O Galo trocou 6 por 4

Estava na cara que o Roger seria demitido no Galo.

Perder em casa pro Bahia foi a gota d'água para um trabalho que não vinha funcionando.

Se antes o Atlético era imbatível em casa, agora o torcedor teve que amargar uma triste estatística.

Desde o começo do ano, quando Roger começou a dirigir o clube, foram quatro derrotas em oito jogos no Independência.

Sinceramente, continuo acreditando na competência do treinador.

O trabalho feito com o Grêmio em 2015, quando levou a equipe gaúcha ao terceiro lugar no campeonato, foi digno dos melhores técnicos do futebol brasileiro.

Ele ficou super valorizado depois disso.

Mas a verdade é que o Galo, com o elenco que tem, tinha que estar jogando muito mais.

Ele simplesmente não conseguiu dar um padrão de jogo ao time.

A diretoria mostrou toda a sua pressa e resolveu trazer o Rogério Micale, que na minha opinião, não é mais treinador que o Roger.

Não é nem trocar seis por meia dúzia. É trocar seis por quatro, no máximo.

rogerio micale O Galo trocou 6 por 4

Rogério Micale foi campeão olímpico com a seleção nos Jogos do Rio

O grande problema é a falta de opções no mercado.

Muitos atleticanos acreditam que a diretoria não deveria ter mandado embora o Levir Culpi, no final de 2015, por causa da identificação dele com o clube.

Sinceramente, não vejo uma luz no fim do túnel pro Atlético no restante da temporada.

Na Copa do Brasil, o time tem uma vantagem mínima e já volta a jogar na próxima quarta diante do Botafogo.

Micale não terá tempo suficiente pra ajeitar nada. Vai ser na base da motivação psicológica.

Na Libertadores, a equipe perdeu a primeira partida por 1 x 0 para o Jorge Wilstermann na Bolívia, com uma atuação muito fraca.

No dia 09 de agosto, vai tentar reverter a situação em Belo Horizonte, onde o time está inseguro e não vem se apresentado bem. Acho que a torcida, neste momento tenso, vai pressionar mais do que ajudar.

O Campeonato Brasileiro é a menor das preocupações. A equipe está no meio da tabela e tem vários outros times com uma vontade enorme de cair.

Mas, se não briga contra o rebaixamento, também não vai lutar pra ficar entre os seis primeiros.

Portanto, as próximas duas semanas vão definir o ano do Atlético.

Com Rogério Micale no comando, tem boas chances de ser um 2017 desperdiçado.

Até a próxima.