Viva a renovação!

Logo após os Jogos Olímpicos de Londres, expressei aqui a minha preocupação com a renovação da equipe masculina do judô brasileiro. Isso porque, apesar do altíssimo nível, alguns atletas da seleção, com certeza, não chegariam ao Rio, em 2016, com idade para brigar por medalhas. Por isso, esse processo de renovação teria que começar o mais rápido possível.

Consciente dessa realidade, a Confederação Brasileira de Judô programou e está realizando, desde ontem, quinta – 6/12 – a Seletiva Nacional Sub-18 e Sub-21, em Vitória. As disputas acontecem até o próximo domingo e algumas categorias já tiveram seus representantes definidos ontem.

Além disso, o Brasil continua participando dos torneios do  Circuito Internacional. No final de semana passado, conquistamos cinco medalhas no Grand Slam de Tóquio. Rafael Silva foi prata, enquanto Maria Suelen Altheman, Felipe Kitadai, Rafaela Silva – agora na meio-médio -, e Victor Penalber ficaram com o bronze.

De todos os medalhistas em Tóquio, apenas um não defendeu o Brasil na Olimpíada e aparece como uma figura nova de quem ainda devemos ouvir falar bastante, que é o Victor  Penalber.

Ouro no Grand Prix de Qingdao, na semana anterior, Penalber tem conquistado resultados impressionantes no último semestre, subiu ao pódio em todas as competições de que participou esse ano e surge numa categoria em que se acreditava que o medalhista olímpico Leandro Guilheiro iria reinar absoluto nos próximos quatro anos.

guilheiro serio 450x300 090712 arq ae1 Viva a renovação!

Victor Penalber vem se apresentando como um adversário difícil de ser batido e isso será muito bom para a categoria. A briga entre Penalber e Guilheiro, com um querendo superar o outro e, com isso, superando os seus próprios limites, com certeza, vai proporcionar um grande desenvolvimento para os dois atletas. Victor Penalber já é o sétimo do ranking na categoria meio-médio, na qual Leandro Guilheiro, que já foi o líder, ocupa a terceira posição.

A continuar com o excelente desempenho apresentado nos dois últimos finais de semana, Penalber tem grandes chances de se tornar o brasileiro melhor colocado no ranking mundial dos meio-médios. Viva a renovação!

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Estamos entre os melhores, mas a meta tem que ser chegar ao topo

O judô brasileiro chega ao final do ano de 2012 com muitos motivos para comemorar. Tivemos uma excelente participação nos Jogos Olímpicos de Londres, alcançamos quase todos os objetivos traçados e, no último final de semana, em Salvador, conquistamos duas medalhas de bronze no Campeonato Mundial Por Equipes. Este foi um dos melhores anos da história do nosso judô!

A leitura que eu faço desse Mundial Por Equipes é que nós, esse ano, cosolidamos nossa posição entre os melhores do mundo, de maneira inconteste. Vale ressaltar que a medalha de bronze no masculino ocorreu num momento em que a equipe brasileira estava desfalcada de dois dos seus atletas de maior destaque: os medalhistas olímpicos Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, que foram bem substituídos.

Esses bons resultados aconteceram porque nossos atletas alcançaram um nível de excelência física e emocional. Na parte emocional, o equilíbrio foi alcançado também graças ao legado das gerações anteriores, que construíram a tradição vencedora do judô brasileiro. Do ponto de vista tático, estamos evoluindo muito e o mérito maior é do excelente trabalho da equipe de estrategismo da Confederação Brasileira de Judô.

Independente das conquistas, temos que ter em mente alvos maiores, como alcançar o topo. Para sermos os melhores do mundo, temos que continuar evoluindo, principalmente na parte técnica, e essa evolução tem que acontecer no mesmo nível que temos evoluído na parte física, emocional e tática.

A evolução técnica é fundamental para que possamos dar um salto e nos colocarmos ao lado de França e Japão, que ainda estão na nossa frente. Essa melhora técnica depende desde os professores que fazem o trabalho de iniciação ao judô, passando aos que fazem a iniciação à competição, até chegar aos próprios atletas da seleção brasileira.

A evolução técnica é feita ao longo de toda a carreira de um atleta. Mesmo depois de chegar à elite do judô nacional, o atleta precisa continuar criando novas opções, novos recursos técnicos. É preciso melhorar a postura, a movimentação, as técnicas de pegada. É preciso aprender a trabalhar com ação e reação do adversário. Isso é o que vai garantir que um judoca seja um dos melhores do mundo.

O judô brasileiro consolidou-se entre os melhores do mundo, mas temos que começar a focar em sermos os melhores do mundo, o que hoje não é mais uma utopia. Conquistamos uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres e temos chances reais de chegar a três ouros no Rio de Janeiro, em 2016. Mas, para isso, é preciso continuar evoluindo.

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Críticas fazem parte do jogo!

Os Jogos Olímpicos, pela sua grandiosidade, deixam marcas na vida e na história de todos aqueles que participam desse maravilhoso evento. Quem está numa Olimpíada, seja como atleta, como sparring, técnico, médico, integrante de comissão técnica, jornalista, narrador, comentarista, voluntário ou em qualquer outra função, vive momentos que jamais serão esquecidos.

A glória da vitória ou a tristeza da derrota se tornam inesquecíveis. São marcas para uma vida inteira. Nos Jogos Olímpicos, vencidos e vencedores se esforçam ao máximo, dão o seu melhor e merecem respeito.

Os profissionais de imprensa que têm a oportunidade de estar próximos a esses atletas e assistir ao que há de melhor no esporte mundial também precisam ser respeitados. Eles também estão ali para fazer o seu melhor, mesmo que seja do lado de fora das áreas de competição.

Estar numa Olimpíada é um trunfo no currículo de qualquer um. São duas semanas para se recordar para sempre.

Para os vencedores, que formam o seleto grupo dos que subiram ao pódio, as imagens da vitória ficarão para a posteridade, não apenas na sua própria memória, mas para o mundo inteiro.  Os perdedores, além de superar a tristeza e se reerguer para voltar à luta, têm que aprender a conviver com as críticas. E é nesse momento que a história de atletas e dos que trabalham fora da área de competição se cruzam.

Longe de estabelecer um julgamento, quem está de fora, como comentarista e blogueiro, como é o meu caso, apenas faz uma análise para o mau desempenho dos atletas. Não se trata de estabelecer um veredito, mas de expor um ponto de vista modestamente abalizado pelos longos anos que tenho de experiência dentro do tatame, como atleta campeão olímpico, e fora dele como técnico, gestor esportivo e comentarista.

Da mesma forma como o atleta não costuma agradecer quando recebe elogios pelos meios de comunicação, ele deve ter a elegância de ouvir as críticas e se limitar a avaliá-las. Como diria Chico Xavier: “Se a crítica é verdadeira, trabalhe. Se não, não ligue para ela!”.

Para todos, vencedores e vencidos, após qualquer competição de nível mundial, é saudável parar para fazer uma autoanálise do desempenho para que a evolução continue. Aprender a fazer essa autoanálise é fundamental, principalmente porque quando o atleta está acostumado a grandes conquistas o que mais se vê ao lado dele são os bajuladores. E, para mim, é mais proveitoso ouvir uma crítica construtiva e dar atenção a ela do que perder tempo com bajulação. As críticas nos fazem melhores!

Como já enfatizei em posts anteriores, o melhor caminho para chegar ao topo do pódio é o caminho da humildade.

Como comentarista, mesmo afastado das competições internacionais de alto rendimento, estar em Londres nesses Jogos Olímpicos foi inesquecível.  Poder acompanhar os grandes atletas da atualidade, de maneira especial os judocas brasileiros, independente dos resultados obtidos por cada um deles, foi inesquecível.

Minhas melhores lembranças de Olimpíada são do alto do pódio em Barcelona, mas eu espero ainda viver grandes emoções do lado de fora da área de competição nos Jogos Olímpicos que virão.

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No judô, é hora de comemorar o recorde e arregaçar as mangas!

O judô brasileiro atingiu todos os seus objetivos na Olimpíada de Londres.

Além da conquista inédita de Sarah Menezes, que se tornou a primeira judoca do Brasil campeã olímpica, assegurando a segunda medalha na história do feminino – a primeira havia sido conquistada por Ketleyn Quadros, com o bronze em Pequim -, garantimos três medalhas de bronze e estabelecemos um novo recorde, com quatro medalhas. Nossa melhor marca havia sido três medalhas, em Los Angeles-1984 e em Pequim-2008, mas sem nenhum ouro nessas duas edições.

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Os quatro pódios de Londres também consolidaram o judô como a modalidade com maior número de conquistas em Jogos Olímpicos, com 18 medalhas.

Apesar da excelente marca, logicamente, não só os judocas, mas também a torcida brasileira, que é muito exigente, sempre quer mais. Eu também queria mais.

Presenciamos alguns tropeços que fazem parte dos Jogos Olímpicos. Alguns brasileiros que chegaram como grandes favoritos à medalha não confirmaram as expectativas, mas isso não foi uma exclusividade nossa. O Japão, grande potência do judô mundial, saiu de Londres com apenas uma medalha de ouro e ainda no feminino, o que é um fato inédito para o país.

Com o resultado de Londres, o judô brasileiro cria uma grande expectativa do que será possível fazer nos Jogos do Rio, em 2016. Lutando em casa, podemos esperar uma atuação ainda melhor dos nossos judocas.

Nossa equipe feminina é fortíssima e a maioria das atletas têm todas as condições de permanecer como titulares na próxima Olimpíada. É um grupo jovem e vencedor, que além de ter conquistado duas medalhas, como Sarah Menezes e Mayra Aguiar, chegou bem perto do terceira medalha com a peso pesado Maria Suelen Altheman, um dos grandes destaques da equipe.

mayra bronze 450 No judô, é hora de comemorar o recorde e arregaçar as mangas!

Atleta da Associação de Judô Rogério Sampaio, Suelen mostrou ser uma judoca de boa movimentação e excelente nível técnico. Em Londres, ela venceu duas lutas por ippon e uma por wazari, mas esbarrou na chinesa Wen Tong, campeã olímpica em Pequim-2008, na disputa pelo bronze e ficou com a quinta colocação. Suelen não trouxe medalha, mas provou que pode crescer – e muito.

Diferente da equipe feminina, o masculino precisa de renovação. Alguns judocas já estão com idade mais elevada e será difícil que eles cheguem bem à Olimpíada do Rio. Vai ser necessário fazer uma reforma muito grande na equipe masculina para que possamos continuar sonhando com medalhas.

O momento é de comemorar e, ao mesmo tempo, de arregaçar as mangas e dar continuidade ao excelente trabalho que já vem sendo feito com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016.

Nosso judô tem tradição na conquista de medalhas em Olimpíadas, comprovou isso, mais uma vez, em Londres, e poderá fazer uma festa ainda maior em casa. É esperar, torcer e trabalhar para ver.

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Na torcida por Mayra Aguiar!

mayra450x300 Na torcida por Mayra Aguiar!

O judô brasileiro continua com boas chances de medalhas. Quatro atletas ainda irão lutar e uma das maiores esperanças da nossa equipe entrará em ação amanhã, quinta-feira. Minhas expectativas pela performance da meio-pesado Mayra Aguiar são enormes.

A brasileira é a atual número um do ranking olímpico e terá pela frente algumas adversárias fortíssimas. A principal delas é a norte-americana Kayla Harrison.  Graças ao sorteio das chaves, Mayra só enfrentará a americana, se as duas vencerem suas lutas iniciais, na semifinal. No último confronto, a brasileira levou a melhor, vencendo, por ippon, no Grand Slam de Paris.

Campeã mundial em 2010 e bronze em 2011, Kayla Harrison é treinada pelo medalhista olímpico Jimmy Pedro, um dos técnicos mais estrategistas da atualidade.

Acredito muito em Mayra. Sei que ela tem todas as condições de conquistar a segunda medalha de ouro para o judô brasileiro aqui em Londres. Vamos ficar na torcida!

Hoje o dia, novamente, não foi bom.

Tiago Camilo é um atleta extraordinário. Em Londres, ele disputou sua terceira Olimpíada e tinha tudo para conquistar sua terceira medalha. Infelizmente, acabou perdendo o bronze na disputa contra o grego Ilias Iliadis, número um do ranking olímpico da categoria, numa luta extremamente equilibrada. Tiago, que foi prata em Sydney 2000, na categoria leve, e bronze em Pequim 2008, na meio-médio, por pouco, não entrou para a história como o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas em Olimpíadas. Com o bronze nesses Jogos, ele também realizaria o feito inédito no mundo de conquistar três medalhas olímpicas em três categorias diferentes. Tiago Camilo bateu na trave, mas sua apresentação em Londres confirma o atleta extraordinário que ele é.

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20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

Rogerio Sampaio no podio de Barcelona 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

Estou comemorando 20 anos da conquista da medalha de ouro em Barcelona. Para mim, esse tempo passou tão rápido!!!

Ao lembrar daquele dia, sinto saudades. Saudades de escutar o hino nacional do degrau mais alto do pódio, saudades da minha chegada ao Brasil. Lembro que São Caetano do Sul parou para me ver. Saudades da minha chegada inesquecível em Santos, desfilando em carro de bombeiro com a minha família. Recordo da energia das pessoas. Saudade de viver aqueles momentos que foram tão marcantes na minha história, daqueles momentos em que as pessoas foram felizes junto comigo.

Lembrando da conquista, é impossível não me lembrar do meu caminho até o ouro olímpico. Ai, sinto saudades da minha juventude, dos campeonatos, dos treinamentos, de ir treinar a pé, carregando uma mochila grande nas costas. E a mochila sempre voltava mais pesada do que ia, porque os quimonos ficavam encharcados de suor depois dos treinos.

Hiroto Podio Barcelona KMP DVD199171 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

Queria ter a possibilidade de começar tudo de novo!

Quando me lembro que fui campeão olímpico, lembro que ninguém conquista nada sozinho. Numa hora como essa, me lembro de todas as pessoas que contribuíram para que eu chegasse lá, ao no topo do pódio olímpico. A principal delas, além, é claro, do sensei Paulo Duarte, que me ensinou muito do que sei no judô, é o meu irmão Ricardo.

Embora já faça 20 anos da conquista da medalha, a saudade maior é dos momentos que pude treinar com o meu irmão. Ele era quatro anos mais velho do que eu, começou no judô antes, foi à minha frente, abrindo caminho, me levando para os treinamentos que ele participava. Ele disputou a Olimpíada de Seul, em 1988, e, infelizmente, não estava mais entre nós quando eu me tornei campeão olímpico. Saudades do Ricardo!

Rogerio Sampaio lutando 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

Mas, ninguém vive de passado. Por isso, logo depois do ouro em Barcelona, assumi o compromisso de promover o desenvolvimento educacional de jovens e crianças através da prática do judô. Com o apoio de um grupo de amigos, transformei meus planos em realidade ao fundar, em 1993, a Associação de Judô Rogério Sampaio, em Santos.

Graças ao trabalho bem feito, além da educação e da disciplina, talentos têm despontado entre os alunos da AJRS. Desde a sua criação, a academia tem enviado atletas para todas as edições dos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos, e muitas vezes, com conquista de medalhas.

Rogerio Sampaio lutando PB 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

Uma outra maneira de retribuir às oportunidades e vitórias que o judô me proporcionou, é investir na formação de jovens e adolescentes carentes. Desde o ano passado, a Associação de Judô Rogério Sampaio, em parceria com as prefeituras de Santos, São Vicente e Cubatão, com patrocínios da Telefônica, Anglo American, Votorantim Cimentos e Instituto Votorantim, EcoRodovias e Usiminas, e o apoio do Santos Futebol Clube e da Galvão Engenharia, tem desenvolvido o Projeto Judô – Educando Para a Vida, que atende aproximadamente mil alunos na Baixada Santista. Saber que eles treinam nos mesmos tatames utilizados em Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais e contam com professores qualificados, como o vice-campeão olímpico Carlos Honorato e o sensei Paulo Duarte, me deixa muito feliz!

E as grandes parcerias continuam. Ninguém consegue nada sozinho. Vinte anos depois, conto com outro companheiro de treino e de sonhos, que é o técnico Ivo Nascimento. Há alguns anos, ele é o responsável pelo êxito dos atletas da AJRS. Sem essa parceria, seria difícil continuar alcançando conquistas pelo mundo afora. Ivo é meu braço direito nos projetos da academia, temos uma relação de confiança mútua, fundamental para o sucesso do judô santista.

Hiroto Comemoracao Barcelon KMP DVD159891 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

O tempo passou rápido. Ainda bem que pude viver aquilo tudo e hoje ter um espaço para contar a minha história.

Nos meus projetos, no meu trabalho na Fundação Pró Esporte de Santos (FUPES), na minha atuação como comentarista da Rede Record e até mesmo como blogueiro do R7, tenho feito aquilo que eu mais aprendi a fazer com os treinamentos do judô: trabalhar duro.

Tenho cumprido o compromisso de levar os ensinamentos do judô para o maior número de pessoas para que elas possam ter as mesmas oportunidades que eu tive.

Rogerio Sampaio chorando depois da conquista em Barcelona 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!Vinte anos se passaram e eu continuo vivendo em Santos, só me mudei de apartamento, mas a cidade é a mesma. Já tive convites para morar em outros lugares, mas não consigo imaginar meu desenvolvimento profissional  e pessoal longe da cidade que me faz tanto bem. Eu viajo muito, mas a sensação de voltar para Santos é maravilhosa.

Como já disse, um campeão olímpico não se faz sozinho. Minha família, meus amigos, meus técnicos, meus companheiros de treino, meus parceiros, a torcida brasileira: quero agradecer a todos. A medalha vai ficar para sempre comigo, mas a conquista é de todos nós!

Hiroto Com a torcida Barcelona KMP DVD160771 20 anos da conquista olímpica. Passou rápido!

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Tristeza brasileira na Arena Excel

Hoje é um dia triste para o judô brasileiro. O atleta em quem depositávamos nossas maiores esperanças de conquista de medalha de ouro acabou sendo surpreendido pelos adversários.

A derrota de Leandro Guilheiro, definitivamente, não era esperada. Desde 2008, quando mudou da categoria leve para a meio-médio, ele conquistou medalhas em todos os torneios que disputou e acabou ficando sem subir ao pódio justamente na competição mais importante.

guilheiro serio 450x300 090712 arq ae Tristeza brasileira na Arena Excel

Guilheiro chegou a Londres como o número um do mundo, mas teve muita dificuldade para lutar. Ele não conseguia segurar no quimono dos seus adversários e fazer as suas técnicas.

Chegar como número um é bom porque dá a oportunidade de sair como cabeça-de-chave no sorteio. Mas, logicamente, Guilheiro foi o judoca mais visado da sua categoria. Todos os seus oponentes devem ter investido muito tempo para estudá-lo, o que, aliás, a gente também faz, e muito bem. O trabalho de estrategismo existente na Confederação Brasileira de Judô é excelente.

Independente de ter sido estudado pelos adversários, a grande dificuldade de Leandro Guilheiro, na minha análise, foi o fato de ele ter disputado poucos torneios na fase pré-olímpica.

Desde o último Campeonato Mundial de Paris, ele só lutou no Grand Slam de Tóquio, nos Jogos Pan-Americanos, no Grand Prix Nacional e no Campeonato Pan-Americano este ano. Leandro esteve presente em torneios importantes, como o Grand Slam de Paris, mas não competiu, reservando-se a participar dos treinamentos.

Como diz o chavão bem conhecido no esporte “treino é treino, jogo é jogo”. Na minha opinião, a dificuldade que Guilheiro apresentou hoje de pegar no quimono dos adversários e fazer suas técnicas principais se deve à falta de ritmo de competição.

Mas, ele é um atleta que se cuida muito fisicamente, tem totais condições de chegar bem nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e, mesmo com 33 anos, brigar por medalha.

Um grande exemplo de que é possível que ele continue entre os melhores do mundo depois dos 30 anos, é o medalhista olímpico Jimmy Pedro, técnico do judoca Travis Stevens, que derrotou Guilheiro em Londres. Pedro disputou quatro Olimpíadas e, depois de ter conquistado bronze em 1996, repetiu o feito em Atenas 2004, aos 33 anos.

Leandro Guilheiro é forte fisicamente e um dos melhores do mundo tecnicamente.

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Olimpíada não admite erros!

rafaela silva ok Olimpíada não admite erros!

Os Jogos Olímpicos são uma competição onde não há espaço para erros. A brasileira Rafaela Silva, uma das favoritas à conquista de medalha em Londres, começou muito bem no seu primeiro combate contra a alemã Miryam Roper.

Comandando as ações da luta e muito segura, Rafaela não cometeu erros e venceu sem dificuldade, com dois yukos. Ela é a atleta mais jovem da seleção brasileira, com apenas 19 anos, estava estreando em Olimpíada e tinha tudo para ter ido bem mais longe.

Sem ter sofrido desgaste físico na estreia, Rafaela começou a segunda luta, contra a húngara Hedvig Karakas, solta, mais à vontade e extremamente tranquila. Levando vantagem na pegada, a brasileira já havia desequilibrado a adversária quando, de repente, buscando a vantagem, entrou com um kata-otoshi, técnica utilizada há muitos anos, na qual o atleta, para projetar o adversário, se joga ao solo, segurando a perna do oponente para finalizar a técnica.

Desde a mudança da regra, essa técnica continua sendo utilizada, mas sem segurar a perna, o que agora é ilegal. Rafaela segurou a perna da húngara. Quando Hedvig Karakas bateu com as costas no chão, o árbitro central marcou wazari. Mas, logo em seguida, deu mate e foi observar o vídeo. Eu pensei que a pontuação fosse ser corrigida para ippon.Revendo as imagens fica nítido que existe o ataque na perna húngara, que é proibido.

O árbitro retirou o wazari e deu a punição, desclassificando Rafaela. É importante lembrar que era uma luta onde a brasileira estava extremamente superior. Naquele momento, paciência era fundamental para colocar vantagem no placar e hoje faltou paciência à Rafaela.

Pessoalmente, sou a favor da regra nova, que proíbe o atleta de atacar as pernas do seu oponente. A regra faz com que o judô volte às suas origens, volte a ser plasticamente bonito, não deixando que o judô se transforme num outro esporte, que seria a “luta olímpica de quimono”.

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É ouro para o Brasil!

Sarah Menezes Reuters É ouro para o Brasil!

O dia de hoje será inesquecível para mim. Ver a bandeira brasileira subir acima de todas, no pódio olímpico do judô, 20 anos depois da minha conquista em Barcelona foi emocionante. Ainda mais porque essa nova medalha de ouro do foi conquistada por uma mulher.  Sarah Menezes entrou para a história com seu feito inédito: a primeira judoca brasileira a se tornar campeã olímpica.

A conquista de Sarah Menezes vai ser extremamente importante para o Brasil, assim como foram a minha conquista e a do Aurélio Miguel.

Sarah Menezes e Felipe Kitadai lutaram de maneira maravilhosa, apesar de os dois terem feito uma primeira luta não muito boa. Sarah se mostrou nervosa, o que é normal no primeiro confronto da Olimpíada. Mas, foi crescendo na competição. Depois de vencer a vietnamita Ngoc Tu Van, a brasileira superou a francesa Laetitia Payet e a chinesa Wu Shugen.

A semifinal, contra a belga Charline van Snick e a final contra a romena Alina Dumitr foram lutas que exigiram muita paciência. Sarah não cometeu erros, o que foi fundamental para a vitória; brigou pela pegada, conseguiu neutralizar os ataques das adversárias, buscando a vitória até o fim e vencendo por pontuação.

Sarah é uma judoca maravilhosa. Ela tem apenas 22 anos e títulos importantes como os bronzes no Mundial Sênior de Paris, em 2011 e no Mundial Sênior de Tóquio, em 2010; bicampeã Mundial Sub 20 (2008/2009), vice-campeã do Grand Slam do Rio de Janeiro, em 2011, e terceira colocada no World Masters de 2011/2012, além do bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ela ainda tem muito a mostrar no circuito internacional do judô e poderá repetir o feito olímpico nos Jogos do Rio 2016.

Felipe Kitadai esteve perfeito. Foi superado apenas pelo bicampeão mundial Rishod Sobirov. A caminho do bronze, ele teve duas lutas muito difíceis: a primeira contra o mongol Tumurkhuleg Davaadorj e, na repescagem, contra o coreano Gwang-Hyeon Choi.

Felipe Kitadai Reuters É ouro para o Brasil!

Na disputa da medalha, o brasileiro enfrentou o italiano Elio Verde, com quem já havia lutado e perdido em 2011. Kitadai demonstrou muita inteligência na luta. O italiano começou melhor e o brasileiro teve paciência para se defender dos principais ataques e desgastar o adversário ao longo do combate. Esse bronze foi a medalha da superação!

Diante de tudo isso foi difícil segurar a emoção durante a transmissão ao vivo pela Record. Confesso que não sei se vou conseguir dormir essa noite. Só sei que eu tenho que dormir, porque amanhã cedo será a vez de Érika Miranda, número três do ranking olímpico, e de Leandro Cunha, medalha de prata nos dois últimos Campeonatos Mundiais, brigarem por medalhas e eu vou estar lá.

Esse foi só o primeiro dia do judô brasileiro em Londres. Muitas outras emoções nos aguardam. Vamos acompanhar tudo pela Record. Vale a sua torcida!

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Está chegando a hora!

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A disputa do judô nos Jogos Olímpicos de Londres começa amanhã com o peso ligeiro. No masculino, 37 atletas estão na luta pelas medalhas e o brasileiro Felipe Kitadai terá uma estreia difícil contra o mongol Tumurkhuleg Davaadorj. É um adversário complicado. Kitadai já lutou contra ele, no Campeonato Mundial Júnior de 2008, e perdeu. Mas, de lá para cá muita coisa aconteceu e o brasileiro se desenvolveu bastante. Hoje, Felipe Kitadai é o 11º no ranking olímpico e o mongol o nono.

Se passar pelo mongol, coisa que ele tem todas as condições de fazer, o brasileiro vai ter uma nova luta complicada nas quartas-de-final, quando poderá enfrentar Rishod Sobirov, do Uzbequistão, ou o austríaco Ludwig Paischer, atletas que superaram Felipe Kitadai algumas vezes.

O brasileiro terá pela frente adversário extremamente difíceis, mas a gente torce para que ele possa se desenvolver na competição. Para isso, Kitadai terá de se superar!

SarahMenezesGS2011 Está chegando a hora!

Com 19 competidoras no ligeiro feminino (-48kg), Sarah Menezes teve um bom sorteio, que deixou livre de duas adversárias com quem ela não tem dado muita sorte. Uma é a cubana Dayaris Alvarez Mestre, para quem ela perdeu os dois últimos combates recentemente, sendo um deles nos Jogos Pan-Americanos do México. A outra é a japonesa Tomoko Fukumi, número um do ranking. Sarah já lutou quatro vezes com Fukumi e perdeu todas. Felizmente, essas duas adversárias ela só enfrenta se chegar à final.

Mas, apesar de estar livre das duas maiores adversárias, Sarah terá pela frente outras oponentes fortíssimas, como a francesa Laetitia Payet. A principal delas, entretanto, é a sul-coreana Jung-Yeon Chung, com quem já lutou quatro vezes – uma vez em 2009 e duas em 2010 – e só ganhou a última, no Grand Slam de Paris, em 2012.

Hoje, Sarah é uma atleta mais madura, melhor preparada e confiante e pode chegar à final amanhã, garantindo a primeira medalha do judô brasileiro e o primeiro pódio verde-amarelo em solo londrino.

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