Será que ninguém vê isso?

Protesto 1 Será que ninguém vê isso?

Olá galera.

A destruição do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Julio de Lamare, é uma prova do antagonismo que sempre existiu entre os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo.

Estamos a pouco mais de três anos das Olimpíadas, que serão realizadas aqui no Brasil, e estão tirando o espaço mais importante do atletismo no Rio de Janeiro.

O estádio levou duas décadas para ser construído. Ali, nomes famosos do esporte brasileiro e mundial, participaram de competições importantes como Troféu Brasil de Atletismo, Campeonato Sul-Americano e vários meetings internacionais.

Antes de sua construção, as competições eram penosamente realizadas na improvisada pista de 320 metros no estádio do Fluminense, nas Laranjeiras, que abrigou inclusive o Campeonato Sul-Americano de Atletismo no ano de 1947.

Só pra se ter uma ideia da dificuldade que era competir lá, os atletas precisavam correr por cima do gramado, nos cantos do campo de futebol (córner). Apenas com a ameaça dos argentinos de não competirem, é que deram um jeitinho para disfarçar o problema, jogando um pouco de carvão nestas partes da pista. Os argentinos que haviam se hospedado no hotel Cassino, em Niterói, na praia de Icaraí, treinavam na pista de 400 metros (oficial) do Estádio Caio Martins, e ficaram desesperados quando souberam que a competição seria em uma pista improvisada e menor. Só participaram porque sabiam que eram os favoritos, e confirmaram vencendo a competição. Na ocasião, a equipe brasileira estava fraca e já desfalcada do maior atleta da época, Bento de Assis.

Bem, essa historia foi só para mostrar como a construção do Célio de Barros foi importante para história do atletismo brasileiro, e agora querem destruir este patrimônio para virar um estacionamento de automóveis?

O Estádio Caio Martins perdeu sua pista quando o Botafogo passou a mandar seus jogos de futebol lá. O Grêmio de Porto Alegre acabou com Estádio Olímpico para trocar por uma arena. E agora no Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas de 2016, vão dar lugar para os carros e tirar nossos atletas do espaço deles. Numa época em que todos os países orientam as pessoas a irem aos estádios em transportes coletivos, nós incentivamos o contrário.

Será que as pessoas que amam verdadeiramente o esporte podem fazer algo? Será que as autoridades competentes poderiam tomar alguma providência para evitar isso? Os atletas pedem socorro e nós que vivemos o esporte também.

Afinal, o que vai restar para as Olimpíadas no Brasil?

HOJE ESSA COLUNA CONTOU COM INFORMAÇÕES VALIOSAS E A MEMÓRIA FANTÁSTICA DO MEU PAI E EX-ATLETA JOMAR CIRIBELLI.

Mylena e Jomar

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