Postura medíocre do Tigre só amplificou o show do carismático Lucas dentro e fora de campo

Lucas R7 Enomoto 600 Postura medíocre do Tigre só amplificou o show do carismático Lucas dentro e fora de campo

Eduardo Enomoto / R7

 

A postura medíocre e pequena do Tigre, que se negou a voltar para o segundo tempo na vitória do São Paulo por 2 a 0, que garantiu ao Tricolor o seu primeiro título da Sul-Americana na noite desta quarta-feira (12), só amplificou e destacou o comportamento irretocável do jovem talento Lucas dentro e fora de campo.

 

No gramado, o garoto de 20 anos arrebentou com o jogo: fez um golaço, deu um passe sublime para o segundo e terminou como o melhor da "meia" partida.

 

Fora dele, maduro, fez reverências à torcida do clube que o lançou para o estrelato.

 

Correu, chorou, agradeceu, fez um discurso rápido mas lúcido e inteligente.

 

E, humilde, ainda se desculpou por "ter a palavra como uma coisa forte", como se não tivesse se expressado melhor do que 99,9% da boleirada nativa.

 

Poucas vezes vi, nas arquibancas, uma torcida tão conformada e carinhosa com um ídolo em sua partida de despedida.

 

Não era para menos.

 

No final da festa, Lucas recebeu de Rogério Ceni a faixa de capitão para ter o direito de levantar a taça antes de todo mundo no palco.

 

Uma homenagem comovente e justa para um garoto que evolui em proporções geométricas como craque, profissional e cidadão.

 

Que ele siga assim e tenha boa sorte no Paris Saint-Germain.

 

Porque, ao menos até agora, merece - e muito.

 

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