Vasco fica mais perto de sair do jejum

O primeiro jogo da final do Campeonato Carioca não foi dos mais emocionantes. Longe disso. Sinceramente esperava mais de uma partida que vale muito pros dois.

Pro Botafogo vale a volta por cima depois de mais uma queda para a segundona no final do ano passado. Começar 2015 com um título estadual, daria a moral e confiança necessárias para o grande objetivo da temporada, que é a volta série A.

Pro Vasco vale a certeza de que clube está no caminho certo. Depois da volta à primeira divisão, o cruzmaltino quer sair de um jejum sem títulos estaduais que já dura 13 anos.

Mas os dois times deixaram a desejar. O Botafogo praticamente só chegou duas vezes com real perigo. As duas com Bill, que está substituindo o punido Jobson. No mais a equipe não jogou com tanta objetividade e esbarrou no bom sistema defensivo vascaíno.

O Vasco também não foi tão audacioso como se  esperava. Teve mais posse de bola e dominou as ações, mas não criava tantas chances claras de gol. Achei que o Doriva acertou ao tirar Dagoberto e Marcinho pra colocar Rafael Silva e Bernardo.

O primeiro inclusive, acabou tendo a felicidade de fazer o gol da vitória já nos acréscimos. Um gol que premiou a equipe que mais tentou alguma coisa. Um time que nos segundo tempo, mostrou estar mais inteiro fisicamente.

Agora a vantagem é vascaína para o segundo jogo. Um simples empate garante o tão cobiçado título. O Botafogo terá que vencer por pelo menos um gol de diferença pra levar a decisão pros pênaltis.

Vamos aguardar o capítulo final no próximo domingo. Eu aposto as minhas fichas no Vasco.

Até a próxima.

 

 

São Paulo e Corinthians vivem noite de papéis invertidos

O São Paulo finalmente venceu um clássico no ano e se classificou na Libertadores.

Não que o time tenha feito uma grande partida, longe disso. O resultado veio muito mais em função da apatia do lado corintiano, que foi um time totalmente diferente do que costumamos ver.

Parecia que os lados estavam invertidos. Aquele Corinthians aplicado, compacto, que incomoda o adversário o tempo todo, não entrou em campo. No seu lugar jogou um time displicente e preguiçoso, que lembra bem o São Paulo desse ano.

Melhor para o tricolor paulista, que viu sua vida ficar ainda mais fácil com a expulsão infantil do Sheik. Eu até acho que o árbitro exagerou ao dar o vermelho, mas que ele quis dar um chutinho no tornozelo do Tolói, não resta dúvida. Quis ser malandro e acabou pagando caro por isso.

Com um homem a mais o São Paulo construiu o resultado com Luiz Fabiano e Michel Bastos, que mais uma vez mostrou ser peça chave da equipe. Acertou bons cruzamentos e arriscou boas descidas pro ataque. Ainda contou com a falha do Cássio, que errou o tempo de bola e permitiu que a bola entrasse no cantinho.

No início do segundo tempo Luiz Fabiano (sempre ele) se estranhou com Mendoza e os dois foram expulsos. Mas nesse momento a partida já estava definida, e coube ao São Paulo esperar o fim do jogo pra comemorar a classificação.

Não podemos aqui tirar o mérito do tricolor, que pegou um grupo difícil e deixou pra trás o último campeão da Libertadores, que perdeu em casa para o fraco Danúbio.

Com mais esse resultado negativo, os corintianos já começam a ficar preocupados com o futuro do time na competição. Incrível como a equipe comandada pelo Tite caiu de rendimento. Sorte que o adversário das oitavas é o Guaraní do Paraguai.

Já o tricolor terá um confronto bem complicado contra o Cruzeiro, numa disputa sem favorito.

Até a próxima.

 

Vitória dramática não apaga atuação ruim

Que sufoco passou o São Paulo hein!

Me arrisco a dizer que o tricolor não merecia os três pontos. O empate teria sido mais justo pelo que as duas equipes produziram.

E olha que o Danúbio além de ser um time tecnicamente muito fraco, ainda não tinha o fator motivação para incomodar o São Paulo. Já estava eliminado e só queria ganhar pelo menos uma em casa nessa participação na Libertadores.

Mesmo assim pouquíssimas chances foram criadas. A rigor, no primeiro tempo só teve uma cabeçada contra que quase se transformou no primeiro gol são paulino.

O segundo tempo começou com a famosa ducha de água fria. Um chute despretensioso de fora da área conseguiu derrotar o Rogério Ceni que, sem explicação, foi de um jeito displicente pra bola e tomou um frango.

Depois disso o São Paulo tentou ser mais agressivo, mas sem a menor organização. Chega a ser irritante como o Ganso e o Pato erram passes. Mesmo com uma defesa muito fraca, o time uruguaio conseguia anular o ataque adversário com facilidade. Mesmo com a entrada do Luiz Fabiano, o time não era capaz de fazer a bola chegar nele.

Michel Bastos eram quem mais se movimentava. Em alguns momentos ele tentava buscar o apoio pelo lado esquerdo do ataque. Numa dessas descidas ele acertou um cruzamento perfeito para o gol de cabeça do Alexandre Pato.

Alguns minutos depois, Michel Bastos repetiu a jogada e o Pato quase marcou. Dessa vez o goleiro fez uma defesa difícil.

Nos minutos finais, quando ninguém mais acreditava, Michel Bastos novamente, na base do chuveirinho na área, encontrou o argentino Centurión bem colocado pra cabecear no cantinho e virar o jogo.

Festa do São Paulo, que viu suas chances de classificação aumentarem consideravelmente. Se tivesse empatado, teria obrigatoriamente que derrotar o Corinthians na última rodada.

Mas foi uma festa bem contida. Do jeito que o time jogou no Uruguai, mesmo que se classifique, a tendência é que seja um fiasco na próxima fase. A esperança é que a equipe se ajeite até lá. O problema do Milton Cruz é fazer a equipe jogar de forma mais competitiva.

Com Ganso, Pato, Luiz Fabiano e companhia em péssima fase, fica difícil acreditar que as coisas vão mudar.

Isso prova que o Muricy Ramalho não era o maior culpado...

Até a próxima.

 

 

 

Flamengo x Vasco fraquinho no Maracanã

O nervosismo e a violência chamaram mais a atenção no clássico do que as chances perdidas.

O lance em que o Jonas deveria ter sido expulso logo no início do jogo demonstrou bem como seria a tônica da tarde pouco inspirada no Maracanã. Sabiamente, Luxemburgo o substituiu alguns minutos depois.

Apesar das falhas individuais, no primeiro tempo vi um Flamengo mais veloz e perigoso em campo. Só o Cirino perdeu duas chances claras. O Vasco em várias ocasiões marcava em linha e tomava sustos desnecessários.

No segundo tempo o Vasco foi pro ataque com mais vontade e teve a chance de definir a partida, principalmente a partir dos trinta minutos. Faltou competência nas finalizações.

No final das contas, acho que o 0x0 ficou de bom tamanho. No jogo da volta mais um empate vai favorecer o Flamengo, mas o confronto está totalmente aberto. Uma vitória simples leva o Vasco pra final.

No sábado o Fluminense reverteu a vantagem que o Botafogo tinha. Aproveitou melhor as chances que teve e fez 2 x 0. Na reta final da partida o Botafogo acordou, diminuiu e teve a chance do empate, que acabou não vindo.

Agora quem joga pelo empate é o tricolor. Mas também não dá pra arriscar quem passa. Tudo pode acontecer.

Até a próxima.

 

 

Fluminense elimina o Madureira de forma dramática. Botafogo leva a Taça GB

As semifinais do campeonato carioca estão definidas.

O Flamengo, que não passou de um empate contra o Nova Iguaçu, perdeu a liderança e a Taça Guanabara para o Botafogo, que derrotou o Macaé e levou vantagem no confronto direto.

A terceira posição ficou mesmo com o Vasco, que fez um bom segundo tempo e derrotou o Volta Redonda. Com isso, Flamengo e Vasco se enfrentam com a vantagem rubro-negra de dois resultados iguais.

O adversário do Botafogo será o Fluminense, que passou no sufoco do Madureira num jogo dramático, com direito a gol contra nos últimos minutos.

Agora teremos dois clássicos pra decidir os finalistas.

O Botafogo terá a chance de vingar a derrota que sofreu para o tricolor na primeira fase. Está em melhor fase e na minha opinião é o favorito.

No outro duelo eu sou mais o Flamengo. Acho um time mais arrumado e com mais poder ofensivo que o Vasco. Mas é um clássico e tudo pode acontecer.

Até a próxima.

 

Com empurrãozinho do árbitro, Fla passa fácil pelo Flu

Era pra ser um clássico mais emocionante, digno do bom público, de mais de 40 mil pagantes no Maracanã, mas algumas falhas individuais garantiram ao rubro-negro uma vitória bem mais tranquila do que se esperava.

A primeira foi do goleiro tricolor Diego Cavalieri. O chute do Jonas não foi nem tão forte nem tão colocado assim. Mal posicionado, Cavalieri alegou que a bola foi com muita curva. Uma desculpa para seu erro.

A outra falha, essa mais decisiva ainda a favor do Flamengo, foi do árbitro da partida. Ele foi injusto ao expulsar o Fred. O cartão amarelo no lance anterior, na troca de empurrões entre ele e Pará, eu achei acertado, mas deveria ter sido mostrado pros dois. Mas só o atacante levou.

Na jogada da expulsão, o Fred sofreu a falta e tocou com a mão na bola ao cair por cima dela. Portanto, nem simulação, nem toque de mão poderiam ter sido marcados. Erro da arbitragem que mudou a cara do jogo.

Perdendo por um a zero e sem o seu principal atacante em campo, ficou difícil para o Fluminense buscar uma reação. Mas vale lembrar que antes de ficar com um a menos, o tricolor não ameaçou em nenhum momento o adversário.

O Flamengo, apesar de ter menos a posse de bola, era mais rápido e mais perigoso na partida. A velocidade do Cirino era muito bem explorada. Mesmo com muitos desfalques o time flamenguista estava melhor distribuído em campo.

Depois que levou o segundo gol, em outro vacilo do Cavalieri, o Fluminense até que tentou fazer pelo menos o gol de honra. Mas, sem organização, pouco assustou.

O terceiro gol no final, foi a cereja no bolo do líder do campeonato, que teve uma noite praticamente perfeita no Maracanã.

Já o Fluminense vai ter que suar muito pra derrotar o Madureira na última rodada pra se classificar.

Pior foi o Vasco, que conseguiu perder pro Friburguense num jogo de nove gols e com direito a pênalti perdido. Agora, até a classificação cruzmaltina está ameaçada. E logo o time que tinha na sua defesa o ponto forte.

Que mico!

A última rodada na quarta-feira promete.

Até a próxima.

 

 

 

 

 

Semana decisiva no Campeonato Carioca

O título do post bem que poderia ser outro: semana decisiva para o Fluminense.

Sim, porque dos quatro grandes, o Fluminense é de longe o que tem a pior tabela nas duas rodadas finais do estadual.

Joga no domingo o clássico contra o Flamengo e na quarta enfrenta o Madureira, que está rigorosamente na briga pelo G4.

O tricolor suburbano também não terá vida fácil, encarando Botafogo e Fluminense na sequência.

Se Botafogo e Fluminense ganharem nesse fim de semana, o time das Laranjeiras vai poder se dar ao luxo de jogar pelo empate na próxima quarta pra ir às semifinais.

Por outro lado, se der Madureira e Flamengo, o Fluminense já estará eliminado quando chegar a última rodada.

Sim, porque ninguém acredita que o Vaso perderá para o Friburguense ou Volta Redonda.

Nem que o Botafogo vai perder para o Macaé na última rodada, jogando uma partida decisiva.

O Flamengo chega para o clássico praticamente classificado, se preocupando mais em manter a primeira posição para enfrentar o quarto colocado nas semifinais.

Apesar de ir pro jogo sem o Luxemburgo, que está em guerra com a Federação, o rubro-negro entra como favorito por estar mais tranquilo na tabela.

O Fluminense terá o segundo jogo com Ricardo Drubscky no comando.

No seu maior teste na carreira, vamos ver se ele realmente será capaz de fazer um time desacreditado jogar bem e derrotar o líder do campeonato.

Até a próxima.

 

 

A complicada matemática do São Paulo

O São Paulo tinha tudo pra sair pelo menos com um empate de Buenos Aires.

Cozinhou o jogo e, se tivesse mais coragem e motivação, poderia ter buscado a vitória.

Por isso a derrota acabou sendo um castigo pela falta de ousadia.

Mas, como querer um time mais ousado se as estrelas da equipe não brilham?

Seria um exagero afirmar que faltou vontade pro Ganso e pro Alexandre Pato.

Eles até tentaram buscar as jogadas, mas sem o poder de definir nada.

E ainda teve o problema da contusão do Alan Kardec.

O San Lorenzo, mesmo diante da torcida, pouco incomodava.

Contou com o erro do Tolói (sempre ele) para fazer um gol que foi muito comemorado. Com razão.

Um empate deixaria o clube argentino respirando por aparelhos.

Agora a equipe só depende dos próprios resultados pra se classificar.

Mas, o próximo compromisso será bem complicado. Pega o embalado e bem treinado Corinthians no Itaquerão.

É aí que se resume a esperança dos tricolores.

Se os rivais corintianos derrotarem o San Lorenzo e o São Paulo ganhar do Danubio no Uruguai, O time joga por um empate diante do Corinthians para se classificar para a fase seguinte.

São resultados totalmente possíveis de acontecer.

O problema é acreditar no apático time comandado pelo pouco entusiasmado Muricy Ramalho.

A equipe está sem credibilidade e psicologicamente destruída.

Não parece ter forças para buscar a reação.

Até a próxima.

 

 

O surpreendente Carioca

Quero falar hoje de uma coisa boa.

Uma coisa que tinha tudo pra ser mais um fiasco e vem me surpreendendo positivamente.

Me refiro ao Campeonato Carioca 2015.

Já é de longe muito superior ao do ano passado. Pelo menos em emoção e equilíbrio.

Basta dizer que três dos quatro grandes estão rigorosamente empatados com 29 pontos em 12 jogos.

O desempate acontece somente no saldo de gols, faltando três rodadas pro final da fase classificatória.

E assim mesmo a diferença é mínima. Apenas um gol separa primeiro, segundo e terceiro colocados.

Ainda tem o Madureira, que está no G4 e briga por uma vaga na semifinal da competição.

Nos últimos anos nos acostumamos a ver um verdadeiro abismo entre os grandes e os pequenos do futebol carioca.

O tricolor suburbano está ajudando a contrariar essa tendência, tendo sofrido apenas uma derrota (para o Vasco) em 12 partidas.

Contra o Flamengo a equipe conquistou um belo empate.

Tá certo que o Madureira ainda terá pela frente confrontos diretos pela vaga contra o Botafogo e o Fluminense.

Esses jogos acontecem exatamente nas duas últimas rodadas da primeira fase, dias 4 e 8 de abril.

Portanto, teremos emoção até o fim, dando a chance, principalmente para o Fluminense, de se recuperar e evitar o fiasco de não estar entre os quatro semifinalistas.

Nesse domingo tem Vasco e Botafogo no Maracanã, com a expectativa de mais um bom público.

Vale lembrar que no clássico Flamengo x Vasco, debaixo de muita chuva, tivemos mais de 56 mil presentes, recorde de público do futebol brasileiro em 2015.

Sinal de que a competição vem agradando o público.

Não sou daqueles que ficam torcendo contra, por causa dos péssimos dirigentes do nosso futebol.

Pelo contrário, fico feliz pelo fato do tão avacalhado Campeonato Carioca, estar seguindo num bom ritmo, apesar dos maus-tratos.

Tomara que continue assim até o final.

Pelo menos o estadual do Rio tem uma grande vantagem sobre o de São Paulo. O sistema de disputa não é esdrúxulo e é muito mais fácil de entender.

Até a próxima.

 

 

 

Um voto de confiança

As maiores críticas que eu ouvi sobre o novo treinador do Fluminense é que ele não tem experiência.

Não é verdade.

São 30 anos dedicados ao futebol, com direito a dois livros publicados sobre o assunto.

Mas Ricardo Drubscky (que sobrenome difícil hein!), nunca teve a oportunidade de dirigir uma equipe de ponta do futebol brasileiro.

Não passou ainda pela pressão de ter que conseguir bons resultados em um curto espaço de tempo.

Não teve a oportunidade de treinar jogadores com nível de seleção brasileira, como o Fred por exemplo.

Por isso mesmo, acredito que ele terá dificuldades nessa passagem pelo clube.

Até porque já tem jogo nesta quinta-feira contra a Cabofriense.

O desafio nesse momento é fazer os jogadores assimilarem uma nova filosofia em tão pouco tempo.

Um treinador mais calejado e com currículo, poderia ter mais facilidade nessa transição.

Mas isso é só uma suposição. Ninguém garante que um medalhão poderia dar um jeito no Fluminense.

Outros técnicos consagrados já vieram e não deram certo, como o Dorival Júnior e o Luxemburgo por exemplo.

Então, acho que todos devem dar um voto de confiança pro Ricardo Drubscky.

Pelo menos é uma cara nova nesse mundo pequeno dos treinadores que quase nunca se renova ou se recicla.

Quem sabe dá certo e o Fluminense acaba revelando um grande talento para o futebol brasileiro?

É uma aposta arriscada, é verdade.

Mas às vezes, até pela dificuldade financeira, ousadias como essas são bem-vindas.

Ele tem experiência em lidar com atletas mais jovens e pode ser um bom nome para  fazer a talentosa garotada tricolor vingar de vez.

Até a próxima.

 

 

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