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O ouro não veio, mas Guilheiro continua entre os melhores do mundo

A tão esperada medalha de ouro de Leandro Guilheiro foi, mais uma vez, adiada para o próximo mundial. O melhor judoca brasileiro na atualidade não subiu ao degrau mais alto, mas, novamente, marcou presença no pódio. Em 15 competições na categoria meio-médio, Leandro Guilheiro conquistou 15 medalhas. Uma regularidade invejável.

O bronze conquistado hoje foi a segunda medalha de Guilheiro em Mundiais e ele continua figurando entre os melhores do mundo. Segundo colocado no ranking, o brasileiro era um dos atletas a ser batido na categoria até 81 quilos nesse Mundial. Todos os adversários o estudaram muito bem.

A cada ano surge uma nova safra de judocas com grande potencial. Uma dessas revelações, o campeão mundial sub-20 de 2010, o montenegrino Srdjan Mrvaljevic, superou Guilheiro na semifinal.

guilheiro apresentacao 450 O ouro não veio, mas Guilheiro continua entre os melhores do mundo

Até perder para o judoca de Monte Negro, Leandro venceu o colombiano Pedro Castro, o iraniano Amir Nejad Ghasemi, o francês Alain Schmitt e Sergiu Toma, da Moldóvia. Na disputa pela medalha de bronze, venceu Elkhan Rajabili, do Azerbaijão, bronze no Mundial de 2003, por ippon.

Na mesma categoria de Guilheiro, até 81 quilos, Flávio Canto venceu  o mexicano Karim Rezc e o ucraniano Vitalli Dudchyk, mas perdeu para o russo Ivan Ninfontov, oitavo do ranking. Canto vem de uma série de três cirurgias e teve pouco tempo de recuperação.

Mariana Silva perdeu na primeira luta para a austríaca Hilde Drexler. O título ficou com a francesa Gevrise Emane, que se sagrou bicampeã mundial. A luta final entre Gevrise e a japonesa Yoshie Ueno, número um do mundo e campeã em 2010, foi decidida para o hantei.

Sem dúvida, foi um dia de grandes emoções para os amantes do judô.

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A voz da experiência

Num passado recente, o caminho para chegar ao pódio de competições internacionais importantes, como Campeonatos Mundiais, Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos era bem árduo. Não havia apoio nem patrocínio e a estrutura das confederações estava bem longe do que podemos considerar ideal. Hoje, felizmente, muita coisa mudou. As leis de incentivo ao esporte, o apoio do governo e a visão ampla de muitas empresas têm garantido os recursos necessários para que muitos técnicos e atletas tenham paz para se dedicar, integralmente, à preparação.

Hoje, medalhas são sinônimo não só de pódio, fama e reconhecimento, mas também de retorno financeiro. O empenho de medalhistas olímpicos da atualidade tem sido recompensado com bolsas mensais que o incentivam a continuar na busca pela superação. Isso é muito louvável, mas pena que nem sempre tenha sido assim.

Muitos dos grandes nomes do nosso esporte do passado deram sequência à sua vida, sem nenhum glamour, distantes das áreas de competição. Enquanto alguns tentam superar as dificuldades financeiras por não saberem fazer outra coisa a não ser treinar e competir, outros desenvolvem atividades profissionais em outras áreas, que não a esportiva. Essa realidade denuncia, no mínimo, o desperdício de um conhecimento precioso que poderia ser repassado para as futuras gerações.

Com os recursos necessários para executar seus projetos rumo ao pódio, tanto governo quanto confederações deveriam seguir a fórmula bem-sucedida das Confederações Brasileiras de Atletismo e de Vôlei, que exploram, com sabedoria, a experiência de ex-atletas vencedores. Bem remunerados, campeões do passado ministram cursos e clínicas, onde repassam seus conhecimentos aos mais jovens, incentivando a prática da modalidade e incrementando o preparo dos futuros campeões.

Os recursos, outrora tão escassos, parecem estar mais acessíveis aos responsáveis pela gestão das diversas modalidades olímpicas no Brasil. Confederações, empresas e o governo federal precisam estar atentos aos cases de sucesso na formação de medalhistas olímpicos. No Brasil, há diversos atletas, medalhistas olímpicos e mundiais, que investiram sua vida em anos de treinamento e competições, adquirindo técnica, táticas e segurança que podem fazer a diferença na formação dos esportistas mais jovens.

É preciso ouvir as vozes da experiência porque experiência vale ouro. Os ícones do passado conhecem o “caminho  das pedras” para o pódio olímpico. A poucos anos da realização de uma Olimpíada dentro das nossas fronteiras, não podemos desperdiçar o know-how de homens e mulheres que ajudaram a escrever a nossa história olímpica. Vale a reflexão.

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Competições decisivas na Europa

O circuito de competições internacionais de 2011 já começou. E nós começamos bem. No Grand Slam de Paris, disputado no último final de semana, garantimos uma medalha de prata, com Tiago Camilo; e duas de bronze, com Mayra Aguiar e Sarah Menezes. Fomos representados por sete atletas e trouxemos três medalhas mais um quinto lugar, o que pode ser avaliado como um aproveitamento muito bom.

A partir de agora, o processo classificatório para os Jogos Olímpicos e a briga por pontos no ranking mundial entram num momento importantíssimo, e o Brasil está numa condição bem confortável. Se a Olimpíada fosse hoje, teríamos representantes em todas as sete categorias no masculino. No feminino, só ficaríamos fora da briga na médio, onde a brasileira melhor classificada, Maria Portela, é a 33ª. Classificam-se os 22 melhores no masculino e as 14 primeiras no feminino.

Em algumas categorias, como a meio-médio, a médio, meio-pesado e a pesado, temos mais de um atleta ranqueado entre os 22 melhores do mundo. Mas apenas um em cada categoria poderá representar o país em Londres 2012.

As disputas internas em cada peso são uma atração à parte. Na meio-médio, a briga é entre Leandro Guilheiro, segundo no ranking da FIJ, Flávio Canto, que é o sétimo, e Nacif Elias, 20º colocado. Na médio, o Brasil poderá ser representado por Hugo Pessanha, sétimo, ou Tiago Camilo, oitavo, isso sem contarem os pontos conquistados no Grand Slam de Paris. Luciano Correa, sétimo, e Leonardo Leite, 19º, são os melhores brasileiros no ranking da meio-pesado. E mais três grandes nomes brigam, com vantagem, pela vaga na peso pesado: Daniel Hernandes, décimo terceiro, Rafael Silva, décimo nono, e Walter Santos, que, com os descartes de atletas do mesmo país, fica com a décima nona colocação.

A lista dos brasileiros que iriam a Londres, se a Olimpíada fosse hoje, também inclui Felipe Kitadai (22º), Leandro Cunha (10º) e Bruno Mendonça (17º). No feminino, as melhores no ranking são Sarah Menezes (5º lugar, na ligeiro), Erika Miranda (10º lugar, na meio-leve), Mariana Silva (14º, na meio-médio), Mayra Aguiar (9º, na meio-pesado) e Maria Suelen Atlheman (14º lugar, entre as peso pesados). Salientando Mariana Silva e Maria Suelen conquistariam a vaga, graças aos descartes de atletas do mesmo país, que estão acima no ranking.

sarah menezes Competições decisivas na Europa

Sarah Menezes fatura bronze em Grand Slam de judô

Para os judocas do mundo inteiro, continuar conquistando pontos e melhorar cada vez mais a posição no ranking é importante não apenas para garantir a vaga nos jogos Olímpicos, mas também para ter uma situação mais confortável na disputa olímpica, já que os cabeças-de-chave serão também definidos pelo ranking da FIJ. Saindo em vantagem no sorteio das chaves dos Jogos, nossos atletas terão melhores condições de trazer medalhas.

A luta por medalhas e pontos continua nos próximos finais de semana, na Europa, com as disputadas das Copas do Mundo de Budapeste, para o masculino; Viena e Praga, no feminino; e do Grand Prix de Dusseldorf . Além de Luciano Correa e Erika Miranda, que lutaram em Paris, o Brasil será representado por Taciana Lima, Andressa Fernandes, Rafaela Silva, Ketleyn Quadros, Mariana Silva, Camila Minakawa, Maria Portela, Maria Suelen Altheman, Felipe Kitadai, Breno Alves, Alex Pombo, Victor Penalber, Nacif Elias, Leonardo Leite, Rafael Silva e David Moura.

O sonho do pódio olímpico está em jogo em cada luta. Os brasileiros contam com a nossa torcida.

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Um por todos e todos por um

Depois de um ano repleto de competições, nas quais, embora estivessem representando a Seleção Brasileira, nossos judocas tiveram o privilégio e o desafio de lutar por medalhas individuais, onde era cada um por si na sua própria categoria, agora os maiores nomes do judô nacional defenderão seus clubes no Grand Prix Nacional Masculino Por Equipes, neste final de semana, em Salvador, e no próximo, em São Paulo.

Sábado e domingo passado foi a vez da nova geração campeã do judô feminino brasileiro despertar as emoções dos amantes da modalidade, na final do GP Nacional, em Porto Alegre. Na decisão do título, o maior destaque ficou por conta da peso pesado Rochelle Nunes, da Sogipa, que superou a mexicana Vanessa Zambotti, atual campeã dos Jogos Pan-Americanos, por ippon. Detalhe: Vanessa, que defendeu a Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro, é 40 quilos mais pesada que Rochelle e vencia a luta por wazari. Na classificação geral, a Sogipa ficou com o bi e a Universidade Castelo Branco foi vice. O que comprova o crescimento do judô feminino carioca nos últimos anos. Foi, sem dúvida, um grande evento.

O GP Masculino que começa amanhã, sexta, é uma oportunidade para que os amantes do judô possam acompanhar o desenvolvimento dos grandes judocas nacionais num grande evento. E olha que ver as feras dos tatames, ao vivo, no Brasil, é uma conquista recente, fruto de um calendário que, como em todas as modalidades, é “inchado”, mas muito bem organizado.

Nomes consagrados como Carlos Honorato, do São Caetano, e Luciano Corrêa, do Minas Tênis Clube, além de alguns dos judocas que disputaram o Campeonato Mundial do Japão, como o santista Bruno Mendonça, da AJ Rogério Sampaio/Telefônica, estarão no GP Nacional. Ao todo serão 12 equipes.

Vale destacar que o GP Nacional antecede o Campeonato Mundial Por Equipes, que acontecerá entre os dias 29 e 31 deste mês, em Istambul, na Turquia. E essa será uma boa chance para observar as particularidades da competição por equipes, que tem um fator emocional diferente: a luta continua sendo individual, mas os atletas competem por si e pelos outros e, por isso, aprendem a se utilizar mais da estratégia buscar o resultado mais interessante para a equipe. É um por todos e todos por um!

Fique ligado!!!

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