O importante é competir para quem nunca venceu

amy O importante é competir para quem nunca venceu

A morte da cantora Amy Winehouse no último dia 23 fez com que a sociedade britânica iniciasse um diálogo com os jovens afim de orientá-los a não utilizar drogas. Há a intenção de mostrar que nem os ídolos estão livres de morrer por conta deste mal que está destruindo o mundo.

A mensagem que eles estão tentando transmitir é que os jovens busquem se espelhar na qualidade e no talento destes ídolos, mas não na forma como conduzem sua vida privada, em uma relação alucinada com as drogas e o álcool.

Qual a diferença do doping no esporte e estes fatos frequentes dos talentos da música? Na minha visão há muita relação e segue um caminho oposto ao que aprendi quando comecei a praticar esporte.

Como dizia a tenista Martina Navratilova, o importante é competir para quem nunca venceu. No esporte atual ser vencedor passou a ser uma questão de obsessão, ganância e irresponsabilidade.

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Paciência meninas

Uma possível vitória diante dos EUA no ultimo dia 10 teria mascarado toda a fragilidade enfrentada pelo nosso futebol feminino. No retorno ao Brasil as meninas foram corajosas e cobraram o apoio necessário para representar de maneira digna o nosso país.


Por enquanto, foram só promessas, mas a realidade é dura e até insana. A chegada da seleção de futebol feminino me fez recordar o inicio de carreira da minha geração e da Hortência.


Passamos pela mesma situação e mesma angústia de saber do enorme potencial e as chances que tínhamos de estar entre os melhores, mas muitas vezes chegamos por dedicação própria e o comprometimento dos clubes.


Meninas, tenham a paciência de um budista e continuem fazendo a parte que cabe a cada uma de vocês. Vai chegar o momento desta geração, ter o reconhecimento e todo o apoio que merecem.


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Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

Até agora apenas três países estão classificados para o torneio de basquete feminino em Londres-2012. A anfitriã Grã-Bretanha, por ser país sede, a Rússia, pois é campeã do Pré-Olímpico europeu, e os EUA, por serem os últimos campeões mundiais.

Esta semana o Brasil começa sua preparação para este grande desafio. O técnico brasileiro, Enio Vecchi, convocou 22 jogadoras para os treinamentos, com início na próxima semana, visando o Pré-Olímpico das Américas, que acontece antes do Pan em Guadalajara. Mesmo com a ausência das jogadoras Erika e Iziane, que estão na WNBA e se juntam a seleção alguns dias antes da competição, o Brasil é o favorito.

A missão é importante, pois somente o título interessa neste Pré-Olímpico. Outro resultado, que não seja a primeira colocação, poderá colocar o Brasil em uma situação complicada, pois a próxima chance de buscar a vaga para Londres será a disputa de um Pré-Olímpico Mundial, o que passa a ser uma tarefa quase impossível para o nosso basquete feminino.

Considero fundamental concentrar todas as forças neste Pré-Olímpico das Américas, já que o basquete feminino, diferentemente do masculino, vem participando dos Jogos Olímpicos desde 1992.

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Após dez anos

Croácia, Líbano, Ucrânia, Romênia, República Tcheca. São países distantes que me fizeram pensar até onde minha carreira chegou.

Recebi pedidos de autógrafos e mensagens de carinho desses países e de outros dez, só nos últimos dois meses.

Questionando a razão desses pedidos, descobri curiosidades como, por exemplo, um site americano com endereços de pessoas publicamente reconhecidas e uma nova liga de basquete feminino da Polônia, que tornou a modalidade reconhecida naquele país.

O porquê de cada uma dessas pessoas querer uma fotografia autografada eu não sei ao certo, o legal foi eu descobrir esses fãs tanto tempo após encerrar minha carreira.

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Basquete em Guadalajara

Os primeiros adversários do Brasil no Pan de Guadalajara serão Canadá, Jamaica e Colômbia.

A chave é muito boa para o basquete feminino brasileiro iniciar uma competição e enfrentar, já nas primeiras partidas, os adversários considerados teoricamente mais fracos.

Pan Guadalajara Basquete em Guadalajara

Este é o equilíbrio necessário para uma competição como o Pan.

O importante é passar aquele friozinho na barriga da estreia e ir conquistando a confiança no decorrer da competição.

O Canadá será o adversário mais difícil do grupo, mas não dá para não olhar para as pedras pequenas. São elas que normalmente deixam grandes feridas.

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Guadalajara e Olimpíadas 2016

Ontem (8) no Jornal Record News falei sobre o Pan de Guadalajara e Olimpíadas de 2016.

Confiram!



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Desafio de boliche

Assistam o desafio de boliche que participei em comemoração ao 100º programa do Esporte Fantástico.



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Esporte contribui para a educação dos jovens

Vivemos um momento muito especial nesta última semana. O lançamento de dois movimentos, o live wright e o lide esporte. Que surgem para contribuir com a construção do esporte que queremos para nosso país. Por conta do clima festivo que o Brasil está vivendo, após conquistar o direito de sediar a copa e a olimpíada, muitas forças estão se juntando para uma discussão mais ampla de como podemos contribuir para o processo de criação de uma cultura esportiva.

Mais do que pensar nas medalhas que podemos conseguir, será aproveitar essa oportunidade única para construir uma política pública para o esporte, que tenha como grande objetivo não só a conquista de medalhas, mas de agregar os valores olímpicos.

O esporte de rendimento tem apelo popular, mas precisamos fortalecer a base da pirâmide e não vejo outra saída se não for dentro da escola. Não podemos achar que é só papel dos governos. Precisamos seduzir a iniciativa privada, mostrando o quanto o esporte pode contribuir para a educação dos nossos jovens.

112257286 Esporte contribui para a educação dos jovens

Os programas existem, mas precisamos alinhar este discurso e transcender as ambições políticas.

Precisamos criar uma base de dados para ter um ponto de partida, apropriar os espaços públicos, democratizar a participação, capacitar e valorizar os profissionais do esporte, estabelecer conteúdo, definir prioridades e metas, avaliar e acompanhar os programas.

Existe a necessidade do entendimento de que o esporte seja entendido como uma questão de saúde pública, pois aquele que aprecia o esporte, pode se tornar um praticante esporádico.

Uma cultura esportiva educacional e social, também produz um país. Basta unir forças!

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Fernanda Venturini está de volta

Será que uma mulher de 40 anos suporta viver novamente a mesma rotina?


Jogadoras talentosas como ela não nascem todos os dias, com todo respeito às jogadoras da nova geração.


A capacidade de enxergar o jogo, liderar e fazer a diferença é privilégio de poucos.


Entrar em forma talvez não seja o maior problema.


A minha dúvida é, se após estes anos fora da rotina de treinos, jogos, viagens e concentrações, ela conseguirá entender a cabeça da nova geração.


Uma geração que é muito diferente daquela em que Fernanda conviveu.


A velocidade das coisas é assustadora, vivemos a era dos iPods, iPads, iPhones e não podemos exigir desta geração o que ela não pode dar.


Apesar dos desafios, sei que este recomeço será de muito sucesso.


Desejo muita sorte no recomeço de vida e de rotina à Fernanda!


fernanda Fernanda Venturini está de volta


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Encontros com profissionais da educação física

O trabalho de capacitação e formação no nosso país esta me preocupando. Nas duas últimas semanas participei de encontros com gestores, líderes comunitários e profissionais da educação física, pelo interior de São Paulo.

Discutimos muito a desvalorização do profissional de educação física e  a falta de  interesse pelo trabalho de iniciação esportiva.

A Profa. Mestre Débora Alice Machado da Silva abordou uma teoria interessante,  ela diz que a educação física é a única matéria na escola que oferece o quarteto mágico (basquete, vôlei, futebol e handebol) ou a modalidade que o profissional gosta.

Na matemática, por exemplo, o aluno tem uma sequência no aprendizado. Se não sabe álgebra, não vai aprender a matéria seguinte, teoricamente. O aluno deve ter o conhecimento necessário para passar para a próxima etapa.

Que bom se a educação física fosse mais respeitada e os profissionais tivessem que seguir uma metodologia única.

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