos maiores nomes do judô brasileiro, como Aurélio Miguel, eu, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Danielle Zangrando, Mayra Aguiar e muitos outros. Mayra, aliás, é a brasileira com maior número de conquistas em Mundiais Sub-20. Ela colecionada nada menos do que quatro medalhas: um ouro, uma prata e dois bronzes.

Vale lembrar que Mayra também já traz no currículo duas medalhas em Mundiais Sênior: uma prata e um bronze. Rafaela Silva, que já tem um ouro no Sub-20 e uma prata no Sênior, é o grande destaque da equipe brasileira na África do Sul.

Vale a sua torcida!!!

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Pais e mães: mantenham a distância!

Como contei ontem, tenho acompanhado muitas competições aqui, em Guadalajara, e tenho visto uma torcida muito grande incentivando os atletas brasileiros. São amigos, pais, mães e familiares. Em muitos momentos, o povo mexicano, que tem uma simpatia especial pelos brasileiros, acaba engrossando a torcida, desde, é claro, que os nossos adversários não sejam do México.

Ter o pai ou a mãe se agitando na torcida, para alguns atletas funciona como um incentivo a mais para a boa performance, mas, para a maioria, essa torcida entusiasmada não é tão benéfica.

Muitos pais e mães de atletas podem até pensar que estão ajudando seus filhos quando gritam e chamam a atenção nas arquibancadas, mas, muitas vezes, essa maneira chamativa de torcer acaba se tornando numa pressão a mais sobre o atleta.

É triste constatar a presença de alguns pais, que, como “mãe de miss”, acabam aparecendo mais do que o próprio atleta. Isso evidencia uma certa imaturidade por parte dos pais e do esportista.

É claro que todos nós precisamos de apoio da família. Mas, imagine um advogado, durante um julgamento, defendendo uma causa, tendo os pais na audiência torcendo por ele. Ou um cirurgião em ação, tendo ao fundo os gritos entusiasmados dos pais, torcendo pelo seu sucesso. É inconcebível! E por quê? Simplesmente porque esses profissionais precisam de concentração. E quem disse que o atleta também não precisa?
Claro que o esporte favorece a proximidade da torcida dos pais. Mas nem tudo o que é possível é conveniente. Na minha visão, os pais precisam manter um certo distanciamento para que o atleta tenha a tranquilidade e a concentração necessárias à boa performance na área de competição.

Conheço casos de atletas que deixam o restante da equipe e a concentração para ir jantar com os pais, às vésperas da competição. Eu respeito quem opta por essa prática, mas não considero isso benéfico.

Num jantar com a família, os assuntos triviais são inevitáveis e isso desconcentra, relaxa. E, na minha opinião, nenhum atleta pode entrar relaxado numa disputa. É preciso estar concentrado, “dando choque”, no bom sentido, estar “no ponto” para poder competir e se dar bem. Conversas agradáveis com a família tiram o foco da competição. Isso quando a pauta não são os problemas familiares, que causam preocupação e também desconcentram.

Meus pais sempre me apoiaram, mas nunca estiveram perto demais. Esse foi a esquema que adotei para mim. Respeito quem age de maneira diferente. Meus pais não foram à Seletiva onde garanti vaga para os Jogos Olímpicos, também não estiveram em Barcelona. Eles acompanharam tudo à distância, pela televisão, torcendo por mim, mas sem me atrapalhar.

Com toda tecnologia disponível hoje, não há porque pais e mães se lançarem sobre as grades da área de competição gritando o nome de seus filhos. Isso, mesmo que não intencionalmente, pode gerar distração.

Pai e mãe de atleta não podem ser “mãe de miss”! É necessário manter uma distância segura. Eles podem se portar como torcedores discretos, mas não como fanáticos desesperados.

Pais e mães, vocês querem ver seus filhos no pódio? Então, mantenham a distância!

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Viva a tecnologia!!!!

Cheguei anteontem aqui, em Guadalajara. Já visitei o Centro de Imprensa e peguei minha credencial. Já falei com a minha família, resolvi questões profissionais e estou até enviando este post, exatamente como se estivesse no Brasil.

Bendita tecnologia!!!

A questão das competições internacionais hoje é muito diferente da minha época. Quando eu competia, a internet ainda engatinhava, não havia TV a cabo e os computadores eram enormes e lentos. O telefone era, praticamente, o único meio de comunicação com a família, mas as ligações, além de caríssimas, não eram feitas com a mesma facilidade de hoje em dia.

Em consequência dessa dificuldade de comunicação, em competições internacionais, como os Jogos Pan-americanos, ficávamos quase isolados por vários dias.

Agora, apesar de concentrado, com recursos como celular, skype, internet, webcam, notebook e tablets dos mais variados modelos, os atletas têm muito mais facilidade de se comunicar com a família, a qualquer hora e em qualquer lugar. Dessa maneira, o período de concentração nas competições acontece de maneira muito mais tranquila.

Mesmo longe, no México, os atletas que disputarão os Jogos Pan-americanos de Guadalajara poderão manter o contato com os pais, filhos, maridos, esposas, namorados e namoradas. Isso, por um lado, é bom, já que o atleta não corre o risco de se sentir sozinho num momento tão importante como esse. Mas, ao mesmo tempo, todos esses recursos podem impedi-lo de se desligar de alguns problemas do dia-a-dia, o que pode acabar atrapalhando a concentração.

Como cada um é diferente, cortar o contato com as pessoas de fora da equipe pode ser bom para alguns atletas e péssimo para outros. Por isso, cabe a cada técnico conhecer os limites de cada um e definir a melhor estratégia em relação à comunicação.

Para nós, que vamos atuar do lado de fora das áreas de competição, toda essa tecnologia é um grande presente.

A gente se vê, em breve, na Record!

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Ansioso como se eu fosse lutar no Pan

Falta uma semana para o início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e eu tenho duas grandes expectativas.

Embarco para o México, no próximo domingo, e, pessoalmente, estou muito ansioso para participar desse Pan, como se eu mesmo fosse competir.  Esse será o meu primeiro Pan fora do Brasil. Como vocês já sabem, como atleta, acabei não tendo a oportunidade de disputar uma competição tão importante como essa. Fiquei de fora do Pan de Havana, em 91, em nome de um ideal que hoje vejo realizado: uma boa estrutura no judô brasileiro.

Apesar de os Jogos Pan-Americanos serem uma grande festa, estou preparado para trabalhar bastante. A finalidade da Rede Record é levar até o telespectador uma transmissão no nível de Jogos Olímpicos, com muitos detalhes. Estou pronto para acompanhar tudo de perto, dentro e fora da área de competição.

Minha segunda expectativa é em relação à performance dos judocas brasileiros. Conversei com alguns deles e pude sentir que estão muito focados na conquista da medalha de ouro.

Pessoalmente, estabeleci um número: acredito que o Brasil voltará de Guadalajara com sete medalhas de ouro. Pode parecer uma expectativa alta, afinal, isso corresponde a 50% dos títulos em jogo. Mas, pelos resultados obtidos no último Campeonato Mundial, na França, quando os brasileiros trouxeram cinco medalhas, considero sete medalhas de ouro no Pan um objetivo grandioso, porém possível.

Vamos torcer!

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Meu ouro olímpico poderia ter sido da Bolívia

Toda luta requer esforços e sacrifícios. É assim não só no tatame, mas também na vida. Hoje, às vésperas do início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, me lembro da minha situação como atleta 20 anos atrás.

Como a maioria sabe, eu pertencia a um movimento que reivindicava melhores condições estruturais para o judô brasileiro e, por conta disso, eu e o meu grupo boicotamos as competições da CBJ e acabamos por ficar de fora da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991.

Com a frustração de não ter participado do Pan e vendo os Jogos Olímpicos de Barcelona se aproximarem, fomos tomados por uma preocupação muito grande. Afinal, todos os judocas do movimento eram os melhores do Brasil em suas respectivas categorias e, apesar disso, corríamos o risco de perder a chance de estar na Olimpíada.

Pensando nos ideais do judô brasileiro, mas sem nos esquecer dos nossos próprios sonhos como atletas, eu, o Wagner Castropil, o João Brigante e o Sérgio Pessoa, além do Luiz Carlos Novi, então diretor da Confederação Brasileira de Desportos Universitários, aceitamos o convite do Comitê Olímpico da Bolívia e participamos de um jantar, numa churrascaria em São Paulo, onde nos foi proposto nos naturalizarmos bolivianos e defender as cores da bandeira da Bolívia nos Jogos Olímpicos de Barcelona, diante da impossibilidade de representar o nosso país.

O Aurélio Miguel, campeão olímpico em Seul, quatro anos antes, ficou fora do grupo assediado pelos bolivianos, já que, por ter dupla cidadania, cogitava a possibilidade de disputar a Olimpíada como atleta da Espanha.

Se o nosso retorno às competições não tivesse sido viabilizado, como felizmente, aconteceu no início de 1992, eu poderia ter subido ao degrau mais alto do pódio em Barcelona para ouvir o hino e ver subir a bandeira boliviana.

Graças a Deus, a possibilidade de lutar pela Bolívia não deu certo e eu pude representar o meu país, lutar com as cores do Brasil no peito, tendo toda a torcida verde-amarela do meu lado.

No final de cinco lutas, ouvir o Hino Nacional Brasileiro e ver a nossa bandeira tremulando mais alta do que as outras teve um sabor especial. Afinal, eu poderia ter entrado para a história como o primeiro campeão olímpico do judô boliviano, mesmo sendo 100% brasileiro.

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Cinco brasileiros em busca de medalhas no último dia do Mundial

Neste último dia de disputadas individuais do Campeonato Mundial da França, o Brasil terá cinco chances de conquistar a sexta medalha.

Entre os meio-pesados, o campeão mundial de 2007 Luciano Correa e Leonardo Leite.

Luciano Correa 160211 450x338 gp Cinco brasileiros em busca de medalhas no último dia do Mundial

Luciano Correa

Depois de uma cirurgia no ombro, Luciano permaneceu afastado dos tatames por cinco meses no início desse ano e, logo na sua primeira competição, conquistou o bronze na Copa do Mundo de São Paulo. É o 17º do ranking e tem boas chances de repetir o feito no Mundial do Rio de Janeiro.

Décimo-nono do ranking, Leonardo Leite fará sua estreia num Mundial de Judô.

O resultado de hoje poderá definir o representante brasileiro nos Jogos Pan-Americanos e será fundamental também para os Jogos Olímpicos de Londres.

Brasileiro mais experiente em Campeonatos Mundial, Daniel Hernandes coleciona alguns quintos lugares e, dessa vez, deve brigar, mais que nunca, para não  bater na trave novamente e trazer uma medalha.

Esse ano, ele foi prata no Grand Slam do Rio de Janeiro e é o 10º do ranking.

Rafael Silva é uma das minhas apostas de medalha. Décimo-terceiro no ranking, ele foi prata no Campeonato Mundial por Equipes, no ano passado; ouro na Copa do Mundo de Budapeste, bronze no Grand Prix de
Dusseldorf e prata no Campeonato Pan-Americano. É uma das grandes promessas do  judô brasileiro.

Outra grande aposta é a pesada Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio. Esse ano, ela vem conquistando resultados importantes: foi quinta colocada no IJF Masters de Baku, que reúne apenas os Top16 do Ranking Mundial; bronze na Copa do Mundo de Praga, vice-campeã da Copa Pan-Americana, vice-campeã Sul-Americana, bronze no Campeonato Pan-Americano, quinto lugar no Grand Slam do Rio de Janeiro, bronze na Copa do Mundo de São Paulo, prata na Copa do Mundo de Miami e prata nos Jogos Mundiais Militares.

Suelen tem todas as condições de chegar ao pódio, mas essa conquista passa, primeiro, pela autoconfiança e o equilíbrio emocional da atleta.

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Contagem regressiva para o Pan

Estamos a exatos 60 dias do início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. No judô, como em outras modalidades, os representantes da seleção brasileira que competirá no México ainda não foram definidos. A caminho dessa grande festa do esporte, os principais nomes do judô nacional têm pela frente o mais importante desafio do ano: o Campeonato Mundial da França, que terá início no próximo dia 23 de agosto.

Levando na bagagem um retrospecto de três medalhas de prata e uma de bronze, conquistadas, no Mundial de Tóquio, no ano passado, os judocas brasileiros têm diante de si chances reais de conquistar resultados ainda melhores.

Em oito categorias, temos atletas que figuram entre os 10 melhores do mundo, no ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ) – Leandro Cunha, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Hugo Pessanha, Daniel Hernandes, Sarah Menezes, Érica Miranda, Rafaela Silva e Mayra Aguiar.

rafaela Contagem regressiva para o Pan
Em outras cinco categorias – a meio médio, a médio, a meio-pesado e a pesado, no masculino; e a leve, no feminino – o Brasil terá mais de um representante nesse Mundial. Por todos esses motivos, creio que não será difícil voltarmos a encontrar o caminho para o degrau mais alto do pódio e conquistarmos medalhas de ouro novamente, como aconteceu no Campeonato Mundial de 2007, no Rio de Janeiro, quando João Derly, Tiago Camilo e Luciano Correa sagraram-se campeões.

Tiago Camilo Contagem regressiva para o Pan

As maiores expectativas recaem sobre Leandro Guilheiro, Sarah Menezes e Mayra Aguiar, pelo retrospecto de conquistas obtidas nos torneios do circuito internacional. Tiago Camilo, Maria Suelen Altheman, Rafaela Silva e Érica Miranda também têm boas chances. Surpreendentemente, essa á a primeira vez que o Brasil chega a um Mundial com maiores expectativas de vitória no feminino do que no masculino.

Maria Suelen Altheman Contagem regressiva para o Pan
Um bom resultado no Mundial refletirá na conquista de posições no ranking da FIJ o que, praticamente, definirá as vagas para os Jogos Olímpicos de Londres. Para se ter uma ideia, a medalha de ouro vale 500 pontos e, com um quinto lugar, é possível somar 80. Nas etapas da Copa do Mundo, por exemplo, o ouro vale 100 pontos.

hugo Contagem regressiva para o Pan
Embora tenha uma importância menor que o Campeonato Mundial, do ponto de vista matemático, os Jogos Pan-Americanos levam vantagem no quesito satisfação pessoal, já que estar num Pan é o sonho de todos os atletas. Envolvendo todas as modalidades, os Jogos Pan-Americanos funcionam, psicologicamente, como uma prévia da Olimpíada e ninguém quer ficar fora de uma festa linda como essa.

Tanto para os Jogos Pan-Americanos, quanto para os Jogos Olímpicos, a contagem regressiva já começou.

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Brasil x Cuba – A rivalidade continua

Disputado no mesmo país, na mesma cidade e no mesmo ginásio onde acontecerão as lutas dos Jogos Pan-Americanos, em outubro, o Campeonato Pan-Americano de Judô mobilizou os atletas da Seleção Brasileira, no último final de semana.

Além de contar pontos para o ranking mundial da Federação Internacional de Judô, que definirá as vagas para a Olimpíada de Londres, o campeonato serviu como prévia dos Jogos Pan-Americanos, em todos os sentidos.

Das sete categorias de peso, no masculino, os brasileiros conquistaram quatro medalhas de ouro -  com Felipe Kitadai, Leandro Cunha, Bruno Mendonça e Leandro Guilheiro -, o que pode ser considerado um bom resultado. No feminino, entretanto, todos nós esperávamos mais da participação verde-amarela. As meninas não trouxeram nenhuma medalha de ouro. Apesar da pouca idade da maioria da Seleção, nossas judocas precisam começar a superar rivais tradicionais como as cubanas. Do ponto de vista emocional, chegar aos Jogos Olímpicos tendo superado adversárias fortes como as cubanas tem uma grande importância.

No domingo, dia 3 de abril, o Brasil conquistou o ouro, tanto no masculino quanto no feminino, na disputa por equipes. O torneio por equipes ainda não faz parte nem dos Jogos Pan-Americanos nem dos Jogos Olímpicos, mas como é uma competição que mexe muito com a emoção, o que é bem positivo para tanto para a torcida quanto para a TV, o Brasil tem participado sempre que possível dessa modalidade.

Já estão sendo realizados alguns estudos com o objetivo de transformar o torneio por equipes em modalidade olímpica, a partir da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Aliás, o título conquistado em Guadalajara garantiu a vaga do Brasil no Campeonato Mundial Por Equipes, masculino e feminino, que será realizado, em agosto, na França.

No Campeonato Pan-Americano, Cuba ficou na frente do Brasil, na classificação final, com o dobro de medalhas de ouro – foram 8 contra 4 -, mas nossos atletas subiram ao pódio em todas as 14 categorias, enquanto nosso principal adversário só subiu 13 vezes.

Vamos torcer por melhores resultados nos Jogos Pan-Americanos. A rivalidade Brasil x Cuba continua.

ERREI!!!

A pressa é mesmo inimiga da perfeição. E, em alguns casos, da precisão. No afã de escrever meus posts para o blog diretamente do ginásio onde aconteceram as Seletivas Finais, em Vitória, no último dia 26 de março, acabei escrevendo coisa errada. Ao contrário do que informei, o João Derly não venceu sua primeira luta contra Moacir Mendes Júnior. Foi Moacir quem derrotou Derly, por ippon. Errei! E espero contar com a sua compreensão. Afinal, até jornalistas experientes erram... E eu sou um judoca dando os primeiros passos como blogueiro.

Moacir Mendes Júnior é um atleta promissor. Venceu Derly, venceu a Seletiva e é o primeiro reserva do santista Bruno Mendonça, na categoria leve. É um grande judoca com boas chances de brigar pelos principais títulos do circuito mundial.

Peço desculpas aos leitores, principalmente à mãe do Moacyr, dona Carmen, que me mandou um e-mail. Prometo ficar mais atento!

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Jogos Pan-Americanos: o evento que faltou na minha carreira

Toda vitória requer sacrifício, abnegação. Algumas exigem até certa dose de sofrimento. Às vésperas dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara tenho uma sensação de vitória ao ver que a seleção brasileira que vai competir nesse grandioso evento está sendo formada de maneira democrática. Os melhores do país são definidos por seletivas nacionais e a vaga para o Pan será determinada por um ranking. Isso significa que o Brasil vai contar com os seus melhores judocas no México.

Para os mais jovens, esses critérios de classificação e toda essa transparência são normais, nem dá para imaginar nada diferente disso. Mas, para quem viveu outros tempos do judô brasileiro como eu, seletivas e ranking representam a vitória em uma luta que nos custou sonhos. Disputar os Jogos Pan-Americanos foi um deles.

Em plenas condições físicas e técnicas, fiquei fora do Pan de 91, em Havana, em nome de um sonho maior. Eu e um grupo de judocas de alto nível, liderados pelo campeão olímpico Aurélio Miguel, lutávamos, dentre outros avanços,  pela realização de seletivas nacionais e de uma maior lisura na convocação dos atletas da seleção brasileira de judô. Em nome da nossa causa, passamos a boicotar as competições internacionais e, com isso, perdemos títulos, lembranças e emoções importantes a qualquer jovem atleta, como estar presente numa edição dos Jogos Pan-Americanos, por exemplo. Mas a nossa vitória repercute até hoje.

Durante minha carreira como judoca, tive o privilégio de competir em dezenas de torneios na Europa, disputei Campeonatos Pan-Americanos, Campeonato Mundial, Mundial Universitário e Jogos Olímpicos, mas nunca estive numa edição dos Jogos Pan-Americanos.

Rogerio Sampaio lutando Jogos Pan Americanos: o evento que faltou na minha carreira

Às vezes, paro para pensar como teria sido a minha história se eu tivesse ido ao Pan de Havana. Em 91, o representante brasileiro na minha categoria, a meio-leve, foi o meu amigo Marcos Barbosa, que conquistou a medalha de bronze. Pouquíssimo tempo depois do Pan, enfrentei o Barbosa num torneio em São Paulo, e o derrotei, por ippon, em apenas 26 segundos.

Um ano depois de Havana, deparei com o campeão dos Jogos Pan-Americanos, o argentino Pablo Morales, na minha terceira luta na Olimpíada de Barcelona, e também venci por ippon. O que teria acontecido se eu tivesse competido no Pan de Cuba ninguém nunca saberá. Mas a história tem comprovado as mudanças ocorridas no judô brasileiro pelo fato de eu e um grupo de judocas idealistas termos nos recusado a lutar em competições internacionais no início dos anos 90.

Como técnico, já tive o prazer de ver atletas que treinam na Associação de Judô Rogério Sampaio subir ao pódio de Jogos Pan-Americanos por mais de uma vez. Esse ano, temos quatro judocas do projeto que coordeno em Santos na briga por uma vaga para Guadalajara.

Eu nunca disputei um Pan, mas, pensando bem, acho que valeu a pena.

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