Direto de Guadalajara

Nosso calendário aqui no Pan foi um pouco diferente nesta edição. Normalmente a ginástica compete desde a abertura dos Jogos. No entanto para conciliar com o calendário internacional as provas da ginástica artística terão início aqui em Guadalajara somente no dia 24 de outubro.

Mas até lá as equipes vão chegando para aclimatação e faremos várias reportagens dos treinos extra-oficiais e oficiais.

Enquanto isso, entre uma pesquisa e outra, estava investigando um pouco mais da vida de uma das estrelas da ginástica que encantou o Rio em 2007 e certamente encantará Guadalajara em 2011.

A americana Shawn Johnson tentará o bi-campeonato Pan-Americano no individual geral e nos brindará com a sua ginástica das alturas repetindo o feito de ouro das barras, trave e por equipe, e quem sabe deixando o ouro do salto e do solo para uma pedra preciosa brasileira.

shawn johnson getty Direto de Guadalajara

Shawn Johnson/Getty Images

Lendo a sua biografia, encontrei uma característica bastante comum no perfil dos grandes ginastas, talvez dos grandes atletas de maneira geral. A paixão que move adiante a carreira esportiva muitas vezes para uma meta não necessariamente tão consciente assim.

Já ouvi, li e presenciei diversos depoimentos de atletas, inclusive muitos ginastas, de alto rendimento que afirmam ser a sua paixão pela prática, o treinamento em si, o combustível para a conquista de resultados e não necessariamente a meta obcecada do ouro, do pódium ou do feito histórico.

Ontem mesmo conversando com o ex-judoca medalhista olímpico Rogério Sampaio, colega comentarista da Record, deixou escapar que voltaria a treinar pelo puro prazer da prática.

Mas será que esta paixão que motiva o atleta é inesgotável? Até quando a paixão mantém o foco em primeiro lugar? Ela realmente faz superar a dor, o obstáculo e fardo pesado dos treinos?

Ela é inata ou podemos nos apaixonar aos poucos? É possível treinar e competir arduamente sem paixão? Será que existe um campeão olímpico que tenha alcançado tamanha glória sem este sentimento nobre e motivador?

Sendo estritamente, objetivo, calculista e estratégico? É possível fazer esporte sem paixão só com estratégia, planos e metas?

Quem quiser se habilitar fique à vontade em contribuir.

Hasta luego!!

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