Publicado em 27/10/2011 às 06h00
Ouro, prata e bronze no primeiro dia do judô. E isso é só o começo!
Os resultados do judô brasileiro no primeiro dia de disputa no Pan foram excelentes. Foram três atletas e três medalhas: ouro, prata e bronze.
Responsável pela conquista da 100ª medalha do judô brasileiro em Jogos Pan-Americanos, Maria Suelen Altheman, que treina na AJ Rogério Sampaio, em Santos, fez um excelente primeiro combate, vencendo a venezuelana Giovanna Blanco. Mas, na segunda luta, contra a porto-riquenha Melissa Mojica, cometeu alguns erros e acabou perdendo a luta.
Suelen recebeu um golpe, na área amarela, se defendeu bem e parou. O árbitro não deu mate, a porto-riquenha deu sequência à luta, entrando com um estrangulamento. Para escapar, Suelen acabou oferecendo a chance da imobilização e perdeu por ippon.
Na disputa do bronze, ganhou, de forma sensacional, com um ippon aos 34 segundos. O terceiro lugar marcou a boa participação da esposa do vice-campeão olímpico Carlos Honorato. Parabéns, Suelen!
Rafael Silva fez uma boa participação na parte da manhã e, na final, contra o cubano Oscar Brayson, apesar de a luta ser muito equilibrada, acabou sendo derrotado.
A falta de iniciativa no combate fez com que o brasileiro fosse tomando punições que acabaram decidindo o combate. Rafael poderia ter sido um pouco mais agressivo na luta. Ele não conseguiu realizar seus golpes, perdeu e ficou com a prata. Mas tem motivos de sobra para comemorar. Afinal, ele é o segundo melhor do continente numa disputa que só acontece a cada quatro anos.
Luciano Corrêa foi o responsável pelo primeiro ouro. Ele não começou muito bem na primeira luta, apesar de ter vencido, por punições. O segundo combate foi de superação. O brasileiro perdia de wazari, virou o jogo e venceu por ippon.
O adversário da final foi ninguém menos que o cubano Oreydi Despaigne, com quem ele já havia lutado três vezes e por quem havia sido derrotado três vezes. Era um desafio. Ainda mais porque Luciano estava sem ritmo de luta, já que se submeteu a uma cirurgia e só voltou a treinar e competir há quatro meses. Apesar disso, o brasileiro se mostrou muito bem fisicamente. Desde o começo, tomou a iniciativa da luta e, no golden score, soube controlar o ritmo, forçando a punição. Ouro para o Brasil!
Hoje deve ser o melhor dia do Brasil nesse Pan. Estou muito confiante nas atuações de Leandro Gulheiro, Tiago Camilo, Mayra Aguiar e Maria Portela.
Camilo vai enfrentar o cubano Asley Gonzalez, que foi bronze no Mundial e derrotou o brasileiro no Grand Slam do Rio de Janeiro. Mas se tem alguém que pode vencê-lo, esse alguém é Tiago Camilo.
Mayra Aguiar terá uma parada dura já na segunda luta. Ela vai enfrentar ninguém menos que a norte-americana Kayla Harrison, campeã mundial em 2010 e bronze em 2011. Vai ser uma final antecipada.
Maria Portela vem crescendo muito esse ano. Foi campeã dos Jogos Mundiais Militares e tem chances de brigar pelo ouro. Para isso, terá que passar pela primeira adversária e, provavelmente, superar a colombiana Yuri Alvear, que já foi campeã mundial, para poder chegar à final.
Leandro Guilheiro e Leandro Guilheiro. Segundo colocado no ranking mundial dos meio-médios, ele entra sempre como favorito.
Vamos continuar na torcida. Minha aposta são sete medalhas de ouro. Agora só faltam seis.
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Publicado em 20/01/2011 às 06h00
Quase uma constelação!
Embora já estejamos em janeiro de 2011, na minha visão, a temporada 2010 só foi encerrada no último final de semana, com a realização do Masters de Baku, no Azerbaijão. Reunindo apenas os 16 melhores do ranking final de 2010 da FIJ em cada categoria, a competição, como era esperado, apresentou um alto nível e, o que é melhor, os brasileiros brilharam mais uma vez. Foi uma espécie de festa dos que conquistaram os melhores resultados e somaram mais pontos no ano que passou. O Masters fechou o calendário 2010 da FIJ e, oficialmente, abriu a temporada 2011.
Sarah Menezes conquistou a medalha de bronze entre as ligeiros, no sábado, e Leandro Guilheiro foi prata entre os meio-médios no domingo. Além disso, Tiago Camilo, Rafael Silva e Maria Suelen Altheman, embora não tenham chegado ao pódio, somaram preciosos pontos no ranking com o quinto lugar.
Independente dos resultados, o mais importante de tudo isso é que o judô brasileiro está conseguindo se manter numa condição em que não dependemos mais de uma estrela, de um grande nome do esporte para garantir sucesso nas disputas internacionais. Há bem pouco tempo, nossas esperanças eram depositadas nas performances de Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Luciano Correa. Eles eram as estrelas.
Hoje, embora Leandro continue sendo a estrela mais brilhante do judô nacional, temos uma constelação! Outros nomes despontaram e com grande potencial para brilhar por muito tempo. Figuramos entre os melhores do mundo graças também a Mayra Aguiar, Sarah Menezes e Rafael Silva. Aliás, consigo enxergar o Rafael como um campeão olímpico. Ele tem potencial para isso.
O Brasil ampliou o número de atletas em condições de conquistar medalhas em qualquer competição. Temos boas perspectivas para o Pan deste ano e creio que poderemos quebrar o recorde de medalhas conquistadas pelo judô em Olimpíada, em Londres, no ano que vem.
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Publicado em 17/11/2010 às 17h08
A temporada 2011 já começou
Enquanto a maioria dos mortais já está planejando as férias e começando agora a fazer planos e projetos para 2011, para os judocas de alto nível do Brasil inteiro, 2011 já começou. No último final de semana, muitos deles participaram de campeonatos estaduais sonhando com algo muito além da conquista do título. É que os campeões estaduais garantem presença na disputa do Campeonato Brasileiro, que vai acontecer nos próximos dias 27 e 28, em Uberlândia. E, embora também seja objetivo de todo atleta ser campeão nacional, o maior atrativo dos 271 judocas que disputarão esse Brasileiro também não está no título, mas na disputada das últimas vagas para as Seletivas que definirão a seleção brasileira de judô para 2011.
Como uma conquista leva a outra, os campeões estaduais que se tornarem campeões brasileiros terão a chance de integrar a seleção brasileira e, a partir daí, participar dos inúmeros torneios do Circuito Mundial da FIJ, que garantem pontos para o ranking olímpico. E são esses pontos que definirão as vagas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Antes disso, porém, os integrantes da seleção brasileira terão o privilégio de representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos do próximo ano. Os que ocuparem melhores posições no ranking, provavelmente, também disputarão o Campeonato Mundial 2011, que distribui a maior pontuação para o ranking.
Além dos campeões brasileiros na categoria sênior, os campeões do Troféu Brasil, do Brasileiro Sub 20, do Brasileiro Sub 23, mais o atleta titular da seleção do Campeonato Mundial Sub 20, além dos indicados pela Comissão Técnica da CBJ disputarão as Seletivas. Com base nos excelentes resultados conquistados pelos juniores no mundial, podemos esperar surpresas na formação da equipe brasileira.
A Seletiva está marcada para janeiro, mas para os melhores judocas do país, a temporada 2011 já está a pleno vapor. O lugar mais alto do pódio numa Olimpíada merece todo este empenho.
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