Depois de um mês, a mistura de sentimentos

Estamos hoje completando um mês da tragédia com o avião que levava a Chapecoense e um grupo de jornalistas para a Colômbia.

A mistura de sentimentos é grande.

Vai desde a tristeza, passando pela saudade, com a revolta por tudo que aconteceu graças à irresponsabilidade de quem decolou com pouco combustível.

Mas, não adianta mais pensarmos nisso.

A hora agora é de juntar os cacos, ajudar as famílias e buscar a reconstrução do clube.

Hora de todos os envolvidos com a Chape pensarem nas competições que virão no ano que vem.

Sim, um 2017 de Libertadores inédita para o clube e de tentar se manter na primeira divisão do futebol brasileiro.

A ideia de anistia e proteção à Chapecoense foi totalmente descartada pelo próprio clube e pela CBF.

Portanto, o time disputa normalmente o campeonato brasileiro, com chances de cair para a série B, como todos os outros.

Acho que levados pela emoção do momento, todos acharam certo cogitar essa proteção.

Mas hoje, com a cabeça mais fria, um mês após o ocorrido, acredito que não seria correto e justo com a própria Chapecoense jogar com essa imunidade.

Seria uma situação constrangedora para o elenco e para a torcida.

No momento, ninguém envolvido com o clube quer que as pessoas tenham pena de ninguém.

A sensação é de dar a volta por cima. De reconstruir a instituição que a cidade tanto ama e que vai fazer de tudo para fazer bonito ano que vem.

Força Chape!!!

E um feliz 2017 pra todos vocês!