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Um carro popular zero. Foi o que cambistas pediram por um ingresso na final da Champions League

euros Um carro popular zero. Foi o que cambistas pediram por um ingresso na final da Champions League

 

 

Mais de um milhão de pessoas se inscreveram pela internet para comprar um dos 60 mil ingressos da partida final da Champions League, entre o alemão Bayern de Munique e o inglês Chelsea, neste sábado (19), no estádio Allianz Arena, em Munique, vencida pelo clube da Inglaterra por 4 a 3, nos pênaltis, após empates em 1 a 1 no tempo normal e em 0 a 0 na prorrogação.

 

Uma batalha como essa só poderia gerar uma boa clientela para eventuais cambistas.

 

E não deu outra.

 

Eles, é verdade, não eram muitos, até pelo sistema de venda e controle bem mais rígido do que o utilizado na América Latina e mesmo em outras competições europeias.

 

Mas os poucos com alguns ingressos para vender aos desamparados no lado de fora do Allianz chegaram a pedir até 10 mil euros por bilhete.

 

A cotação foi atingida cerca de duas horas antes do início da partida.

 

Para uma leve comparação, o euro fechou a sexta-feira (18) ao câmbio de R$ 2,58.

 

Isso significa que os caras pediram nada menos do que R$ 25,8 mil, praticamente um bom carro popular zero no Brasil, por um ingresso.

 

Você pagaria se tivesse e pudesse?

 

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Real fora. Gostei pelo marrento do Mourinho, que se acha gênio nos momentos em que esquece ser Deus

Real Madrid 2 x 1 Bayern de Munique.

 

Real Madrid 1 x 3 Bayern de Munique na disputa de pênaltis.

 

O técnico mais bem pago (o português José Mourinho), o jogador mais caro e o elenco mais valioso do mundo (o do Real) estão eliminados.

 

No próximo dia 19 de maio, as "zebras" Bayern (Bávaros) de Munique e Chelsea-ING farão a final na casa do clube alemão, o Allianz Arena.

 

A rigor, o Bayern era considerado menos zebra do que o Chelsea. Para muitos, entre os quais este que vos escreve, o clube alemão tem o terceiro melhor time da atualidade, atrás apenas dos dois espanhóis, Barça e Real.

 

O Real parecia que iria fazer valer o mando de campo, o apoio de 85 mil torcedores e a suposta superioridade técnica de seu elenco.

 

Aos 14 minutos, já vencia de 2 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo.

 

Com o gol de Arjen Robben, de pênalti, aos 27, o Bayern ganhou confiança e voltou ao jogo.

 

Na segunda etapa, o Bayern fez uma belíssima partida.

 

Com coragem, bom posicionamento e ótimas atuações de Schweinsteiger e sobretudo do brasileiro Luiz Gustavo. Adiantados e com passes precisos, esses dois volantes jogaram praticamente como meias.

 

No ataque, Ribéry, Robben e Gómez se movimentavam muito, trocando de posição o tempo todo.

 

Como era esperado, o Bayern respeitou Real sem temer - e por isso venceu.

 

No Real, CR7 começou fulminante mais caiu de produção a partir dos 30 minutos do primeiro tempo. Fez o primeiro de pênalti, mas perdeu o seu na disputa final. Não foi o culpado pelo fracasso, fez os dois gols de seu time mas brilhou muito cedo na partida e, quando o time precisou de seu talento, ele não conseguiu aparecer.

 

Os brasileiros Marcelo e Kaká, que entrou no segundo tempo no lugar de DiMaría, foram muito mal, sobretudo o meia-atacante, que não fez nada de útil na partida e ainda perdeu o pênalti na disputa final.

 

No final, pela  atuação destemida, técnica e com disciplina tática, o Bayern mereceu eliminar o Real pela quinta vez em competições europeias e voltar a final da Champions onze anos depois da disputa de sua última final.

 

Gosto do Real.

 

Mas valeu por ver a tristeza de José Mourinho, técnico inegavelmente competente mas a personagem mais marrenta do futebol mundial no momento.

 

Arrogante e ególatra, Mourinho se acha um gênio da raça - isso quando esquece que é Deus.

 

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