Publicado em 12/12/2012 às 11:00
Ok, na final. Ufa. Mas Chelsea ou mesmo Monterrey não perdoará um segundo tempo como esse…
Sergio Barzagh / Gazeta Press
O Corinthians venceu por 1 a 0, garantiu seu lugar na final do Mundial de Clubes, no próximo domingo, às 8h30 (horário de Brasília) e isso é o que importa.
Mas o inexplicável recuo no segundo tempo, quando o Timão tinha o controle numérico, territorial e psicológico da partida, com os volantes dando um espaço grande até a zaga para o trabalho dos meias do Al Ahly, foi inexplicável.
Emerson jogou mal como há muito tempo não se via. Apagado, pálido, não encontrou seu espaço em campo e foi facilmente neutralizado pela defesa egípcia.
Douglas jogou muito bem no primeiro tempo, mas depois, cansado, foi controlado pela marcação até ser substituído.
Danilo esteve sumido no segundo tempo, mas teve papel importante na marcação no segundo.
Jorge Henrique, Guilherme e Romarinho funcionaram mais como defensores, marcando a subida dos alas e meias deslocados, do que propriamente de atacantes.
Mesmo assim, o Corinthians poderia claramente ter voltado com mais objetividade na primeira metade do segundo tempo, para fazer o segundo e garantir uma passagem mais tranquila.
O nervosismo da estreia atrapalhou o Corinthians no segundo tempo.
Mas é necessário aprender muito com este jogo.
Ok, é partida decisiva, tensão de reta final, tudo isso dá para entender.
Só se pode jogar um segundo tempo assim com uma equipe como o Al Ahly que, perto do estágio do futebol brasileiro, chega à intermediária e fica sem saber o que fazer com a bola até perdê-la.
Mas times mais talentosos como o Chelsea ou mesmo o arrumado e dedicado Monterrey, que tem jogadores que sabem o que fazer com a bola, definitivamente não perdoariam um relaxamento desses.
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