Publicado em 14/06/2010 às 08h28
Academia Olímpica Internacional
Ainda inebriados de histórias olímpicas conferidas in loco por mim, seguimos com aprofundamentos, as palestras dos admiráveis filósofos, advogados e professores a respeito da gestão dos projetos esportivos sobre o guarda-chuva da solidariedade olímpica, dos conceitos jurídicos ou não sobre o olimpismo, da arte e grafismo nos pôsteres dos jogos e de questionamentos filosóficos sobre a condição sócio-econômica dos atletas da antiguidade até os dias atuais, com a constatação de que realmente o esporte olímpico de altíssimo rendimento, aquele que confere as medalhas aos melhores, é destinado a uma elite da sociedade, uma elite que tem acesso aos treinos, as viagens , as condições estruturais e inovadoras.
Enfim, muita informação transmitida e muito conhecimento absorvido, o que só aumenta o apetite por mais história. Foi o que conferi na biblioteca da Academia Olímpica Internacional e o misto de surpresa e orgulho, mais orgulho que surpresa, o destaque para as obras do venerável Doutor Lamartine da Costa. Aliás, muito querido e citado por todos.


Por último:
Da teoria à prática.
De nada adiantaria se ficássemos somente no plano ideológico. Dentro da proposta são previstos grupos de trabalhos e discussões. Muito interessantes e proveitosos. Somos coordenados por colegas mais experientes que já estiveram outras vezes na Academia e numa espécie de tempestade de ideias, pontuamos questões a respeito das nossas atuações em nossos países para apontar sugestões e tendências de gestão e aplicação da Educação Olímpica.
Meu grupo composto por Brasil, Eslovênia, Ukrania, El Salvador, Uruguai, Lê Soto, Canadá e mais alguns países da África, dos quais, com minha santa ignorância desconhecia alguns. Eu e o colega da Eslovênia voluntariamos para secretariar o grupo e acabamos por apresentar os trabalhos finais.
Nossas conclusões foram no sentido de buscarmos maior comunicação entre as academias nacionais e procurar as melhores práticas adaptando-as a cada realidade. Algumas estratégias de outros grupos também foram muito interessantes, mas isto vocês poderão pesquisar não só na página do COB, como também no site da academia olímpica internacional.

E para encerrar a viagem um dia em Atenas e claro um pit stop na marina em frente Arena Olímpica de 2004.


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Publicado em 16/05/2010 às 10h41
Chegada à Academia Olímpica Internacional
Nossa viagem foi a mais agradável possível até Olímpia. Um passeio pela Costa Grega com vista desde o estreito Canal de Pireos, das praias mais lindas do Mediterrâneo e das montanhas que representam 80% das terras gregas até a chegada a pequena vila de fazendeiros e ao centrinho de Olímpia.
Nosso destino é o centro de estudos da Academia Olímpica Internacional, que possui um belo alojamento nos moldes dos anfiteatros gregos em semi círculos.
Nossa programação não chega a ser exaustiva, mas temos compromissos o dia inteiro.
Dividimos as suítes com alguém de outra nacionalidade para haver maior intercâmbio. No meu caso fiquei com a japonesa Keiko. Logo que me encontrou e soube que ficaríamos juntas no mesmo quarto disparou : "Pois é, Japão e Brasil".
Os dois finalistas da candidatura para a sede de 2016! Rio foi o vencedor, é fato, mas também é verdade que o Japão já foi sede em outros jogos. E para ela foi uma derrota, afinal sua empresa era a tradutora oficial da candidatura. Mas seguramente não foi este o motivo. Nada como o tempo e o ambiente para estabilizar as emoções.
Após reconhecermos o terreno e acomodarmos nossas bagagens, almoçamos e nos arrumamos para a cerimônia de abertura dos trabalhos da 10º sessão de presidentes e diretores das Academias Olímpicas e Comitês Olímpicos Nacionais. Esta sessão acontece a cada dois anos. Tivemos a presença do Presidente da AOI, bem como dos diretores e a apresentação de cada um dos participantes nominalmente.
Saímos do belo auditório e fomos diretamente ao local onde se encontra o coração do Barão de Coubertain, onde ergue-se um monumento em sua homenagem exatamente como era seu desejo.
Numa cerimônia simples com a repetição de suas palavras e ideais colocou-se uma coroa de louros aos pés deste monumento. Em seguida fizeram o mesmo no monumento de uma outra importante personalidade responsável pelo renascimento do movimento olímpico, Sr. Diem. Dali fizemos a foto oficial do grupo e fomos descansar.
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