Felipão é fruto da covardia do futebol brasileiro

Estou aqui tentando refletir por que o Grêmio quis ressuscitar o Felipão, o trazendo de volta.

Existem pelo menos dois argumentos fortes.

O primeiro é a identidade com o clube, com o qual ganhou inúmeros títulos importantes na década de 90. Ele até hoje é idolatrado por muitos torcedores.

O segundo pode ser a falta de opções no mercado. Não existe renovação entre os treinadores do nosso futebol. Pelo menos entre os grandes clubes.

Basta ressaltar que em 1995, Grêmio, Flamengo, Internacional, Atlético Mineiro e São Paulo tinham os mesmos técnicos que dirigem seus times atualmente.

E isso já tem quase 20 anos!

Mas será que essa pouca ou quase nenhuma renovação se deve à falta de bons novos treinadores?

Ou são os clubes que têm medo de lançar novas apostas?

Eu acho que as duas coisas. Existem até bons técnicos despontando no cenário do nosso futebol, como o Marcelo Oliveira, do Cruzeiro.

Só que não são tantos assim que possam diminuir a carência dos grandes clubes do Brasil.

Mesmo que houvesse, não seriam contratados. Sabe por quê?

Por um simples motivo. Os atuais dirigentes do futebol brasileiro não querem arriscar a fazer experiências e serem cobrados depois.

Sim, porque, se o Grêmio continuar perdendo, o clube se exime de culpa, colocando tudo na conta de um treinador consagrado como o Felipão.

Como se o fato dele estar totalmente ultrapassado não devesse ser levado em consideração.

A covardia dos clubes, buscando dividir a responsabilidade pelos erros com treinadores medalhões, mantém Luxemburgos, Felipões e Muricys no mercado há muitos anos.

É por isso que o futebol brasileiro, de uma forma geral, não mostra uma evolução. Vide o que aconteceu na Copa.

Nada de estrangeiros ou caras com ideias diferentes.

O negócio é manter a política de colocar comandantes que possam servir de escudos para a incompetência e a falta de profissionalismo.

O pior de tudo é que o Felipão pode até fazer o time gaúcho melhorar um pouco no campeonato.

Aí é que nada vai mudar mesmo...

Até a próxima.

 

Ah se todos fossem iguais ao Kaká…

Eu sabia que o Kaká ia agradar na sua reestreia pelo São Paulo.

Não é de hoje que eu falo do Kaká. Inclusive gostaria que ele estivesse na Copa 2014. O Felipão não o convocou e deve ter se arrependido.

Não que ele fosse resolver o problema do Brasil, que era muito mais profundo do que só a ausência de um meia criativo.

Jogador participativo e talentoso, só decepcionou e jogou mal em alguns momentos da carreira, por causa de problemas físicos e não por falta de vontade ou inteligência.

Tá certo que o tricolor perdeu para o bem arrumado time do Goiás.

Mas Kaká foi o melhor do time paulista no jogo. Fez o gol, correu muito e mostrou que ainda joga muito mais do que o Ganso e o Pato. Apesar de ser bem mais velho que os dois.

Fez o que o pouco participativo e omisso P H Ganso nunca faz. Chegou na área pra finalizar.

Fez o que o Alexandre Pato deveria fazer, mas inexplicavelmente não consegue. Foi pra cima da marcação, driblou e se movimentou bastante em campo.

Muricy Ramalho rasgou elogios ao craque no final da partida. Ele sabe que agora está contando com um jogador realmente diferenciado.

Uma pena pro São Paulo que ele já está de viagem marcada para os Estados Unidos e só fica por aqui por cinco meses.

Pelo menos, durante esse período, ele vai ter oportunidade de ajudar o tricolor a chegar entre os primeiros colocados no brasileirão.

Anotem aí. Se estiver bem fisicamente, vai ser um dos craques desse campeonato.

Até a próxima.

 

Flamengo sai do sufoco na estreia do Luxa

Como se esperava, o clássico carioca começou nervoso e muito pegado.

Pelo menos as duas equipes iniciaram com muita disposição e velocidade. Os muitos passes errados atrapalhavam.

O Botafogo, do meio pra frente, levava vantagem porque tinha dois jogadores experientes e talentosos. Emerson Sheik e Carlos Alberto.

O Flamengo pouco criava. Faltava criatividade no meio e a bola quase não chegava para o Paulinho e o Alecsandro.

Quando chegou, Alecsandro deixou o dele. Cruzamento na medida de João Paulo, para a cabeçada certeira do artilheiro aos 32 minutos. Quarto gol dele no brasileirão.

O lateral direito Edilson do Botafogo era o ponto fraco da defesa botafoguense. Por lá o Flamengo conseguia as suas melhores jogadas.

Pelo lado rubro-negro, Lucas Mugni mostrava muita disposição e dava trabalho à defesa adversária. Só que faltava calma na maioria das vezes.

O Flamengo terminou o primeiro tempo dominando a partida e por pouco não fez mais um gol.

O Botafogo voltou para o segundo tempo com Zeballos no time, recuando um pouco o Carlos Alberto.

Depois o Mancini colocou o Daniel no lugar do Mamute, que estava mal no jogo. Faltava qualidade na troca de passes. Não tinha ninguém para armar as jogadas.

Luxemburgo também mexeu. Entrou o Canteros, que fez a sua estreia na equipe, no lugar do cansado Mugni e Negueba no lugar do Paulinho.

Eduardo da Silva, que também poderia estrear, não entrou.

Emerson Sheik, muito isolado, pediu desesperadamente para que os companheiros se aproximassem dele. O Botafogo até adiantou o time, mas não assustava como queria.

Aos 23 minutos, Daniel perdeu uma boa oportunidade.

O Flamengo recuou perigosamente e passou a jogar no contra-ataque.

Mas o Botafogo não mostrava força ofensiva. Carlos Alberto, cansado, acabou deixando o campo.

O jogo ficou mais pegado e tenso, com muitas faltas duras.

No finalzinho, Zeballos perdeu uma chance de ouro para empatar.

E ficou nisso.

O Flamengo conquista a segunda vitória no campeonato e respira um pouco.

A equipe não foi melhor que o Botafogo, mas aproveitou a oportunidade que teve.

Pelo menos o Luxemburgo conquistou uma vitória importante nessa volta ao clube.

Já o Botafogo mostrou as mesmas deficiências de sempre. O elenco é fraco e o Mancini terá muito trabalho para manter o clube na primeira divisão.

Até a próxima.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flamengo está sem perspectiva

Impressionante como a direção do Flamengo parece estar fazendo força para que o clube caia para a segunda divisão este ano.

Como se não bastasse demitir o Jayme de Almeida pela imprensa no início da temporada, achou que o Ney Franco seria o salvador da pátria, mesmo com um elenco ruim.

Não funcionou. O pior da situação, foi que o clube jogou fora o tempo de parada da Copa do Mundo pra acertar o time.

Agora vem aí o Luxa, que vai ter que recomeçar do zero, entrando com o campeonato em andamento.

É verdade que ainda tem muito brasileirão pela frente, mas todos os rubro-negros estão de cabelo em pé, achando que o rebaixamento, nunca encontrou um ambiente tão propício para acontecer.

Vale lembrar que o Fluminense caiu no campo ano passado, muito em função da péssima performance do Luxemburgo como técnico.

Ele ganhou somente 38 por cento dos pontos no time tricolor em 2013, e saiu após ficar nove rodadas seguidas sem vencer.

E olha que o elenco do Fluminense no ano passado era melhor do que esse atual do Flamengo.

Então, qual será a mágica que o Luxa vai tirar da cartola? A contratação dele não diminuiu em nada a preocupação da torcida.

Pode até dar certo, pela história que o treinador tem no Flamengo. Mas não dá pra apostar que o time vai se recuperar.

O elenco, que já é fraco, está se desmantelando.

Elano quer deixar o clube. André Santos já não tem mais clima pra continuar. E com toda razão.

Eduardo da Silva e Canteros não podem ser encarados como salvadores da pátria. Eles ainda vão demorar pra render o esperado.

Muito menos o Robinho! A diretoria tenta fazer uma mega articulação para contar com o jogador por empréstimo, em um investimento que chegaria a 900 mil reais por mês. Parece piada.

Imagina o clima entre os demais jogadores do elenco! Alguém acha que eles vão correr e se esforçar para deixar o Robinho na cara do gol?

Todos vão deixar a responsabilidade pesar em cima dos ombros do cara que tem o maior salário. O clima pode ficar ainda mais caótico.

No domingo tem o clássico contra o Botafogo, que também precisa da vitória para fugir da parte de baixo da tabela.

Promessa de um jogo nervoso, feio e sem prognóstico, no duelo entre o lanterna e o décimo terceiro. O retrato da atual fase do futebol carioca.

Até a próxima.

 

 

 

Dunga foi a melhor opção?

Eu não queria imaginar que depois do vexame da Copa nenhuma mudança aconteceria.

Pior, acho que até mudou, mas para um caminho mais errado ainda.

A escolha do Dunga para ser o "novo" técnico da seleção brasileira é um claro sinal de que os nossos dirigentes não enxergaram na derrota, uma oportunidade para um novo começo.

Pelo contrário, acharam uma maneira de dizer, em claro e bom som, que o caos do nosso futebol vai continuar.

Nada de técnicos estrangeiros ou novas ideias para o Brasil.

Ao invés disso, trouxeram de volta um treinador que fracassou e foi eliminado da Copa de 2010.

E que, depois disso, durante quatro anos ficou no ostracismo e dirigiu apenas um clube de futebol, o Internacional, de onde saiu pela porta dos fundos, demitido após quatro derrotas seguidas no Brasileirão de 2013.

E nem existe expectativa de que ele tenha evoluído profissionalmente.  Nenhum curso no exterior, nenhum trabalho bem realizado dentro ou fora do país. Ou seja, não há expectativa positiva de algo bom ou novo no trabalho de Dunga.

E eu nem sou da corrente que achava que só um estrangeiro poderia renovar o nosso futebol. Nós temos bons técnicos brasileiros capazes de trazer uma nova filosofia para a seleção, mas o Dunga, certamente, não é um deles.

E pensar que depois de levar dez gols em dois jogos na Copa 2014, finalmente o futebol brasileiro iria passar por profundas mudanças.

Ledo engano...

Vamos continuar convivendo com as mesmas figuras de sempre não só na CBF, como na comissão técnica da seleção. Um duro golpe no já tão cambaleante futebol brasileiro. A popularidade da seleção, que já era baixa, deve chegar a níveis jamais vistos.

Tomara que pelo menos o Brasil se classifique para a Copa de 2018. Acho, sinceramente, que nunca estivemos tão perto de colocar mais um recorde negativo na conta. A de não se classificar pela primeira vez para um mundial.

Até a próxima.

 

 

O saldo positivo da Copa do Mundo do Brasil

Foi uma Copa do Mundo diferente em vários aspectos.

Primeiro, porque o anunciado fiasco fora de campo não aconteceu.

Até tivemos problemas pontuais, mas não houve aquela tragédia agravando problemas no trânsito, nos aeroportos e de segurança como se esperava.

Pelo contrário, o público nos estádios foi muito bom e a festa foi realmente bonita. A tão falada receptividade e alegria do povo brasileiro pôde ser vista em todas as cidades que receberam os jogos.

O fiasco mesmo aconteceu dentro de campo, com a humilhante goleada sofrida para a Alemanha. De longe o pior capítulo da história do nosso futebol.

Um episódio tão triste e doloroso, que conseguiu apagar todo o restante da campanha brasileira na Copa. A seleção chegou à semifinal, façanha que não acontecia desde 2002, mas seria melhor se tivesse perdido nos pênaltis pro Chile...

E ainda levamos de 3 a 0 da Holanda na disputa de terceiro lugar. Foram dez gols sofridos nos últimos dois jogos da Copa, dando a certeza de que o que aconteceu na semifinal não foi um acidente. Realmente a nossa seleção não tinha a menor condição de chegar ao título.

O consolo, se é que pode existir algum, é que outras seleções favoritas e campeãs, também passaram vergonha, como a Espanha, por exemplo, que além de levar de 5 a 1 da Holanda, ainda foi eliminada na primeira fase, com um futebol bem abaixo do apresentado quatro anos antes, quando ganhou a última Copa.

A Itália também jogou muito aquém do esperado e foi pra casa mais cedo. A vitória da Costa Rica sobre a Azzurra foi uma das grandes zebras da Copa.

E, por falar em zebra, a Copa nos reservou outros resultados inesperados. A Argélia levou o confronto de oitavas contra os alemães para a prorrogação, coisa que o Brasil não chegou nem perto.

A Costa Rica só foi eliminada nos pênaltis pela Holanda, se tornando a maior surpresa da Copa. Vale lembrar que eles passaram em primeiro num grupo que tinha Uruguai, Itália e Inglaterra.

A seleção costa-riquenha ajudou  este mundial a ser apelidado de "a Copa das Américas".

Foi muito divertido ver os nossos vizinhos fazerem campanhas notáveis, como o Chile, que foi muito bem na primeira fase, e a Colômbia, que só parou nas quartas e teve o James Rodriguez como artilheiro da Copa.

Além disso, desde 1970, duas seleções sul-americanas não chegavam juntas às semifinais. O Brasil acabou dando vexame, mas a Argentina foi um capítulo à parte.

Depois de um início nervoso e ruim, como na vitória sofrida contra o Irã, a equipe liderada por Messi e companhia, deslanchou na competição. Só parou mesmo na decisão diante da Alemanha, ainda assim no finalzinho da prorrogação.

Apesar disso, pela primeira vez um europeu ganhou uma Copa realizada na América do Sul. Isso mostra como a conquista alemã foi uma façanha difícil.

Esta foi também a Copa das goleadas e de muitos gols. Mas, ao mesmo tempo, foi a Copa dos goleiros, com pelo menos uns cinco destaques que fecharam suas metas.

Cito aqui o Ochoa, do México, que fez a defesa mais espetacular do mundial contra o Brasil, Howard, dos Estados Unidos, que foi um gigante no segundo tempo diante da Bélgica, Navas, da Costa Rica, eleito em três partidas o melhor em campo, e Neuer da Alemanha, que ajudou muito a sua seleção nos momentos mais difíceis e acabou ganhando a luva de ouro pela FIFA. Enyeama, da Nigéria, e Romero, da Argentina, também merecem a menção honrosa.

Foi também a Copa da impunidade dentro de campo, com poucos cartões amarelos  e vermelhos distribuídos. Fato que só ajudou a aumentar as estatísticas de jogadas violentas e jogadores sofrendo contusões sérias, como aconteceu com o Neymar. Não chegamos nem a três amarelos por partida de média.

Na decisão não foi diferente. Alguns jogadores apanharam muito dentro de campo, como o Schweinsteiger, que finalizou a partida sangrando.

A exceção foi a punição pesada e exemplar ao Luis Suarez, do Uruguai, pela mordida em Chiellini, da Itália.

No fim das contas o saldo foi extremamente positivo fora de campo. Estádios cheios e bonitos, cidades receptivas e elogiadas, e organização eficiente. Enfim, uma Copa inesquecível e que superou em muito a da África do Sul...

Já a nossa seleção... que vexame!

Daqui a dois anos tem Olimpíada no mesmo Rio de Janeiro que apresentou para o mundo um Cristo Redentor maravilhoso e de braços abertos.

Tomara que o sucesso seja o mesmo. Mas que, dessa vez, o país faça bonito também dentro de campo.

Até a próxima.

 

 

Uma conquista merecidíssima.

A decisão da Copa 2014 começou de forma eletrizante. Muita correria e marcação das duas equipes.

A Alemanha tomou a iniciativa do jogo, mas os argentinos sempre levavam perigo nos contra-ataques.

Pelo lado direito, a Argentina chegava com facilidade, explorando as investidas do Lavezzi e do Messi.

Os alemães usavam a estratégia de bolas levantadas na área. Mas a defesa argentina levava vantagem.

Aos 20 minutos, Higuain perdeu a melhor chance do jogo, na cara do Neuer.

Os alemães não repetiam a grande atuação da partida contra o Brasil.  Eles insistiam muito nas jogadas pelo meio, setor mais congestionado.

Aos 39, Messi, em mais uma jogada individual, quase fez o primeiro gol da partida.

No finalzinho, cabeçada na trave do Howedes, que já tinha amarelo e foi o pior da Alemanha na primeira etapa, mas quase vai pro intervalo como herói.

Foi um bom primeiro tempo, com os alemães tendo mais a posse de bola e a Argentina chegando menos, mas de forma mais perigosa.

O time argentino voltou melhor no segundo tempo. Messi teve outra grande oportunidade, mas bateu pra fora.

A partida foi ficando cada vez mais tensa e com jogadas violentas. O volume de jogo alemão já não era mais o mesmo do primeiro tempo.

Nos minutos finais ninguém queria arriscar levar um gol. Ficou no zero a zero.

Logo nos primeiros segundos da prorrogação a Alemanha quase marcou com Gotze. Romero defendeu.

Com sete minutos, foi a vez do Palacio jogar pra fora uma chance de ouro.

O gol do título só saiu aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação, com Gotze matando no peito com estilo e batendo no canto do Romero.

Festa alemã no Maraca! Uma conquista histórica! Pela primeira vez uma seleção européia ganha uma Copa nas Américas.

Um título absolutamente merecido para o melhor time do mundial.

Um tetracampeonato mais do que justo para um grupo que fez um torneio brilhante. Com uma força de conjunto impressionante, um bom toque de bola e humildade acima de tudo.

Uma geração que quase brilhou quatro anos atrás, mas faltou experiência. Agora, com um elenco maduro e de qualidade, o título veio em uma partida duríssima contra uma Argentina guerreira.

A Copa do Brasil 2014, não poderia ter ficado em melhores mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem será o craque da Copa?

A lista da FIFA com os candidatos à melhor jogador  da Copa 2014 não teve muitas surpresas.

Só discordo de não ter sido incluído na relação nenhum goleiro.

Navas da Costa Rica e Neuer da Alemanha mereciam ter sido lembrados, pelo que mostraram no mundial.

Navas, por exemplo, chegou a ser eleito o craque do jogo em três partidas de sua seleção. Ele foi fundamental para a boa campanha costarriquenha.

Entre os citados temos dois jogadores de defesa da Alemanha. Hummels, que pra mim foi o melhor zagueiro da Copa, e Philipp Lahm, que foi um gigante pelo lado direito do campo.

Três argentinos estão na disputa: Messi, Di Maria e Mascherano.

Desses, apenas o Mascherano merece de verdade estar concorrendo. Ele jogou demais contra a Holanda e foi o maior responsável pela classificação para a final.

Messi foi importante na primeira fase, com gols decisivos. Mas não manteve o nível na fase mata-mata.

Di Maria fez um gol importante diante da Suiça, mas acabou prejudicado por uma contusão que o tirou da semifinal.

Dos brasileiros só o Neymar foi incluído. Não dava pra ter mais ninguém. Assim mesmo, acho que ele não tem chances de ganhar porque só jogou até as quartas.

Além disso, ele não foi tão bem nos confrontos eliminatórios. Se ele tivesse jogado contra o Chile e Colômbia o que mostrou na primeira fase, seria um forte candidato.

Esse é o mesmo problema do James Rodriguez da Colômbia. Teve atuações espetaculares na primeira fase e contra os uruguaios nas oitavas, tanto é que continua sendo o artilheiro da Copa. Mas não repetiu o bom desempenho diante do Brasil. Além disso, parou nas quartas de final.

Por todas essas razões, Robben é o meu favorito a ser o ganhador da Bola de Ouro da FIFA.

Ele manteve uma regularidade impressionante ao longo de todo o torneio. Com arrancadas espetaculares e um fôlego de dar inveja, ele se tornou a alma da equipe holandesa, que fez mais uma vez uma grande campanha em Copas.

Ele não só foi o motorzinho do time, como também soube prender a bola de forma inteligente, nos momentos em que a sua equipe precisou. Além dos passes decisivos para os companheiros.

Mas, como muitas vezes o prêmio só é dado para a seleção que chega na decisão, ele pode perder a disputa para o Thomas Mueller, que fez cinco gols na Copa e é, sem dúvida, um dos destaques do time alemão, favorito ao título.

Lembrando que o Mueller foi eleito pela FIFA a revelação da Copa de 2010.

Resumindo, Mueller e Robben são os dois mais fortes nomes, mas provavelmente a FIFA vai dar a Bola de Ouro para o alemão.

Até a próxima.

 

 

 

Argentina passa nos pênaltis e vai pra final

Argentina e Holanda era um confronto completamente sem prognóstico. Daqueles sem favorito.

O jogo começou com muita marcação e poucas chances de gol. A torcida brasileira presente no Itaquerão apoiava os holandeses, mas os argentinos faziam muito barulho.

Só que torcer para a Holanda pode significar o Brasil perder pra Argentina na disputa de terceiro lugar. A tragédia ficaria ainda pior no final da Copa.

Será que é melhor ver a Argentina ganhar do Brasil do que ser campeã?

Certamente sim. Então fazia sentido a torcida pela Holanda.

Ao contrário do que aconteceu ontem com o Brasil, as duas equipes jogavam de forma compacta e muito atentas.

O placar de zero a zero acabou sendo justo pelo que os times fizeram no primeiro tempo.

No segundo tempo as equipes continuaram respeitando muito o adversário.

O trio holandês com Robben, Sneijder e Van Persie pouco tocava na bola.

Do outro lado, Messi e Higuain estavam muito isolados. A bola pouco chegava neles. Di Maria estava fazendo falta.

Se tivesse que escolher algum time mais perigoso no segundo tempo, escolheria a Holanda.

A partir dos 35 minutos, a cautela tomou conta do jogo. Ninguém queria se arriscar muito. A prorrogação era inevitável.

Aos 45, Robben perdeu a melhor chance da Holanda no jogo, demorando demais pra chutar.

Ficou nisso.

Na prorrogação, Van Persie saiu do jogo muito cansado, para a entrada do Huntelaar.

A Holanda se arriscava mais do que a Argentina. O time laranja parecia mais inteiro fisicamente.

As equipes pouco chutaram também. Até o final do primeiro tempo da prorrogação, foram seis finalizações da Argentina contra cinco da Holanda.

No final da prorrogação os argentinos tiveram duas boas chances, com Palacio e Maxi Rodriguez.

E foi só.

Nos pênaltis o goleiro Romero defendeu as cobranças do Vlaar e do Sneijder.

A história da semifinal da Copa de 90 se repete, quando o goleiro Goycochea defendeu duas cobranças contra a Itália e levou os hermanos pra final.

Alemanha e Argentina vão repetir a final exatamente dessa Copa, quando a Alemanha acabou fazendo um gol de pênalti no final e ficando com o título.

Será que dessa vez a história se repete?

Até a próxima.

 

 

 

O pior momento da história

Foi um baile da Alemanha no Mineirão.

Aos 11 minutos, na cobrança de escanteio, um erro feio de posicionamento da zaga deixou Muller livre para fazer o quinto dele na Copa.

Aos 23 minutos, Klose fez o dele e virou o maior artilheiro em Copas com 16 gols. A tragédia só estava começando e a goleada não demorou a sair.

Na sequência, Kroos marcou dois e Khedira aumentou. Difícil de acreditar, mas com 30 minutos de partida a Alemanha já vencia por cinco a zero.

Um nó tático e técnico que poucas vezes eu testemunhei. O time brasileiro estava completamente perdido e apático em campo.

Todos assistiam passivamente a Alemanha jogar.

O jogo estava tão fácil, que eu tive a impressão que os alemães colocaram o pé no freio e diminuíram o ritmo. Se quisessem, poderia ter sido de mais.

Foi a maior humilhação da história do futebol brasileiro. Jogando em casa, numa semifinal de Copa, perder dessa maneira!

Nem o mais pessimista brasileiro poderia imaginar. Era uma nação inteira perplexa com o que estava acontecendo.

No segundo tempo a seleção perdeu algumas chances muito mais porque a Alemanha se poupou para a final.

Mesmo assim eles ainda ampliaram, tamanha a passividade do time brasileiro. Schurrle fez o sexto e o sétimo.

A torcida brasileira, incrédula, aplaudia a seleção alemã dentro do estádio.

Oscar ainda fez um gol, que não diminuiu em nada a vergonha e a dor.

Foi um dia 08 de julho que jamais será esquecido. Nem pode.

Essa humilhante goleada vai apagar tudo que o Brasil fez na Copa até aqui. Só vamos nos lembrar desse triste episódio.

A única recordação que vai ficar é dessa partida que colocou no lixo o nome do futebol brasileiro.

O Felipão será o maior culpado. E com justiça. Só um time muito mal armado e com o emocional muito abalado poderia sofrer esse drama.

Aí vem aquela pergunta que nunca será respondida. Se o Neymar e o Thiago Silva estivessem jogando, a história seria outra?

Acredito que não. Aliás, acho que não podemos usar esses desfalques como desculpa para o papelão que aconteceu.

Bom pra eles que não participaram dessa vergonha.

A pior goleada que o Brasil já levou numa Copa foi dentro de casa e numa semifinal!

Daqui há 100 anos esse jogo histórico continuará sendo lembrado. Uma mancha que jamais se apagará.

Tomara que o futebol brasileiro possa tirar ensinamentos desse dia.

 

 

 

 

 

 

 

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