Toronto 2015 – Futebol

O último ouro que o futebol masculino do Brasil conquistou em uma edição do Pan foi em 1987. Lá se vão quase 30 anos sem título. Para tentar sair da fila, a seleção vai ter o comando do técnico Rogério Micale, o mesmo que levou o Brasil ao vice-campeonato mundial sub-20 deste ano. Ele montou uma equipe sub-22 para Toronto, sem a presença de jogadores conhecidos.

Do elenco, apenas o lateral Vinícius Ribeiro (Itália) e o atacante Lucas Piazon (Alemanha) atuam no exterior. Os demais tem um bom potencial, mas ainda estão brigando para serem titulares nas suas equipes e não tiveram proposta pra jogar fora do Brasil.

Entre os goleiros, Jacsson do Inter disputou o Mundial sub 17 no México em 2011 e já tem experiência em competições fora do país. O outro convocado é Andrey, que trocou o Botafogo do Rio pelo de Ribeirão Preto.

A defesa, na minha opinião, deve ser o ponto forte desta seleção, já que conta com Gustavo Henrique do Santos, Bressan do Flamengo e  Luan do Vasco. São todos bons zagueiros e que já tiveram chances em seus respectivos clubes.

O ataque terá os jogadores mais experientes. Destaque para Erik, que já fez mais de 20 gols com a camisa do Goiás, e Luciano do Corinthians. Além do Lucas Piazon, que foi revelado pelo Coritiba e chegou no Chelsea com apenas 17 anos. Ele ainda não vingou na Europa e atualmente está emprestado ao Eintracht Frankfurt da Alemanha. A experiência dele nas seleções de base do Brasil é um fator positivo, já que desde 2009, na sub 15, ele defende o país, com mais de 20 gols marcados.

Não dá pra esperar um timaço em Toronto, que vai atropelar os adversários, mas podemos ter esperança de uma campanha melhor do que em Guadalajara quatro anos atrás, quando o time empatou sem gols com Cuba e perdeu para a Costa Rica, sendo eliminado na primeira fase.

Já o futebol feminino é um dos favoritos, junto com o Canadá e Estados Unidos. Da equipe que foi para a Copa do Mundo, somente a Marta não estará presente. Mas, sinceramente, não acho que ela vai fazer tanta falta assim. Nos quatro jogos do mundial ela não foi bem, errou muitos passes, perdeu todas as divididas e parecia muito mal fisicamente. Raquel Fernandes será sua substituta.

O ponto fraco da equipe está na defesa. Começando pela goleira Luciana, que me pareceu insegura na Copa do Mundo e falhou no gol da Austrália, que eliminou o Brasil. Acho a zagueira Mônica pesada e vai perder na corrida se enfrentar atacantes rápidas. O restante da defesa não compromete.

No meio, Andressinha e Thaisa são duas volantes que marcam bem, enquanto que a Formiga fica responsável pela criação das jogadas e a aproximação com o ataque. O problema é que a veterana já sente o peso da idade e não tem mais tanta movimentação. Mesmo assim, acredito que ela vai brilhar no Pan.

No ataque aposto as minhas fichas na Andressa Alves, que foi bem no mundial, inclusive marcando gol. Já a Cristiane, não foi aquela jogadora rápida e perigosa que estávamos acostumados a ver. Muito marcada, ela pouco produziu. Tomara que em Toronto a história seja diferente.

Vale lembrar que, no futebol feminino, o Brasil é bicampeão panamericano, com os títulos de 2003 e 2007. Em Guadalajara 2011, a equipe perdeu a final nos pênaltis para as canadenses, que serão nossas principais adversárias, até pelo fato de jogarem em casa.

Vamos torcer juntos a partir do próximo dia 10, com a cobertura completa da Record, Record News e portal R7.

Até lá.

Toronto 2015 – Handebol

Como vem acontecendo nas últimas edições, o handebol brasileiro, tanto no feminino quanto no masculino, chega com muita força no Pan de Toronto. Vale lembrar que no masculino, o Brasil busca a quarta final consecutiva. Nas últimas três, todas contra a Argentina, a equipe levou o ouro em 2003 e 2007, mas perdeu em Guadalajara 2011.

No mundial desse ano em Doha, o time comandado pelo espanhol Jordi Ribera fez um jogo duríssimo contra a Croácia, mas acabou perdendo por um gol de diferença e caindo nas oitavas-de-final. De qualquer maneira, para um grupo que nem disputou os Jogos de Londres, dá pra perceber uma evolução no trabalho duro que visa uma medalha no Rio 2016. Acho um sonho ainda distante, mas acredito que o time está se tornando cada vez mais competitivo, jogando de igual pra igual com muitas equipes de tradição e o fator casa no Rio pode fazer muita diferença. Vários jogadores do elenco atuam na Espanha e na França, e essa experiência pode ajudar na hora dos jogos decisivos. Não tenho dúvida de que, nos Jogos Pan-Americanos que começam em duas semanas, eles entram como favoritos.

No feminino a situação é ainda mais animadora. O time brasileiro é o atual tetracampeão panamericano. Pode-se dizer que o ouro é praticamente certo. A equipe é a atual campeã mundial e vai defender o seu título no final do ano na Dinamarca. É impressionante a evolução das meninas desde a chegada do técnico dinamarquês Morten Soubak em 2009. De lá pra cá, a equipe vem colecionando grandes resultados até chegar ao topo mundial em 2013. Vale lembrar que nos Jogos de Londres fomos eliminados nas quartas pela fortíssima Noruega, por 21 a 19, depois de ir pro intervalo ganhando de 13 a 9. Foi o jogo mais difícil da seleção norueguesa até chegar ao ouro olímpico.

Tá certo que o time não estará completo em Toronto. A armadora Duda Amorim, eleita a melhor do mundo em 2013, se recupera de uma cirurgia no joelho. Além dela, a pivô Dara, com uma trombose venosa na perna esquerda, está fora. São duas ausências de peso, mesmo assim acredito que o Handebol feminino do Brasil conquista o ouro com alguma tranquilidade.

Vamos torcer por muitas medalhas douradas a partir do dia 10 de julho, com a cobertura completa da Record, Record News e portal R7. Tá chegando a hora!

Até a próxima.

Toronto 2015 – Judô

A modalidade que mais ajuda o Brasil no quadro de medalhas, é o Judô.

Para se ter uma ideia, em Guadalajara 2011, o país conseguiu 6 ouros dos 14 possíveis e foi a equipe que teve o melhor desempenho. No masculino então, essa superioridade foi arrebatadora.  O lugar mais alto no pódio só não veio na categoria acima dos 100 kg, com a derrota do Rafael Silva para o cubano Oscar Brayson.

No feminino foram mais seis medalhas, mas nenhuma de ouro. A expectativa para Toronto é de uma equipe mais forte, apesar da ausência da campeã olímpica Sarah Menezes, que vem tendo resultados irregulares esse ano e preferiu ficar se preparando para o Mundial do Cazaquistão em agosto.

O problema para as mulheres é que as cubanas e americanas são muito fortes. Mayra Aguiar, por exemplo, é  atual campeã mundial até 78 kg e uma das  favoritas para o ouro. Mas a americana Kayla Harrison, campeã olímpica, será uma grande adversária. Na categoria acima dos 78 kg, a cubana Idalys Ortiz é a atual campeã olímpica e mundial. Ano passado ela disputou a final do mundial justamente contra a brasileira Maria Suelen. As duas podem repetir essa disputa no Canadá. Até 52 kg, Erika Miranda tem boas chances de conquistar o ouro, mas terá pela frente a cubana Yanet Bermoy, que tem duas pratas olímpicas e a derrotou em Guadalajara.

No masculino o desfalque será entre os mais pesados, por causa da lesão em um músculo peitoral do Rafael Silva. O medalhista olímpico Felipe kitadai, é o favorito até 60 kg. Outro medalhista olímpico, o veterano Tiago Camilo, deve levar o ouro até 90 kg. Alex Pombo venceu o pan-americano até 73 kg e se credenciou para o ouro. Magdiel Estrada, de Cuba, surge como principal adversário. O campeão mundial e atual campeão dos Jogos Pan-Americanos na categoria até 100 kg, Luciano Corrêa, também tem grandes chances de vitória, mas terá pela frente o cubano Jose Armenteros, que vem conquistando bons resultados este ano, inclusive derrotando o Luciano em abril. Charles Chibana (66 kg), Victor Penalber (81 kg) e David Moura, que substitui Rafael Silva acima dos 100 kg, não chegam como favoritos, mas vão brigar por um lugar no pódio.

Vamos ficar na torcida para que o sucesso dos judocas brasileiros quatro anos atrás, se repita agora em Toronto. Não sei se virão os seis ouros, mas ficamos na expectativa para que as meninas disputem mais finais e ajudem o país no ranking de medalhas do esporte. Os cubanos mais uma vez vão fazer um grande duelo contra o time brasileiro. Quem será que ganha essa batalha?

Até a próxima.

 

 

 

Toronto 2015 – Natação

Amigos, a partir de hoje vou postar sobre a preparação brasileira para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que começa no próximo dia 10 de julho.

Hoje o assunto é o Time Brasil de natação, que sentirá a ausência da sua principal estrela. Cesar Cielo preferiu continuar se preparando para o Mundial de Kazan, na Rússia, que começa no dia 17 de julho e não disputa o Pan. Não quero aqui ficar criticando a decisão dele, cada um tem a sua prioridade. Mas o fato é que ele foi o único que resolveu ficar de fora.

Sem o Cielo, o principal nome passa a ser Thiago Pereira. O mister Pan, como ele é carinhosamente chamado, é recordista de ouros em Jogos Pan-Americanos (12), mas ainda faltam outros dois recordes. O de número absoluto de medalhas brasileiras na competição (ele tem 18 contra 19 do Gustavo Borges) e o de maior medalhistas em Pans entre todos os países participantes. Essa marca hoje pertence ao  ex-ginasta cubano Erick Lopez, com 22 pódios. Portanto, com mais cinco medalhas no Canadá ele passa a ser o maior medalhista panamericano de todos os tempos. Não duvido que ele consiga este feito, já que nas duas últimas duas edições dos Jogos, ele ganhou nada menos do que seis ouros em cada uma. Será um momento histórico para o Brasil, se esta marca vier.

Além do Thiago, fica a expectativa de muitas medalhas brasileiras, principalmente no masculino. Bruno Fratus nadou os 50 metros mais rápido que o Cielo este ano e tem boas chances de faturar o ouro nessa prova. A expectativa é boa também para o Leonardo de Deus nos 200 borboleta. Não posso deixar de mencionar a mais nova revelação da equipe, o garoto brasileiro Brandon Almeida, novo recordista brasileiro e sul-americano dos 1500 metros, com apenas 18 anos. Sem falar nos revezamentos, onde o Brasil sempre chega ao pódio. Os principais adversários, como sempre serão os americanos e canadenses, que vem com força máxima por competirem em casa.

Mas se engana quem pensa que os bons resultados vem só no masculino. Etiene Medeiros, a primeira campeã mundial da natação brasileira, entra como uma das favoritas nas provas do nado de costas. Daynara de Paula, que conquistou grandes resultados recentemente nos Estados Unidos, tem grandes chances nas provas de borboleta. As duas, junto com a Joanna Maranhão, tem tudo pra subir no pódio nos revezamentos também.

Vale destacar que a natação brasileira ganhou um total de 25 medalhas em Guadalajara, sendo 10 de ouro. O objetivo em Toronto é de, pelo menos, manter esse alto nível. Vamos torcer com a cobertura completa da Record, Record News e R7, a partir de 10 de julho.

Até a próxima.

 

Nada pra comemorar

Foi um final de semana triste para a seleção brasileira.

Começando pela sub-20, que jogou melhor que a Sérvia, perdeu várias chances de matar o jogo, mas acabou tomando um gol no final da prorrogação e vendo o sonho do hexa da categoria ser adiado. Agora para o técnico Rogério Micale é pensar no Pan de Toronto que começa no mês que vem.

A seleção feminina foi eliminada nas oitavas da Copa do Mundo para a zebra Austrália. Uma pena. O único gol que tomou no torneio foi o da eliminação. Mas, convenhamos, a equipe não vinha jogando bem. Com vitórias magras e pouco convincentes, todo mundo ficou esperando um momento em que o time ia deslanchar, coisa que não aconteceu. Pelo contrário, contra as australianas, talvez tenha sido a pior atuação. Se serve de consolo, no momento em que tomou o gol, o Brasil jogava melhor e dominava a partida.

Vale destacar a decepção com a nossa principal jogadora. Marta não fez sequer uma grande partida. Pelo contrário, mais atrapalhava do que ajudava as companheiras. Incrível como ela perdeu bola e errou passes na competição. Não sei se foi por causa de uma contusão ou cansaço mesmo, o fato é que ela se arrastou em campo nesse mundial. Pior para o Brasil que, sem o brilho da Marta, não passa de uma seleção comum e cheia de defeitos.

Para as meninas o momento agora é de pensar no Pan também. Praticamente o mesmo grupo do mundial vai buscar o ouro para o Brasil. A única ausência será exatamente a Marta. Mas não sei se a equipe vai sentir tanta falta assim. Do jeito que está jogando, melhor deixar a nossa principal estrela descansar um pouco. Quem sabe nos Jogos do Rio ela arrebenta. Assim esperamos...

Ah, faltou falar da vitória da nossa seleção principal na Copa América. Sim, ganhou e se classificou em primeiro no grupo, mesmo sem o Neymar. Mas será que convenceu alguém?  Num passado não muito distante, a Venezuela era um saco de pancadas. Fazer menos de três gols já era motivo de crítica. Hoje nós percebemos como eles evoluíram e nós ficamos parados no tempo.

E olha que o Brasil teve que segurar o jogo no final para não levar o gol de empate. Mas, diante das circunstâncias, depois de uma derrota pra Colômbia, perdendo seu principal jogador, não deixa de ser um bom resultado. Não acho que haja motivos para comemoração, mas escapar da eliminação na primeira fase já dá um alívio.

Na minha opinião, com a ausência do Neymar, a seleção brasileira passa a ser comum e igual às outras que estão na competição. O Brasil passa longe de ser o favorito, e isso pode até ser bom para o grupo que está no Chile. Não dá pra esperar uma grande atuação diante do Paraguai no próximo sábado, mas dá pra se classificar diante de um país que nem vaga para a Copa conseguiu.

Até a próxima.

A nova geração está fazendo bonito

Aos poucos, a seleção brasileira sub 20 foi comendo pelas beiradas e já está na final do Mundial da categoria. Depois de passar nos pênaltis por Uruguai e Portugal, a equipe dirigida pelo Rogério Micale atropelou Senegal, vencendo por 5 a 0. Agora chega como favorita diante da Sérvia.

Vale lembrar que o atual treinador chegou em cima da hora para substituir Alexandre Gallo, demitido pela CBF, e conseguiu o que ninguém esperava acontecer se o Gallo ainda estivesse no comando. Chegar à decisão do torneio já significa muito para uma seleção que chegou desacreditada por causa de todas as confusões e desmandos fora de campo.

Rogério Micale também será o técnico do time nos Jogos Pan-americanos de Toronto no mês que vem. Isso nos enche de esperança para a conquista de uma medalha no futebol masculino. O destaque da equipe que estará no Canadá é o atacante Lucas Piazon, ex-Atlético PR e São Paulo, e que desde os 17 anos está na Europa. Com passagem pelo Chelsea e atualmente no Eintracht Frankfurt, ele é a esperança de gols da nossa seleção no Pan. Além do Lucas, os zagueiros Bressan do Flamengo e Luan do Vasco, são os nomes mais conhecidos.

Agora é torcer para o Brasil conquistar o título diante da Sérvia. A partida acontece na madrugada de sábado às 2 da manhã pelo horário brasileiro.

Até a próxima.

Até quando?

Já tinha escrito aqui no blog que achava difícil o Rogério Ceni parar no meio desse ano. O pior é o que eu ando lendo por aí: "motivado com a possibilidade do São Paulo ganhar mais um título até o final do ano,  Ceni renova".

Mas, peraí, que motivação é essa? Todo ano o São Paulo disputa Campeonato Brasileiro. Ah, mas tem a Copa do Brasil... E daí?  a disputa de uma competição secundária do nosso futebol, seria motivo para um jogador adiar a aposentadoria?

Claro que não!  O real motivo não é esse. Na verdade, ele está se sentindo bem pra continuar atuando como profissional no gol do São Paulo. Como ele é um grande ídolo e ainda tem o carinho da torcida, a diretoria tricolor o incentiva a continuar.

Como ele gosta muito do que faz, acaba ficando, mesmo correndo o risco de tomar alguns frangos, como aconteceu contra o Santos. Falhas como aquela, são cada vez mais frequentes nos jogos em que ele está atuando. Pelo jeito, ele não está se importando em encerrar a carreira por cima, com grandes atuações. A tal da "motivação", mesmo que seja o de conquistar a Copa do Brasil e com algumas falhas durante a campanha, fala mais alto.

Alguns defensores do goleiro podem argumentar: mas ele pega pênalti e ainda vem fazendo gols importantes. Pode até ser, mas acho que não havia a necessidade de ter emoção todo jogo, pro bem e pro mal, se é que me entendem.

Uma coisa é certa: cada vez que a bola for chutada na direção do gol do Rogério Ceni, os tricolores vão prender a respiração. Já os torcedores dos outros clubes vão torcer para que mais vexames aconteçam.

E uma outra pergunta que não quer calar: será que ele vai parar mesmo no final do ano?

Até a próxima.

 

Na estreia do Cristóvão, quem brilha é o Fred

O Fla x Flu desse domingo foi um bom espetáculo pra quem foi ao Maracanã. Se a parte técnica deixou a desejar, pelo menos tivemos cinco gols e emoção até o último minuto.

O árbitro errou para os dois lados no início de cada tempo. No começo do jogo, marcou um pênalti inexistente pro Flu. Fred cobrou bem e fez o primeiro dele no jogo. Nos primeiros minutos do segundo tempo, inventou a expulsão do Giovanni na tentativa de compensar o erro anterior.

O grande problema para o Flamengo é que no momento da vantagem de ter um a mais em campo, o placar já era de 3 a 1 pro adversário. Com muita posse de bola mas finalizando pouco, a equipe rubro-negra não conseguia criar boas oportunidades. Cirino demorou pra engrenar no jogo. A bola quase não chegava pro Alecsandro. Everton era quem mais tentava, mas estava muito isolado e preso na marcação. Armero teve boa movimentação. O gol do Eduardo da Silva só saiu aos 40 minutos e o tempo ficou curto para a reação.

Com um a menos em campo e com Fred e Wagner muito cansados, o que se viu no segundo tempo foi ataque contra defesa. Foram poucos os momentos em que o time tricolor conseguiu respirar. Só que o Fluminense teve o mérito de aproveitar melhor as oportunidades que criou e fazer três gols importantes. Fred teria feito os três se o Pará não tivesse se antecipado e feito contra. Agora ele é o artilheiro isolado da era dos pontos corridos em Campeonatos Brasileiros. A expectativa é que ele continue brilhando e fazendo muitos gols tendo os habilidosos Gerson e Vinicius como garçons.

Já o Cristóvão Borges acabou não tendo uma boa estreia. Mas acredito que aos poucos ele vai conseguir ajeitar o Flamengo. O problema é que o clube começou muito mal a competição. Fez apenas um ponto em doze possíveis e a pressão por resultados pode atrapalhar nas próximas rodadas.

Até a próxima.

Técnicos com prazo de validade

Mais um treinador caiu antes mesmo da quarta rodada do Brasileirão. Vanderlei Luxemburgo estava tão "fritado" no Flamengo, que nem esperaram o desfecho do Fla x Flu para demiti-lo.

Desavenças com a atual diretoria podem explicar essa atitude. Em entrevista coletiva, ele não poupou alguns dirigentes do clube, afirmando que eles podem até entender de gestão, mas não sabem nada de futebol.

Mas, convenhamos, faltou o Luxa dizer que ele também falhou. O pobre futebol apresentado esse ano, contribuiu e muito para a decisão. Se o Flamengo tivesse começado bem o brasileiro, certamente ele teria continuado. Desde o Campeonato Carioca, já dava pra perceber que o time rubro-negro já não dava mais liga, como aconteceu em 2014.  Aquela equipe rápida, que sabia jogar no contra-ataque e aproveitava os erros do adversário, ficou no passado.

A impressão que dá é que o Luxemburgo tem um prazo de validade. Não dá pra contar com os bons resultados sob o seu comando por duas temporadas seguidas. Isso já havia acontecido com ele no Grêmio, lembram? Em 2012 ele fez um ótimo brasileirão e classificou o time pra Libertadores. No ano seguinte nada deu certo. Perdeu o Gauchão e foi eliminado na Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores. Sem falar que foi nesse ano que ele teve resultados horrorosos no Fluminense.

Agora vem aí o Cristóvão Borges. Um técnico que eu julgo competente, mas não para se pensar em títulos. Ele fez um bom trabalho ano passado no tricolor carioca e arrumou o time que estava desacreditado. Tanto é que ele terminou o brasileirão em sexto lugar, perdendo a chance de ir pra Libertadores nas últimas rodadas. A fama de bom treinador rendeu o interesse do Palmeiras, São Paulo e Grêmio. Mas, assim como aconteceu com o Luxemburgo, em 2015 a coisa desandou e ele não se segurou nem durante o Estadual. O prazo de validade também venceu.

Vamos ver como o Cristóvão se sai agora no comando do Flamengo, tendo praticamente um Campeonato Brasileiro inteiro pra arrumar o time e, pelo menos, atravessar o ano sem sustos nem sofrimentos. Ele já vai comandar a equipe no Fla xFlu, com a enorme vantagem de conhecer bem o adversário.

Até a próxima.

Mais arrastado do que nunca

Após três rodadas de pobre futebol, dá pra dizer que o brasileirão ainda não engrenou.

Que me perdoem os nordestinos e torcedores do Sport, mas o fato do rubro-negro pernambucano estar na liderança da competição, mostra bem que o campeonato está nivelado por baixo. Bem por baixo.

Neste final de semana, por exemplo, somente o São Paulo venceu entre todos os grandes times paulistas e cariocas. E assim mesmo derrotou o fraco Joinville, lanterna da competição, com uma atuação discreta e contando com o brilho individual de alguns jogadores, como o Alexandre Pato.

Entre os times do Rio, o Vasco ainda não perdeu nem ganhou de ninguém. Mostrando um futebol pobre e de pouca criatividade, a equipe somou três empates até agora e está lá na rabeira da classificação. Contra o Inter, se salvou no final da partida com um gol de bola parada, quando tinha um jogador a mais em campo. Foi o primeiro gol da equipe no campeonato. E olha que foi contra os reservas do Inter, que está mais interessado na Libertadores nesse momento.

O Flamengo fez pior. Sofreu mais uma derrota no brasileiro, desta vez contra o Avaí.  Acho até que os flamenguistas reclamaram com razão do segundo gol catarinense, mas o fato é que o time não mereceu sorte melhor. Sem posse de bola e com pouca criatividade no meio, a equipe foi envolvida pelo adversário principalmente no segundo tempo. Agora o rubro-negro vive um momento de pressão, com apenas um ponto e na zona do rebaixamento. Luxemburgo, antes elogiado pela diretoria e torcedores, começa a ter o seu trabalho questionado.

E o Fluminense? Bem, o "clássico"contra o Corinthians foi duro (de assistir). Num jogo muito fraco tecnicamente as duas equipes tiveram pouquíssimas chances reais de gol. O tricolor teve duas oportunidades e somente no primeiro tempo, quando inclusive acertou a trave do Cássio. No segundo tempo, Guerrero jogou pra fora a melhor chance da partida. No final o 0 x 0 ficou de bom tamanho pros dois.

Impressionante como o Corinthians não consegue mais jogar como antes, mesmo só tendo o brasileirão como foco. Do fluminense não se espera muita coisa mesmo. Principalmente tendo o Enderson Moreira como técnico.

No próximo domingo tem o  Fla x Flu dos desesperados. Quem perder, mergulha de vez na crise já no início do campeonato. Principalmente o Flamengo, que não pode se dar ao luxo de continuar com apenas um pontinho  em quatro jogos. Arrisco dizer que, em caso de derrota, vai sobrar pro Luxa.

Até a próxima.

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