Hoje será mais difícil

Depois de uma boa e surpreendente vitória diante do Equador fora de casa por 3 a 0, a seleção brasileira vai buscar a segunda vitória consecutiva nas eliminatórias para subir na classificação.

O Brasil pode inclusive terminar a rodada como líder, se Argentina, Uruguai e Equador tropeçarem. Os argentinos e equatorianos jogam fora de casa, contra Venezuela e Peru, respectivamente.

O Uruguai terá um jogo difícil contra o Paraguai no estádio Centenário em Montevidéu.

Uma vitória hoje à noite em Manaus contra a Colômbia, coloca a seleção brasileira no mínimo na zona de classificação, entre os quatro primeiros.

Mas, vamos com calma. Antes de pensar em subir na tabela temos que ter a consciência de que o adversário é muito qualificado e os três pontos não virão com facilidade.

Depois de uma derrota com mando de campo diante da Argentina, a seleção colombiana embalou e conquistou três vitórias consecutivas, marcando oito gols e sofrendo três.

Não é a toa que a equipe está na frente do Brasil com 13 pontos, apenas um atrás da líder Argentina.

Tite já deu entrevista enaltecendo a qualidade do adversário.

Mostrou que estudou os colombianos, observando que eles gostam de jogar pelas laterais do campo. Chamou a atenção para a velocidade do Cuadrado, e a inteligência do James Rodriguez, que bate muito bem de média e longa distância.

O treinador destacou que eles atuam com quatro no meio e dois "agudos" lá na frente. A idéia é tentar neutralizar isso.

 Hoje será mais difícil

Tite tenta superar Dunga e conquistar a segunda vitória seguida pela seleção

Sem falar no velho estilo catimbeiro dos colombianos, que bateram muito nos nossos jogadores nos últimos confrontos. Foi assim na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

Acho que nos Jogos do Rio, o Brasil deu a sorte de fazer um gol logo no início, numa cobrança de falta do Neymar. Depois disso, a Colômbia teve que mudar sua tática e sair pro jogo.

Mesmo assim, o que se viu foi um primeiro tempo de muitas faltas. Algumas bem violentas. No segundo tempo eles saíram mais pro jogo e deram espaços lá atrás.

Acredito que se o Brasil fizer um gol logo no início pode ter uma partida mais tranquila. Se demorar pra sair, pode deixar a equipe mais nervosa e acabar caindo na provocação deles.

De qualquer maneira, estou com o sentimento de que hoje será mais difícil do que lá em Quito. Mesmo jogando com a torcida a favor.

Só nos resta torcer.

 

 

Gabriel Jesus não é o novo Superman

Acho um exagero, como muitos estão dizendo por aí, que o Gabriel Jesus é o novo craque da seleção, o substituto do Romário ou Ronaldo Fenômeno com a camisa verde e amarela.

Talvez todos estejam carentes de grandes donos da número nove, como estes que eu citei. Na realidade, depois que estes dois craques encerraram a carreira na seleção, todos ficam esperando que um novo goleador diferenciado apareça.

Gabriel Jesus é um jogador extremamente talentoso, tem facilidade em fazer gols e teve um ótimo início de trabalho na nova seleção do Tite.

Mas acho que nós devemos esperar mais antes de depositar nele toda essa expectativa.

Já vi casos de jovens que tinham tudo pra ser craque, alcançaram o sucesso muito rapidamente e que se perderam no caminho.

Até agora a transferência para o Manchester City, equipe que ele vai defender no ano que vem, não mexeu com a cabeça dele.

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Gabriel Jesus custou 121 milhões de reais aos cofres do City

Muito pelo contrário, a medalha de ouro no Rio só deu mais confiança para o Gabriel Jesus.

Ele será titular amanhã contra a Colômbia e tem a chance de consolidar este grande momento.

O mais importante pra ele agora é focar neste jogo.

Não dá pra ele ficar pensando em ainda voltar para disputar o clássico contra o São Paulo no dia seguinte à partida.

Por mais que a torcida palmeirense tenha esperança e o técnico Cuca também, não dá pro Gabriel Jesus jogar partidas importantes dois dias seguidos.

Sem falar no cansaço de um vôo longo vindo de Manaus.

Mesmo ele tendo apenas 19 anos de idade! Não é porque ele é muito jovem que ele tenha condições de jogar todo dia!

Claro que ele já disse que quer jogar. Até pela dívida que ele tem com a torcida e o clube, depois da transferência consumada para o exterior.

Mas ele terá muitas outras chances de pagar esta dívida ao longo do ano.

Até a próxima.

 

 

Para salvar o ano

Fluminense e Corinthians se enfrentam hoje pela partida de ida das oitavas da Copa do Brasil.

Um confronto entre dois grandes clubes do futebol brasileiro, e que buscam um título importante neste segundo semestre. Provavelmente, a única chance de chegar à Libertadores em 2017.

O Timão começou bem o campeonato brasileiro e chegou a ser um dos candidatos ao título.

Mas, depois de perder alguns jogadores importantes do elenco e o próprio técnico Tite para a CBF, caiu de produção na competição.

Ainda está no G4, mas por pouco tempo, na minha opinião.

Não acredito que o Cristóvão com esse elenco limitado vá chegar muito longe. Vale lembrar que nos últimos cinco jogos pelo brasileiro, a equipe só venceu um e tomou nove gols.

A Copa do Brasil pode ser a única válvula de escape para dar uma alegria para o torcedor.

O Fluminense também não pode se dar ao luxo de pensar alto no brasileirão.

Muito instável na tabela, a equipe até vive um momento bom no campeonato, apesar da derrota na última rodada para o Palmeiras.

Mas não parece ter forças para brigar lá em cima. Deve ficar no máximo entre os oito primeiros.

A conquista da Copa do Brasil parece ser a única chance de terminar bem um ano caótico e de poucas alegrias.

No duelo entre os treinadores, o tricolor carioca nitidamente leva vantagem.

Levir Culpi já chegou a quatro finais da Copa, tendo conquistado o título em duas ocasiões.

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Levir ganhou a Copa do Brasil com o Cruzeiro em 96 e com o Atlético em 2014

O time também tem a vantagem de jogar em casa hoje à noite. O acanhado Estádio Giulite Coutinho em Edson Passos, não precisa de muita gente pra ficar cheio e a torcida fica bem perto do campo. A pressão em cima do Corinthians promete ser grande.

Vale lembrar que em duas partidas no local, o Flu fez cinco gols e não sofreu nenhum, com cem por cento de aproveitamento.

Claro que a pressão na volta será enorme também, com o corintiano lotando a sua arena no dia 21 de setembro.

Vamos ver quem leva a melhor nesse duelo.

Até a próxima.

São Paulo nas mãos dos bandidos

Quando o São Paulo chegou à semifinal da Libertadores todos achavam que a fase ruim tinha passado.

Mas foi só o time começar a cair na classificação do campeonato brasileiro para tudo vir à tona novamente.

Acusações políticas e um ambiente de trabalho conturbado passaram a fazer parte mais uma vez da rotina do clube.

Só que, na minha opinião, não dá pra dizer que a invasão é um problema político.

É um problema de polícia!

Ninguém tem o direito de invadir nenhum clube, dar uns tapas e chutes em alguns jogadores, e ainda roubar objetos na saída.

Os caras que fizeram isso tem que ser identificados e responder pelo que fizeram! Por invasão, agressão e furto.

Afinal de contas, são estes mesmos bandidos que se dizem da torcida organizada, que em julho, fizeram um arrastão e roubaram "torcedores comuns" e ambulantes na saída do estádio, no jogo contra o Nacional da Colômbia.

Ah, esqueci que o Brasil é o país da impunidade...

Um país onde os dirigentes de futebol sustentam bandidos que se dizem integrantes de torcidas organizadas.

Dão ingressos, dinheiro para o carnaval e outras regalias em troca de apoio às suas candidaturas.

Quando a mordomia acaba acontece isso.

Ou seja, todos no clube estão nas mãos desses criminosos.

E o Leco, presidente do São Paulo, ainda minimizou o caso dizendo que os jogadores sofreram apenas alguns "chutinhos e tapinhas".

Queria ver se fosse com ele, ficar em pânico, temendo pela própria vida, cercado por um grupo enorme de bandidos que, como todos sabem, são capazes de tudo.

Até a próxima.

 

 

 

 

O vôlei brasileiro merece

Achei maravilhosa a idéia de saborear um pouco mais o ouro olímpico do vôlei masculino.

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Serginho ganhou 4 medalhas olímpicas, 2 de ouro e 2 de prata

Todos queriam ver em quadra um pouco mais o líbero Serginho, que está se despedindo da seleção.

E não será qualquer quadra não.

Nos próximos dia 3 e 4 de setembro, a arena da Baixada em Curitiba e o estádio Mané Garrincha em Brasília, vão sediar o desafio do ouro.

Serão dois amistosos contra Portugal, que prometem atrair um grande público.

Se os jogadores de vôlei estão acostumados a darem um espetáculo para dez mil pessoas no máximo, agora eles estarão se apresentando para mais de 50 mil pessoas, em estádios de futebol.

Me faz lembrar aquela famosa partida que a geração de prata jogou contra a antiga União Soviética, no Maracanã, em 1983.

Na época, 95 mil pessoas ignoraram a chuva e viram Bernard, William, Amauri, Montanaro,  Renan e o próprio Bernardinho vencerem por 3 a 1.

Esta geração de 2016 merece todas as honras também.

Após uma fase de classificação difícil, onde sofreu duas derrotas, a equipe engrenou e foi tricampeã olímpica com direito a vitória por 3 a 0 tanto na semifinal como na decisão.

Será realmente um espetáculo imperdível!

Até a próxima.

 

Balanço olímpico

Passados dois dias do encerramento dos Jogos do Rio, gostaria aqui de fazer um balanço da participação brasileira nas olimpíadas de casa.

A meta de alcançar mais de 20 medalhas e de ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas não foi alcançada, mas tivemos a melhor participação da história. Também, se não tivéssemos, sairíamos com uma frustração muito grande.

Mas, afinal de contas, foi boa a campanha do Brasil?

Na minha opinião, foi um pouco decepcionante. Digo um pouco, porque poderia ter sido pior. Acredito que acumulamos mais frustrações do que alegrias.

A maior surpresa: Sem dúvida a conquista do ouro no salto com vara, com direito a recorde olímpico, fez de Thiago Braz a maior surpresa brasileira dos Jogos. Ninguém apostava as fichas nele, muito menos o francês Renaud Lavillenie, que teve de ouvir vaias durante a competição e no pódio, após desdenhar do brasileiro.

 Balanço olímpico

O salto com vara nos trouxe a maior surpresa

A maior decepção: Bom, infelizmente neste quesito apresentamos diversas opções. A lista é grande e tenho certeza que a maioria vai concordar comigo.

Pra começar temos o vôlei feminino, que começou muito bem, mas caiu nas quartas diante da China. Sinceramente acreditava numa medalha, só não sabia de que cor ela seria.

Fabiana Murer mais uma vez saiu de uma olimpíada sem nem chegar perto de uma medalha. O pior é que ela nem pra final foi, sem conseguir saltar 4,55 metros, errando todos os saltos. O problema agora foi uma hérnia de disco que acabou servindo como justificativa. Vale lembrar que em Julho ela havia saltado 4,87 metros, quebrando o recorde sul-americano da prova. Se repetisse este resultado, ela teria ficado com o ouro no Rio. Infelizmente cheguei à conclusão de que olimpíada não faz bem para a Fabiana.

 Balanço olímpico

Mas também nos reservou a maior decepção

O Judô sempre foi o carro chefe de medalhas em Jogos olímpicos. A expectativa era de pelo menos umas cinco medalhas. Portanto, não dá pra negar que um ouro e dois bronzes foi um resultado que deixou a desejar. O país ficou apenas na quinta colocação no quadro de medalhas da modalidade, perdendo inclusive para a Itália, que tem muito menos tradição.

Apesar da prata com Agatha e Bárbara, esperava mais do vôlei de praia feminino nas olimpíadas.

Outra tristeza foi o handebol, principalmente o feminino. Foi muito bem na primeira fase, mas depois caiu feio diante da Holanda.

Muita gente mencionou a natação como decepcionante. Sinceramente, eu não esperava nenhuma medalha da modalidade no Rio.

A maior alegria: O ouro no futebol masculino foi a grande conquista do país no Rio. Após quatro finais olímpicas, finalmente a seleção saiu da fila e conquistou o título numa final diante da Alemanha com Maracanã lotado. Foi o melhor momento dos Jogos.

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Ele nos deu a maior alegria!

Não posso deixar de citar o desempenho espetacular do vôlei masculino, que não chegou muito acreditado nos Jogos, começou mal a competição com duas derrotas, mas deu a volta por cima e atropelou os adversários na reta final, com direito a 3 x 0 na Itália na grande final. Serginho e companhia mereciam este título após duas pratas seguidas.

As três medalhas do Isaquias Queiroz na canoagem não chega a ser uma surpresa. Ele estava muito bem preparado para os Jogos. Mas, sem dúvida, o colocam num outro patamar após o Rio 2016.

Faço aqui uma menção honrosa às cerimônias de abertura e encerramento das olimpíadas. Foram espetáculos belíssimos e que nos encheram de orgulho. Parabéns pelo trabalho realizado!

Até a próxima.

 

 

 

Os pênaltis mais importantes

Me sinto um privilegiado na carreira.

Tive a oportunidade de narrar na TV dois dos pênaltis mais importantes da história do futebol brasileiro.

O primeiro deles já vai completar dez anos no ano que vem.

O milésimo gol do baixinho Romário, no campeonato brasileiro de 2007 contra o Sport em São Januário, ficou marcado pra sempre como um dos momentos mais importantes da minha história como narrador esportivo.

O outro pênalti inesquecível e que vai marcar para sempre a minha profissão, foi bem mais recente.

No último sábado, o Brasil inteiro parou na frente da TV, para acompanhar a cobrança do Neymar que poderia dar o tão sonhado ouro inédito.

E foi numa super final contra a Alemanha em pleno Maracanã lotado.

Tive a chance de narrar este momento histórico, através do microfone da Record, na companhia do Fábio Porchat e do Ricardo Martins, que gravou um vídeo justamente mostrando o momento do gol e da conquista. Confira no link abaixo, como estávamos muito tensos, mas explodimos de alegria depois da cobrança.

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Até a próxima.

 

 

Despedida sem medalha

Confesso que eu nunca cheguei a acreditar muito em um bom resultado da seleção feminina de futebol nos Jogos do Rio.

Depois de duas pratas olímpicas em Atenas e Pequim, a equipe começou a dar sinais de que que a fase boa tinha passado.

O time não passou das oitavas no último mundial e não chegou nem nas semifinais em Londres, quatro anos atrás.

Só que depois do início arrasador, com vitórias mais do que convincentes contra a China e a Suécia, fiquei muito esperançoso de que, dessa vez, a equipe poderia chegar mais longe. Pensei até na possibilidade do ouro inédito.

Fiquei frustrado, assim como todos os brasileiros, com a despedida sem medalha.

Acho que as meninas mereciam sorte melhor.

Essa geração, com Marta, Formiga e Cristiane pode ter dado adeus ao sonho do título olímpico.

A impressão que deu, foi que o Brasil esgotou seu estoque de gols nos dois primeiros jogos. Acabou faltando para a reta final.

A equipe chegou a ficar três partidas sem marcar. Contando ainda com duas prorrogações!

Foram 330 minutos sem balançar as redes!

E olha que o Brasil foi superior nesses três jogos. Teve mais posse de bola, finalizou mais, mas não conseguiu criar boas oportunidades.

Esse foi o principal defeito da nossa seleção. A equipe não conseguia ser perigosa. Finalizava mal, não tinha chegada na linha de fundo e não marcava presença na área.

Vimos uma seleção cansada e abalada psicologicamente na disputa do bronze contra o Canadá, que acabou merecendo a vitória.

Ficou aqui o gostinho de quero mais.

Sair dos Jogos sem nenhuma medalha foi um castigo muito grande para uma equipe que mostrou luta e garra durante toda a competição.

Agora fica a torcida pelos homens neste sábado. A partir das 17:30h ao vivo na Record.

Estarei narrando ao lado do Ricardo Martins e da participação especial do Fábio Porchat.

Vem com a gente!

Falta de assunto

Os Jogos olímpicos ainda não começaram. Falta praticamente uma semana. Na próxima quarta-feira, já começam as partidas do futebol feminino da primeira fase.

Acho que, até pela ansiedade pelo início da competição, a imprensa brasileira, de uma forma geral, está tentando arrumar assunto que atraia a atenção das pessoas.

O caso dos problemas com a vila olímpica é bem representativo desta falta do que falar.

Problemas estruturais sempre acontecem em qualquer vila olímpica. O local é novo, nunca foi utilizado. Problemas elétricos e hidráulicos são passíveis de acontecer.

Em Londres, algumas delegações também enfrentaram problemas que logo foram resolvidos.

O local onde está a vila dos atletas no Rio é muito bonito e agradável. E vem arrancando elogios também, só que com menos exposição da imprensa.

Mas aí todos preferem ver as fotos da delegação holandesa comprando rodos para limpar os quartos...

E não é só da vila que falam não. Os assuntos mais debatidos e frequentemente tocados são zika vírus, violência e problemas no transporte.

Será que o Rio está tão mal preparado assim pra receber uma olimpíada?

Prefiro esperar até a competição começar para dar uma opinião mais profunda e real de como está a situação na cidade olímpica.

Até a próxima.

 

Cortes no vôlei foram justos

Bernardinho acertou ao não colocar a amizade acima do bem da equipe.

Todos nós sabíamos que o Murilo só iria para os Jogos do Rio, pela consideração que o treinador tem com ele.

Portanto, pra mim, não foi surpresa nenhuma o corte do ponteiro, que já há muito tempo não tem condições de jogar em alto nível na seleção.

Por mais que ele tenha moral e liderança com o grupo, ele continua sendo um jogador e não da comissão técnica. Sem contar que Maurício Borges e Douglas Souza estão em melhor condição física e técnica.

A situação do Serginho é diferente. Ele sempre esteve no mesmo nível do Tiago Brendle, mas tem a seu favor a experiência olímpica. Não dava pra tirar o Serginho dos Jogos, mesmo que ele não seja mais o melhor líbero do mundo. Se o Tiago estivesse muito melhor do que ele eu até entenderia, mas não é o caso.

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Serginho foi confirmado e, ao que tudo indica, será o porta-bandeira na cerimônia de abertura

Sobre o corte do Isac, não houve nenhuma surpresa. Éder estava melhor do que ele e mostrou isso na Liga Mundial de Vôlei. Maurício Souza nem se fala, vem atuando em altíssimo nível e foi considerado o melhor central da competição.

No feminino, o técnico José Roberto Guimarães cortou a líbero Camila Brait, a oposta Tandara e a levantadora Roberta.

Roberta já era um corte praticamente certo. Desde o momento em que o treinador resolveu esperar a Fabíola ter o seu filho, ele já dava sinais de que queria a experiência dela no grupo. Zé Roberto quer duas levantadoras acostumadas a jogos importantes, então vai com Dani Lins e Fabíola.

Tandara, que conquistou o ouro em Londres, não teve um ciclo olímpico dos mais tranquilos até chegar 2016. Foi atrapalhada por inúmeras contusões que tiraram dela a principal característica: a força física. Vale lembrar que ela não participou da fase final do Grand Prix por causa de um estiramento muscular.

Diante disso, Zé Roberto optou por levar somente a Sheilla como oposta de origem. Adenízia, que é central, pode ser improvisada na posição se houver necessidade.

Fiquei com pena da Camila Brait, a terceira cortada. Não que ela estivesse jogando mais do que a Léia. Pelo contrário, pelas excelentes atuações da Léia no Grand Prix, ela acabou ficando com a vaga de líbero por méritos.

Mas esse é o segundo corte da Brait às vésperas de uma olimpíada.  Vale lembrar que ela chegou a viajar pra Londres, mas acabou ficando de fora do grupo.

Até a próxima.

 

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