Publicado em 07/11/2011 às 18h06
Show de judô em Porto Alegre
Como já havia falado antes, os judocas da Seleção Brasileira que conquistaram medalhas nos Jogos Pan-Americanos não tiveram muito tempo para comemorar nem para descansar.
Alguns dos principais nomes do judô nacional estiveram reunidos, neste final de semana, no Ginásio da Sogipa, em Porto Alegre, onde foi realizada a eliminatória e a semifinal da oitava edição do Grand Prix Nacional Masculino de Judô.
O GP Nacional é uma competição tradicional. Luciano Corrêa, Rafael Silva, Leandro Guilheiro e Bruno Mendonça, entre outros, estiveram em Porto Alegre. Todos defendendo seus clubes.
Como não poderia deixar de ser, eu também estive lá, no Rio Grande do Sul, para comentar as semifinais da competição para a Record News.
Tive o privilégio de acompanhar excelentes combates e disputas muito equilibradas.
Das 12 equipes participantes - São Caetano/SP, SESC/BA, Castelo Branco/RJ, Inhumas/GO, Pinheiros/SP, Sogipa/RS, Minas Tênis Clube/MG, AJ Rogério Sampaio/SP, Jequiá/RJ, Flamengo/RJ, Santo André/SP e FTC/BA – classificaram-se Minas Tênis Clube, Pinheiros, Castelo Branco e São Caetano.
A decisão do título está marcada para o próximo dia 13, no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Pinheiros/SP e Minas Tênis Clube/MG são os finalistas. São Caetano/SP e Universidade Castelo Branco/RJ lutam pelo bronze. A decisão das medalhas começará às 11 horas e terá transmissão ao vivo pela Record News. Eu vou estar lá. Vamos?
A outra notícia do judô, neste final de semana, não foi tão animadora. A Seleção Brasileira encerrou a participação no Campeonato Mundial Sub-20, na Cidade do Cabo, África do Sul, sem novas medalhas, além da prata de Águeda Silva e do bronze de Allan Kuwabara, conquistados no primeiro dia.
Nas três últimas edições do Mundial Sub-20, o Brasil conquistou medalhas de ouro. O ouro não veio dessa vez. Mas isso não é uma coisa do outro mundo. Essa é uma categoria formadora de atletas. Todos eles ainda têm muito tempo para se tornar campeões do mundo – ainda no Júnior ou no Sênior - e dar muitas alegrias ao judô brasileiro.
Parabéns à Águeda e ao Allan pelas medalhas. Parabéns a todos os atletas, vencedores por terem chegado a um Mundial Sub-20. Parabéns à Comissão Técnica. O trabalho continua e as medalhas vieram como resultado disso.
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Publicado em 03/11/2011 às 19h36
O Brasil novamente no pódio
Num ano dourado para o judô brasileiro, continuamos ganhando medalhas nesta quinta-feira (3). Desta vez, no Campeonato Mundial Sub-20, na Cidade do Cabo, na África do Sul.
O ano é dourado porque, em 2011, tivemos nossa melhor participação num Mundial Sênior e também numa edição dos Jogos Pan-Americanos. E começamos muito bem no Mundial Sub-20.
Embora o Mundial Júnior (Sub-20) tenha um caráter revelador, muitas vezes atletas da Seleção Brasileira que não conseguem chegar a medalhas nessa categoria podem chegar a ser astros do judô brasileiro na Seleção Sênior. No final, a experiência é o que conta.
Os destaques do dia foram Águeda Silva, que chegou, mais uma vez, ao vice-campeonato; e Allan Kuwabara, que garantiu a medalha de bronze. Mas os meus parabéns vão para todos os brasileiros que competiram nesse primeiro dia. Afinal, todos são importantes para a renovação do judô brasileiro.
Amanhã(4) entram no tatame Eleudis Valentim (52kg), Flávia Gomes (57kg), Rafaela Silva (57kg), Afonso Baldigem (66kg) e Vinícius Sakamoto (66kg).
As maiores expectativas ficam por conta das performances de Eleudis Valentim, vice-campeã em 2010; de Rafaela Silva, campeã mundial Sub-20, em 2008, e medalha de prata no Mundial Sênior de Paris, na atual temporada; e de Flávia Gomes, vice-campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude.
Embora ainda sem medalhas em Mundiais, Afonso Baldigem e Vinícius Sakamoto são atletas muito fortes e têm boas chances de subir no pódio.
Boa sorte a todos!
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Publicado em 29/08/2011 às 14h48
Balanço do Mundial da França
O Brasil teve uma participação excelente no Mundial da França. Nas disputas individuais, marcamos um novo recorde de medalhas conquistadas na história da nossa seleção em mundiais, com cinco pódios.
Dos cinco medalhistas, quatro confirmaram a performance obtida em Tóquio, em 2010: Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Leandro Cunha e Leandro Guilheiro. A eles se juntou a jovem Rafaela Silva, que teve uma atuação irrepreensível. Das cinco lutas que venceu, Rafaela conquistou quatro ippons e um wazari.
O Brasil vai se apresentar nos Jogos Olímpicos de Londres com um grande número de judocas entre os melhores do mundo e com autoconfiança elevada por eles serem medalhistas no último Campeonato Mundial antes da Olimpíada. Esse fator aumenta a expectativa de conquista de medalhas em Londres-2012.
Outro ponto a se comemorar é a medalha de prata do masculino no Campeonato Mundial por Equipes.
O resultado foi o mesmo do ano passado. Só que, dessa vez, o título foi conquistado por um placar de 3 x 2 contra a França, numa luta final emocionante entre o pentacampeão mundial Teddy Riner e Rafael Silva, decidida, por penalidade, no golden score. Além do favoritismo do supercampeão francês, Rafael enfrentou toda a pressão da torcida local, apaixonada por judô, e teve uma atuação excelente.
Na França, o Brasil apresentou uma evolução em relação à conquista de medalhas. Parabéns aos nossos atletas, à Comissão Técnica e à direção da Confederação Brasileira de Judô!
As medalhas conquistadas nos Mundiais de 2010 e 2011 têm uma importância muito grande pelo fato de as disputas terem acontecido no Japão e na França, países onde o judô é mais evoluído. Tudo isso valoriza ainda mais essas conquistas.
Essa foi a primeira vez que o Brasil trouxe mais medalhas no feminino do que no masculino o que faz com que, em Londres, as expectativas sejam maiores em relação ao feminino do que ao masculino.
Há que se destacar o crescimento rápido da seleção feminina nos últimos cinco anos. O grande questionamento, entretanto, continua sendo a necessidade de renovação no masculino, que precisa repor com maior qualidade as suas “peças”.
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Publicado em 27/08/2011 às 05h45
Cinco brasileiros em busca de medalhas no último dia do Mundial
Neste último dia de disputadas individuais do Campeonato Mundial da França, o Brasil terá cinco chances de conquistar a sexta medalha.
Entre os meio-pesados, o campeão mundial de 2007 Luciano Correa e Leonardo Leite.
Depois de uma cirurgia no ombro, Luciano permaneceu afastado dos tatames por cinco meses no início desse ano e, logo na sua primeira competição, conquistou o bronze na Copa do Mundo de São Paulo. É o 17º do ranking e tem boas chances de repetir o feito no Mundial do Rio de Janeiro.
Décimo-nono do ranking, Leonardo Leite fará sua estreia num Mundial de Judô.
O resultado de hoje poderá definir o representante brasileiro nos Jogos Pan-Americanos e será fundamental também para os Jogos Olímpicos de Londres.
Brasileiro mais experiente em Campeonatos Mundial, Daniel Hernandes coleciona alguns quintos lugares e, dessa vez, deve brigar, mais que nunca, para não bater na trave novamente e trazer uma medalha.
Esse ano, ele foi prata no Grand Slam do Rio de Janeiro e é o 10º do ranking.
Rafael Silva é uma das minhas apostas de medalha. Décimo-terceiro no ranking, ele foi prata no Campeonato Mundial por Equipes, no ano passado; ouro na Copa do Mundo de Budapeste, bronze no Grand Prix de
Dusseldorf e prata no Campeonato Pan-Americano. É uma das grandes promessas do judô brasileiro.
Outra grande aposta é a pesada Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio. Esse ano, ela vem conquistando resultados importantes: foi quinta colocada no IJF Masters de Baku, que reúne apenas os Top16 do Ranking Mundial; bronze na Copa do Mundo de Praga, vice-campeã da Copa Pan-Americana, vice-campeã Sul-Americana, bronze no Campeonato Pan-Americano, quinto lugar no Grand Slam do Rio de Janeiro, bronze na Copa do Mundo de São Paulo, prata na Copa do Mundo de Miami e prata nos Jogos Mundiais Militares.
Suelen tem todas as condições de chegar ao pódio, mas essa conquista passa, primeiro, pela autoconfiança e o equilíbrio emocional da atleta.
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Publicado em 23/08/2011 às 15h25
Prata e bronze para o Brasil na abertura do Mundial da França
O Brasil começou bem o Campeonato Mundial da França. Das três categorias disputadas, conquistamos duas medalhas: uma de prata, com Leandro Cunha, e uma de bronze com Sarah Menezes. Mesmo resultado do ano passado. Sem dúvida, é um excelente começo.
Felipe Kitadai superou a primeira luta contra o Pavel Petrikov, da República Tcheca, com dois wazaris; venceu também a segunda, contra o canadense Frazer Will, também por wazari, mas perdeu a terceira contra o Rishod Sobirov, do Uzbequistão, por ippon.
Perdendo antes das quartas-de-final, o brasileiro não teve chances de ir para a repescagem e brigar por uma medalha. Apesar de não ter chegado ao pódio, Kitadai, que é um atleta ainda muito jovem, venceu duas lutas e foi derrotado pelo judoca que ficou com o título. Sua participação foi muito boa e mostrou que ele é um atleta que vem evoluindo.
Sarah Menezes repetiu o resultado do ano passado e voltará ao Brasil com mais uma medalha de bronze. Parabéns, Sarah! Cabeça de chave número quatro, ela bateu a espanhola Oiana Blanco, por wazari; a sul-coreana Seung-Min Shin, por ippon; e a húngara Eva Csernoviczki, também por ippon, mas foi derrotada pela japonesa campeã mundial Haruna Asami, por ippon. Asami ficou, novamente, com a medalha de ouro. Sarah já havia perdido para a japonesa na final do Grand Slam do Rio de Janeiro deste ano. Na disputa pela medalha de bronze, a brasileira venceu a francesa Frederique Jossinet.
O melhor resultado do dia foi do meio-leve Leandro Cunha. Vice-campeão em 2010, ele começou a competição vencendo o armênio Armen Nazarian, por yuko; depois bateu o georgiano Shalva Kardava, por ippon; o sul-coreano Jeong-Hwan Na, por yuko, no golden score; e o britânico Colin Oates, outra vez por ippon. Na semifinal, Cunha derrotou o esloveno Rok Draksic. Mas, na disputa pelo título, perdeu para o japonês Masashi Ebinuma.
Atleta veterano, Leandro Cunha ratifica a sua posição entre os melhores judocas do mundo e se consolida como favorito à conquista de medalha nos Jogos Olímpicos de Londres.
Amanhã lutam Érika Miranda, Rafaela Silva, Ketleyn Quadros e Bruno Mendonça.
Quinta colocada no ranking e quinta no Mundial do ano passado, Érika Miranda, esse ano, já foi ouro no Grand Slam do Rio de Janeiro, ouro na Copa do Mundo de São Paulo e bronze no Campeonato Pan-Americano.
Na categoria leve, o Brasil terá duas representantes: a medalhista olímpica Ketleyn Quadros, 25ª do ranking, e a campeã mundial júnior de 2008 Rafaela Silva. Quinta no Mundial de Tóquio, no ano passado, Rafaela foi ouro na Copa do Mundo de São Paulo e no Grand Prix de Dusseldorf e prata no Grand Slam do Rio de Janeiro.
Rafaela é muito jovem, mas tem capacidade de estar entre as medalhistas nesse Mundial. Para isso, basta que ela consiga o equilíbrio emocional necessário nos momentos decisivos. Esse equilíbrio foi exatamente o que faltou a ela na final do Grand Slam do Rio de Janeiro.
Estreante em Mundiais, Ketleyn Quadros traz na bagagem os títulos da Copa do Mundo de Madrid e da Copa Pan-Americana, além do bronze na Copa do Mundo de São Paulo.

Felizmente, esse ano, nossa primeira medalhista olímpica do judô voltou a ter boas apresentações. Ketleyn passou por momentos difíceis depois da conquista em Pequim. Na minha visão, ela é uma das candidatas à conquista de medalhas e precisa muito de um bom resultado amanhã para poder continuar sonhando com os Jogos Olímpicos de Londres.
Uma das grandes promessas do judô brasileiro, o santista Bruno Mendonça, atleta da AJ Rogério Sampaio é o 14º no ranking da FIJ. Ele chega à França, para o seu segundo Mundial, mais experiente e com títulos como campeão Pan-Americano, bronze na Copa do Mundo Por Equipes; sétimo na Copa do Mundo de São Paulo; campeão por equipes e bronze no individual nos Jogos Mundiais Militares e prata na Copa do Mundo de Miami. No ano passado, Bruno foi prata no Campeonato Mundial Por Equipes, bronze no Grand Slam de Moscou e prata na Copa do Mundo de Roma.
Apesar de apresentar certa oscilação em suas performances, em consequência de contusões, Bruno é atleta bastante forte, que tem condições totais de ter uma boa atuação. Tudo vai depender muito da sua condição emocional na hora da disputa.
Neste Super Mundial, que reúne 880 judocas de 182 países, a categoria leve masculino é a que tem o maior número de inscritos, com 95 competidores. Bruno Mendonça vai ter um grande desafio pela frente, mas tem boas chances de entrar para a histórica, conquistando uma medalha.
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Publicado em 22/08/2011 às 18h12
Esquenta do Mundial: novidades e no que ficar de olho em Paris
O Campeonato Mundial de Judô começa amanhã, em Paris, na França. Essa será a primeira vez em que temos uma maior expectativa de conquista de medalhas no feminino do que no masculino.
Mayra Aguiar e Sarah Menezes, que subiram ao pódio em Tóquio, no ano passado, têm grandes chances de repetir o feito e, que sabe, desta vez, trazer uma medalha de ouro. Rafaela Silva, Érika Miranda e Maria Suelen Altheman, em excelente fase, também são boas promessas.
Em Paris, nossos atletas têm a oportunidade de entrar para história, realizando sua melhor participação num Campeonato Mundial disputado fora do Brasil. No Rio de Janeiro, em 2007, conquistamos três ouros e um bronze e o desafio, agora, é tentar repetir ou superar o feito longe de casa.
Amanhã, o ligeiro Felipe Kitadai, 14º do ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ), Leandro Cunha e Sarah Menezes entrarão no tatame. Todos eles estarão de bye na primeira rodada.
Em sua primeira luta Kitadai enfrentará o vencedor do combate entre Pavel Petrikov (CZE) e Houmed Hagui (DJI).
Vice-campeão mundial em 2010 entre os meio-leves, Leandro Cunha, vai enfrentar o vencedor da luta entre Dan Fasie (ROU) e Armen Nazaryan (ARM). Atualmente, ele é um dos brasileiros que estão entre os 10 melhores do ranking mundial, é o sétimo em sua categoria e, claro, deve alimentar toda a esperança de conquistar o ouro que não veio no ano passado.
Mas a grande expectativa do dia será a atuação da ligeiro Sarah Menezes. Cabeça de chave número quatro da competição, Sarah pega quem ganhar o confronto entre Olha Sukha (UKR) e Oiana Blanco (ESP).
Bronze no Mundial de Tóquio, no ano passado, e quarta colocada no ranking da FIJ, ela chegou a Paris credenciada por títulos como os ouros nos Campeonatos Mundiais Sub-20, de 2009 e 2008; a prata no Grand Slam do Rio de Janeiro deste ano e o bronze no World Masters 2011, que reuniu os 16 melhores do mundo em cada categoria.
Nas últimas competições, Sarah Menezes tem demonstrado certa dificuldade ao enfrentar atletas orientais, com estilo de jogo com mais movimentação, velocidade e técnica, embora prevaleça sempre no preparo físico. Este será grande um teste para o desenvolvimento dessa atleta muito jovem e que tem grandes chances de conquistar uma medalha nos Jogos de Londres.
As chances de chegar ao pódio na próxima Olimpíada Londres passam por um bom resultado nesse Mundial, já que estão em jogo muitos pontos válidos para o ranking. O Mundial de Paris poderá definir não só uma vaga, mas também uma posição mais confortável no sorteio das chaves nos Jogos Olímpicos, onde, provavelmente, os primeiros do ranking sairão como cabeças-de-chave.
São 500 pontos para o campeão, 300 para o vice, 200 para o medalhista de bronze, 100 para o quinto e 80 para o sétimo colocado. Estar entre os primeiros no Campeonato Mundial de Paris é um grande passo rumo à conquista do pódio olímpico em Londres.
Vamos torcer!
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Publicado em 02/03/2011 às 16h40
A voz da experiência
Num passado recente, o caminho para chegar ao pódio de competições internacionais importantes, como Campeonatos Mundiais, Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos era bem árduo. Não havia apoio nem patrocínio e a estrutura das confederações estava bem longe do que podemos considerar ideal. Hoje, felizmente, muita coisa mudou. As leis de incentivo ao esporte, o apoio do governo e a visão ampla de muitas empresas têm garantido os recursos necessários para que muitos técnicos e atletas tenham paz para se dedicar, integralmente, à preparação.
Hoje, medalhas são sinônimo não só de pódio, fama e reconhecimento, mas também de retorno financeiro. O empenho de medalhistas olímpicos da atualidade tem sido recompensado com bolsas mensais que o incentivam a continuar na busca pela superação. Isso é muito louvável, mas pena que nem sempre tenha sido assim.
Muitos dos grandes nomes do nosso esporte do passado deram sequência à sua vida, sem nenhum glamour, distantes das áreas de competição. Enquanto alguns tentam superar as dificuldades financeiras por não saberem fazer outra coisa a não ser treinar e competir, outros desenvolvem atividades profissionais em outras áreas, que não a esportiva. Essa realidade denuncia, no mínimo, o desperdício de um conhecimento precioso que poderia ser repassado para as futuras gerações.
Com os recursos necessários para executar seus projetos rumo ao pódio, tanto governo quanto confederações deveriam seguir a fórmula bem-sucedida das Confederações Brasileiras de Atletismo e de Vôlei, que exploram, com sabedoria, a experiência de ex-atletas vencedores. Bem remunerados, campeões do passado ministram cursos e clínicas, onde repassam seus conhecimentos aos mais jovens, incentivando a prática da modalidade e incrementando o preparo dos futuros campeões.
Os recursos, outrora tão escassos, parecem estar mais acessíveis aos responsáveis pela gestão das diversas modalidades olímpicas no Brasil. Confederações, empresas e o governo federal precisam estar atentos aos cases de sucesso na formação de medalhistas olímpicos. No Brasil, há diversos atletas, medalhistas olímpicos e mundiais, que investiram sua vida em anos de treinamento e competições, adquirindo técnica, táticas e segurança que podem fazer a diferença na formação dos esportistas mais jovens.
É preciso ouvir as vozes da experiência porque experiência vale ouro. Os ícones do passado conhecem o “caminho das pedras” para o pódio olímpico. A poucos anos da realização de uma Olimpíada dentro das nossas fronteiras, não podemos desperdiçar o know-how de homens e mulheres que ajudaram a escrever a nossa história olímpica. Vale a reflexão.
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