Publicado em 18/05/2011 às 18h07
Fernanda Venturini está de volta
Será que uma mulher de 40 anos suporta viver novamente a mesma rotina?
Jogadoras talentosas como ela não nascem todos os dias, com todo respeito às jogadoras da nova geração.
A capacidade de enxergar o jogo, liderar e fazer a diferença é privilégio de poucos.
Entrar em forma talvez não seja o maior problema.
A minha dúvida é, se após estes anos fora da rotina de treinos, jogos, viagens e concentrações, ela conseguirá entender a cabeça da nova geração.
Uma geração que é muito diferente daquela em que Fernanda conviveu.
A velocidade das coisas é assustadora, vivemos a era dos iPods, iPads, iPhones e não podemos exigir desta geração o que ela não pode dar.
Apesar dos desafios, sei que este recomeço será de muito sucesso.
Desejo muita sorte no recomeço de vida e de rotina à Fernanda!
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Publicado em 11/04/2011 às 19h36
PRECONCEITO
Começamos a última semana de forma triste, num ato injustificável de violência: a vida de muitas crianças foi interrompida por um indivíduo que até que se comprove o contrário, a grande causa, o motivo talvez seja o trauma pelo preconceito sofrido na infância.
Por outro lado, encerramos a semana com uma atitude linda de todo um time, que em apoio ao companheiro de equipe, demonstrou que o esporte pode e deve ser uma forma de manifestação positiva.
Michael, atleta de vôlei, alem da atitude corajosa, tocou em uma ferida em que o esporte ainda insiste em não discutir. As manifestações de preconceito devem ser banidas das quadras, campos, piscinas e etc.
As torcidas uniformizadas são punidas com frequência e ainda falta muito para que os torcedores de verdade se sintam confortáveis para acompanhar uma partida sem medo da violência.
O esporte tem a grande chance de ensinar muito com esta atitude, aqueles que já tem o preconceito tatuado na alma, talvez não, mas as novas gerações podem entender que a violência está também em nossas palavras e atitudes.
Michael, obrigada pela sua coragem, pela sua atitude cidadã. Você foi exemplo para um país inteiro, foi o porta voz de todos aqueles que já foram e são discriminados todos os dias.
Estamos com a alma lavada e com a sensação de que o mundo tem jeito, basta começar pelas crianças.
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