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Flam… no site de A Crítica é piada até com o que se deve. Mas onde, definitivamente, não se pode

flamerda reproducao site a critica Flam... no site de A Crítica é piada até com o que se deve. Mas onde, definitivamente, não se pode

 

A polêmica do momento no mundo fut é engraçada.

 

O site do jornal A Crítica, de Manaus, publicou nesta segunda-feira (1º) uma tabela esquisita do Grupo B da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca 2013.

 

Em quarto lugar do grupo, com apenas quatro pontos ganhos, atrás do líder Resende, do vice Flu e do terceiro colocado Duque de Caxias, em vez de Flamengo, o dono da posição (vergonhosa, por sinal), estava tascado lá um vistoso "Flamerda" (veja reprodução acima).

 

O "elogio" foi logo depois substituído pelo termo Flamengo véio de guerra conhecido por todos.

 

Mas o pouco tempo em que ficou no ar foi o suficiente para provocar protestos de torcedores (Manaus é uma das cidades mais rubro-negras do País) e levar os cartolas do Fla a prometer um processo judicial contra o grupo de comunicação pedindo R$ 5 milhões de indenização por danos morais, materiais, prejuízo de marca e o escambau.

 

Apostem sem medo errar: o jornalista responsável pela atualização da tabela, na certa um antirrubro-negro torcedor ferrenho do Vasco, Fluminense ou Botafogo, tascou lá o tal "Flamerda" ainda com a tabela fora do ar, para tirar sarro dos amigos de trabalho amantes do rival, mas com a intenção de trocar o termo (muito popular na rua entre os anti-flamenguistas, por sinal) por Flamengo ainda antes jogar a tabela na rede.

 

 

Só que o tempo foi passando, o camarada deu aquela distraída com outras tarefas, se esqueceu da tiração de sarro, deu aquele vacilo e, um abraço: o "Flamerda" explodiu lá, na rede, para revolta de rubro-negros e alegria dos rivais do clube da Gávea, como certamente deve ser o autor da piada.

 

Na minha não muito curta carreira (vamos deixar esse negócio de tempo para lá...) testemunhei várias o vazamento de coisas como essa para o público.

 

E pior: na era pré-internet, isso tudo era impresso em revistas e jornais.

 

Ao contrário do que ocorre hoje nos sites, que permitem a modificação imediata do original, os erros, bilhetinhos para colegas de redação, piadas, ironias descabidas e palavrões impressos em jornais e revistas ficavam (e ficam) para sempre, a posteridade, sem possibilidade de correção.

 

Escreveu, imprimiu, distribuiu, vendeu, chegou na mão do leitor... até amanhã.

 

O máximo possível a ser feito, depois de feito aquilo que o colega da Crítica colou ao Fla , é publicar uma correção ou pedido de desculpa na próxima edição. Mas naquela que trouxe a m..., esqueça, babau.

 

Fosse minha a decisão no site, não chegaria ao ponto de mandar o animado coleguinha jornalista para aquilo que ele colou ao Fla.

 

Há que se ter um pouco de paciência, grandeza e bom humor em momentos como esse.

 

Mesmo porque o episódio, por vias tortas, certamente jogou a audiência do site para o alto, sobretudo fora de Manaus e do Amazonas, o que é um ganho adicional para o grupo.

 

De qualquer forma, que o colega fique esperto para o seguinte: tudo isso vale na brincadeira paralela e cotidiana de torcedor no futebol, mas não como profissional, com instrumentos e ferramentas oficiais de um ambiente de trabalho.

 

Ainda mais quando o ofício nos traz o risco de jogar aquilo que o colega colou ao Fla no ventilador.

 

Resumindo a m...: nosso rapaz até brincou com o que se deve, não sejamos moralistas, mas onde, com as formas e no momento em que, absolutamente, não se deve.

 

Dito?

 

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Em tempo: Após ler o texto acima, o amado amigo da coluna Marcos César o enriqueceu com as seguintes informações:

 

1) A alteração para "Flamerda" não foi feita apenas no site d0 jornal A Crítica. Saiu também nas edições impressa e online do jornal, disponível para assinantes, na segunda-feira (1º). Veja abaixo a foto da edição impressa, a de papel, de A Crítica de segunda-feira (1º):

 

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Reprodução

 

2) O jornalista autor da brincadeira foi demitido.

 

3) Como "antiflamenguista convicto", ele, nosso amigo Marcos César, "riu muito" do episódio. Mas concorda ter sido "um tremendo desrespeito com a torcida do Fla e um vacilo que custou ao jornalista o emprego -  e poderá dar  um prejuízo imenso ao ex-empregador. E até mesmo, quem sabe, ao próprio profissional demitido, se a Justiça, por uma ação ou outra, entender que ele também possui responsabilidade pelo ocorrido".

 

 

Voltei: corretíssimo, Marcos César, corretíssimo. Agradeço e assino embaixo de todas as suas observações.

 

Em dia de Eurico, Dinamite perde a cabeça sem razão. O do Vasco não foi pênalti. O do Fla foi — e claro

FlaxVasco700 marcos de paula ae Em dia de Eurico, Dinamite perde a cabeça sem razão. O do Vasco não foi pênalti. O do Fla foi — e claroMarcos de Paula / AE

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite — o Robertão, o Robertaço do Machão da Gama, como dizia o saudoso locutor Waldir Amaral —, é um homem educado, centrado, fino no trato, de boas atitudes e maneiras.

 

Tem essa personalidade desde que era atacante na Colina — um dos mais eficientes, matadores e implacáveis que vi jogar, por sinal.

 

Mas, neste sábado (7), ele errou feio ao invadir o campo na derrota de seu time para o Flamengo, por 2 a 1, pela sétima e penúltima rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca (acima, Ronaldinho Gaúcho em ação no jogo).

 

Por alguns motivos, a saber:

 

* O pênalti cometido pelo goleiro do Vasco, Fernando Prass, no lateral direito do Fla, Léo Moura, no final do jogo, que gerou o gol da vitória do Rubro-Negro, foi claro, cristalino, indiscutível. Deveria ter sido marcado - como foi.

 

* Não houve pênalti de Welinton no vascaíno Thiago Feltri. O jogador do Vasco dobra a perna antes do suposto toque rubro-negro. Não ficou claro sequer se o zagueiro chegou a encostar no vascaíno. Não deveria ter sido marcado - como não foi.

 

Roberto agiu como cartolão provinciano.

 

Invadiu o campo e declarou, aos gritos, que o Vasco não "poderia continuar sendo roubado".

 

Infelizmente, lembrou seu antecessor e rival, o ex-deputado Eurico Miranda.

 

O Vasco, de fato, foi prejudicado nas duas partidas anteriores contra o Flamengo, no Brasileirão de 2011.

 

Os árbitros deixaram de dar penalidades a favor do time da cruz de malta nessas partidas.

 

Mas isso não justifica as declarações de Roberto, a invasão em campo e as ameaças dos jogadores do Vasco, que cercaram o árbitro ao final do jogo.

 

É como se Dinamite e seus atletas desejassem que a arbitragem errasse mais uma vez, marcando um pênalti que não houve e não dando um existente, apenas para compensar o prejuízo que outros árbitros deram ao Vasco nas duas partidas anteriores contra o Fla.

 

Teria sido muito bom e correto que os outros não tivessem errado daquela forma, mas raciocinar assim, nessa teoria torta de compensação, simplesmente não existe.

 

Mesmo porque o próprio Flamengo, para dar apenas um exemplo, não teve sequer um pênalti marcado a seu favor em todo o Campeonato Brasileiro de 2011.

 

Trinta e oito partidas sem uma única penalidade.

 

Praticamente uma impossibilidade estatística.

 

Não sei há no futebol outro exemplo de clube que tenha passado 38 partidas seguidas, no mesmo campeonato, sem ter tido um pênalti a seu favor.

 

E nem por isso os dirigentes do Fla invadiram o campo para ameaçar árbitros.

 

O árbitro da partida, Wagner dos Santos Rosa, ameça processar Roberto pela declaração do "roubando".

 

E relatar os vascaínos Eduardo Costa e Rodolfo na súmula por tentativa de agressão, o que pode render uma boa suspensão.

 

Seria uma pena dura para os jogadores.

 

E para Roberto, que não merece isso pelo cara que é, mas, infelizmente, perdeu a cabeça e passou dos limites, tendo o seu dia de Euricão.

 

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