47 Vitória do São Paulo arrancada a fórceps. 1 a 0 sofrido contra a forte retranca do Cesar Vallejo. Time de Bauza lutou muito. E está classificado para a fase de grupos da Libertadores...
Foi um sofrimento. Pênalti perdido por Michel Bastos. Três bolas na trave. Mas aos 43 minutos do segundo tempo, Rogério fez justiça. O reserva que entrou três minutos antes, aproveitou confusão depois de um escanteio. E estufou as redes do retrancado Cesar Vallejo. Vitória arrancada a fórceps no Pacaembu. E o São Paulo se classificou para a fase de grupos da Libertadores da América.

O São Paulo chutou 24 bolas a gol.

"Tivemos mais de 20 finalizações. Na Libertadores costuma se pagar caro por isso, mas o time nunca deixou de buscar o gol. Agora é trabalhar e esperar que todo esse domínio possa se transformar em um resultado melhor. Na fase de grupos vamos enfrentar alguns adversários como o César Vallejo e outros superiores.

Tivemos cinco chances muito claras. Estamos em um processo de construção da equipe. Está sólida atrás. Isso é bom. Falta mais criação, mais futebol. Vamos trabalhar para melhorar isso", avisava Bauza.

"É o carinho enorme da torcida, que vem pedindo para eu entrar em todos os jogos. Eu trabalho independentemente do treinador. Treino bastante para quando chegar a hora fazer o gol", destacou o autor do gol. Rogério negou ter problema com Bauza e por isso se tornou mero reserva de luxo.

As 32.567 pessoas que foram ao Pacaembu, se iludiram. Ainda não perceberam que treinador está comandando o São Paulo. Foram ao estádio festejando antecipadamente. Sonhando com uma goleada. Mas o argentino Edgardo Bauza não é um treinador dado a espetáculos.

Ainda mais sendo a sua primeira decisão como comandante do São Paulo. Era responsabilidade demais. Seu time não poderia correr o risco de tentar agradar o torcedor ou a mídia e ser eliminado, na fase batizada aqui no Brasil de pré-Libertadores.

Mesmo tendo um adversário fraco, modesto, Bauza deixou muito claro aos seus jogadores. Não queria ver a defesa exposta de jeito algum. Ainda mais formada por Rodrigo Caio e Lucão, já que Breno teve uma tendinite no joelho esquerdo.

O técnico via como loucura atacar com os dois volantes ou os dois laterais ao mesmo tempo, como o treinador cansou de ver no passado. E avisou a todos que, além de lutarem, todos teriam de perder a vergonha de fazer falta. Não importava se o jogo ficasse feio. Ele queria era a vitória, a classificação.

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É a maneira com que o argentino aprendeu futebol. As conquistas de duas Libertadores lhe dão razão. E tratou primeiro de garantir muita pegada e proteção a Dênis. O 0 a 0 era favorável ao clube brasileiro, depois do empate em 1 a 1 no Peru, semana passada.

E além da linha de quatro, deixou Hudson e Thiago Mendes um pouco mais presos do que se esperava. Tudo para liberar Paulo Henrique Ganso. Abrir Centurión na direita e Michel Bastos na esquerda. Na frente, deveria atuar Alan Kardec, o que deixaria o time mais lento, menos agudo. Uma inesperada amigdalite fez justiça. E Calleri, com muito mais recursos técnicos, ficasse com a vaga.

Além da prudência de Bauza, Franco Navarro soube como estruturar seu time. Diante dos parcos recursos técnicos, tratou de montar um esquema defensivo muito forte. E eficaz. Mostrou a importância tática no jogo de futebol. Colocou seus obedientes atletas em um 3-6-1, que muitas vezes funcionava no 3-7-0. A estratégia era superpopular a sua intermediária. O sonho, viver de uma bola. Um escanteio, um chute de longe. Não era modéstia. Apenas encarar a realidade.

A torcida do São Paulo logo foi trocando a empolgação por preocupação. Os peruanos conseguiam travar o sonho de goleada. A dedicação na marcação era algo impressionante.

A partida foi truncada, feia no primeiro tempo. Faltou pulso ao árbitro uruguaio Cristian Ferreyra. Ele acompanhava o jogo de longe. E se equivocou em várias faltas. Marcava as que não acontecia. E as claras, não marcava.

O São Paulo não teve como utilizar os laterais. A prudência de Bauza e a firmeza da marcação de Franco Navarro impediu que o time brasileiro criasse muitas chances no primeiro tempo. Calleri teve de recuar para tentar pegar a bola, já que ela não chegava até ele.

Ganso estava bem marcado por setor. Michel Bastos e, principalmente, Centurión estavam individualistas demais. Insistiam em chutes, mesmo desequilibrados, com companheiros melhores colocados. Essa é uma falha grave que Bauza precisa corrigir.

 Vitória do São Paulo arrancada a fórceps. 1 a 0 sofrido contra a forte retranca do Cesar Vallejo. Time de Bauza lutou muito. E está classificado para a fase de grupos da Libertadores...

Mas mal começou o segundo tempo e o árbitro uruguaio errou mais uma vez. O equívoco foi gravíssimo. Bruno lançou a bola para Ganso. O meia foi seguro por Riojas. Mas fora da área. O juiz marcou pênalti. Logo aos cinco minutos.

Calleri queria bater. Mas a vaidade de Michel Bastos se impôs. O argentino deixou que cobrasse. A batida acertou a trave e foi para fora.

Tudo ficou ainda mais tenso. A torcida passou a ficar irritada, com o time parando no forte sistema defensivo peruano. Bauza errou feio ao manter Centurión. Seu egoísmo era irritante. Desperdiçava vários ataques. Os são paulinos já pediam Rogério ao final do primeiro tempo. Ficou claro que o técnico argentino quer salvar a carreira do atacante, já muito questionado.

Quando finalmente se cansou de seus erros, Bauza decide colocar o volante Wesley no seu lugar. Mas para jogar como no seu início no Santos, aberto pela direita. Era óbvio que Rogério seria mais agudo. Carlinhos entrou na vaga do cansado Mena.

O São Paulo seguia atuando na intermediária adversária. E os peruanos começavam a se cansar, dando mais espaços. Aos 35 minutos, o versátil Calleri completou cruzamento de carrinho, acertou o travessão do goleiro Libman. Um minuto depois, Hudson bateu forte de fora e também acertou a trave.

O São Paulo de Bauza chuta muito ao gol adversário de fora da área. Característica obrigatória dos times do técnico argentino.

Era uma questão de tempo para o gol sair.

E ele veio dos pés do jogador mais pedido pela torcida.

Rogério levou três minutos para justificar os gritos nas arquibancadas do Pacaembu.

Foi esperto, ágil. Se aproveitou de uma confusão na área peruana depois de um escanteio. Ele foi mais rápido que os zagueiros e chutou forte, indefensável para Libman.

1 a 0.

E pensar que Rogério acompanharia a partida dos camarotes. Não estava relacionado. Só ficou na reserva porque Alan Kardec foi cortado do jogo por causa da amigdalite.

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E o São Paulo começará sua caminhada nos grupos da Libertadores, na semana que vem.
O time de Bauza ficará no Grupo 1. Seus adversários: River Plate, The Strongest e Trujillanos, da Venezuela.

O argentino estava aliviado após o jogo.

Ganhou sua primeira decisão com o time brasileiro.

Conquistou a vitória bem ao seu estilo.

Com a equipe no ataque.

Mas muito bem postada na defesa.

E sem a menor vergonha de fazer falta.

A apatia dos últimos anos parece ter ido embora do Morumbi...
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