Santista: mostre nota, vaie, berre, esperneie, mas pare com essa palhaçada perigosa de jogar moeda

burro shrek Santista: mostre nota, vaie, berre, esperneie, mas pare com essa palhaçada perigosa de jogar moeda

Meu nome é burro, dizem. Mas não jogo moeda em jogador nem em técnico de futebol... / Divulgação

 

A torcida do Santos vaiou o meia Paulo Henrique Ganso nos quase 80 minutos em que o meia, ex-ídolo do clube e hoje jogador do São Paulo, esteve em campo na derrota do Tricolor para o Peixe por 3 a1, neste domingo (3), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista, com mais uma bela atuação de Neymar.

 

As vaias atingiram seu ponto mais forte aos 32 minutos do segundo tempo, quando o meia foi substituído por Aloísio. Foi um apupo só.

 

Até aí tudo bem, tudo legítimo, tudo dentro do normal.

 

Torcedor é a razão do futebol. Paga ingresso e tem todo, rigorosamente todo o direito de se manifestar nas arquibancadas a favor ou contra qualquer time ou jogador, do coração ou rival.

 

Mas no limite das palavras, dos gritos, das vaias, dos aplausos e até dos palavrões.

 

Ou seja, no limite do som, dos produtos da voz, que fazem parte da cultura do futebol, desde que não incluam manifestações racistas ou de outro cunho criminoso.

 

Agora, jogar objetos é o fim do mundo, uma idiotice imperdoável.

 

Uma atitude inadmissível, perigosa, arriscada, medieval e digna de punição para os autores e o clube para o qual eles torcem.

 

Quando esses objetos são moedas, como foi contra Ganso, a coisa fica mais grave.

 

Moedas, como todos sabem, são peças de metal.

 

Lançadas de longe, têm seu peso de equivalência multiplicado algumas vezes.

Se elas atingirem um ponto sensível do corpo de alguém, como os olhos, por exemplo, podem causar ferimentos graves.

 

Até as pedras sabem disso. Talvez mesmo as moedas também saibam.

 

Como todo mundo, Ganso e o atacante Luis Fabiano esperavam as manifestações da torcida santista. Mas, com toda razão, criticaram a estupidez do lançamento de moedas:

 

O meia comentou:

 

- Estava preparado. Sabia que alguns torcedores fariam isso, mas não a Vila inteira. Mas é assim, a vida segue. Vaiar, tudo bem. Mas será que vão ser punidos (pelo lançamento das moedas)?

 

Luis Fabiano reclamou de ter sido atingido por uma moeda ao final do primeiro tempo, apesar da tentativa da polícia de proteger os jogadores são-paulinos:

 

- Jogaram uma moeda em mim. É inadmissível que aconteça isso em um País que vai sediar a Copa do Mundo.

 

É verdade.

 

A torcida do Santos é mestre nessa palhaçada de jogar moeda em alvos de suas críticas.

 

Vanderlei Luxemburgo foi alvo frequente dessa prática.

 

Não estou julgando os motivos da revolta dos santistas contra o técnico.

 

Não é esse o caso. O ponto é a ignonímia, a burrice de atirar peças de metal em alguém por causa de questões de futebol.

 

Há várias outras formas de chamar ou caracterizar Vanderlei, Ganso ou qualquer outra pessoa de mercenário sem precisar atirar nela qualquer coisa – sobretudo peças de metal como moeda.

 

Torcedor santista: vaiem, sacudam notas, gritem, berrem, criem cânticos destacando o suposto comportamento venal de seus novos inimigos, mas parem com essa palhaçada infantil de jogar moeda nos outros.

 

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"Santista: mostre nota, vaie, berre, esperneie, mas pare com essa palhaçada perigosa de jogar moeda"

3 de February de 2013 às 23:20 - Postado por Eduardo Marini

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