taca rio

“Interferência externa” na anulação de gol legal do Fla. Como? O árbitro soube do certo e ficou doido? O informante mentiu para apunhalar? Por favor…

 

 

Em mais uma atuação ridícula e vergonhosa - ou seja, absolutamente compatível com a atual fase do time - o Flamengo empatou com o Duque de Caxias, de Baixada Fluminense, em 1 a 1, nos minutos finais, com um gol achado num chute espantado de Cleber Santana, após o time passar praticamente toda a partida em desvantagem no placar.

 

Com o empate e a vitória do Fluminense sobre o até então líder do grupo, o Resende, o rubro-negro não tem mais condição de alcançar esses dois primeiros na Taça Rio.

 

Por isso, o Fla está eliminado  precocemente das finais da própria Taça Rio e, como também não venceu o primeiro turno, a Taça Guanabara, está fora também do próprio Campeonato do Estado do Rio de Janeiro 2o13.

 

Poderá ficar até 38 dias sem jogar antes da estreia no Brasileirão, na segunda quinzena de maio.

 

A polêmica do jogo contra o Duque de Caxias foi, no entanto, a anulação de um gol de cabeça limpo do atacante rubro-negro Hernane Brocador aos 11 minutos da segunda etapa, quando o time da Baixada Fluminense ainda vencia por 1 a 0.

 

O gol foi absolutamente legal: um zagueiro do DC dava condição a Hernane e os outros dois rubro-negros impedidos dentro da área não participaram da jogada (no filme acima dá para ver que o lance, medido inclusive por computador em outras imagens, é legal, apesar do erro do comentarista no final deste vídeo).

 

Gol correto, na mais simples e direta leitura da regra.

 

No instante do gol, o bandeira, Paulo Vítor Carneiro,  bem colocado, correu para o centro do campo, validando corretamente o lance.

 

Mas logo depois houve uma discussão de 40 segundos entre ele, o auxiliar de linha, o quarto árbritro e o principal, Pathrice Maia, que anulou o gol.

 

Veículos de comunicação e jornalistas levantaram a possibilidade de ter havido interferência externa na decisão do árbitro.

 

Ou seja: o quarto árbitro ou outra pessoa teria visto o lance na tevê e dado um toque para Maia, o que nao é permitido pelas regras da Fifa, da CBF e do campeonato.

 

Mas peraí: interferência externa como assim, se a transmissão mostra e prova justamente o contrário do que o árbitro decidiu, ou seja, que o gol foi absolutamente legal?

 

Deixe-nos entender: quer dizer que há uma pá de gente achando que o informante viu na tevê que o gol foi rigorosamente legal, disse isso ao árbitro principal, mas o camarada resolveu dar uma de maluco e anular o tento corretamente feito?

 

Ou esse mesmo informante viu o gol, testemunhou sua correção, ouviu o comentarista ex-árbitro dizer que a coisa foi limpa, mas, apesar da obrigação profissional de não faltar com a verdade, resolveu tirar uma, gozar da cara e apunhalar pelas costas o amigo árbitro principal, Pathrice Maia, mentindo para ele que o Brocador estava impedindo e sugerindo a anulação de um gol que deveria ser validado?

 

Fiquemos com qual das duas opções?

 

Ora, rapaziada, por favor, pelamor, tuda vertigem deve ter limite, vamos devagar...

 

Maia e os camaradas erraram porque são fracos tecnica e individualmente - como, de resto, é a suprema maioria da arbitragem brasileira.

 

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O conto de fadas surreal do Banguzão, que, numa única tarde, saiu do inferno do rebaixamento no Cariocão para o paraíso das finais da Taça Rio

bangu 800px Bangu Atlético Clube 2 O conto de fadas surreal do Banguzão, que, numa única tarde, saiu do inferno do rebaixamento no Cariocão para o paraíso das finais da Taça RioJunius / Divulgação / Bangu Atlético Clube

 

O Bangu Atlético Clube é um dos mais importantes e tradicionais clubes da história do futebol brasileiro.

 

Prestes a fazer 108 anos (foi criado em 17 de abril de 1904), está na região de Bangu, zona oeste do Rio, bairro mais calorento da Cidade Maravilhosa e berço de outro patrimônio nacional: a escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, dona de uma bateria tão quente quanto o asfalto do bairro em um dia de janeirão quarentão.

 

Criador de craques como o Divino Mestre Domingos da Guia, de seu filho Ademir da Guia, de Zizinho, grande ídolo do Rei Pelé, e do ótimo atacante Marinho, o Banguzão, nosso Alvirrubro Suburbano, o time dos Mulatinhos Rosados dos anos 1920 e 1930, foi campão carioca de 1933 e de 1966 e vice-campeão brasileiro de 1985.

 

Sua casa de jogo, com capacidade para 9,5 mil pessoas, tem um nome lindo, quase poético: Estádio de Moça Bonita.

 

Pois bem: após uma série de sobressaltos, o Banguzão voltou a disputar a primeira divisão do Carioca.

 

Mas, no primeiro turno, a Taça Guanabara, seu desempenho foi vergonhoso: sete jogos, sete derrotas, nenhum ponto ganho, 21 pontos perdidos.

 

Como no Cariocão são rebaixados os dois times com menor soma de pontos nos dois turnos, a queda do Alvirrubro, sem pontos no primeiro, parecia certa.

 

Mas no segundo turno, na Taça Rio, o Banguzão literalmente ressuscitou das cinzas.

 

Terminou o grupo B na ponta, em primeiro lugar, com 15 pontos, à frente de Vasco (14) e do campeão da Taça Guanabara, o Fluminense (13).

 

Foi uma campanha excelente, com 15 pontos, quatro vitórias, três empates, apenas uma derrota, dez gols a favor, cinco contra e saldo de cinco gols.

 

No último jogo, neste domingo (15), o Banguzão venceu o Resende, do sul do Estado do Rio, no campo do adversário, por 3 a 0.

 

Um ingrediente tornou a rodada deste domingo (15) ainda mais sensacional e comovente para o clube.

 

Antes da vitória sobre o Resende e dos três pontos de hoje, o Bangu, na soma dos pontos, tinha apenas 12 pontos no total.

 

Todos esses pontos foram conquistados neste segundo turno, já que no primeiro, como já se explicou, o time perdeu todas.

 

Como são rebaixados os dois clubes com menos pontos na soma dos dois turnos, o Banguzão poderia estar neste momento em uma situação surreal: na disputa das semifinais da Taça Rio e, ao mesmo tempo, do rebaixamento do Cariocão.

 

Ou seja: teoricamente, poderia ser campeão e rebaixado no mesmo campeonato.

 

Felizmente, com a vitória de hoje, a história teve final feliz para o suburbano do estádio das moças bonitas.

 

O time somou mais três pontos e salvou-se do rebaixamento com 15, dois à frente do Bonsucesso e seis adiante do Americano, da cidade de Campos, no norte do estado, o lanterna do campeonato.

 

Ao mesmo tempo, e com os mesmos 15 pontos, ultrapassou Flu e Vasco na ponta do Grupo B.

 

No próximo sábado (22), às 18h30, enfrenta o Botafogo pela primeira semifinal da Taça Rio.

 

Se o Divino estiver a seu lado e ele ganhar, decidirá com o vencedor de Vasco e Fla, que se enfrentarão no dia seguinte.

 

E se o Divino continuar ao seu lado e, depois, o Banguzão vencer o vitorioso entre Vasco e Fla, o caminho será a decisão do título do Cariocão contra o Fluminense.

 

Pelo menos até o próximo sábado estou com o Alvirrubro Suburbano das Moças Bonitas.

 

Depois, vamos ver.

 

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Em dia de Eurico, Dinamite perde a cabeça sem razão. O do Vasco não foi pênalti. O do Fla foi — e claro

FlaxVasco700 marcos de paula ae Em dia de Eurico, Dinamite perde a cabeça sem razão. O do Vasco não foi pênalti. O do Fla foi — e claroMarcos de Paula / AE

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite — o Robertão, o Robertaço do Machão da Gama, como dizia o saudoso locutor Waldir Amaral —, é um homem educado, centrado, fino no trato, de boas atitudes e maneiras.

 

Tem essa personalidade desde que era atacante na Colina — um dos mais eficientes, matadores e implacáveis que vi jogar, por sinal.

 

Mas, neste sábado (7), ele errou feio ao invadir o campo na derrota de seu time para o Flamengo, por 2 a 1, pela sétima e penúltima rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca (acima, Ronaldinho Gaúcho em ação no jogo).

 

Por alguns motivos, a saber:

 

* O pênalti cometido pelo goleiro do Vasco, Fernando Prass, no lateral direito do Fla, Léo Moura, no final do jogo, que gerou o gol da vitória do Rubro-Negro, foi claro, cristalino, indiscutível. Deveria ter sido marcado - como foi.

 

* Não houve pênalti de Welinton no vascaíno Thiago Feltri. O jogador do Vasco dobra a perna antes do suposto toque rubro-negro. Não ficou claro sequer se o zagueiro chegou a encostar no vascaíno. Não deveria ter sido marcado - como não foi.

 

Roberto agiu como cartolão provinciano.

 

Invadiu o campo e declarou, aos gritos, que o Vasco não "poderia continuar sendo roubado".

 

Infelizmente, lembrou seu antecessor e rival, o ex-deputado Eurico Miranda.

 

O Vasco, de fato, foi prejudicado nas duas partidas anteriores contra o Flamengo, no Brasileirão de 2011.

 

Os árbitros deixaram de dar penalidades a favor do time da cruz de malta nessas partidas.

 

Mas isso não justifica as declarações de Roberto, a invasão em campo e as ameaças dos jogadores do Vasco, que cercaram o árbitro ao final do jogo.

 

É como se Dinamite e seus atletas desejassem que a arbitragem errasse mais uma vez, marcando um pênalti que não houve e não dando um existente, apenas para compensar o prejuízo que outros árbitros deram ao Vasco nas duas partidas anteriores contra o Fla.

 

Teria sido muito bom e correto que os outros não tivessem errado daquela forma, mas raciocinar assim, nessa teoria torta de compensação, simplesmente não existe.

 

Mesmo porque o próprio Flamengo, para dar apenas um exemplo, não teve sequer um pênalti marcado a seu favor em todo o Campeonato Brasileiro de 2011.

 

Trinta e oito partidas sem uma única penalidade.

 

Praticamente uma impossibilidade estatística.

 

Não sei há no futebol outro exemplo de clube que tenha passado 38 partidas seguidas, no mesmo campeonato, sem ter tido um pênalti a seu favor.

 

E nem por isso os dirigentes do Fla invadiram o campo para ameaçar árbitros.

 

O árbitro da partida, Wagner dos Santos Rosa, ameça processar Roberto pela declaração do "roubando".

 

E relatar os vascaínos Eduardo Costa e Rodolfo na súmula por tentativa de agressão, o que pode render uma boa suspensão.

 

Seria uma pena dura para os jogadores.

 

E para Roberto, que não merece isso pelo cara que é, mas, infelizmente, perdeu a cabeça e passou dos limites, tendo o seu dia de Euricão.

 

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