Publicado em 20/06/2011 às 13h53
Um Grand Slam excelente
Hoje acordei feliz, ainda contagiado pela excelente participação do judô brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro, de forma especial, no feminino. Das sete categorias disputadas, nossas meninas subiram ao pódio em seis, além de terem ficado à frente do masculino na conquista de medalhas: foram seis contra cinco.
A participação das mulheres brasileiras no Grand Slam confirma que o nosso judô feminino caminha a passos largos para a conquista de medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, com condições para construir uma tradição vencedora como a que já existe no masculino.
Veja o desempenho das brasileiras nas finais do Grand Slam de judô:
Nosso judô masculino teve uma boa participação. Os maiores destaques foram Leandro Guilheiro, um dos principais judocas do mundo, que está na direção certa para a conquista de uma medalha de ouro em Londres-2012, e o peso pesado João Gabriel Schlittler.
Afastado das competições internacionais há dois anos, João Gabriel foi convocado para o Grand Slam, na última hora, sexta-feira passada, para substituir o contundido Leandro Gonçalves, e apresentou uma performance irretocável. Tudo o que ele precisa é manter esse nível de atuação. É mais um atleta forte no time brasileiro e mais um para brigar pela vaga olímpica entre os pesos pesados.
Brasileiro Leandro Guilheiro fatura o ouro no Grand Slam de judô:
João Gabriel leva a melhor em final brasileira do judô e fica com o ouro:
Como avaliação, ficou claro que o masculino carece de renovação, com o surgimento de novos talentos. Há muito tempo, os grandes resultados vêm sendo conquistados por Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Flávio Canto, Daniel Hernandes e Hugo Pessanha. De todos eles, só Hugo Pessanha ainda não disputou uma olimpíada, mas, mesmo assim, já está entre os melhores do Brasil há anos.
Para garimparmos novos talentos, seria necessário um trabalho de longo prazo, já que, hoje, o judô deixou de ser praticado unicamente em academias, associações e clubes e passou a ser difundido também nas escolas e projetos sociais. Minha sugestão é que seja desenvolvida uma política que organize toda essa prática, além de um trabalho que tenha como objetivo detectar talentos nesses locais e encaminhá-los a centros de desenvolvimento.
A participação brasileira foi excelente. Conquistamos 11 medalhas, superando, e muito, as seis do ano passado. Com o detalhe de que, desta vez, foram quatro medalhas de ouro contra uma única do ano passado. Um recorde indiscutível.
Parabéns ao judô brasileiro! Semana que vem tem Copa do Mundo, em São Paulo e a nossa torcida continua.
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Publicado em 17/06/2011 às 19h11
Contando as horas
Os principais judocas do Brasil e os grandes nomes do judô mundial estão contando as horas para o início das disputas do Grand Slam do Rio de Janeiro, que acontece, a partir das 9 horas da manhã deste sábado, dia 18 de junho, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
O Grand Slam é, sem dúvida, a mais importante etapa do circuito mundial da Federação Internacional de Judô (FIJ) realizado no Brasil. A importância de um bom resultado nessa competição vai muito além do título. Estão em jogo, principalmente, os 300 pontos válidos para o ranking olímpico e mundial da FIJ, que definirá os representantes de cada país para a Olimpíada de Londres-2012. A medalha de ouro vale 300 pontos para o ranking, a de prata 180 e a de bronze 120. Além disso, o Grand Slam oferece US$ 150 mil em premiação para os medalhistas. Mas, na minha opinião, o maior legado dos primeiros colocados nesse torneio no Rio é a conquista de uma maior autoconfinaça, fundamental para quem sonha com o pódio olímpico.
Na briga, 334 atletas de 55 países, sendo 22 medalhistas olímpicos e 59 judocas que conquistaram medalhas em Mundiais.
A seleção brasileira, por ser a anfitriã, será representada por 53 atletas, entre eles Tiago Camilo e Leandro Guilheiro, medalhistas olímpicos e mundiais; Flávio Canto e Ketleyn Quadros, que já conquistaram medalhas em Olimpíadas; João Derly, Leandro Cunha, Mayra Aguiar, Sarah Menezes e João Gabriel Schlittler, que também já trouxeram medalhas de campeonatos mundiais.

Às vésperas da competição, Luciano Correa e Leandro Gonçalves, contundidos, foram cortados e agora torcem para poder voltar a lutar na Copa do Mundo de São Paulo, nos dias 25 e 26 de junho.
No ano passado, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, com Hugo Pessanha; uma de prata, com Maria Suelen Altheman, e quatro bronzes: Leandro Guilheiro, Flávio Canto, Mayra Aguiar e Mariana Santos Silva.
O desafio de Hugo Pessanha e Daniel Hernandes, que foi ouro no Grand Slam de 2009, é chegar ao bi. Pelos resultados obtidos na última temporada e, principalmente, no Mundial de 2010, o Brasil tem grandes chances de subir ao degrau mais alto do pódio mais de uma vez.
A Record News vai transmitir, ao vivo, as lutas finais do Grand Slam, neste sábado (17) e domingo, (18) a partir das 16h. Eu já estou no Rio de Janeiro me preparando para comentar os principais lances dessa disputa e torcer muito pelo Brasil.
Sua torcida é muito importante! Vamos vibrar juntos pela Record News.
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Publicado em 31/05/2011 às 11h26
Contagem regressiva para o Grand Slam do Rio de Janeiro
No último final de semana, nove judocas brasileiros competiram no Grand Slam de Moscou, mais uma vez, de olho nos pontos para o ranking mundial que definirá as vagas para os Jogos Olímpicos de Londres-2012. Cinco deles conseguiram seu objetivo. Hugo Pessanha e Mayra Aguiar conquistaram o bronze, enquanto Felipe Kitadai, Leandro Cunha, Sarah Menezes ficaram em quinto lugar.
Com os 120 pontos somados em Moscou, Hugo Pessanha passa a contabilizar 720 pontos no ranking da Federação Internacional de Judo (FIJ), no qual com os descartes, antes de Moscou, ocupava a oitava posição entre os médios, atrás de Tiago Camilo, que é o sétimo, com 880 pontos.
Aliás, a briga entre Hugo e Tiago Camilo pela vaga na Olimpíada e nos Jogos Pan-Americanos será um dos destaques do Grand Slam do Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de junho, quando os dois estarão no tatame.
Tratando de uma lesão no tornozelo, Camilo tem grandes expectativas em relação à próxima Olimpíada. Caso garanta a vaga e suba novamente ao pódio, ele entrará para a história como o único judoca brasileiro a conquistar três medalhas olímpicas em diferentes categorias de peso. Ele foi prata em Sydney-2000, na leve; bronze, em Pequim-2008, na meio-médio, e pode ser o representante brasileiro na luta pelo ouro, em Londres-2012.
Ano passado, Hugo Pessanha foi o único campeão brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro e, nesse ano, precisa, mais do que nunca, dos 300 pontos que vêm junto com a medalha de ouro.
Todos os demais medalhistas do Grand Slam de 2010 - Maria Suelen Altheman (prata/+78kg), Leandro Guilheiro (bronze/-81kg), Flávio Canto (bronze/-81kg), Mayra Aguiar (bronze/-78kg) e Mariana Silva (bronze/-63kg) - também estão em fase final de preparação para voltar a subir ao pódio, de preferência, no lugar mais alto.
A contagem regressiva está aberta!
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Publicado em 30/05/2010 às 21h15
Músculos, técnica e coração
Em competições de alto nível, como o Grand Slam e a Copa do Mundo, o foco dos atletas e espectadores fica centrado nas performances no tatame. Uma preparação física adequada e técnica apurada são indispensáveis para alcançar o objetivo: vencer e subir no degrau mais alto do pódio.
Nesse final de semana, o judô brasileiro viveu situações que demonstram, claramente, o alto nível emocional de alguns dos nossos atletas. Foram os casos de Luciano Correa, que conseguiu virar vários resultados contrários, mesmo lutando com adversários que estão entre os melhores do ranking mundial; e Leandro Guilheiro, que venceu todas as suas lutas por ippon, revelando forma física, técnica e emocional diferenciada.
Mas antes, depois e, em alguns casos, até durante as disputas dos dois últimos finais de semana, ficou evidente que muitos judocas não têm o preparo emocional adequado para fazer uma luta mais equilibrada ou mesmo para elaborar uma boa estratégia para vencer.
No sábado, fiquei impressionado ao ver alguns atletas saírem chorando da área de competição, tristes com a derrota ou emocionados com a vitória. É natural que o esportista se emocione. Afinal, muitos alcançaram, nessa Copa do Mundo, sua primeira conquista internacional. Num momento como esse, o pensamento voa e o atleta se emociona ao lembrar dos sacrifícios que fez para chegar ao pódio, do apoio da família, enfim, da sua história. Lembra-se de quanto choro foi flagrado pelas câmeras de TV durante os Jogos Olímpicos de Pequim? Eu mesmo me emocionei muito ao conquistar o ouro olímpico em Barcelona. Esse filminho também passou na minha cabeça. Eu me emocionei, sim, mas não chorei, não cai em lágrimas.
Esporte e emoção andam juntos. Porém, o que preocupa é que, muitas vezes, esse choro revela a pressão emocional a que o atleta estava sendo submetido. Algumas vezes uma pressão imposta por ele mesmo. Todo esportista tem que ter em mente que, quando se entra numa competição, tanto a vitória fazem parte do jogo. A vitória é motivo de alegria e comemoração, assim como a derrota deve ser seguida pela análise e correção dos erros.
Atletas despreparados emocionalmente podem ser derrotados mesmo quando têm todas as condições físicas e técnicas de ganhar. Vamos sediar a Olimpíada de 2016 e essa é a hora de traçar estratégias para uma preparação emocional de alto nível para os nossos atletas, em todas as modalidades. Um campeão precisa ser capacitado física, técnica e também emocionalmente.
Até!
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Publicado em 28/05/2010 às 20h47
Quem serão os talentos do futuro?
Grand Slam, Copa do Mundo, pódio, medalhas, atletas verde-amarelos conquistando pontos no ranking e chegando mais perto da possibilidade de garantir uma vaga para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. É um momento mágico do judô brasileiro. Quando é que poderíamos imaginar que o Brasil iria ter estrutura e know how para fazer eventos como esses? Como dizem os antigos, no meu tempo as coisas eram mais difíceis.
Mas, ao mesmo tempo em que festejo a nossa posição privilegiada por ser o único país do mundo a sediar duas competições internacionais importantes, como o Grand Slam e a Copa do Mundo, também fico preocupado. Estamos evoluindo na organização de eventos e a estrutura que é oferecida aos atletas também precisa evoluir de maneira mais significativa. Precisamos trabalhar de maneira mais intensa, buscando a revelação de talentos. Os grandes nomes do nosso judô para sempre serão grandes nomes, mas atletas envelhecem, se aposentam e, se não houver um trabalho eficiente na base, as estrelas do judô brasileiro, num futuro não muito distante, deixarão uma grande lacuna na galeria de campeões. É urgente e preciso investir em novos talentos!
Para que os futuros campeões surjam, é necessário que haja investimento em cursos para os professores, é preciso investir em treinamento.
A questão do judô brasileiro já não é mais a massificação. A massificação é boa, mas é necessário qualificar os profissionais que alimentam o esporte de alto rendimento. A maioria dos professores quer trabalhar com o judô de competição, com grandes nomes. Mas, sem um trabalho sério na base o risco é, em breve, não haver mais grandes nomes.
Sei que o momento é de festa, mas esse é um assunto para se pensar e agir. E rápido.
Nesse final de semana, vamos torcer para que os brasileiros alcancem resultados tão bons ou até melhores dos que os do Grand Slam, na semana passada, quando garantimos seis medalhas. Olho nas meninas, porque elas já provaram que não estão de brincadeira!
Até!
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