O Mineirão dividido está de volta

Eu sempre fui fã de ver um clássico com torcida dividida nos estádios.

A emoção é outra. O colorido também.

O duelo de barulho e de manifestações que elas  fazem tem tudo a ver com a festa do futebol.

Cresci vendo clássicos no Maracanã com a arquibancada dividida meio a meio. Tentava sempre gritar mais do que  a galera do outro lado.

Um espetáculo que, infelizmente, vem desaparecendo no futebol brasileiro.

São raros os clássicos em que vemos este saudável confronto.

A violência é a principal razão deste desaparecimento.

Duas torcidas rivais, indo ao estádio no mesmo horário, é sinônimo de briga, confusão e quebra-quebra.

Um retrato da sociedade em que vivemos, onde a intolerância e a falta de respeito com grupos diferentes estão na moda e se espalham pelas ruas e redes sociais.

Por isso fiquei surpreso com a notícia de que o clássico Atlético e Cruzeiro vai voltar a ter torcida dividida no Mineirão.

O jogo já tem data marcada: 01 de fevereiro, em partida válida pela Primeira Liga.

Além da torcida meio a meio, a renda também será dividida igualmente.

A razão é simples. Como os dois caíram na mesma chave da competição, vão jogar uma partida fora e dois com a presença de suas torcidas para que um não tenha um mando de campo a mais do que o outro.

E olha que a última vez que isso aconteceu em BH foi há quatro anos. No dia 03 de fevereiro de 2013, pelo campeonato estadual.

O Mineirão tinha acabado de ficar pronto após as reformas para a Copa do Mundo do ano seguinte.torcidas atletico mg cruzeiro fotos leonardi lanima20120919 0089 26 O Mineirão dividido está de volta

Espero que o povo mineiro dê um exemplo de civilidade e faça uma grande festa numa ocasião nobre como essa.

Tomara que eles mostrem que atleticanos e cruzeirenses podem sim frequentar o estádio juntos.

Pode ser uma utopia da minha cabeça, mas quem sabe a moda pega e outras cidades voltem a realizar clássicos com torcidas divididas?

Aí eu acho que já é sonhar demais...

 

 

 

A pimenta que faz falta

"Se eu tiver que dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar".

Foi com esse jeito rude e sinceridade à flor da pele, que Felipe Melo deu sua primeira entrevista coletiva como novo contratado do Palmeiras.

Uma entrevista bem diferente daquelas insossas que estamos acostumados a presenciar.

Sabe aquelas declarações com frases feitas e que não querem dizer absolutamente nada?

Pois é, tudo pra não se comprometer com a imprensa, nem polemizar com nenhum tipo de assunto.

Felipe Melo é diferente.

O jogador falou abertamente sobre todas as questões quando foi perguntado.

Não poupou a diretoria do Flamengo, de quem se declarou torcedor, nem fugiu da responsabilidade de admitir que se precisar chegar junto dos adversários, não vai fugir do embate.

Tudo isso sem se preocupar com a má fama que já tem há muito tempo.

Ele foi rotulado (e com razão) como o destemperado e violento após a Copa de 2010, quando foi expulso, fez gol contra e o Brasil acabou sendo eliminado pela Holanda.

Aquele jogo o marcou para sempre como símbolo daquela seleção dirigida pelo Dunga, que todos acusaram de medíocre.

Mas é inegável que ele tem qualidades. Tanto é que ficou 12 anos jogando na Europa.

Vale lembrar que naquela fatídica eliminação pra Holanda, ele deu um belo passe pro Robinho fazer um gol importante.

É um jogador que sabe destruir, mas tem técnica pra sair jogando e dar boas assistências.

Não sei se ele vai dar certo no Palmeiras, mas com esse jeito destemido de falar e de jogar, vai apimentar muito o futebol brasileiro que anda muito sem sal. Dentro e fora de campo.

Vocês não acham?

 

 

A aposta certa vem da China

O esforço do Corinthians para trazer Drogba parece que vai ser em vão.

Toda a imprensa européia está noticiando que ele quer encerrar a carreira no futebol francês.

O objetivo é retornar ao Olimpique de Marselha para os momentos finais da carreira.

Prestes a completar 39 anos, o marfinense já falou várias vezes que a aposentadoria está próxima.

A última temporada no fraco e desconhecido futebol canadense, demonstra que aquele Drogba que amedrontava os adversários, já não existe mais.

Por isso mesmo fico na dúvida se esse esforço todo do Corinthians seria recompensado.

Ele ganharia um salário em torno de R$ 600 mil, sem falar nos bônus por eventuais títulos e artilharia, que poderiam pagar mais uns 30% desse valor.

No momento em que o clube atravessa uma grave crise financeira, tentando enxugar a folha salarial, não acho bom negócio.

A contratação do Fabio Carille é um grande exemplo desse momento "pé no chão".

Por falar no treinador, ele mesmo se mostra um tanto quanto cético quando fala no Drogba. Já disse inclusive  que o jogador não tem mais aquela explosão e velocidade de dez anos atrás.

Muitos estão dizendo que é uma jogada de marketing.

Que o Corinthians ganharia muito em projeção no futebol internacional, além da receita gerada com publicidade.

Por enquanto o marketing tem sido negativo.

Depois de uma novela que já vem se arrastando há algum tempo, a chance dele não vir é cada vez maior. Um mico que o torcedor não iria perdoar dessa diretoria.

Mas, nem tudo é tristeza ou preocupação.

Os corintianos tem uma real esperança de ter um grande reforço.

Jadson rescindiu contrato com o Tianjian Quanjian da China e está de malas prontas para voltar ao futebol brasileiro.

 A aposta certa vem da China

Jadson fez 16 gols pelo Corinthians em 2015

O jogador já garantiu que a prioridade é do Corinthians e as negociações estão bem adiantadas.

A volta do Jadson sim, seria um grande reforço.

Ele foi o maestro do meio-campo alvinegro, na conquista do hexacampeonato brasileiro.

A verdade é que no início de 2015 ele estava desacreditado e quase foi negociado.

Depois, passou a ser imprescindível para a boa campanha da equipe, com gols importantes e sendo o líder de assistências do brasileirão daquele ano.

Esse sim vem pra ajudar muito o time a ter um 2017 melhor.

Até a próxima.

 

 

O vôlei vai perder a hegemonia?

Foram 16 anos no comando da seleção masculina.

Podem falar o que quiser do Bernardinho.

Que ele é polêmico, muito nervoso, egocêntrico, entre outros "atributos".

Mas é inegável como ele transformou a desacreditada seleção brasileira em uma das equipes mais vitoriosas da história.

Uma hegemonia difícil de se ver no mundo esportivo.

Entre os 28 títulos que conquistou, foram três mundiais, duas Copas do Mundo e duas Olimpíadas, sendo a última, fechando um ciclo com chave de ouro, dentro de casa.

Vale lembrar que ele chegou à quatro finais olímpicas seguidas!

Um trabalho digno dos melhores treinadores de todos os tempos.

Vai ser difícil encontrar alguém como ele.

Justamente esse é o grande problema do substituto, Renan dal Zotto.

Tudo que ele fizer, vai ter a comparação com o antecessor.

Certamente ele vai perder em todas as comparações.

A aposta no Renan me surpreendeu.

Ele chegou a fazer um bom trabalho no CIMED de Florianópolis, sendo campeão da Superliga em 2006.

Depois foi para a Itália e anos depois acabou virando gerente do mesmo Florianópolis em 2008.

Ele está há oito anos sem treinar uma equipe.

Acredito que a escolha do Renan, foi política.

Uma clara proposta de continuidade do trabalho feito por Bernardinho, já que ele atuou nos últimos dois anos como coordenador técnico de seleções, um trabalho que o deixava bem próximo do ex-técnico.

A indicação do Renan foi exatamente do Bernardinho, que confia no trabalho dele.

Muitos acreditam que Bernardinho continuará envolvido diretamente com todos os assuntos ligados à seleção.

Vai participar das convocações e da preparação da equipe para os principais torneios.

Renan Dal Zotto 298x2891 O vôlei vai perder a hegemonia?

Os dois são amigos há muitos anos

Tomara que esta mudança não afete tanto o nível do vôlei masculino do Brasil.

Ficamos acostumados com vitórias, títulos, medalhas e gerações vitoriosas.

Vamos torcer que continue assim.

Até a próxima.

 

 

Entre zebras e goleadas

Mal começou a fase mata-mata da Copinha e algumas zebras já estão aparecendo na sempre gigantesca competição.

O São Paulo, por exemplo, que sempre entra como um dos favoritos, já foi eliminado nos pênaltis, pela Chapecoense, que contou com muito apoio e torcida, não só no estádio, como do Brasil inteiro. Foi mais uma homenagem emocionante.

O Grêmio não foi capaz de passar pelo Mirassol e já caiu fora, com a derrota por um a zero.

Tem também o Palmeiras, que perdeu para o Sport, e vai continuar com o tabu de nunca ter conquistado o torneio de juniores mais famoso do país.

Ainda vimos o Atlético Paranaense perdendo nos pênaltis para o Ituano, após o empate por um a um.

Mas também teve a turma que fez bonito. Parabéns ao Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Corinthians, Ponte e Inter pelas belas vitórias, com muitos gols.

Na terceira fase, já teremos a oportunidade de ver jogos interessantes, como Inter x Ceará, Ponte x Paraná, Corinthians x Coritiba, Flamengo x São Caetano e Santos x Avaí.

Até a próxima.

 

 

 

 

Para se tornar um grande

Começa hoje o Mundial de Handebol masculino, na França.

O país anfitrião é bicampeão olímpico e foi prata nos Jogos do Rio, perdendo a final pra Dinamarca.

Jogando em casa, ela é a grande favorita do torneio.

O Brasil faz a sua estreia exatamente contra os franceses nesta quarta-feira. Justamente a equipe que nos tirou da Olimpíada nas oitavas-de-final.

Uma eliminação que não chegou a ser um resultado surpreendente, mas confesso que depois da boa primeira fase do Brasil, com vitórias sobre Alemanha e Polônia, eu tinha esperança de que o Brasil ganhasse o jogo.

A nossa seleção começou bem e arrancou um empate (16 x 16), no primeiro tempo. Veio o segundo tempo, e o elenco mais forte da França fez diferença.

A equipe conseguiu rodar mais seus jogadores sem perder o nível. Já o Brasil não tem tantos jogadores a altura no banco de reservas.

Cansado, o time perdeu por 18 a 11 o segundo tempo e deu adeus aos Jogos.

Voltando ao campeonato mundial deste ano, o Brasil caiu num grupo forte. Além da França, enfrenta a Polônia, bronze no último mundial, e a sempre duríssima Noruega.

Sem falar na Rússia, que ficou de fora dos dois últimos Jogos, mas já conquistou quatro ouros olímpicos, e o Japão, que quer fazer uma boa campanha já pensando em Tóquio 2020.

A boa notícia é que são quatro grupos de seis equipes e os quatro primeiros se classificam. Se tudo correr bem, conquistaremos a classificação para as oitavas sem correr muito risco.

Acho que esse é o momento para o handebol masculino impor o mesmo respeito que as mulheres.

O time conta com jogadores espalhados por várias ligas espalhadas pelo mundo.

O técnico Washington Nunes, que assumiu em setembro no lugar do espanhol Jordi Ribera, manteve a base das olimpíadas.

11 dos 14 jogadores do grupo, estiveram no Rio.

Entrosamento não será o problema. Juventude também não, já que o time era o segundo mais jovem dos Jogos.

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Washington Nunes assume seleção pela terceira vez na carreira

A Espanha é a favorita do grupo B. Alemanha e Croácia são os destaques do grupo C. No D, a campeã olímpica Dinamarca deve ficar em primeiro lugar.

Abaixo você confere o calendário do Brasil e os demais grupos do mundial.

Vale a nossa torcida.

Jogos do Brasil

Horário de Brasília
Quarta-feira (11)
17h45 - França x Brasil
Sábado (14)
11h45 - Brasil x Polônia
Domingo (15)
17h45 - Brasil x Japão
Terça-feira (17)
11h - Noruega x Brasil
Quinta-feira (19)
11h - Rússia x Brasil
Grupo B: Espanha, Angola, Tunísia, Macedônia, Eslovênia e Islândia
Grupo C: Alemanha, Arábia Saudita, Chile, Hungria, Bielorrússia e Croácia
Grupo D: Catar, Argentina, Bahrain, Egito, Suécia e Dinamarca.

 

 

A fase não é boa

O Jornal Marca, que é de Madrid, na Espanha escreveu ontem sobre o Barcelona: o time é muito M (Messi), um pouco S (Suarez) e nada N (Neymar), fazendo alusão ao ataque da equipe, conhecido pelo trio MSN.

A dura crítica ao brasileiro, veio logo depois do empate por um a um contra o Villarreal, pelo campeonato espanhol.

Aí muita gente vai dizer que eles escrevem desse jeito porque são de Madrid, cidade rival.

Sim, acho até que eles são mais ácidos nas críticas com o Barça, mas por que pouparam o Messi?

A resposta é simples.

Na verdade, o argentino continua sendo peça fundamental no Barcelona, fazendo gols decisivos e dando assistências importantes.

Ontem, mais uma vez, ele foi o protagonista do time, fazendo um belo gol de falta no finalzinho do jogo e garantindo pelo menos o empate.

Já o Neymar...

Ele parece estar sem um pingo de inspiração dentro de campo.

Erra a maioria das jogadas individuais que tenta, e acaba sendo facilmente desarmado pelos marcadores.

A impressão que dá, é de que ele está muito previsível em campo e não tem conseguido se desvencilhar de uma marcação mais forte.

Os números ilustram esta má fase do craque.

Ele está há 11 jogos sem balançar as redes.

O último gol que marcou, foi na derrota para o Celta de Vigo no dia 2 de outubro.

No ano passado, ele fez apenas 25 gols, o pior aproveitamento desde 2009.

Para que tenhamos uma ideia de comparação, Suarez marcou mais do que o dobro (52 gols). Já Messi foi o principal artilheiro do ano, com 59 gols, superando inclusive o Cristiano Ronaldo.

Na temporada 2016/17, que começou no meio do ano passado, Messi fez 13 gols, Suarez 12, e Neymar apenas 4!

Se antes Neymar  praticamente dividia o protagonismo com Messi, agora está vendo seu status de craque e artilheiro cair pra terceiro lugar no time.

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Neymar hoje é o pior do trio

Claro que não podemos ser ingratos e esquecermos a inédita medalha de ouro nos Jogos do Rio 2016.

No torneio ele foi decisivo e ainda cobrou o último pênalti contra a Alemanha.

Mas a torcida do Barça não deve estar nem um pouco feliz com ele.

E com toda a razão.

Até a próxima.

 

 

 

 

 

Quem será o melhor técnico?

Nesta segunda-feira acontece em Zurique na Suíça, a cerimônia de premiação da FIFA que escolhe os melhores do mundo em 2016.

Com o fim da parceria, o evento se separou da revista France Football e não se chama mais Bola de Ouro. Agora tem a nomenclatura de os melhores da FIFA.

Se entre os jogadores o troféu parece ser uma barbada, já que todas as apostam recaem sobre Cristiano Ronaldo, entre os treinadores a disputa parece ser mais equilibrada.

Estão disputando o troféu de melhor técnico do ano passado o francês Zinedine Zidane, do Real Madrid; o italiano Cláudio Ranieri, do Leicester; e o português Fernando Santos, da seleção de Portugal.

Se levarmos em conta a importância e o status do time que dirige, Zidane seria o favorito na disputa.

Afinal de contas, ele foi uma aposta bem sucedida do Real Madrid e mostrou competência ao conquistar a Liga dos Campeões e o Mundial da FIFA.

Para um treinador que tinha pouca experiência, provou que tem um futuro brilhante.

Mas acho que ele ainda não merce o prêmio. O próprio Zidane já deu entrevista dizendo que corre por fora nessa disputa, até por não ser tão rodado.

Ranieri conseguiu o improvável, ao levar o azarão Leicester ao título da Premier League.

Claro que não foi só mérito dele. O elenco da equipe era muito equilibrado e se uniu de uma forma decisiva para a conquista do título.

Mas Ranieri teve a competência de acalmar os nervos dos jogadores, mesmo na ansiedade das últimas rodadas, quando todos viram que eles podiam fazer história no futebol mundial.

Foi impressionante como ele conquistou a confiança dos jogadores, os motivou jogo a jogo, e levou ao título um clube que almejava apenas escapar do rebaixamento.

Vale lembrar que o italiano vinha de um trabalho ruim na seleção grega, quando foi demitido após uma derrota para as Ilhas Faroe.

Nem a própria imprensa britânica acreditava nele, apesar das passagens por clubes como Chelsea, Roma, Juventus e Inter de Milão.

O terceiro nome da lista é Fernando Santos, que conquistou a Euro com a seleção Portuguesa.

Antes de comandar a seleção de seu país, ele fez um trabalho digno de elogios, ao classificar a Grécia para a Copa do Mundo do Brasil, tirando a Romênia.

Na Copa, passou da primeira fase e foi eliminado nos pênaltis para a Costa Rica, nas oitavas.

Logo depois da Copa, aceitou o convite para treinar Portugal e não decepcionou.

No primeiro grande campeonato que disputou, conquistou o título da Eurocopa, com direito a descambar na final a França, em pleno Stade de France.

E olha que a equipe ainda perdeu Cristiano Ronaldo no primeiro tempo da decisão. Éder fez o gol do título na prorrogação.

Por ter levado ao título europeu um país de pouco mais de 10 milhões de habitantes, que não teve um Cristiano Ronaldo tão inspirado assim, o meu voto é dele.

Vale lembrar que a escolha será definida pelo seguinte critério: 50% de votos dos capitães e treinadores de seleções espalhadas pelo mundo; 25 % do voto popular feito pela internet, e outros 25% da escolha de 200 jornalistas.

Até a próxima.

 

 

 

 

 

 

Ceni sonha em ser o novo Zidane

Há exatamente um ano, Zinedine Zidane assumia o comando técnico do todo poderoso Real Madrid.

Lembro bem que na época, todos falavam da aposta arriscada que o clube espanhol estava fazendo.

Passados 365 dias, a desconfiança se transformou em elogios.

Nesse período, o francês conquistou três títulos: A Supercopa da Europa, A Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes da FIFA.

Nada mal para um treinador inexperiente, que nunca tinha dirigido um time de alto nível.

Mais espantoso ainda, foi o aproveitamento dele nos jogos: 40 vitórias, 11 empates e apenas 2 derrotas (82,4%).

Esses números mostram que um grande líder dentro de campo, como foi Zidane, pode se transformar num excepcional líder fora das quatro linhas também.

Fato que anima ainda mais o Rogério Ceni e a torcida tricolor.

Os defensores do ex-goleiro e ídolo do clube, gostam desse argumento de que não é necessária experiência para ser bom treinador.

Existem líderes que já nascem com esse dom natural.

Eu até concordo, mas acredito que o Rogério Ceni poderia ter estudado mais e passado por algumas experiências como técnico.

Poderia ser nas categorias de base do próprio São Paulo, ou em clubes menores, onde a pressão por resultados não fosse tão grande.

E não me venham com essa história de que ele até queria trabalhar em outros lugares, mas o São Paulo fez o convite de repente e ele aceitou.

Isso não é verdade.

Rogério Ceni nunca escondeu o  desejo de ser treinador do clube do coração e já estava cavando isso há algum tempo.

Voltando ao Zidane, vale lembrar que, antes de assumir o cargo, ele ganhou um pouco de experiência como treinador.

Foi auxiliar do Carlo Ancelotti entre 2013 e 2014, além de ter passado dois anos no Real Madrid Castilla, a equipe B do clube espanhol.

Ou seja, houve um planejamento para que ele virasse treinador.

O que não aconteceu no São Paulo.

Já escrevi isso aqui e volto a repetir: pode até dar certo, mas acho que Rogério Ceni vai sofrer bastante antes de ver a nova carreira de técnico decolar.

Até a próxima.

 

 

 

 

Conca é uma boa?

O Flamengo finalmente conseguiu a contratação do meia Dario Conca, que vem por empréstimo do Shanghai SIPG, mesmo clube do Hulk, Elkeson e do recém-contratado Oscar.

Ele está vindo agora, mas só deve ter condições de jogar em abril.

O argentino se recupera de uma cirurgia, após uma séria lesão sofrida no joelho esquerdo.

O detalhe do contrato, é que Conca só vai começar a receber salários no rubro-negro, depois que estiver pronto pra jogar.

Enquanto isso, ele vai utilizar a estrutura do clube para se recuperar e voltar a treinar.

A diretoria do Flamengo achou um ótimo negócio trazê-lo de graça e só ter que arcar com sua remuneração mensal a partir de abril. Cerca de R$ 350 mil.

Comparado com o que ele ganha no Shanghai (cerca de R$ 3 milhões), realmente é um negócio da China.

Mas, será que vale o investimento para um jogador de quase 34 anos, que ainda vai demorar a ter condições e não se sabe como vai voltar?

Além disso, Ele sempre baseou seu jeito de jogar na velocidade, com rapidez no drible e habilidade para bater no gol ou dar uma assistência.

Pelo menos era assim que ele jogava nos bons tempos em que esteve no Fluminense, quando era ídolo da torcida e conquistou um título brasileiro em 2010.

Ainda tem mais essa. Fatalmente a torcida rubro-negra vai ter menos paciência com ele, por conta do seu passado tricolor.

conca hg Conca é uma boa?

Foram 266 jogos com a camisa do Fluminense e 54 gols

Acredito ainda que ele não tem lugar no time com o esquema 4,3,3 do Zé Ricardo.

Um técnico que gosta de armar a equipe com apenas um meia (Diego), e dois jogadores de velocidade nas extremidades do campo (Everton e Gabriel).

Não acho que o Dario Conca poderia jogar como segundo volante. Não teria físico pra marcar forte e deixaria o setor de meio-campo muito exposto.

Também não acredito que ele possa ser uma sombra para o Diego, que fez um ótimo campeonato brasileiro no ano passado.

Por isso ainda estou tentando entender porque o clube está apostando nele.

Posso até queimar a minha língua, mas pode ter sido uma grande bola fora do Flamengo nesse início de 2017.

Até a próxima.

 

 

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