Publicado em 04/02/2013 às 20:30
Arremesso de moedas pode fazer Santos perder até três mandos e “morrer” em R$ 500 mil. Tomara
Alex Silva / Agência Estado
Com base no relato da arbitragem, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) poderá apresentar denúncia contra o time santista. Além disso, a diretoria do São Paulo promete recorrer junto à Federação Paulista de Futebol (FPF) em busca de punição para o rival.
Se o TJD-SP e os cartolas são-paulinos agirem como prometem, o Santos tem grandes chances de ser indiciado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Este artigo estabelece multa de até R$ 500 mil para o clube que “deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desportos”. Além do dinheiro, o time praiano poderá perder mando de campo de um a três jogos do Paulistão.
Seria exemplar e espetacular se essas punições realmente fossem aplicadas.
Uma palhaçada.
Um gesto tribal, perigoso e inadmissível, que precisa ser extinto de qualquer jeito. Na conversa, na multa, na punição ou com tudo isso junto.
Se ferirem o cofre e retirarem mandos de campo, quem sabe a diretoria do clube assume o ônus político de enfrentar a parcela inconsequente (e minoritária) de sua linda e elegante torcida para eliminar de vez esse costume infelizmente transformado em tradição vergonhosa em jogos na Vila Belmiro?
Se as punições vierem, serão mais do que merecidas.
E certamente úteis para forçar os cartolas do clube a trabalhar pelo fim dessa palhaçada perigosa que é jogar peças de metal sobre pessoas.
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