O nosso “Rei Arthur”

Londres 2012, meia-noite e quinze.

A ficha começa a cair.

Se pra mim está sendo assim, imagina com o dono da medalha.

Se a ginástica é uma das modalidades que mais encanta nas Olimpíadas, imagina com um brasileiro medalhista!

São muitas coisas que influenciam e fazem com que uma medalha olímpica aconteça, mas sem dúvida uma delas é crucial. Muito trabalho. E foi isso que levou Arthur Zanetti a primeira medalha olímpica da América Latina, e de ouro.

Um trabalho que, embora realizado numa modalidade individual e numa prova específica, representa um plural. Muitas pessoas e condições contribuíram para esta histórica vitória: treinador, médico, psicólogo, família, amigos, adversários, talento, motivação, objetivo, foco...

Recebemos o "Rei Arthur" nos estúdios da Record com salva de palmas duradoura. Ele e sua linda família, assim como seu treinador, Marcos Goto. Todos do ABC Paulista, mais precisamente de São Caetano. Emoção interminável. Fotos, muitas fotos. Entrevistas, muitas entrevistas.  De repente, descobrimos que uma boa parte da equipe da Record é do ABC e até mesmo de São Caetano.  Nossa, como um herói pode desabrochar tanta autoestima em tão pouco tempo.

Início da transmissão... Álvaro José abre a narração e passa a expectativa para mim. Minha preocupação inicial foi passar à audiência uma referência de nota a esperar na final das argolas com base nas notas da classificatória. Disse que 15.700 seria uma nota boa, 15.800 uma nota ótima e qualquer nota mais próxima de 16 seria maravilhosa. Meus manuscritos continham a nota maravilhosa como 15,900.

O primeiro ginasta a se apresentar foi o atual campeão olímpico que realizou uma série campeã, obviamente. Com a maior nota de partida, ele era o favorito ao bicampeonato, sem dúvida. Então, ele tinha a pressão. E ainda era o primeiro, o que ele assimilou com categoria de campeão e se saiu muito bem. Mas não seria suficiente.

Outros candidatos também eram muito cotados e igualmente muito focados, porém, somente um poderia ser o campeão. E Arthur subiu nas argolas, com a ajuda de Marcos Goto, seu técnico e aquele com quem provavelmente passou mais horas do dia nos últimos 15 anos do que com seu próprio pai, e seguiu, confiante e concentrado, para realizar a sua série, treinada horas antes, durante o aquecimento da final e claro, meses antes como parte de todo o planejamento do treinamento.

Sua performance foi próxima a perfeição, por isso a medalha foi mais do que merecida.

Arthur nos estúdios, alvoroço com respeito... tudo a seu tempo... Primeiro Ana Paula Padrão, depois, Zucatelli, depois Heródoto....

Arthur ainda fala como ginasta que cumpriu mais uma etapa de treinamento, como um simples mortal, e não como o mais novo deus olímpico. A ficha dele ainda não caiu, embora não tenha se desgrudado da medalha. Aliás, que medalha linda! A Deusa da Vitória na frente e London 2012 no verso.

Uma medalha de ouro para a ginástica do Brasil, que nasceu para o mundo em 1980, há pouco mais de trinta anos. Qual não é a perspectiva para o futuro?

A TV Britânica acaba de anunciar o resumo do dia e comenta que Arthur levou o ouro com uma série perfeita, precisa, demonstrando toda a força muscular e ao mesmo tempo leveza. O Brasil está marcado para sempre na história da ginástica internacional.

Arthur Zanetti, um rapaz simples, simpático, obstinado, talentoso e medalhista olímpico. A monarquia da ginástica tem o seu Rei!

Parabéns Arthur, o Brasil agradece.

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