Dunga foi a melhor opção?

Eu não queria imaginar que depois do vexame da Copa nenhuma mudança aconteceria.

Pior, acho que até mudou, mas para um caminho mais errado ainda.

A escolha do Dunga para ser o "novo" técnico da seleção brasileira é um claro sinal de que os nossos dirigentes não enxergaram na derrota, uma oportunidade para um novo começo.

Pelo contrário, acharam uma maneira de dizer, em claro e bom som, que o caos do nosso futebol vai continuar.

Nada de técnicos estrangeiros ou novas ideias para o Brasil.

Ao invés disso, trouxeram de volta um treinador que fracassou e foi eliminado da Copa de 2010.

E que, depois disso, durante quatro anos ficou no ostracismo e dirigiu apenas um clube de futebol, o Internacional, de onde saiu pela porta dos fundos, demitido após quatro derrotas seguidas no Brasileirão de 2013.

E nem existe expectativa de que ele tenha evoluído profissionalmente.  Nenhum curso no exterior, nenhum trabalho bem realizado dentro ou fora do país. Ou seja, não há expectativa positiva de algo bom ou novo no trabalho de Dunga.

E eu nem sou da corrente que achava que só um estrangeiro poderia renovar o nosso futebol. Nós temos bons técnicos brasileiros capazes de trazer uma nova filosofia para a seleção, mas o Dunga, certamente, não é um deles.

E pensar que depois de levar dez gols em dois jogos na Copa 2014, finalmente o futebol brasileiro iria passar por profundas mudanças.

Ledo engano...

Vamos continuar convivendo com as mesmas figuras de sempre não só na CBF, como na comissão técnica da seleção. Um duro golpe no já tão cambaleante futebol brasileiro. A popularidade da seleção, que já era baixa, deve chegar a níveis jamais vistos.

Tomara que pelo menos o Brasil se classifique para a Copa de 2018. Acho, sinceramente, que nunca estivemos tão perto de colocar mais um recorde negativo na conta. A de não se classificar pela primeira vez para um mundial.

Até a próxima.

 

 

O saldo positivo da Copa do Mundo do Brasil

Foi uma Copa do Mundo diferente em vários aspectos.

Primeiro, porque o anunciado fiasco fora de campo não aconteceu.

Até tivemos problemas pontuais, mas não houve aquela tragédia agravando problemas no trânsito, nos aeroportos e de segurança como se esperava.

Pelo contrário, o público nos estádios foi muito bom e a festa foi realmente bonita. A tão falada receptividade e alegria do povo brasileiro pôde ser vista em todas as cidades que receberam os jogos.

O fiasco mesmo aconteceu dentro de campo, com a humilhante goleada sofrida para a Alemanha. De longe o pior capítulo da história do nosso futebol.

Um episódio tão triste e doloroso, que conseguiu apagar todo o restante da campanha brasileira na Copa. A seleção chegou à semifinal, façanha que não acontecia desde 2002, mas seria melhor se tivesse perdido nos pênaltis pro Chile...

E ainda levamos de 3 a 0 da Holanda na disputa de terceiro lugar. Foram dez gols sofridos nos últimos dois jogos da Copa, dando a certeza de que o que aconteceu na semifinal não foi um acidente. Realmente a nossa seleção não tinha a menor condição de chegar ao título.

O consolo, se é que pode existir algum, é que outras seleções favoritas e campeãs, também passaram vergonha, como a Espanha, por exemplo, que além de levar de 5 a 1 da Holanda, ainda foi eliminada na primeira fase, com um futebol bem abaixo do apresentado quatro anos antes, quando ganhou a última Copa.

A Itália também jogou muito aquém do esperado e foi pra casa mais cedo. A vitória da Costa Rica sobre a Azzurra foi uma das grandes zebras da Copa.

E, por falar em zebra, a Copa nos reservou outros resultados inesperados. A Argélia levou o confronto de oitavas contra os alemães para a prorrogação, coisa que o Brasil não chegou nem perto.

A Costa Rica só foi eliminada nos pênaltis pela Holanda, se tornando a maior surpresa da Copa. Vale lembrar que eles passaram em primeiro num grupo que tinha Uruguai, Itália e Inglaterra.

A seleção costa-riquenha ajudou  este mundial a ser apelidado de "a Copa das Américas".

Foi muito divertido ver os nossos vizinhos fazerem campanhas notáveis, como o Chile, que foi muito bem na primeira fase, e a Colômbia, que só parou nas quartas e teve o James Rodriguez como artilheiro da Copa.

Além disso, desde 1970, duas seleções sul-americanas não chegavam juntas às semifinais. O Brasil acabou dando vexame, mas a Argentina foi um capítulo à parte.

Depois de um início nervoso e ruim, como na vitória sofrida contra o Irã, a equipe liderada por Messi e companhia, deslanchou na competição. Só parou mesmo na decisão diante da Alemanha, ainda assim no finalzinho da prorrogação.

Apesar disso, pela primeira vez um europeu ganhou uma Copa realizada na América do Sul. Isso mostra como a conquista alemã foi uma façanha difícil.

Esta foi também a Copa das goleadas e de muitos gols. Mas, ao mesmo tempo, foi a Copa dos goleiros, com pelo menos uns cinco destaques que fecharam suas metas.

Cito aqui o Ochoa, do México, que fez a defesa mais espetacular do mundial contra o Brasil, Howard, dos Estados Unidos, que foi um gigante no segundo tempo diante da Bélgica, Navas, da Costa Rica, eleito em três partidas o melhor em campo, e Neuer da Alemanha, que ajudou muito a sua seleção nos momentos mais difíceis e acabou ganhando a luva de ouro pela FIFA. Enyeama, da Nigéria, e Romero, da Argentina, também merecem a menção honrosa.

Foi também a Copa da impunidade dentro de campo, com poucos cartões amarelos  e vermelhos distribuídos. Fato que só ajudou a aumentar as estatísticas de jogadas violentas e jogadores sofrendo contusões sérias, como aconteceu com o Neymar. Não chegamos nem a três amarelos por partida de média.

Na decisão não foi diferente. Alguns jogadores apanharam muito dentro de campo, como o Schweinsteiger, que finalizou a partida sangrando.

A exceção foi a punição pesada e exemplar ao Luis Suarez, do Uruguai, pela mordida em Chiellini, da Itália.

No fim das contas o saldo foi extremamente positivo fora de campo. Estádios cheios e bonitos, cidades receptivas e elogiadas, e organização eficiente. Enfim, uma Copa inesquecível e que superou em muito a da África do Sul...

Já a nossa seleção... que vexame!

Daqui a dois anos tem Olimpíada no mesmo Rio de Janeiro que apresentou para o mundo um Cristo Redentor maravilhoso e de braços abertos.

Tomara que o sucesso seja o mesmo. Mas que, dessa vez, o país faça bonito também dentro de campo.

Até a próxima.

 

 

Uma conquista merecidíssima.

A decisão da Copa 2014 começou de forma eletrizante. Muita correria e marcação das duas equipes.

A Alemanha tomou a iniciativa do jogo, mas os argentinos sempre levavam perigo nos contra-ataques.

Pelo lado direito, a Argentina chegava com facilidade, explorando as investidas do Lavezzi e do Messi.

Os alemães usavam a estratégia de bolas levantadas na área. Mas a defesa argentina levava vantagem.

Aos 20 minutos, Higuain perdeu a melhor chance do jogo, na cara do Neuer.

Os alemães não repetiam a grande atuação da partida contra o Brasil.  Eles insistiam muito nas jogadas pelo meio, setor mais congestionado.

Aos 39, Messi, em mais uma jogada individual, quase fez o primeiro gol da partida.

No finalzinho, cabeçada na trave do Howedes, que já tinha amarelo e foi o pior da Alemanha na primeira etapa, mas quase vai pro intervalo como herói.

Foi um bom primeiro tempo, com os alemães tendo mais a posse de bola e a Argentina chegando menos, mas de forma mais perigosa.

O time argentino voltou melhor no segundo tempo. Messi teve outra grande oportunidade, mas bateu pra fora.

A partida foi ficando cada vez mais tensa e com jogadas violentas. O volume de jogo alemão já não era mais o mesmo do primeiro tempo.

Nos minutos finais ninguém queria arriscar levar um gol. Ficou no zero a zero.

Logo nos primeiros segundos da prorrogação a Alemanha quase marcou com Gotze. Romero defendeu.

Com sete minutos, foi a vez do Palacio jogar pra fora uma chance de ouro.

O gol do título só saiu aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação, com Gotze matando no peito com estilo e batendo no canto do Romero.

Festa alemã no Maraca! Uma conquista histórica! Pela primeira vez uma seleção européia ganha uma Copa nas Américas.

Um título absolutamente merecido para o melhor time do mundial.

Um tetracampeonato mais do que justo para um grupo que fez um torneio brilhante. Com uma força de conjunto impressionante, um bom toque de bola e humildade acima de tudo.

Uma geração que quase brilhou quatro anos atrás, mas faltou experiência. Agora, com um elenco maduro e de qualidade, o título veio em uma partida duríssima contra uma Argentina guerreira.

A Copa do Brasil 2014, não poderia ter ficado em melhores mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem será o craque da Copa?

A lista da FIFA com os candidatos à melhor jogador  da Copa 2014 não teve muitas surpresas.

Só discordo de não ter sido incluído na relação nenhum goleiro.

Navas da Costa Rica e Neuer da Alemanha mereciam ter sido lembrados, pelo que mostraram no mundial.

Navas, por exemplo, chegou a ser eleito o craque do jogo em três partidas de sua seleção. Ele foi fundamental para a boa campanha costarriquenha.

Entre os citados temos dois jogadores de defesa da Alemanha. Hummels, que pra mim foi o melhor zagueiro da Copa, e Philipp Lahm, que foi um gigante pelo lado direito do campo.

Três argentinos estão na disputa: Messi, Di Maria e Mascherano.

Desses, apenas o Mascherano merece de verdade estar concorrendo. Ele jogou demais contra a Holanda e foi o maior responsável pela classificação para a final.

Messi foi importante na primeira fase, com gols decisivos. Mas não manteve o nível na fase mata-mata.

Di Maria fez um gol importante diante da Suiça, mas acabou prejudicado por uma contusão que o tirou da semifinal.

Dos brasileiros só o Neymar foi incluído. Não dava pra ter mais ninguém. Assim mesmo, acho que ele não tem chances de ganhar porque só jogou até as quartas.

Além disso, ele não foi tão bem nos confrontos eliminatórios. Se ele tivesse jogado contra o Chile e Colômbia o que mostrou na primeira fase, seria um forte candidato.

Esse é o mesmo problema do James Rodriguez da Colômbia. Teve atuações espetaculares na primeira fase e contra os uruguaios nas oitavas, tanto é que continua sendo o artilheiro da Copa. Mas não repetiu o bom desempenho diante do Brasil. Além disso, parou nas quartas de final.

Por todas essas razões, Robben é o meu favorito a ser o ganhador da Bola de Ouro da FIFA.

Ele manteve uma regularidade impressionante ao longo de todo o torneio. Com arrancadas espetaculares e um fôlego de dar inveja, ele se tornou a alma da equipe holandesa, que fez mais uma vez uma grande campanha em Copas.

Ele não só foi o motorzinho do time, como também soube prender a bola de forma inteligente, nos momentos em que a sua equipe precisou. Além dos passes decisivos para os companheiros.

Mas, como muitas vezes o prêmio só é dado para a seleção que chega na decisão, ele pode perder a disputa para o Thomas Mueller, que fez cinco gols na Copa e é, sem dúvida, um dos destaques do time alemão, favorito ao título.

Lembrando que o Mueller foi eleito pela FIFA a revelação da Copa de 2010.

Resumindo, Mueller e Robben são os dois mais fortes nomes, mas provavelmente a FIFA vai dar a Bola de Ouro para o alemão.

Até a próxima.

 

 

 

Argentina passa nos pênaltis e vai pra final

Argentina e Holanda era um confronto completamente sem prognóstico. Daqueles sem favorito.

O jogo começou com muita marcação e poucas chances de gol. A torcida brasileira presente no Itaquerão apoiava os holandeses, mas os argentinos faziam muito barulho.

Só que torcer para a Holanda pode significar o Brasil perder pra Argentina na disputa de terceiro lugar. A tragédia ficaria ainda pior no final da Copa.

Será que é melhor ver a Argentina ganhar do Brasil do que ser campeã?

Certamente sim. Então fazia sentido a torcida pela Holanda.

Ao contrário do que aconteceu ontem com o Brasil, as duas equipes jogavam de forma compacta e muito atentas.

O placar de zero a zero acabou sendo justo pelo que os times fizeram no primeiro tempo.

No segundo tempo as equipes continuaram respeitando muito o adversário.

O trio holandês com Robben, Sneijder e Van Persie pouco tocava na bola.

Do outro lado, Messi e Higuain estavam muito isolados. A bola pouco chegava neles. Di Maria estava fazendo falta.

Se tivesse que escolher algum time mais perigoso no segundo tempo, escolheria a Holanda.

A partir dos 35 minutos, a cautela tomou conta do jogo. Ninguém queria se arriscar muito. A prorrogação era inevitável.

Aos 45, Robben perdeu a melhor chance da Holanda no jogo, demorando demais pra chutar.

Ficou nisso.

Na prorrogação, Van Persie saiu do jogo muito cansado, para a entrada do Huntelaar.

A Holanda se arriscava mais do que a Argentina. O time laranja parecia mais inteiro fisicamente.

As equipes pouco chutaram também. Até o final do primeiro tempo da prorrogação, foram seis finalizações da Argentina contra cinco da Holanda.

No final da prorrogação os argentinos tiveram duas boas chances, com Palacio e Maxi Rodriguez.

E foi só.

Nos pênaltis o goleiro Romero defendeu as cobranças do Vlaar e do Sneijder.

A história da semifinal da Copa de 90 se repete, quando o goleiro Goycochea defendeu duas cobranças contra a Itália e levou os hermanos pra final.

Alemanha e Argentina vão repetir a final exatamente dessa Copa, quando a Alemanha acabou fazendo um gol de pênalti no final e ficando com o título.

Será que dessa vez a história se repete?

Até a próxima.

 

 

 

O pior momento da história

Foi um baile da Alemanha no Mineirão.

Aos 11 minutos, na cobrança de escanteio, um erro feio de posicionamento da zaga deixou Muller livre para fazer o quinto dele na Copa.

Aos 23 minutos, Klose fez o dele e virou o maior artilheiro em Copas com 16 gols. A tragédia só estava começando e a goleada não demorou a sair.

Na sequência, Kroos marcou dois e Khedira aumentou. Difícil de acreditar, mas com 30 minutos de partida a Alemanha já vencia por cinco a zero.

Um nó tático e técnico que poucas vezes eu testemunhei. O time brasileiro estava completamente perdido e apático em campo.

Todos assistiam passivamente a Alemanha jogar.

O jogo estava tão fácil, que eu tive a impressão que os alemães colocaram o pé no freio e diminuíram o ritmo. Se quisessem, poderia ter sido de mais.

Foi a maior humilhação da história do futebol brasileiro. Jogando em casa, numa semifinal de Copa, perder dessa maneira!

Nem o mais pessimista brasileiro poderia imaginar. Era uma nação inteira perplexa com o que estava acontecendo.

No segundo tempo a seleção perdeu algumas chances muito mais porque a Alemanha se poupou para a final.

Mesmo assim eles ainda ampliaram, tamanha a passividade do time brasileiro. Schurrle fez o sexto e o sétimo.

A torcida brasileira, incrédula, aplaudia a seleção alemã dentro do estádio.

Oscar ainda fez um gol, que não diminuiu em nada a vergonha e a dor.

Foi um dia 08 de julho que jamais será esquecido. Nem pode.

Essa humilhante goleada vai apagar tudo que o Brasil fez na Copa até aqui. Só vamos nos lembrar desse triste episódio.

A única recordação que vai ficar é dessa partida que colocou no lixo o nome do futebol brasileiro.

O Felipão será o maior culpado. E com justiça. Só um time muito mal armado e com o emocional muito abalado poderia sofrer esse drama.

Aí vem aquela pergunta que nunca será respondida. Se o Neymar e o Thiago Silva estivessem jogando, a história seria outra?

Acredito que não. Aliás, acho que não podemos usar esses desfalques como desculpa para o papelão que aconteceu.

Bom pra eles que não participaram dessa vergonha.

A pior goleada que o Brasil já levou numa Copa foi dentro de casa e numa semifinal!

Daqui há 100 anos esse jogo histórico continuará sendo lembrado. Uma mancha que jamais se apagará.

Tomara que o futebol brasileiro possa tirar ensinamentos desse dia.

 

 

 

 

 

 

 

Saída do Neymar não foi tão ruim assim pro Felipão

A trágica saída do Neymar da Copa do Mundo foi um grande baque para todos nós brasileiros.

É inegável que o seu talento e velocidade poderiam ser fatores decisivos numa semifinal contra a Alemanha.

Se com ele já seria muito difícil, imagina sem o craque em campo.

Mas, posso apostar sem medo de errar, que para uma pessoa em especial, o fim do mundial para o Neymar foi "bom".

Claro que o Felipão gostaria de contar com o seu jogador mais importante, mas a ausência dele deixou o técnico da seleção numa posição muito cômoda.

Se perder em casa para a Alemanha na semifinal, a desculpa pelo "fracasso" já está pronta. Sem o Neymar o time ficou muito fragilizado. Mesmo com o empenho do grupo, os alemães foram superiores.

Eu coloquei fracasso entre aspas porque não considero perder para a Alemanha um fiasco na Copa. É um resultado absolutamente normal.

Só que a decepção da torcida de ver o time perder em casa, soaria quase como uma tragédia. Com o Neymar fora, nem tanto.

De qualquer maneira a conta não cairia nas costas do Luiz Felipe Scolari.

E se o Brasil ganhar?

Aí o Felipão sairia consagrado como o treinador que conseguiu armar um time pra derrotar a poderosa Alemanha, mesmo sem o seu principal jogador.

Estou escrevendo tudo isso pra deixar claro que não existe mais a possibilidade do Felipão sair dessa Copa com a culpa no cartório numa possível perda de título.

A culpa pode ser do Zuñiga, do acaso, do desânimo por ficar sem um craque na reta final...  Menos do Felipão!

A fratura do Neymar simplesmente vai fazer desaparecer todas as deficiências táticas e técnicas que a seleção teve ao longo do torneio, que no meu ponto de vista, deveriam sim ser colocadas na conta do nosso treinador.

Acho que o Luiz Felipe Scolari tirou um peso enorme das costas.

Sua reputação vai continuar alta mesmo com uma eliminação na semifinal.

Em caso de mais duas vitórias e título, ele vai desfilar em carro aberto pelas principais cidades brasileiras, como o grande herói da conquista.

Alguém duvida disso?

 

 

Todo cuidado é pouco com os argentinos

A Argentina jogou pro gasto pra sair com a vitória pelo placar mínimo no primeiro tempo.

Não fez uma grande partida, mas contou com um gol de puro oportunismo do Higuain para conseguir a vantagem.

Foi um gol de quem conhece. Entre dois zagueiros belgas, ele pensou rápido e acabou improvisando um chute de primeira no canto do goleiro.

Gostei também do Di Maria, até o momento em que ele saiu contundido com dores na coxa direita. Não deve ser uma preocupação para a semifinal.

Messi não foi tão bem marcado na primeira etapa como deveria. A defesa belga somente vigiava de perto o craque, mas ninguém chegou junto realmente.

Se na defesa, não foi bem, no ataque  a Bélgica também deixou a desejar.

Pouco incomodou os argentinos, com exceção de uma cabeçada do Mirallas no final.

Hazard sim, foi bem marcado e não achou espaços para criar as jogadas.

No segundo tempo a situação não mudou muito.

Os belgas continuaram apáticos e errando passes demais. Pouco incomodavam a Argentina. Romero não fez nenhuma defesa importante durante toda a partida.

Pelo lado argentino, Higuain perdeu uma grande oportunidade de fazer o segundo dele. Chutou no travessão.

E Messi também perdeu um gol incrível já nos acréscimos.

No restante do tempo a Argentina só tocou bola e cozinhou o jogo, se aproveitando da vantagem alcançada logo nos primeiros minutos.

Isso eles sabem fazer muito bem. Administraram o placar até o apito do juiz.

Festa argentina em Brasília.

Os hermanos chegam à uma semifinal de Copa do Mundo 24 anos depois. A última vez tinha sido em 1990, quando a equipe foi vice-campeã.

Camisa e tradição eles tem. Se deixarem chegar, vão brigar pelo título.

Até a próxima.

 

 

 

Brasil leva susto no final mas vence de forma merecida

Contra a melhor equipe até agora na Copa, a seleção brasileira começou a partida com um bom comportamento. Marcando em cima e tentando deixar a Colômbia acuada em seu campo. Os primeiros minutos foram todos do Brasil.

Tanto é que, logo aos seis minutos de jogo, saiu o primeiro gol. Na cobrança de escanteio, Thiago Silva, livre na pequena área, só tocou pro fundo das redes.

A vantagem no placar deu tranquilidade pro time continuar melhor. O ataque estava se movimentando mais e buscando os espaços.

Maicon entrou com personalidade na equipe. Neymar mostrou que estava completamente recuperado.

Aos 19 minutos, ele deixou Hulk na cara do goleiro, que perdeu ótima chance.

James Rodriguez, muito marcado, reclamava muito, mas pouco produzia em campo. Felipão afirmou que ele não teria marcação especial, mas sempre tinha um colado com ele e outro na sobra.

Oscar pela direita e Hulk pela esquerda, sempre eram boas opções pro ataque brasileiro. Toda hora eles chegavam perigosamente com condições de finalizar. O problema do Hulk é a falta de pontaria. Como pega mal na bola!

O setor defensivo colombiano se mostrou perdido em vários momentos.

Foi um primeiro tempo impecável do Brasil.

No segundo tempo a seleção manteve o bom ritmo. Marcando pressão o campo todo e não deixando a Colômbia respirar.

O juiz espanhol deixava a pancada comer solta. Não dava cartão de jeito nenhum. No primeiro amarelo que deu, ele tirou o Thiago Silva da semifinal. E nem foi por violência.

Aos 23 minutos saiu o segundo do Brasil numa linda cobrança de falta do David Luiz. O goleiro Ospina chegou nela, mas não conseguiu evitar que a bola entrasse.

Aos 32 minutos, Julio Cesar fez pênalti em cima do Bacca. James cobrou bem e diminuiu. Sexto gol do artilheiro isolado da Copa.

O time brasileiro sentiu o gol que levou e passou a ser sufocado em campo. Foram pelo menos uns dez minutos de pressão muito forte.

Neymar levou uma pancada criminosa do Zuñiga e saiu chorando de campo. Fisicamente o Brasil estava se arrastando e aceitando o toque de bola colombiano.

Mas felizmente o time segurou o resultado e vai pra semifinal contra a Alemanha na próxima terça.

O Brasil mereceu a vitória. Apesar do susto no final, a equipe jogou melhor e foi superior.

Destaque para os zagueiros Thiago Silva e David Luiz, que fizeram os gols e marcaram bem o ataque colombiano.

Uma pena que o Thiago não estará em campo diante dos alemães.

Fico torcendo pela recuperação do Neymar para que a equipe chegue com a sua força quase total para este jogo tão difícil.

Faltam só dois jogos. Que venha a Alemanha!

Até a próxima.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A gigante Alemanha mostra sua força

A expectativa era de um grande jogo. Afinal de contas, o Maracanã estava recebendo um super clássico europeu e mundial.

A Alemanha começou melhor, encurtando os espaços e marcando forte no campo de ataque.

Depois do susto inicial, os franceses conseguiram equilibrar, chegando algumas vezes com perigo.

Benzema e Valbuena, como sempre, eram os jogadores mais perigosos e davam trabalho para a defesa alemã.

Mas foi a Alemanha que marcou primeiro.  Aos 13 minutos, Humels fez de cabeça o segundo gol dele na Copa.

A Alemanha cresceu depois disso e voltou a ter mais posse de bola.

Não houve o pênalti em cima do Klose aos 24 minutos. Pra mim ele forçou uma barra e tentou cavar.

Aos 33, Benzema perdeu a melhor chance francesa. Aos 41, de novo ele teve a oportunidade de cabeça, mas a Alemanha foi pro intervalo com uma vantagem importante.

A Alemanha voltou a ter mais posse de bola no segundo tempo. Com toques inteligentes e um jogo envolvente, a equipe estava mais pro segundo gol, do que de levar o empate.

Aos 23 minutos tivemos a saída do Klose para a entrada do Schurrle. Não foi hoje que o recorde de gols em Copas foi quebrado.

Deschamps colocou Remy no lugar do Cabaye para tentar tornar o time francês mais agressivo no ataque.

Acabou não funcionando. O time até melhorou e criou algumas chances, mas parou na boa defesa alemã.

Com 36 minutos, a Alemanha perdeu uma chance incrível para definir o jogo. Schurrle cara a cara com o Lloris, chutou fraco e em cima do goleiro.

Aos 42, o mesmo Schurrle perdeu outra oportunidade dentro da área.

Na verdade o time alemão esteve mais perto de marcar o tempo todo. Os franceses não tiveram muitas chances de reagir.

O destaque do jogo foi o zagueiro Humels, que além do gol decisivo, foi um verdadeiro paredão lá atrás, anulando o bom ataque francês.

Mesmo assim, Benzema teve uma chance de ouro no minuto final. Mérito do goleiro Neuer que fez uma defesa espetacular.

Classificação merecida da Alemanha, pelo maior volume de jogo e pelas chances criadas durante os 90 minutos.

Para a França, fica o consolo de ter feito uma boa Copa, acima até da expectativa que foi criada.

Convenhamos que, perder para um time poderoso como o alemão, não é demérito nenhum.

Na minha opinião, foi a melhor partida da Alemanha nessa Copa. Firme na defesa e atuando de forma compacta, eles envolveram o adversário e chegaram à décima terceira semifinal em Copas com justiça.

Até a próxima.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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