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Fazer conta às vezes ajuda: Barça propõe acordo judicial para evitar paulada quatro vezes maior do que imposto supostamente devido no caso Neymar

neymar lluis gene afp Fazer conta às vezes ajuda: Barça propõe acordo judicial para evitar paulada quatro vezes maior do que imposto supostamente devido no caso Neymar

Lluis Gene / AFP

 

 

O Barcelona procurou a procuradoria e o departamento fiscal da Espanha para propor um acordo no processo de sonegação de impostos contra o clube naquele país na transação dos direitos federativos de Neymar.

Justiça e fazenda espanhola suspeitam que o clube catalão não pagou impostos da maior parte do total da transferência do jogador, que envolveu, entre outras partes, aproximadamente 37,92 milhões de euros (cerca de R$ 120,77 milhões) em duas parcelas à empresa brasileira N&N, dos pais do craque.

Fontes judiciais disseram à agência de notícias EFE que a proposta do Barça foi feita dias atrás, após o pagamento, pelo clube, de 13,5 milhões de euros (cerca de R$ 43 milhões) em tributos pela negociação do jogador.

A proposta é legal de acordo com a legislação espanhola.

Se for aceita, poderá gerar um acordo de conformidade no qual o Barcelona admite sua culpa e aceita uma sentença condenatória com uma provável multa fiscal adicional.

Caso o processo corra e revele sonegação sem ajuda, colaboração ou admissão anterior de culpa parcial ou total do investigado, no caso o Barcelona, a paulada da multa poderá ser até quatro vezes maior do que a sonegação apurada.

Um exemplo: se o juiz e promotor encontrarem uma sonegação de dez milhões de euros sem colaboração ou com mentira do Barça durante a investigação, poderão mandar uma multa de 40 milhões de euros no lombo dos cartolas do clube catalão.

Na Espanha, país sério, é assim...

Bom, aí... os caras fizeram algumas contas e... resolveram encaixar, por enquanto, 13,5 milhões de euros na fazenda espanhola.

É... prudente...

O acordo poderá melhorar a situação do clube, mas não encerrará necessariamente as investigações e o processo. O caso só poderá fechado por decisão conjunta da procuradoria e do juiz responsável pelo caso, Pablo Ruz.

O departamento de impostos da Espanha encomendou um relatório ao governo para avaliar se o valor pago em impostos pelo Barcelona até agora na transferência de Neymar é correto e suficiente.

No último dia 20 de fevereiro, o juiz Pablo Ruz incluiu o Barcelona como suspeito de sonegação fiscal no mesmo processo que investiga o ex-presidente do clube, Sandro Rosell, por apropriação indébita na transferência de Neymar.

Ruz e o promotor José Perals suspeitam de fraude fiscal de pelo menos 9 milhões, 100 mil e 800 euros no pagamento de cerca de 37,92 milhões feito por Rosell ao pai de Neymar, “a respeito do qual não consta que se tenha feito retenção ou pagamento dos impostos correspondentes”.

Eles desconfiam também que Rosell e os cartolas do Barça esconderam dos sócios do clube o total gasto para fichar o craque, que inclui, além da grana paga a seu pai, 17,1 milhões de euros ao Santos, DIS e Teisa; 7,9 milhões de euros por um acordo envolvendo três jogadores do Santos e nove milhões de euros em dois amistosos entre o clube catalão e o Santos, além de comissões e outros contratos menores.

Acuado, com a nível da água subindo, o Barça busca de saídas para evitar uma paulada maior.

Neste movimento, sugere até uma confissão antecipada de culpa. Tudo em nome da chance de minimizar o prejuízo de uma cacetada judicial e fiscal ao final de um processo levado a cabo sem a sua colaboração.

Enquanto isso, o que ocorre por aqui?

Como está o lado brasileiro dessa fiscalização?

O que Justiça e Fisco brasileiros têm a dizer sobre o caso?

Pappy Neymarzão pagou mesmo tudo direitinho?

Estamos esperando...

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Casoy teria pedido R$100 mil em ação a Kajuru,que o teria chamado de “pedófilo, lixo, homossexual e fascista”. Veja o vídeo com a suposta acusação

O jornalista Boris Casoy, da Rede Bandeirantes, teria entrado, no último dia 17 de fevereiro, com uma ação de indenização por danos morais contra o também jornalista Jorge Kajuru.

 Casoy estaria pedindo R$ 100 mil de reparação moral a Kajuru, que teria acusado o jornalista da Bandeirantes de praticar atos de pedofilia e homossexualismo num comentário feito no Esporte Interativo (confira o vídeo acima, em que Kajuru teria chamado Casoy de "pedófilo, lixo, homossexual e fascista" e dito que o jornalista da Bandeirantes "pega garotinho nos pontos de ônibus e leva para sua mansão em São Paulo").   

 As insinuações teriam sido uma resposta a um texto publicado na internet por Casoy sobre a denúncia de que Kajuru teria recebido dinheiro do bicheiro Carlinhos Cachoeira para fazer campanha política no estado de Goiás, informa o Blog do Paulinho.

E também uma reação às críticas de Kajuru a um comentário irônico de Casoy sobre garis que vazou em um telejornal da Bandeirantes no período de festas de final de ano.

 Se for intimado, Kajuru terá 15 dias para negar ou confirmar as supostas acusações. Em caso de confirmação, será obrigado e apresentar provas do que teria dito sobre Casoy.

 Depois disso, a Justiça poderá arquivar o processo ou seguir até o julgamento final, com a condenação ou absolvição de Kajuru.

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Caso Neymar: Santos contrata advogados do Real para encarar Barça na justiça espanhola

 

real barca Caso Neymar: Santos contrata advogados do Real para encarar Barça na justiça espanhola

 

O Santos está disposto a enfrentar o Barcelona, na justiça da Espanha, auxiliado por quem está acostumado a encarar o time catalão nos tribunais.

 

 

Prova maior disso é que o clube da Baixada contratou advogados defendem o Real Madrid para encarar o Barça nos processos sobre os pagamentos supostamente irregulares feitos à empresa do pai de Neymar na negociação do craque, informa Lauro Jardim na coluna Radar, da revista Veja.

 

Bom, pelo menos vontade de achar alguma coisas os caras vão ter.

 

Esperemos, pois.

 

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Rafael Ilha pede gratuidade em processo contra São Paulo, mas juiz exige que ele prove baixa renda

rafae Rafael Ilha pede gratuidade em processo contra São Paulo, mas juiz exige que ele prove baixa renda

 

 

O cantor Rafael Ilha, 40 anos (foto acima), trava na Justiça uma briga com o São Paulo Futebol Clube para tentar reativar o título de sócio que sua família tinha quando ele era menor de idade. O clube nega a reativação.

 

Ilha, ex-cantor do grupo Polegar, tem duas prisões no currículo: uma por porte ilegal de armas e outra por tentativa de sequestro, ao tentar levar uma mulher a uma clínica de reabilitação de drogas.

 

O cantor afirma ter reunido todos os documentos necessários para a medida. E também se comprometido a pagar as taxas do procedimento, mas o clube teria negado a reativação sem justificativa oficial.

 

Ilha diz ter pago tudo o que deve à Justiça,  mas acredita que o motivo verdadeiro do veto seja a sua ficha criminal.

 

Pois Ilha acaba de declarar sem recursos para pagar as custas do processo contra o São Paulo e requerer gratuidade na ação.

 

Surpreso, até mesmo por saber que o custo de associação a um clube como o São Paulo não é exatamente baixo, o juiz do processo, informa o Blog do Paulinho, exigiu que o cantor comprove sua situação financeira.

 

Ilha foi intimado pelo juiz a apresentar, em dez dias, sua última declaração de imposto de renda e os três últimos comprovantes de rendimento.

 

Se não cumprir o prazo, o processo será extinto.

 

Agora apertou, heim¿

 

Será difícil escapar desta sinuca.

 

Bela atitude do juiz.

 

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Chamado por Felipe Melo de “babaca”, “chifrudo”, “mané”, “covarde”, “idiota” e “corno mais famoso da imprensa esportiva”, Renato Maurício Prado processa o jogador

felipe melo Chamado por Felipe Melo de “babaca”, “chifrudo”, “mané”, “covarde”, “idiota” e “corno mais famoso da imprensa esportiva”, Renato Maurício Prado processa o jogador

 

 

O jornalista Renato Maurício Prado (foto abaixo), comentarista do canal pago Fox Sports, moveu, no início deste agosto de 2013, um processo de indenização por danos morais, na 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, contra o volante Felipe Melo (foto acima), ex-Flamengo e ex-Seleção Brasileira, atualmente do Galatasaray, da Turquia.

 

renato mauricio prado divulgacao fox sports Chamado por Felipe Melo de “babaca”, “chifrudo”, “mané”, “covarde”, “idiota” e “corno mais famoso da imprensa esportiva”, Renato Maurício Prado processa o jogador

Divulgação / Fox Sports

 

Renato pede indenização por ter sido chamado por Felipe Melo, no Facebook, em junho de 2013, entre outras coisas, de “babaca”, “chifrudo”, “mané”, “covarde”, “idiota” e “corno mais famoso que existe na imprensa esportiva”.

 

 

No mesmo texto, Felipe Melo insinua que o ex-lateral-esquerdo Roberto Carlos teria colocado um chifre no jornalista: “todo mundo sabe que um rapaz de nome Roberto Carlos lhe colocou uma bela galhada. Então, vade retro você, seu chifrudo”.

 

 

O jogador acusa o jornalista de ter inventado coisas sobre uma suposta negociação para o seu retorno ao Flamengo.

 

 

O processo será julgado pela juíza Simone Dalila Nacif Lopes, que deu a Felipe 15 dias para fazer a sua defesa, prazo que se esgotará nos próximos dias.

 

 

Em resumo: a panela voltará a ferver daqui a pouco.

 

 

Leia a íntegra do texto de Felipe Melo no Facebook que gerou o processo movido por Renato Maurício Prado:

 

 

"Não é de hoje que esse idiota do Renato Maurício Prado me persegue. São ofensas, deboches, apelidos, provocações, insultos, desrespeito e mentiras.

 

 

Cansei de ler e escutar isso tudo calado e hoje quero dizer algumas coisas pra esse bobo, que adora me denegrir. Isso vem desde a época que ele era amiguinho dos jogadores da base do Flamengo. Bom de microfone. Adorava um vestiário! Ele já havia passado dos limites me ofendendo e passou de novo. Disse o que acha que sabe, mas eu explico.

 

 

Flamengo me ligou sim, seu babaca. Não fez proposta por conta do alto salário, mas me procurou e convidou para voltar. Não estou cavando isso, pois nunca precisei. Sou flamenguista e conto com orgulho. Sou o rubro-negro que torce e não o que fica escondido nas folhas de jornal apenas criticando o que o clube faz ou deixa de fazer. Galatasaray já fez proposta para aumentar meu salário que já é excelente, seu mané.

 

 

Sou muito respeitado na Europa, ganhei tudo pelo Cruzeiro, me orgulho em ter feito o gol que salvou o Flamengo do rebaixamento. Fui eleito o melhor volante do campeonato espanhol quando jogava pelo Almería. Fui eleito pela FIFA o jogador mais versátil do último Mundial. Tenho uma derrota em 24 jogos pela Seleção Brasileira e um título de Copa das Confederações. Acho que merecia apenas um pouquinho de respeito nas coisas que você fala sobre mim. Não quero que você fale bem, mas me esqueça. Já que nunca tive o direito de resposta do jornalista que inventa mentira e publica sobre o cara que avacalhou a cabeça dele, vou usar meus dois milhões de fãs nas mídias sociais para fazer seu joguinho sujo.

 

 

 

Acho que ao invés de você ficar denegrindo a imagem dos outros (não apenas a minha) gratuitamente, deveria se preocupar mais com seus chifres. Você é o corno mais famoso que existe na imprensa esportiva. Todo mundo sabe que um rapaz de nome Roberto Carlos lhe colocou uma bela galhada. Então, vade retro você, seu chifrudo. Me esquece porque ainda vamos nos encontrar por aí e quero ver se você será homem suficiente para fazer essas piadinhas na minha cara, seu covarde".

 

 

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Flam… no site de A Crítica é piada até com o que se deve. Mas onde, definitivamente, não se pode

flamerda reproducao site a critica Flam... no site de A Crítica é piada até com o que se deve. Mas onde, definitivamente, não se pode

 

A polêmica do momento no mundo fut é engraçada.

 

O site do jornal A Crítica, de Manaus, publicou nesta segunda-feira (1º) uma tabela esquisita do Grupo B da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca 2013.

 

Em quarto lugar do grupo, com apenas quatro pontos ganhos, atrás do líder Resende, do vice Flu e do terceiro colocado Duque de Caxias, em vez de Flamengo, o dono da posição (vergonhosa, por sinal), estava tascado lá um vistoso "Flamerda" (veja reprodução acima).

 

O "elogio" foi logo depois substituído pelo termo Flamengo véio de guerra conhecido por todos.

 

Mas o pouco tempo em que ficou no ar foi o suficiente para provocar protestos de torcedores (Manaus é uma das cidades mais rubro-negras do País) e levar os cartolas do Fla a prometer um processo judicial contra o grupo de comunicação pedindo R$ 5 milhões de indenização por danos morais, materiais, prejuízo de marca e o escambau.

 

Apostem sem medo errar: o jornalista responsável pela atualização da tabela, na certa um antirrubro-negro torcedor ferrenho do Vasco, Fluminense ou Botafogo, tascou lá o tal "Flamerda" ainda com a tabela fora do ar, para tirar sarro dos amigos de trabalho amantes do rival, mas com a intenção de trocar o termo (muito popular na rua entre os anti-flamenguistas, por sinal) por Flamengo ainda antes jogar a tabela na rede.

 

 

Só que o tempo foi passando, o camarada deu aquela distraída com outras tarefas, se esqueceu da tiração de sarro, deu aquele vacilo e, um abraço: o "Flamerda" explodiu lá, na rede, para revolta de rubro-negros e alegria dos rivais do clube da Gávea, como certamente deve ser o autor da piada.

 

Na minha não muito curta carreira (vamos deixar esse negócio de tempo para lá...) testemunhei várias o vazamento de coisas como essa para o público.

 

E pior: na era pré-internet, isso tudo era impresso em revistas e jornais.

 

Ao contrário do que ocorre hoje nos sites, que permitem a modificação imediata do original, os erros, bilhetinhos para colegas de redação, piadas, ironias descabidas e palavrões impressos em jornais e revistas ficavam (e ficam) para sempre, a posteridade, sem possibilidade de correção.

 

Escreveu, imprimiu, distribuiu, vendeu, chegou na mão do leitor... até amanhã.

 

O máximo possível a ser feito, depois de feito aquilo que o colega da Crítica colou ao Fla , é publicar uma correção ou pedido de desculpa na próxima edição. Mas naquela que trouxe a m..., esqueça, babau.

 

Fosse minha a decisão no site, não chegaria ao ponto de mandar o animado coleguinha jornalista para aquilo que ele colou ao Fla.

 

Há que se ter um pouco de paciência, grandeza e bom humor em momentos como esse.

 

Mesmo porque o episódio, por vias tortas, certamente jogou a audiência do site para o alto, sobretudo fora de Manaus e do Amazonas, o que é um ganho adicional para o grupo.

 

De qualquer forma, que o colega fique esperto para o seguinte: tudo isso vale na brincadeira paralela e cotidiana de torcedor no futebol, mas não como profissional, com instrumentos e ferramentas oficiais de um ambiente de trabalho.

 

Ainda mais quando o ofício nos traz o risco de jogar aquilo que o colega colou ao Fla no ventilador.

 

Resumindo a m...: nosso rapaz até brincou com o que se deve, não sejamos moralistas, mas onde, com as formas e no momento em que, absolutamente, não se deve.

 

Dito?

 

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Em tempo: Após ler o texto acima, o amado amigo da coluna Marcos César o enriqueceu com as seguintes informações:

 

1) A alteração para "Flamerda" não foi feita apenas no site d0 jornal A Crítica. Saiu também nas edições impressa e online do jornal, disponível para assinantes, na segunda-feira (1º). Veja abaixo a foto da edição impressa, a de papel, de A Crítica de segunda-feira (1º):

 

flamerda reproducao site a critica 2 1024x768 Flam... no site de A Crítica é piada até com o que se deve. Mas onde, definitivamente, não se pode

Reprodução

 

2) O jornalista autor da brincadeira foi demitido.

 

3) Como "antiflamenguista convicto", ele, nosso amigo Marcos César, "riu muito" do episódio. Mas concorda ter sido "um tremendo desrespeito com a torcida do Fla e um vacilo que custou ao jornalista o emprego -  e poderá dar  um prejuízo imenso ao ex-empregador. E até mesmo, quem sabe, ao próprio profissional demitido, se a Justiça, por uma ação ou outra, entender que ele também possui responsabilidade pelo ocorrido".

 

 

Voltei: corretíssimo, Marcos César, corretíssimo. Agradeço e assino embaixo de todas as suas observações.

 

Em dia de Eurico, Dinamite perde a cabeça sem razão. O do Vasco não foi pênalti. O do Fla foi — e claro

FlaxVasco700 marcos de paula ae Em dia de Eurico, Dinamite perde a cabeça sem razão. O do Vasco não foi pênalti. O do Fla foi — e claroMarcos de Paula / AE

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite — o Robertão, o Robertaço do Machão da Gama, como dizia o saudoso locutor Waldir Amaral —, é um homem educado, centrado, fino no trato, de boas atitudes e maneiras.

 

Tem essa personalidade desde que era atacante na Colina — um dos mais eficientes, matadores e implacáveis que vi jogar, por sinal.

 

Mas, neste sábado (7), ele errou feio ao invadir o campo na derrota de seu time para o Flamengo, por 2 a 1, pela sétima e penúltima rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca (acima, Ronaldinho Gaúcho em ação no jogo).

 

Por alguns motivos, a saber:

 

* O pênalti cometido pelo goleiro do Vasco, Fernando Prass, no lateral direito do Fla, Léo Moura, no final do jogo, que gerou o gol da vitória do Rubro-Negro, foi claro, cristalino, indiscutível. Deveria ter sido marcado - como foi.

 

* Não houve pênalti de Welinton no vascaíno Thiago Feltri. O jogador do Vasco dobra a perna antes do suposto toque rubro-negro. Não ficou claro sequer se o zagueiro chegou a encostar no vascaíno. Não deveria ter sido marcado - como não foi.

 

Roberto agiu como cartolão provinciano.

 

Invadiu o campo e declarou, aos gritos, que o Vasco não "poderia continuar sendo roubado".

 

Infelizmente, lembrou seu antecessor e rival, o ex-deputado Eurico Miranda.

 

O Vasco, de fato, foi prejudicado nas duas partidas anteriores contra o Flamengo, no Brasileirão de 2011.

 

Os árbitros deixaram de dar penalidades a favor do time da cruz de malta nessas partidas.

 

Mas isso não justifica as declarações de Roberto, a invasão em campo e as ameaças dos jogadores do Vasco, que cercaram o árbitro ao final do jogo.

 

É como se Dinamite e seus atletas desejassem que a arbitragem errasse mais uma vez, marcando um pênalti que não houve e não dando um existente, apenas para compensar o prejuízo que outros árbitros deram ao Vasco nas duas partidas anteriores contra o Fla.

 

Teria sido muito bom e correto que os outros não tivessem errado daquela forma, mas raciocinar assim, nessa teoria torta de compensação, simplesmente não existe.

 

Mesmo porque o próprio Flamengo, para dar apenas um exemplo, não teve sequer um pênalti marcado a seu favor em todo o Campeonato Brasileiro de 2011.

 

Trinta e oito partidas sem uma única penalidade.

 

Praticamente uma impossibilidade estatística.

 

Não sei há no futebol outro exemplo de clube que tenha passado 38 partidas seguidas, no mesmo campeonato, sem ter tido um pênalti a seu favor.

 

E nem por isso os dirigentes do Fla invadiram o campo para ameaçar árbitros.

 

O árbitro da partida, Wagner dos Santos Rosa, ameça processar Roberto pela declaração do "roubando".

 

E relatar os vascaínos Eduardo Costa e Rodolfo na súmula por tentativa de agressão, o que pode render uma boa suspensão.

 

Seria uma pena dura para os jogadores.

 

E para Roberto, que não merece isso pelo cara que é, mas, infelizmente, perdeu a cabeça e passou dos limites, tendo o seu dia de Euricão.

 

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