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Lateral francês revela: Daniel Alves ofereceu parte do fígado para curá-lo. Grande, Alves, grande…

 

O lateral-direito da Seleção Brasileira e do Barcelona Daniel Alves tomou, meses atrás, uma atitude bonita, nobre, típica dos homens grandes.

 

 

E o melhor: sem badalar o feito para se promover.

 

 

Cinco meses atrás, o francês Éric Abidal, 34 anos, atualmente jogador do Mônaco, voltou aos gramados após 402 dias de batalha contra um câncer no fígado.

 

 

Agora recuperado, Abidal revelou neste domingo (15) à Catalunya Radio, de Barcelona, que o lateral-direito brasileiro Daniel Alves, seu amigo e ex-colega no clube catalão, ofereceu parte de seu fígado para um transplante que poderia apressar e tornar mais segura a recuperação do francês logo assim que a doença foi diagnosticada.

 

 

Disse Abidal:

 

 

- Alves queria me dar o seu fígado, mas não podia por ser um atleta.

 

 

Se doasse parte de seu órgão ao amigo, o brasileiro poderia ter limitações físicas no futuro para manter o desempenho de atleta profissional.

 

 

Abidal recebeu uma homenagem de Alves: o brasileiro deixou o seu número de camisa preferido, o 2, e adotou o 22 anteriormente usado pelo amigo, que acabou recebendo parte do fígado de um primo.

 

 

O jogador francês acusou o Barça de não pagar seus salários enquanto ele se recuperava, mas o clube nega a informação.

 

 

Mas, para além da polêmica, as duas coisas mais importantes desta história são a recuperação de Abidal e a belíssima e desprendida atitude de Daniel Alves, que colocou parte de seu corpo à disposição de um amigo do peito que sequer brasileiro é.

 

 

A solidariedade e o amor gerado pela amizade não devem mesmo respeitar fronteiras.

 

 

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Galvão confessa ser Fla. Bacana. Respeito jornalista do fut que esconde time.Mas acho isso uma bobagem

 

Galvão Bueno confessou, no programa Altas Horas, na madrugada deste domingo (15), na Globo, o que eu e muita gente, sobretudo carioca, sabia: o coração do torcedor Galvão Bueno é do Flamengo.

 

Alguém no programa quis saber sobre o jogo de clube, e não da Seleção, que marcou sua vida.

 

O locutor foi sincero – ou, segundo ele próprio, “se entregou”:

- O cara (ele mesmo, no caso) chega a uma certa idade em que tem o direito de falar: (o jogo que o marcou foi) Flamengo campeão em Tóquio, no título mundial. Já me entreguei. Pronto!

 

E acrescentou:

 

- Sou carioca. Todo mundo fica perguntando se sou corintiano. Aí o corintiano olha pra mim e diz: “Você é palmeirense” ou “Você é são-paulino”. Sou carioca, cara. Sou tijucano (nascido na Tijuca, bairro tradicional do Rio de Janeiro ao lado do bairro e do Estádio Jornalista  Mario Filho, o  Maracanã). Sou salgueirense (torcedor da escola de Samba Salgueiro, que fica na Tijuca). Então, tenho meu direito.

 

Achei bom que o locutor de maior abrangência hoje no País deixasse claro que ele tem um time de futebol e revelasse sem grilos que time é esse.

 

Respeito a posição e o direito dos colegas jornalistas esportivos de não revelar para que time torcem.

 

Time do coração é uma posição pessoal e cada um faz de sua vida o que achar correto. Nada tenho a ver com isso.

 

Por isso, jamais revelaria aqui para que time torce o jornalista esportivo A ou B que ainda não tenha feito isso publicamente de sua própria boca.

 

Mas, individualmente, tenho o direito de achar – e acho – isso uma bobagem.

 

Pior ainda é quando o sujeito não assume publicamente seu desejo de esconder o time do coração e diz não torcer para nenhum deles.

 

Ai...

 

Como alguém consegue ignorar que até os fiapos de grama morta dos campos sabem que um sujeito procura o jornalismo do futebol exclusivamente porque ama o futebol – e ama o futebol exclusivamente porque trouxe no coração um time amado desde que começou a se entender por gente?

 

Tempos atrás, fiz, aqui mesmo neste canto, um texto sobre o assunto.

 

Penso que ele continua atual.

 

Vejam só:

 

Voce, é claro, já ouviu jornalistas esportivos, comentaristas e locutores dizerem que não torcem para nenhum time de futebol.

Um conhecido, paulista, de rádio e tevê, insiste em dizer que não torce para o São Paulo quando todos sabem que o Tricolor manda no seu coração.

Outro veterano, carioca, acredita que ninguém ainda notou o seu encantamento pelo célebre Botafogo.

São só dois exemplos.

Não acredite.

É mentira.

Por um motivo elementar: todos os profissionais de comunicação que chegaram ao futebol só aprenderam a amar este esporte e mergulharam nessas profissões por também amar, desde criança, um time.

E esse amor a gente, quando é do ramo (é claro que todos esses jornalistas e cronistas são do ramo), não esquece nunca, não é mesmo?

Jornalistas esportivos e torcedores são muito parecidos.

Jornalistas esportivos são torcedores que resolveram ser jornalistas.

Torcedores são torcedores que resolveram ser qualquer outra coisa.

O resto é praticamente igual.

Com o tempo, o contato direto com os jogadores e a rotina do esporte diminui parte do encanto que a distância alimenta.

Amenizam a paixão.

E tornam os profissionais ligados ao esporte mais frios e equilibrados diante das vitórias e dos revezes da sua equipe do coração.

E de qualquer outro time.

Tudo isso é verdade.

Agora, dizer que nunca teve time, que não tem mais time, que não torce para ninguém, tudo isso é balela.

A intensidade diminui, os impulsos da paixão são controlados, mas aquele lado bonito da paixão por um time jamais deixa de existir.

Em nenhum deles.

Todo o resto é retórica.

Embora eu ache uma bobagem esculpida em suor, como diria o tricolor Nélson Rodrigues (que, por sinal, fez a mais apaixonada crônica da história sobre o rival Flamengo), jornalista esportivo tem todo o direito de não revelar para que time torce.

Mas há no mercado, aos baldes, jornalistas esportivos sublimes que não deixam de ser sublimes por terem assumido o time do coração.

Por um raciocínio próximo ao dos que escondem seu time, mas com uma justificativa efetivamente relevante, o jornalista especializado em política normalmente não revela em quem vota.

Mas há um detalhe fundamental: ele vota.

Torcer para um time sem contar isso em público e amar um time dizendo jamais ter tido um são duas coisas completamente diferentes.

Eu sempre tive vontade de estabelecer, em algum texto, essa diferença.

Nessa reta final do Brasileirão, achei o momento.

Em tempo: se ainda não ficou claro nas tascadas que cometo neste blog, torço para o Flamengo.

E você, amado amigo da blogosfera colorida, acha que jornalistas deveriam assumir ou esconder seus times do coração?

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