O tênis agradece

Fiquei muito feliz com o desfecho do Aberto da Austrália de Tênis.

Uma final de luxo entre Roger Federer e Rafael Nadal.

Depois de seis anos, as maiores estrelas do tênis da última década voltam a se enfrentar numa final de Grand Slam.

A última foi em Roland Garros de 2011!

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Uma decisão absolutamente improvável.

Afinal de contas, atualmente eles estão longe das primeiras posições no ranking.

O espanhol é o nono colocado, enquanto o suíço ocupa apenas o décimo sétimo lugar.

Nadal viveu um ano de 2016 muito complicado. As lesões atrapalharam demais. A última foi no punho esquerdo.

Federer ficou seis meses parado se recuperando de uma lesão no joelho. Ninguém esperava que ele voltasse tão bem, até porque não é nenhum garoto.

Mas, como são dois monstros do tênis mundial, não podemos nunca ficar surpresos.

Juntos, os dois tem 31 títulos de Grand Slam.

17 pro Federer, que é recordista absoluto, contra 14 do Nadal, empatado com Sampras em segundo lugar.

Mas quando levamos em conta só o Aberto da Austrália, o suiço leva uma grande vantagem, com quatro conquistas, contra apenas uma do espanhol.

Por outro lado, Federer é um grande freguês do rival. Em 34 duelos, Nadal ganhou 23.

Além disso, todas as vezes que os dois se enfrentaram no torneio australiano, deu Nadal. Na final de 2009 e nas semifinais de 2012 e 2014.

Aliás, essa semifinal de 2014, foi o último confronto dos dois num Grand Slam.

Três anos depois, os dois vão presentear o público com o maior clássico do tênis mundial.

Mas desta vez, diante das circunstâncias, certamente será um jogo com gostinho especial.

Até a próxima.