Publicado em 03/11/2011 às 14h48
O judô não para
Os judocas brasileiros que conquistaram medalhas nos Jogos Pan-Americanos nem tiveram tempo para comemorar. Mal desembarcaram no Brasil e muitos deles já estão encarando novos desafios.
Campeões como Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Leandro Cunha, Luciano Correa e Bruno Mendonça estarão em ação, em Porto Alegre, neste final de semana, defendendo seus respectivos clubes no Grand Prix Nacional, em Porto Alegre.
Correria maior teve a vice-campeã nos Jogos Pan-Americanos, Rafaela Silva, que já está na Cidade do Cabo, na África do Sul, com os demais integrantes da Seleção Brasileira para disputar o Campeonato Mundial Sub-20.
Campeã mundial Sub-20 em 2008, Rafaela, da categoria –57kg, lutará amanhã e é uma das grandes esperanças de medalha para o Brasil. Hoje já estão lutando Águeda Silva (44kg), Nathália Brígida (48kg), Gabriela Chibana (48kg), Mike Chibana (55kg) e Allan Kawabara (60kg).
Pelo Campeonato Mundial Sub-20 já passaram alguns dos maiores nomes do judô brasileiro, como Aurélio Miguel, eu, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Danielle Zangrando, Mayra Aguiar e muitos outros. Mayra, aliás, é a brasileira com maior número de conquistas em Mundiais Sub-20. Ela colecionada nada menos do que quatro medalhas: um ouro, uma prata e dois bronzes.
Vale lembrar que Mayra também já traz no currículo duas medalhas em Mundiais Sênior: uma prata e um bronze. Rafaela Silva, que já tem um ouro no Sub-20 e uma prata no Sênior, é o grande destaque da equipe brasileira na África do Sul.
Vale a sua torcida!!!
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Publicado em 30/10/2011 às 11h25
Recorde de medalhas do judô brasileiro em Guadalajara
Ouro, prata e bronze foi o resultado do Brasil no último dia dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.
O destaque da participação dos brasileiros ficou por conta da quebra do recorde de medalhas de ouro conquistadas em Pans: foram seis no México, contra as cinco de 1987 e 2003.
Foi a melhor atuação do Brasil num Pan. Participamos de todas as finais no masculino, de duas no feminino e vamos levar para o Brasil nada menos do que seis medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze. Só não subimos ao pódio em uma categoria. Foi uma excelente participação!
Claro que nos ressentimos pela falta de uma medalha dourada no feminino. Mas, as derrotas, com certeza, nos ensinarão bastante. Estamos em contagem regressiva para os Jogos Olímpicos, faltam apenas oito meses para Londres e é preciso trabalhar nos ajustes necessários.
Ontem, nossas meninas tiveram uma boa performance. Érika Miranda venceu suas duas primeiras lutas, mas, na final, encontrou uma adversária cubana com um currículo invejável e acabou ficando com a prata, como no Rio. Yanet Bermoy, a vencedora, foi vice-campeã olímpica em Pequim, ouro no Pan do Rio de Janeiro e medalhista em campeonatos mundiais. Com certeza, uma grande adversária.
Sarah Menezes me pareceu muito nervosa. Talvez tenha pesado sobre ela a pressão pela falta de uma medalha de ouro no feminino. Depois de estrear com vitória, acabou perdendo para a cubana Dayaris Rosa Mestre. Na minha visão, Sarah é muito superior a ela.
Na disputa do bronze, a brasileira não teve dificuldade para superar a colombiana Luz Alvarez.
Na última disputa do dia, Felipe Kitadai fez uma belíssima apresentação. Ele superou toda a torcida mexicana, que lotou o Ginásio Code 2, e venceu por ippon. O ouro de Kitadai garantiu o recorde de medalhas em Pans e a grande festa dourada do masculino.
Parabéns a todos os atletas que participaram desses Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e ajudaram a fazer desta uma competição excelente!
Até!
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Publicado em 28/10/2011 às 06h00
Ippon, ippon, ippon e ippon!!!
Foi lindo ver a participação do Brasil nessa quinta-feira nos Jogos Pan-Americanos. Todos os atletas se apresentaram muito determinados, tendo sempre a iniciativa do combate.
Todas as lutas que vencemos foram vencidas por ippon. Tiago Camilo e Leandro Guilheiro não conquistaram apenas a medalha de ouro, eles tiveram apresentações excelentes, vencendo todas as suas lutas, de maneira incontestável.

Mayra Aguiar perdeu, no segundo combate para a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial de 2009, por duas punições. Na minha visão, as punições foram dadas de maneira injusta e arbitragem acabou sendo decisiva para que a brasileira não chegasse à medalha de ouro.
Mayra, que já tinha conquistado uma prata em 2007, no Rio de Janeiro, ficou com o bronze. Mas ela ainda tem muito tempo para brigar pelo ouro numa edição dos Jogos Pan-Americanos.

Maria Portela também venceu todas as suas lutas por ippon, mas tropeçou na colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial. Mesmo assim, não perdeu o foco da conquista da medalha e subiu no pódio para ganhar o bronze.
Tiago Camilo se sagrou bicampeão Pan-Americano, vencendo o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e que o havia derrotado no Grand Slam do Rio de Janeiro. Além do status do título, esse ouro é um bom resultado também para trazer uma maior confiança e motivação a Tiago, que briga, ponto a ponto, com Hugo Pessanha pela vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.
Quem viu as lutas de Leandro Guilheiro pode perceber que ele não veio a Guadalajara para competir, mas para buscar a medalha de ouro dele.
Hoje, competem Bruno Mendonça, Leandro Cunha, Rafaela Silva e Katherine Campos. E esperamos que eles possam apresentar a mesma determinação e alcançar os mesmos bons resultados que tivemos até agora.
Todos eles terão adversários fortes, com destaque para os cubanos.
Bruno e Leandro foram campeões Pan-Americanos, em abril passado, e têm todas as condições de repetir o feito. “Coxinha” (Leandro Cunha) é o atual vice-campeão mundial e entrará como favorito.
Vice-campeã mundial na categoria Sênior, apesar de ainda ser Júnior, Rafaela Silva tem tudo para conquistar o ouro. Embora, em abril passado, no Campeonato Pan-Americano, aqui mesmo em Guadalajara, ela tenha ficado com o bronze. A campeã foi a cubana Yurisleydis Lupetey, uma judoca bastante experiente, medalhista olímpica e mundial que, felizmente, está na outra chave.
A meio-médio Katerine Campos substitui Mariana Silva, número um da categoria no Brasil, nesse Pan e, de certa forma, lutará com um pressão menor sobre os ombros. A expectativa é que ela possa ter uma boa apresentação e também conquiste uma medalha para que o Brasil continue nesse ritmo excelente, subindo no pódio em todas as categorias, todos os dias.
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Publicado em 27/10/2011 às 06h00
Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!
Os resultados do judô brasileiro no primeiro dia de disputa no Pan foram excelentes. Foram três atletas e três medalhas: ouro, prata e bronze.
Responsável pela conquista da 100ª medalha do judô brasileiro em Jogos Pan-Americanos, Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio, em Santos, fez um excelente primeiro combate, vencendo a venezuelana Giovanna Blanco. Mas, na segunda luta, contra a porto-riquenha Melissa Mojica, cometeu alguns erros e acabou perdendo a luta.
Suelen recebeu um golpe, na área amarela, se defendeu bem e parou. O árbitro não deu mate, a porto-riquenha deu sequência à luta, entrando com um estrangulamento. Para escapar, Suelen acabou oferecendo a chance da imobilização e perdeu por ippon.
Na disputa do bronze, ganhou, de forma sensacional, com um ippon aos 34 segundos. O terceiro lugar marcou a boa participação da esposa do vice-campeão olímpico Carlos Honorato. Parabéns, Suelen!
Rafael Silva fez uma boa participação na parte da manhã e, na final, contra o cubano Oscar Brayson, apesar de a luta ser muito equilibrada, acabou sendo derrotado.
A falta de iniciativa no combate fez com que o brasileiro fosse tomando punições que acabaram decidindo o combate. Rafael poderia ter sido um pouco mais agressivo na luta. Ele não conseguiu realizar seus golpes, perdeu e ficou com a prata. Mas tem motivos de sobra para comemorar. Afinal, ele é o segundo melhor do continente numa disputa que só acontece a cada quatro anos.
Luciano Corrêa foi o responsável pelo primeiro ouro. Ele não começou muito bem na primeira luta, apesar de ter vencido, por punições. O segundo combate foi de superação. O brasileiro perdia de wazari, virou o jogo e venceu por ippon.
O adversário da final foi ninguém menos que o cubano Oreydi Despaigne, com quem ele já havia lutado três vezes e por quem havia sido derrotado três vezes. Era um desafio. Ainda mais porque Luciano estava sem ritmo de luta, já que se submeteu a uma cirurgia e só voltou a treinar e competir há quatro meses. Apesar disso, o brasileiro se mostrou muito bem fisicamente. Desde o começo, tomou a iniciativa da luta e, no golden score, soube controlar o ritmo, forçando a punição. Ouro para o Brasil!
Hoje deve ser o melhor dia do Brasil nesse Pan. Estou muito confiante nas atuações de Leandro Gulheiro, Tiago Camilo, Mayra Aguiar e Maria Portela.
Camilo vai enfrentar o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e derrotou o brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro. Mas se tem alguém que pode vencê-lo, esse alguém é Tiago Camilo.
Mayra Aguiar terá uma parada dura já na segunda luta. Ela vai enfrentar ninguém menos que a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial em 2010 e bronze em 2011. Vai ser uma final antecipada.
Maria Portela vem crescendo muito esse ano. Foi campeã dos Jogos Mundiais Militares e tem chances de brigar pelo ouro. Para isso, terá que passar pela primeira adversária e, provavelmente, superar a colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial, para poder chegar à final.
Leandro Guilheiro e Leandro Guilheiro. Segundo colocado no ranking mundial dos meio-médios, ele entra sempre como favorito.
Vamos continuar na torcida. Minha aposta são sete medalhas de ouro. Agora só faltam seis.
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Publicado em 25/10/2011 às 00h58
Seleção já treina forte em Guadalajara
Hoje tive o prazer de assistir ao primeiro treino da Seleção Brasileira, em Guadalajara. O treino durou pouco mais de uma hora. E, pelo que pude notar, todos estão bem animados e mostrando um comprometimento muito grande.
Foi um treino forte para desintoxicar e também para que os nossos judocas já se acostumem à altitude.
Amanhã, às 11 horas da manhã, haverá outro treino. E eu vou estar lá. Também vou acompanhar de perto o sorteio das chaves do Pan.
Além dos atletas da Seleção, fiquei feliz por ter encontrado por lá o meu amigo Leonardo Mataruna, responsável pela área de estatística da equipe brasileira. Também pude bater um papo com o Sebástian Pereira, um grande judoca de um passado não muito distante, que, hoje, atua no COB.
Pela animação dos nossos atletas, acredito que não será difícil que a minha previsão de conquista de sete medalhas de ouro seja cumprida.
A disputa começa amanhã, com o sorteio das chaves. Vamos torcer!
Vejam abaixo algumas fotos do treino!
Créditos das imagens: Confederação Brasileira de Judô
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Publicado em 23/10/2011 às 11h11
A tradição santista no judô brasileiro
Santos tem tradição no judô nacional. Afinal, há décadas, a cidade tem enviado representantes aos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos. Danielle Zangrando, a primeira mulher a conquistar uma medalha em Campeonatos Mundiais de Judô; Leandro Guilheiro, o maior judoca brasileiro da atualidade, entre outros nomes, são de Santos. Eu também sou santista, com muito orgulho!

Hoje, domingo, entre os 14 judocas da Seleção Brasileira que desembarcarão no México, estão três representantes de Santos: Leandro Guilheiro, Bruno Mendonça e Maria Suelen Altheman.
Falar de Leandro Guilheiro é chover no molhado. Ele vai chegar aqui, trazendo no currículo duas medalhas olímpicas, duas medalhas em Mundiais e o vice-campeonato no Pan do Rio, em 2007. Claro que ele está chegando com toda vontade, técnica e disposição para conquistar a inédita medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos.
Bruno Mendonça foi campeão pan-americano, aqui em Guadalajara, em abril passado, e é favorito ao título também no Pan.
Jovem e cheia de disposição, a peso pesado Maria Suelen Altheman é uma atleta em plena ascensão, que tem apresentado uma excelente regularidade nas últimas competições que disputou. Ela terá adversárias fortíssimas pela frente, sendo a principal delas a mexicana Vanessa Zambotti, a quem Suelen derrotou na Copa do Mundo de São Paulo.
Na categoria pesado, experiência é um fator que conta muito. Suelen tem apenas 22 anos, mas vem se desenvolvendo bem tecnicamente e vai precisar de equilíbrio emocional para vencer as feras como a cubana Idaliz Ortis, além da mexicana. O fato de ser casada com o vice-campeão olímpico Carlos Honorato é um ponto positivo nessa preparação emocional.
Nós, santistas, esperamos manter nossa tradição vencedora. Afinal, santistas são brasileiros e todos têm esperanças de chegar ao degrau mais alto do pódio.
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Publicado em 20/10/2011 às 05h00
Altitude: uma adversária a ser vencida no Pan
A altitude de 1500 metros de Guadalajara é a primeira adversária a ser vencida nos Jogos Pan-Americanos. Algumas modalidades apresentam algumas diferenças quando praticadas a essa altitude. Que o digam os atletas de esportes como futebol e corridas de longa distância.
A atitude também exige dos atletas uma capacidade respiratória maior, o que leva os atletas a um grande desgaste.
Mas a interferência da altitude vai muito além do cansaço físico. No tênis de mesa, por exemplo, a altitude altera a trajetória da bolinha. Os aparelhos da ginástica rítmica desportiva também são influenciados por esses 1500 metros de altitude.
Outro fator contrário para os brasileiros em Guadalajara é a baixa umidade do ar.
Os judocas do Brasil devem chegar aqui no início da próxima semana. E é bom que venham preparados para superar todas essas adversidades naturais. Afinal, as condições serão iguais para todos.
Altitude, ar seco e os melhores adversários do continente: esses serão os grandes obstáculos dos nossos judocas no Pan.
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Publicado em 19/10/2011 às 06h00
Pais e mães: mantenham a distância!
Como contei ontem, tenho acompanhado muitas competições aqui, em Guadalajara, e tenho visto uma torcida muito grande incentivando os atletas brasileiros. São amigos, pais, mães e familiares. Em muitos momentos, o povo mexicano, que tem uma simpatia especial pelos brasileiros, acaba engrossando a torcida, desde, é claro, que os nossos adversários não sejam do México.
Ter o pai ou a mãe se agitando na torcida, para alguns atletas funciona como um incentivo a mais para a boa performance, mas, para a maioria, essa torcida entusiasmada não é tão benéfica.
Muitos pais e mães de atletas podem até pensar que estão ajudando seus filhos quando gritam e chamam a atenção nas arquibancadas, mas, muitas vezes, essa maneira chamativa de torcer acaba se tornando numa pressão a mais sobre o atleta.
É triste constatar a presença de alguns pais, que, como “mãe de miss”, acabam aparecendo mais do que o próprio atleta. Isso evidencia uma certa imaturidade por parte dos pais e do esportista.
É claro que todos nós precisamos de apoio da família. Mas, imagine um advogado, durante um julgamento, defendendo uma causa, tendo os pais na audiência torcendo por ele. Ou um cirurgião em ação, tendo ao fundo os gritos entusiasmados dos pais, torcendo pelo seu sucesso. É inconcebível! E por quê? Simplesmente porque esses profissionais precisam de concentração. E quem disse que o atleta também não precisa?
Claro que o esporte favorece a proximidade da torcida dos pais. Mas nem tudo o que é possível é conveniente. Na minha visão, os pais precisam manter um certo distanciamento para que o atleta tenha a tranquilidade e a concentração necessárias à boa performance na área de competição.
Conheço casos de atletas que deixam o restante da equipe e a concentração para ir jantar com os pais, às vésperas da competição. Eu respeito quem opta por essa prática, mas não considero isso benéfico.
Num jantar com a família, os assuntos triviais são inevitáveis e isso desconcentra, relaxa. E, na minha opinião, nenhum atleta pode entrar relaxado numa disputa. É preciso estar concentrado, “dando choque”, no bom sentido, estar “no ponto” para poder competir e se dar bem. Conversas agradáveis com a família tiram o foco da competição. Isso quando a pauta não são os problemas familiares, que causam preocupação e também desconcentram.
Meus pais sempre me apoiaram, mas nunca estiveram perto demais. Esse foi a esquema que adotei para mim. Respeito quem age de maneira diferente. Meus pais não foram à Seletiva onde garanti vaga para os Jogos Olímpicos, também não estiveram em Barcelona. Eles acompanharam tudo à distância, pela televisão, torcendo por mim, mas sem me atrapalhar.
Com toda tecnologia disponível hoje, não há porque pais e mães se lançarem sobre as grades da área de competição gritando o nome de seus filhos. Isso, mesmo que não intencionalmente, pode gerar distração.
Pai e mãe de atleta não podem ser “mãe de miss”! É necessário manter uma distância segura. Eles podem se portar como torcedores discretos, mas não como fanáticos desesperados.
Pais e mães, vocês querem ver seus filhos no pódio? Então, mantenham a distância!
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Publicado em 18/10/2011 às 06h00
É bom ver o Brasil no pódio
As disputas do judô nos Jogos Pan-Americanos só terão início na próxima quarta-feira, dia 26. Enquanto aguardo, com ansiedade, o começo das lutas, estou aproveitando para estudar bastante o currículo de cada participante. Também devo participar do Congresso Técnico, que definirá os adversários dos brasileiros e tenho tentado ficar por dentro de tudo.
A Seleção Brasileira de Judô ainda não desembarcou em Guadalajara, mas nem por isso tenho deixado torcer pelos nossos atletas que estão aqui.
É sempre bom ver o Brasil no pódio!
Tive a oportunidade de acompanhar a conquista de medalhas de ouro na natação e o bronze de Angélica Kvieczynski, da ginástica rítmica desportiva, que considero, plasticamente, uma das modalidades mais bonitas do Pan. Também fui prestigiar as disputas do taekowdo.
Ontem, tive o privilégio de acompanhar, in loco, a conquista da décima medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos de Hugo Hoyama. Estive lá acompanhado pela Magic Paula e pela Luisa Parente.
Hugo é um atleta diferenciado numa modalidade que não tem maior destaque no Brasil, apesar do grande número de praticantes. Afinal, até hoje, nenhum outro brasileiro conseguiu conquistar mais medalhas do que ele nos Jogos Pan-Americanos. Claro que, até o final desse Pan, o Tiago Pereira, da natação, pode superar essa marca, mas isso não diminui o grande feito de Hugo, que está disputando um Pan pela sétima vez na sua carreira.
Vibrei muito ao vê-lo conquistando essa décima medalha de ouro. Afinal, além de amigo pessoal de Hugo eu estava lá como um torcedor brasileiro.
E hoje tem mais.
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Publicado em 12/10/2011 às 08h56
Viva a tecnologia!!!!
Cheguei anteontem aqui, em Guadalajara. Já visitei o Centro de Imprensa e peguei minha credencial. Já falei com a minha família, resolvi questões profissionais e estou até enviando este post, exatamente como se estivesse no Brasil.
Bendita tecnologia!!!
A questão das competições internacionais hoje é muito diferente da minha época. Quando eu competia, a internet ainda engatinhava, não havia TV a cabo e os computadores eram enormes e lentos. O telefone era, praticamente, o único meio de comunicação com a família, mas as ligações, além de caríssimas, não eram feitas com a mesma facilidade de hoje em dia.
Em consequência dessa dificuldade de comunicação, em competições internacionais, como os Jogos Pan-americanos, ficávamos quase isolados por vários dias.
Agora, apesar de concentrado, com recursos como celular, skype, internet, webcam, notebook e tablets dos mais variados modelos, os atletas têm muito mais facilidade de se comunicar com a família, a qualquer hora e em qualquer lugar. Dessa maneira, o período de concentração nas competições acontece de maneira muito mais tranquila.
Mesmo longe, no México, os atletas que disputarão os Jogos Pan-americanos de Guadalajara poderão manter o contato com os pais, filhos, maridos, esposas, namorados e namoradas. Isso, por um lado, é bom, já que o atleta não corre o risco de se sentir sozinho num momento tão importante como esse. Mas, ao mesmo tempo, todos esses recursos podem impedi-lo de se desligar de alguns problemas do dia-a-dia, o que pode acabar atrapalhando a concentração.
Como cada um é diferente, cortar o contato com as pessoas de fora da equipe pode ser bom para alguns atletas e péssimo para outros. Por isso, cabe a cada técnico conhecer os limites de cada um e definir a melhor estratégia em relação à comunicação.
Para nós, que vamos atuar do lado de fora das áreas de competição, toda essa tecnologia é um grande presente.
A gente se vê, em breve, na Record!
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